Buenos Aires y yo…

Puerto Madero – 1996 

Na realidade, acho que eu tenho uma história peculiar com Buenos Aires… Meu irmão foi casado com uma argentina, os pais dela são amigos dos meus pais até hoje, aprendi muito espanhol com a minha ex-cunhada… Quando estive na cidade pela primeira vez, com a minha amiga Cláudia, ficamos 10 dias hospedadas em Belgrano, fomos guiadas pela minha ex-cunhada, pegamos muitas dicas com os pais dela, freqüentamos lugares onde quase nenhum turista brasileiro vai – e deixamos de ir onde todos vão… o

Plaza de Mayo – 1996

O resultado é que demorei 4 anos para ir a La Boca, porque isso era um programa para turistas… Demorei 7 anos para ir ver o meu primeiro show de tango (e só fui praticamente arrastada por um ex-namorado) – porque isso então, meu Deus, praticamente equivalia a ir assistir a um show de mulatas aqui mesmo no Rio de Janeiro!!! Depois, claro, desencanei dessa bobagem – afinal, eu podia até ser uma turista bem à vontade na cidade, mas continuava sendo turista, e estava perdendo muita diversão… Em compensação, Buenos Aires se tornou a minha segunda casa – uma cidade onde eu tenho planos sérios de passar uma temporada um dia, de preferência fazendo um curso para dar uma boa polida no meu espanhol!

El Rosedal

Por essas razões, eu acho muito esquisita essa mania que os brasileiros têm (talvez nem por opção própria, mas pela conveniência dos pacotes, eu sei…) de se hospedar no centro da cidade. Há mais de 10 anos, quando eu estive lá pela primeira vez, ainda havia alguma vida no centro de Buenos Aires, bares e restaurantes movimentados, sessões de cinema trasnoche – mas agora isso ficou no imaginário popular e na lista de hotéis das operadoras de turismo! Acho que o centro de Buenos Aires, principalmente no trecho da Florida pra cima, em direção à Av. 9 de Julio, está super degradado, e não deveria nem ser considerado como opção de hospedagem por quem está a fim de ficar em um lugar minimamente charmoso. Corrientes, Suipacha, Esmeralda, 9 de Julio? Não, muito obrigada – para mim isso equivale a ficar hospedada na Av. Presidente Vargas, aqui no Rio de Janeiro…

Obelisco – 1996

Eu sei que pode ser mais difí­cil conseguir um pacote com um bom preço quando o hotel não fica no centro… Mas, para evitar os ônibus fumacentos e os latões de lixo praticamente na porta do hotel, se o centro for inevitável, acho que a melhor opção é a região mais próxima à Plaza San Martin, bem no comecinho da Florida.

Próximo dali, um hotel queridinho dos pacotes brasileiros e bem em conta é o Facón Grande. É um hotel mais novo, ou melhor, renovado, o que em Buenos Aires significa muito, já que vários dos grandes hotéis de outros tempos estão bem decadentes – e isso significa carpetes velhos, banheiros muito antigos, ar-condicionado funcionando mal, e por aí­ afora. Ao Facón falta charme, é verdade, mas sobra funcionalidade, preço (US$ 60 o quarto duplo) e boa localização – e, claro, um café da manhã nota 10, quesito importante para quem é viciada como eu… 😉

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