As legítimas…

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As nossas antiqüíssimas Havaianas há tempos deram uma boa repaginada e, especialmente as “brasileirinhas”, viraram um acessório descolado, cobiçado (e inflacionado!) não só por aqui, mas também em outras praias…

Imagino que foi principalmente devido ao fator “preço inflacionado” que tive a oportunidade de conhecer a resposta uruguaia ao nosso produto nacional – as legítimas… (Tchan, tchan, tchan, tchan!!!)

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Sim, as legítimas Ballena, com direito a bandeirinha do Brasil e tudo… 😉 Será que não deformam nem soltam as tiras? (Alguém mais se lembra disso?!? Ai, eu tou ficando velha mesmo…)

Ah, sim, elas são facilmente encontradas todos os domingos, na feirinha do Parque Rodó… :)

Parque Rodó

O domingo é um ótimo dia para turistar em Montevidéu – é quando tudo acontece, ao menos para uma pessoa matinal como eu… :) Os parques, lindos, atraem tanta gente (ou mais!) do que as praias; as feirinhas de artesanato, antigüidades e bugigangas estão por toda parte; e o Mercado del Puerto fervilha…

Começamos o domingo pelo Parque Rodó, que fica apenas a uns 15 minutinhos de caminhada do hotel, seguindo pelo Boulevard Artigas. (Para ver um mapa completo de Montevidéu, clique aqui.)

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O parque é um lugar delicioso para caminhar, relaxar ou apenas aproveitar a brisa fresca que sopra na cidade o dia inteiro. Montevidéu é a capital mais meridional das Américas, e está completamente desprotegida do vento que chega direto da Antártida – no verão, a brisa fresca é uma delícia; no inverno, em compensação, a “massa polar” deixa qualquer um congelado… 😛

Voltando ao parque, quem quiser também pode dar umas voltas de barquinho no lago:

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Mas daí a chamar esses “pedalinhos” de “atrações náuticas” já é um pouquinho de exagero, né? 😉

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Momento cinema…

Desde que eu vi o filme “Smoke” (em português, “Cortina de fumaça”), eu tenho uma idéia meio fixa – e daquelas bem malucas… No filme, o personagem do Harvey Keitel é o dono de uma tabacaria que, todos os dias, tira uma foto da rua, sempre no mesmo ângulo. Ele tem um álbum com as tais fotos e, por incrível que pareça, elas não são iguais… As fotos mudam de acordo com as pessoas fotografadas, o clima, a estação do ano…

Pois bem: resolvi experimentar com a paisagem da minha janela no Cala di Volpe. Não consegui fazer as fotos exatamente no mesmo ângulo todas as vezes, mas gostei bastante do resultado!

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A primeira foto é da tarde em que cheguei a Montevidéu – o tempo estava nublado, fazia até um pouco de frio; as outras duas são das manhãs seguintes – mesmo com o dia claro e o céu azul, as paisagens são diferentes…

Conclusão: ainda bem que não fiquei lá mais tempo… caso contrário, ia acabar com um álbum igualzinho ao do personagem do filme… 😉

Cala di Volpe

No sábado de Carnaval, logo depois de um almoço delicioso no Blue Cheese (aliás, o Diego e o Diogo destrincharam o Blue Cheese lá no Destemperados, em um post excelente sobre restaurantes de Punta del Este – vale conferir!), deixamos Punta para voltar a Montevidéu.

Dessa vez, eu tinha decidido não me hospedar no centro de Montevidéu. Escolhi Punta Carretas, um bairro residencial a 5 minutos de táxi do centro. Racionalmente, baseei a minha decisão na facilidade de estar em frente à praia, ao lado do Parque Rodó, a uma quadra do Shopping Punta Carretas e a poucos minutos do centro – ou seja, a localização em plena Rambla Mahatma Gandhi não podia ser mais estratégica.

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Mas a verdade é que eu tinha caído de amores pelo Hotel Cala di Volpe – visitava vários sites de hotéis e acabava voltando pra lá. O hotel é um 4 estrelas, considerado o primeiro hotel boutique de Montevidéu. Resolvi então tomar uma decisão emocional – não me saía da cabeça que todos os quartos têm vista para o mar… :-) A tarifa que consultei no site estava um pouquinho acima do que eu tinha planejado, mas não era nada absurdo – US$ 80.00.

