Archive for February, 2007

Cheguei a Buenos Aires no primeiro dia já na hora do almoço. O aeroporto de Ezeiza é longe da cidade, e eu já estava morta de fome, porque tinha chegado ao Galeão às 05:30 da matina. Em condições normais eu já não cogitaria outro meio de transporte que não o táxi – com pai, mãe, tia, malas e fome, então…

Ainda dei uma passadinha no Banco de la Nación para trocar algum dinheiro. Normalmente eu não levo dólares quando vou a Buenos Aires, porque costumo sacar diretamente da minha conta no Itaú. Mas dessa vez levei e, por incrível que pareça, a melhor taxa que consegui foi essa do aeroporto - 1 dólar estava cotado a 3,09 pesos, contra 3,02 em todas as casas de câmbio que vi depois. Mas, atenção: o posto do Banco de la Nación fica depois da aduana! Ao lado das esteiras de bagagem há quiosques que pagam míseros 2,68 pesos por dólar…

Como éramos 4 adultos com bagagem, iríamos precisar de 2 táxis. Acabei encontrando uma alternativa “quente”, uma super dica para quem vai sem pacote e, portanto, sem traslado: o transporte da Manuel Tienda León. Eles oferecem o traslado em ônibus, vans ou carros, e têm um stand bem em frente ao desembarque. Para 2 ou 3 pessoas, não vejo vantagem ao relação ao táxi tradicional, mas para 4 fez a diferença. Eles nos ofereceram um utilitário, tipo uma vanzinha, com espaço mais do que suficiente para as 4 malas e para nós, com relativo conforto, a módicos 93 pesos, ou US$ 31 – apenas US$ 7.75 por pessoa! E já planejamos reservar o traslado de volta ao aeroporto!

Chegamos ao hotel em cerca de meia hora e decidi apenas fazer uma foto do meu quarto no Facón, antes de sair pra rua de novo. E acabei mantendo o hábito nos hotéis seguintes, pra tentar mostrar fotos mais parecidas com a realidade dos quartos do que as fotos super produzidas que vemos nos sites dos hotéis… ;-)

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Fomos então almoçar no La Caballeriza do Puerto Madero. Mas não, não fui comer uma parrillada… A parrillada, o churrasco típico da região, é feita com diversos tipos de miúdos – e eu (fresca, fresca, fresca!), cheguei até a provar uma vez, mas prefiro não passar nem perto. Sou fã mesmo de um belo bife de lomo - que sempre divido com alguém, porque eles costumam ser enormes!!! Peça jugoso, a punto ou cocido – mal passado, ao ponto ou bem-passado – sempre lembrando que o ponto deles é um pouco menos assado que o nosso. E se quiser o filé cortado ao meio na horizontal, para que fique mais baixo, peça que seja cortado mariposa – parecem mesmo as asas abertas de uma borboleta!

Lá, pra matar o tempo enquanto esperava o meu almoço, resolvi fazer essa foto da cerveja-símbolo da Argentina – a Quilmes. Mais uma vez, não sou muito fã de cerveja, mas acho que elas são muito fotogênicas… :D

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Nesse dia nem saímos do centro. Tive que ir ao terminal do Buquebus, pra buscar as passagens que tinha comprado online e conferir se estava tudo Ok. Mais pro fim da tarde fomos dar uma volta, sentir um pouco o ritmo da cidade e dar uma conferida básica nas Galerías Pacífico… Acabei vendo um entardecer bem bonito em pleno movimento da Avenida Córdoba…

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Na realidade, acho que eu tenho uma história peculiar com Buenos Aires… Meu irmão foi casado com uma argentina, os pais dela são amigos dos meus pais até hoje, aprendi muito espanhol com a minha ex-cunhada… Quando estive na cidade pela primeira vez, com a minha amiga Cláudia, ficamos 10 dias hospedadas em Belgrano, fomos guiadas pela minha ex-cunhada, pegamos muitas dicas com os pais dela, freqüentamos lugares onde quase nenhum turista brasileiro vai - e deixamos de ir onde todos vão… o

O resultado é que demorei 4 anos para ir a La Boca, porque isso era um programa para turistas… Demorei 7 anos para ir ver o meu primeiro show de tango (e só fui praticamente arrastada por um ex-namorado) – porque isso então, meu Deus, praticamente equivalia a ir assistir a um show de mulatas aqui mesmo no Rio de Janeiro!!! Depois, claro, desencanei dessa bobagem – afinal, eu podia até ser uma turista bem à vontade na cidade, mas continuava sendo turista, e estava perdendo muita diversão… Em compensação, Buenos Aires se tornou a minha segunda casa - uma cidade onde eu tenho planos sérios de passar uma temporada um dia, de preferência fazendo um curso para dar uma boa polida no meu espanhol!

