Ciudad Vieja

Foi na parte histórica da cidade que eu senti o peso de ser Carnaval… Sim, eu tinha ouvido dizer que Montevidéu fica vazia, que o comércio estaria quase todo fechado, mas não estava me importando muito – afinal, a intenção era passear, curtir as praças e a arquitetura. Sinceramente, eu estava pensando “quanto menos gente, melhor”! Bom, isso foi até chegar à Puerta de la Ciudadela… ;-)

ciudadela.jpg

A partir daí eu comecei a me importar. A Ciudad Vieja estava sem alma!!! Éramos praticamente os únicos pedestres pelas ruas – e que graça tem um bairro histórico desabitado? Na Plaza Matriz (o nome mesmo é Plaza Constitución – mas, de novo, ninguém usa…) não havia praticamente ninguém…

plaza.jpg

Acabei me distraindo com as fachadas dos edifícios: me encantei com uma que só depois descobri que era a do Hotel Uruguay…

fachada.jpg

A própria Iglesia Matriz…

matriz.jpg

A Peatonal Sarandi estava às moscas – ou melhor, nem as moscas deram as caras por lá…

sarandi.jpg

Ao longo da longa avenida… (II)

Caminhando pela Avenida 18 de Julio, chegamos então à Plaza Independencia, a principal de Montevidéu, que separa o centro da cidade do bairro histórico, a Ciudad Vieja.  Ao redor da praça estão algumas das construções mais significativas da cidade, como o Palacio Estevez, que foi sede do governo até 1985:

img_0505.jpg

Bem no centro da praça está o Monumento Mausoleo a Artigas, erguido em homenagem ao General José Gervasio Artigas, herói da independência uruguaia. Como já está explícito no nome, não se trata apenas de uma estátua – sob o monumento se encontram os restos mortais do general.

img_0506.jpg

Já mais próximo à entrada da Ciudad Vieja está o Teatro Solís, fundado em 1856 e até hoje o mais importante do país, tendo recebido estrelas do porte de Enrico Caruso e Sarah Bernhardt:

img_0508.jpg

Finalmente, a vista do Palacio Salvo, do outro lado da praça, na esquina com a Avenida 18 de Julio. Inaugurado em 1928, o Palacio Salvo, com seus 26 andares de altura, símbolo da prosperidade uruguaia no início do século XX, foi por muitos anos o mais alto de toda a América do Sul…

img_0510.jpg

Ao longo da longa avenida… (I)

Começamos o dia seguinte com planos para uma bela caminhada pelo centro de Montevidéu. Quase todo o comércio estava fechado por conta do Carnaval – assim, a idéia era aproveitar a calmaria da Avenida 18 de Julio para curtir o caminho, as praças, a arquitetura…

Nosso ponto de partida foi a Plaza Cagancha, uma praça cercada de hotéis por todos os lados, um ponto nobre do centro de Montevidéu:

img_0482.jpg

Ao longo da avenida, os edifícios antigos se sucedem, lindos e bem conservados:

img_0496.jpg

Poucas quadras adiante, uma nova pausa na Plaza del Entrevero – o nome oficial da praça é Plaza Fabini, mas quem disse que alguém usa? ;-)

img_0498.jpg

Ah, que saudade da Patricia!

Na caixa de comentários do post anterior, o Marcio sugeriu que uma tarde no Mercado del Puerto é um ótimo programa, principalmente em boa companhia! Por boa companhia, aqui, entenda-se carnes uruguaias deliciosas e boas cervejas nacionais… ;-) O Marcio citou a Norteña e a Pilsen, e eu agora acrescento a minha eleita, a Patricia:

patricia.jpg

Ainda assim, faço um pequeno parêntesis para dizer que não sou muito de beber cerveja… E, para ser fiel a mim mesma, teria que mudar o título do post e dizer que eu sinto saudades mesmo é do Pascual;-)

pascual.jpg

Mercado del Puerto

¡Bienvenidos al Mercado del Puerto!

porto1.jpg

Saímos do Parque Rodó já bem na hora do almoço e decidimos pegar um táxi diretamente para o point mais badalado para um almoço de domingo em Montevidéu – o Mercado del Puerto. Meu único receio era que, por estarmos em pleno domingo de Carnaval, o Mercado não estivesse funcionando a todo vapor e frustrasse minhas expectativas.

porto2.jpg

porto3.jpg

Felizmente, meu receio era infundado. Quando chegamos, o Mercado estava animadíssimo – em parte, admito, por causa da presença maciça dos brasileiros que decidiram dar uma chance a Montevidéu como destino de Carnaval. Cheguei a ver um jornal local estampando a manchete “Huyendo de la bagunça”;-)   (Tentei encontrar o artigo online, mas acho que não está disponível – era um texto muito simpático aos visitantes que preferiram fugir da “bagunça” aproveitando o sossego da capital uruguaia.)

O Mercado oferece várias opções de restaurantes, a preços bastante razoáveis, principalmente para nós em tempos de real forte. Imagino que almoçar em um dos restaurantes do interior do Mercado seja uma boa idéia em um dia mais fresco…

porto4.jpg

Como era um dia de sol quente, nos decidimos pela varanda do El Peregrino. Foi um tiro no escuro – mas acabei acertando na mosca, tanto pelo ambiente quanto pela qualidade da comida. Provamos um bife de lomo estupendo… mas a fome era tanta que até esqueci de fazer uma foto!!! Fiquei só na foto da varanda mesmo… ;-)

peregrino2.jpg

Ah, sim, esqueci de dizer que o Mercado também tem a sua feirinha – não fosse o domingo o Dia Universal das Feirinhas… ;-)

porto5.jpg