Depois de muito xeretar na Internet, reservei o Cala di Volpe pelo site Al Uruguay. Consegui uma tarifa espetacular – US$ 55.00!!! – e nem precisei dar sinal, reservei apenas com o número do cartão de crédito. Além do preço excelente, o atendimento da Al Uruguay foi ótimo, super atencioso – recomendo!

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Fiquei encantada com o hotel – os quartos são espaçosos, os banheiros são novinhos, o atendimento é primoroso e o café da manhã, um dos melhores que provei nos últimos tempos. Ai, acho que já quero voltar…

Pouco antes de viajar, vi que a tarifa Internet já estava inflacionada para US$ 100.00. (Acabei de consultar agora e vi o quarto duplo a US$ 170.00 – será efeito dos meus elogios desde que voltei de lá? 😉 )

Dicas da caixa de comentários:

Neste comentário eu dou as minhas impressões sobre Montevidéu no feriado de Carnaval;

Um brinde!

Queridos amigos, do mundo real e virtual – não menos queridos por isso, claro! 😉

Quero agradecer a todos pelos votos de feliz aniversário que já comecei a receber há alguns dias e dizer que o carinho dos amigos é sempre o melhor presente que se pode ganhar!!!

Sendo assim, proponho um brinde a vocês – com medio y medio, um drinque típico da região de Montevidéu, metade vinho branco, metade espumante.  Salud!!!

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Comidinhas…

O prato mais típico do Uruguai não é exatamente um prato, e sim um sanduíche. Embora os restaurantes uruguaios, assim como os argentinos, sejam famosos pelas parrilladas, o prato uruguaio por excelência é o chivito – ou seja, o “bodinho”. (Hein?!! Como é que o papo estava em parrillada e foi dar em bode?!? 😮 )

Calma, calma, sem stress que o chivito só dá bode no nome… 😀 Chivo quer dizer “bode” em espanhol – portanto, chivito é o “bodinho”… O sanduichão é equivalente a um bom almoço ou jantar: pão, filé (bovino, tá, gente, não é de bode, não…), ovo, bacon, presunto, queijo, alface e tomate – e ainda vem com batatinhas fritas!!! Alguns (como eu) têm que dividir com alguém pra poder dar conta do recado…

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Para a sobremesa, dentre as mil e uma opções de dulce de leche à disposição, me encantei com as vaquitas da Lapataia… É um doce de leite sólido, cremosinho por dentro, que lembra o nosso pingo de leite, mas com muito menos açúcar. Os doces Lapataia são fabricados com leite fresquíssimo no Tambo El Sosiego, uma fazenda aberta à visitação, onde se chega pela Parada 45 da Playa Mansa, no caminho para Punta Ballena. Uma delícia, que imagino ser fácil de encontrar apenas em Punta mesmo… Vi doces Lapataia em potes tanto em Montevidéu quanto em Colonia, mas as vaquitas… ficaram só na saudade mesmo!

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Foto: Lapataia

Uma casa muito engraçada

“Era uma casa
Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia
Entrar nela não
Porque na casa
Não tinha chão
Ninguém podia
Dormir na rede
Porque na casa
Não tinha parede…”

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Foi uma surpresa – e daquelas com gosto de infância! – descobrir que a “casa muito engraçada” da letra de Vinícius de Moraes existe. Os versinhos distraíram as filhas de Vinícius em uma visita ao amigo uruguaio Carlos Paez Vilaró, quando o Casapueblo não passava de um ateliê de lata e madeira, construído por um artista excêntrico (o próprio Vilaró), numa encosta belíssima de Punta Ballena.

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Hoje em dia, a “casa muito engraçada” abriga não apenas um museu e o ateliê de Vilaró, mas um dos mais belos hotéis da regiào de Punta del Este. Ah, sim, e já tem teto, chão e paredes… 😉

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Em uma próxima ocasião, penso até em me hospedar por lá… Vai dizer que o Casapueblo não combina comigo? 😉

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Todos os dias, o Casapueblo abre suas portas para receber interessados em visitar o museu – e ainda mais interessados em ficar para o pôr-do-sol, considerado um dos mais bonitos de Punta. A cerimônia do pôr-do-sol no Casapueblo já se tornou um evento clássico em Punta del Este. Fui conferir, claro, e depois de tão “perseguida pelo mau tempo”, como disse o Riq, eu achei o espetáculo grandioso – imagina, nem choveu!!!