Por essas razões, eu acho muito esquisita essa mania que os brasileiros têm (talvez nem por opção própria, mas pela conveniência dos pacotes, eu sei…) de se hospedar no centro da cidade. Há mais de 10 anos, quando eu estive lá pela primeira vez, ainda havia alguma vida no centro de Buenos Aires, bares e restaurantes movimentados, sessões de cinema por toda a noite – mas agora isso ficou no imaginário popular e na lista de hotéis das operadoras de turismo! Acho que o centro de Buenos Aires, principalmente no trecho da Florida pra cima, em direção à Av. 9 de Julio, está super degradado, e não deveria nem ser considerado como opção de hospedagem por quem está a fim de ficar em um lugar minimamente charmoso. Corrientes, Suipacha, Esmeralda, 9 de Julio? Não, muito obrigada – para mim isso equivale a ficar hospedada na Av. Presidente Vargas, aqui no Rio de Janeiro…

Eu sei que pode ser mais difícil conseguir um pacote com um bom preço quando o hotel não fica no centro… Mas, para evitar os ônibus fumacentos e os latões de lixo praticamente na porta do hotel, se o centro for inevitável, acho que a melhor opção é a região mais próxima à Plaza San Martin, bem no comecinho da Florida.

Próximo dali, um hotel queridinho dos pacotes brasileiros e bem em conta é o Facón Grande.  É um hotel mais novo, o que em Buenos Aires significa muito, já que vários dos grandes hotéis de outros tempos estão bem decadentes – e isso significa carpetes velhos, banheiros muito antigos, ar-condicionado funcionando mal, e por aí afora. Ao Facón falta charme, é verdade, mas sobra funcionalidade, preço (US$ 60 o quarto duplo) e boa localização – e, claro, um café da manhã nota 10, quesito importante para quem é viciada como eu… ;-)

Quando eu falo em Buenos Aires, você pensa nisso?

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Ou nisso?

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Ou talvez nisso?

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Ou, quem sabe ainda, nisso?

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Pois eu, pecado dos pecados, confesso que penso nisso, nisso aqui e nisso aqui também;-)

Pessoal, acabei de chegar em casa e, embora pareça o contrário, não acessei a Internet uma única vez sequer desde a 3a.f., 13/02!!!  Deixei os posts preparados com a programação da viagem, e fiquei feliz agora ao ver que eles entraram no ar direitinho conforme eu tinha programado – ou seja, não paguei micos cibernéticos!!! A partir de amanhã vou responder a todos os comentários e, agora sim, contar a viagem detalhadamente, com direito a muitas fotos… :-)

Por hoje, vou fazer o meu comentário cri-cri… Meu vôo estava programado para sair de Buenos Aires às 11:10. Decolou às 12:40 por um motivo no mínimo absurdo: a tripulação teve que recolher e despachar umas 3 ou 4 malas ENORMES levadas a bordo como bagagem de mão!!!

Duas perguntas minhas que por enquanto estão sem resposta:

- Como nenhum funcionário da companhia aérea impediu o embarque de passageiros com malas que deveriam ter sido despachadas? Talvez o atendente do check-in não tenha como acompanhar o que está sendo levado como bagagem de bordo, mas e os funcionários do embarque?!?

- Será possível que as pessoas não se dêem conta mesmo que uma mala pesando 10, 15 ou 20 kg na cabine de um avião é um risco à segurança de todos? Basta pensar que, se uma mala com esse peso despenca do bagageiro, com certeza mata um…  Para não ser tão drástica, não custa lembrar que, se um passageiro transporta uma mala que vale por duas, ele está impedindo que outro passageiro ocupe com a sua bagagem o espaço que lhe cabe – ou seja, no mínimo é uma baita falta de respeito…

Viajar não tem nada a ver com a cultura do “se dar bem” e “levar vantagem”… Tem a ver com civilidade, respeito e boa convivência – e tenho dito!!!

… e bota mãos à obra assim que chegar pra blogar essa viagem direito!