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Mas… (lá vem ela reclamar!) só o que me incomodou foi justamente o que muitos acham a parte mais emocionante – a tal da gravação do Vilaró dizendo mil e uma coisas preparadas para amolecer o mais empedernido dos corações… Não gosto, assim como não gosto de trilha sonora, de aplausos, de nada que tente “melhorar” a natureza pura e simples do meu pôr-do-sol… 😉

Da Brava a José Ignacio

 

Quando se decide ficar tão pouco tempo em uma cidade quanto eu fiquei em Punta – um pouco menos de 3 dias – a torcida pelo tempo bom tem que ser intensa. Nós começamos mal, com um temporal na primeira noite; na manhã seguinte, o tempo ainda estava meio esquisito – e aí, haja imaginação pra conseguir ver como seria aquele lugar com um belo céu azul… 😉 Por outro lado, o tempo meio nublado convida a procurar no local uma beleza diferente da que estamos acostumados a ver nas praias ensolaradas. Vale o exercício poético – e, se não funcionar, a gente sempre pode brincar de mudar a realidade no Photoshop!

Seguimos pela orla da Brava em direção a La Barra e José Ignacio. É muito interessante notar que, a partir de uma certa altura, a Brava vai ficando mais e mais deserta, só se vê um ou outro condomínio à beira-mar.  Bem no finalzinho, já próximo à ponte para La Barra, a paisagem meio desolada já não tem o glamour que se associa à Punta:

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A ponte para La Barra é uma atração por si só – amei as linhas curvas, o inusitado de uma ponte com “corcovas”:

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José Ignacio é um recanto tranqüilo, de uma rusticidade que me pareceu bem elegante – ou seriam os meus olhos? Simpatizei com o lugar imediatamente, e de graça! Mas, fotos mesmo, só consegui do Farol e da praia, antes que um novo temporal me afugentasse de lá rapidinho… 😉 É por essas e outras que não basta ir a um lugar uma única vez – é preciso voltar!!!

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Não consigo entender…

… qual é o fascínio que os cassinos exercem sobre algumas pessoas. Eu tento, sério! Eu sei que faz tempo que os cassinos não me agradam – o barulho me incomoda, a fumaça me dá alergia… Em Las Vegas eu fiquei traumatizada porque sempre me perdia dentro do cassino do hotel antes de conseguir encontrar o elevador… 😉 Mas toda vez que um cassino aparece na minha frente, eu entro. Não, não é masoquismo, não – nem tentativa de auto-superação… :-) É que eu realmente gostaria de compreender o que faz as pessoas gostarem tanto.

Esse pequeno desvio de rota foi porque, na noite do temporal, antes de decidirmos ir jantar no Virazón, nós resolvemos ir até o Conrad, pra dar uma olhada no cassino e talvez jantar em um dos restaurantes. E eu me esqueci de comentar – sintomático, isso!!! Entrei no cassino, dei uma volta, quase me perdi lá dentro e saí de novo o mais depressa que pude… Então desisti de jantar por lá e fomos escolher um restaurante mais charmoso lá no porto – esse, sim, um programa bem mais a minha cara!

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Foto: Puntaweb

Punta del Este… finalmente!!!

Nossa chegada a Punta foi muito, mas muito diferente do que eu tinha pensado… Se os meus planos tivessem se concretizado, a gente chegaria a Punta num fim de tarde de céu limpo, seguiria por praias de mar azul até o hotel e mais tarde sairia novamente para ir ver o pôr-do-sol no Las Cumbres

Pois bem… Acabei provando a mim mesma o quanto é importante não se escravizar ao próprio roteiro… Chegamos a Punta com o céu carregadíssimo de nuvens negras!!! Foi só o tempo de chegar ao hotel e o temporal desabou. Adeus, pôr-do-sol… :-(

Acabou fazendo um frio danado e tivemos que tirar um coelho extra da cartola – ou seja, o novo programa da noite foi uma massa bem quentinha e gostosa em um restaurante próximo ao porto, mas protegido da ventania, o Virazón

Em relação ao hotel que tinha reservado em Punta, o San Marcos, eu não tinha grandes expectativas, mas acabei me surpreendendo tanto no aspecto positivo quanto no negativo. Escolhi o San Marcos basicamente por 2 motivos: localização e preço.

puntadeleste_mapahoteis.jpg Mapa dos hotéis próximos à Península

A localização (Parada 12 da Playa Brava, em San Rafael) me pareceu perfeita para quem ficaria apenas 2 dias na cidade. Estávamos a 5 minutinhos da Península (o centrinho de Punta) e a meio caminho tanto de Punta Ballena quanto de José Ignacio, o que facilitou as nossas incursões às redondezas. Por outro lado, não recomendo para quem vai sem carro. Apesar de ser fácil tomar táxi – há um ponto ao lado do hotel – é chatérrimo depender de táxi para tudo, menos ir à praia, que fica só a uma quadra de distância…

Quanto ao preço, a relação custo-benefício foi muito boa para Punta, que é uma cidade bem cara: US$ 85 o quarto duplo. Por esse preço eu não esperava muito, mas estava certa e errada ao mesmo tempo. Certa porque, como em outros hotéis antigos, o banheiro deixava muito a desejar – e banheiros antigos, precisando de reformas urgentes, sempre me causam uma péssima impressão… Por outro lado, os quartos são bem bonitinhos, a piscina é ótima, o café da manhã é uma delícia, a Internet é grátis e o atendimento é muito simpático!

Meu quarto:

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Ainda bem que o temporal só durou essa noite… No dia seguinte já deu até pra descolar umas fotos bem legais do lado de fora do hotel!

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Pena que o mar continuava cor de doce-de-leite… :-(

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Em Piriápolis, viajando no tempo…

Saindo de Carrasco, seguimos pela Ruta Interbalnearia. A intenção era ir parando pelo caminho onde desse vontade, onde o cenário atraísse mais. Mas ao longo do caminho o tempo começou a fechar, e acabamos não parando tanto assim – além de não termos paisagens tão bonitas para ver, não queríamos ser surpreendidos pela chuva antes de chegar a Punta.

Mas eu não queria deixar de parar em Piriápolis… Ouvi falar muito na cidade quando estive no Uruguai pela primeira vez, e tinha curiosidade. Piriápolis é um balneário muito freqüentado pelas famílias uruguaias, mas recebe poucos turistas estrangeiros, talvez até devido à proximidade com Punta del Este. Fizemos então um pequeno desvio de rota para almoçar por lá e dar uma volta na cidade. Fomos até a beira da praia, e lá escolhemos o simpático restaurante La Langosta. Foi um tiro no escuro, mas achamos o restaurante simpático, bem localizado, aconchegante – e decidimos arriscar. Pois comemos um filé de linguado com camarões flambados absolutamente delicioso! Fica então a dica: Rambla de los Argentinos, 1312. Ah, sim, quem escolhe lugares na varanda ou perto das janelas tem direito ao visual desta praia aqui – mas espero que sem as nuvens carregadas… :-)

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Apesar do almoço maravilhoso, o que me fará voltar a Piriápolis um dia não será o restaurante La Langosta, e sim o Argentino Hotel, onde eu não me hospedei. Pior: eu nem sabia que ele existia, simplesmente porque nunca tinha cogitado a possibilidade de me hospedar em Piriápolis, tendo Punta del Este a 30 km de distância…

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Mas o fato é que esses hotéis de antigamente, com sua arquitetura imponente, seus corredores enormes e pé-direito altíssimo me fascinam de uma maneira inexplicável. Talvez seja pela viagem no tempo que a minha imaginação começa a fazer imediatamente… De qualquer modo, isso não seria excêntrico se eu me fascinasse apenas pelo Copacabana Palace, pelo Quitandinha (que nem funciona mais como hotel…) ou pelo Grande Hotel de Araxá (vale a visita ao blog do Arthur, que esteve lá no Carnaval), mas eu fico encantada até com o Grande Hotel de Atibaia, que só teria a lucrar com alguma restauração…

Então, o Argentino Hotel não é uma dica – na verdade, as críticas que li no Trip Advisor nem são muito animadoras… Mas quando eu leio que o hotel começou a ser construído em 1919, que as famílias iam passar longas temporadas de verão, que as piscinas são de água do mar e que os quartos standard não podem ser modificados porque são patrimônio nacional, quem disse que eu dou bola para o Trip Advisor? Ficou a cisma, pronto – vou ter que voltar… 😉

Pelas ramblas de Montevidéu…

Meus planos, desde o início, eram de nem esquentar lugar em Montevidéu ao chegar. Eu queria partir logo para Punta del Este, para poder aproveitar o caminho e ainda chegar lá a tempo de fazer um reconhecimento da cidade e curtir o pôr-do-sol. Bom, ao menos esses eram os planos… 😉

Para levar essa idéia a cabo, decidi alugar um carro. Até tínhamos a opção de seguir para Punta no ônibus integrado da Buquebus, mas já tinha lido que o transporte público em Punta não é bom, que os táxis são meio caros, e não queria perder nada por falta de mobilidade. Nessas horas, acho que vale investir em alugar um carro sem pena!

Mas alugar um carro no Uruguai não custa barato, principalmente se o modelo escolhido não for o mais econômico da lista… Como essa opção seria impensável para nós – afinal, como fazer caber 4 adultos e 4 malas em um carro econômico? – o meio que encontrei para contornar essa situação foi reservar um Fiat Siena, um carro médio com porta-malas grandão. Reservei na Dollar Uruguay, a US$ 92/dia incluindo o seguro total. Combinei que eles me entregariam o carro no porto de Montevidéu, na saída do catamarã, e depois buscariam no hotel quando voltássemos de Punta. E, claro, fiz o rapaz da locadora praticamente jurar que não substituiria o Siena por nenhum modelo similar - ou as malas não iam caber… 😮

O caminho mais cênico para Punta del Este é pela Ruta Interbalnearia, a estrada que começa nas ramblas de Montevidéu e segue por Carrasco, Shangrilá, Atlántida e Piriápolis, entre outros.

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Passando pela rambla de Carrasco, uma construção imponente chama a atenção:

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É o Hotel Casino Carrasco, que atualmente está fechado para reformas. O governo uruguaio tem planos e busca investimentos para reabri-lo como um hotel de luxo. Segundo o site oficial, sua reinauguração como um hotel de alta qualidade é uma necessidade para o fortalecimento turístico e um adequado posicionamento de Montevidéu no Mercosul. Sinceramente, espero que isso aconteça em breve. Dá pena ver um edifício tão lindo nesse estado…

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Atualização (em 13.02.2013): o hotel será reaberto como Sofitel Montevideo Casino Carrasco em março de 2013.

Rumo ao Uruguai!

Uma forma muito agradável de se atravessar a fronteira Argentina – Uruguai é cruzando o Rio da Prata. A companhia responsável pela travessia é a Buquebus, uma empresa que oferece não apenas o transporte, mas também pacotes turísticos para os interessados em combinar a travessia com hospedagem e/ou passeios.

No site há várias opções para a travessia: para Montevidéu (direto ou via Colonia), para Colonia (em barco lento ou rápido) e até Punta del Este (com o trecho Montevidéu-Punta de ônibus). É possível também escolher a classe – primeira, especial ou turista – e se o passageiro deseja ou não transportar seu carro. Os catamarãs são grandes e confortáveis, oferecem cafeteria e free-shop e, melhor dos mundos, pode-se comprar as passagens online com o cartão de crédito (mas depois é necessário retirar os bilhetes no terminal do Buquebus no Puerto Madero).

Com toda essa propaganda, poderia até parecer que estou levando algum para falar bem do Buquebus, não fosse por um sério motivo: êta sitezinho ruim!!! O troço vive fora do ar, é lento até dizer chega, dá erro à beça ao carregar as páginas… Agora mesmo eu queria conferir o nome do catamarã em que viajei, mas quem disse que o site funcionava? Demorei um tempão até conseguir descobrir que foi no Atlantic III…

Amanhã posto as fotos do catamarã no porto e do desembarque dos carros – e continuo a saga… 😉

Atualizando… As fotos que fiquei devendo!!!

Este é o catamarã Atlantic III, já ancorado no porto de Montevidéu:

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E aqui a saída dos carros:

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Dicas da caixa de comentários:

- A Sylvia conta que conseguiu a diária de US$ 41 ao fazer uma reserva para o Facón Grande no Dilos, um site atacadista;

– A Rosa lembra que existem pontos de venda da Buquebus em Buenos Aires e Montevidéu, assim como nas rodoviárias de Punta del Este e Colonia del Sacramento.