Sun 17 Jun 2007
Mil novecentos e antigamente…
Posted by Carla under Argentina, Buenos Aires
[32] Comments
Passei a última semana sem saber como começar a falar sobre Buenos Aires… Das últimas vezes em que estive na cidade, acho que fiz pouco ou nada de interesse turístico, apenas caminhei muito, procurei novos jeitos de chegar a antigos lugares, observei mais… Fiquei sem saber se a minha Buenos Aires seria interessante para mais alguém – até porque eu não moro lá, não tenho dicas quentíssimas dos locais, sou apenas apaixonada e compulsiva…
Decidi então começar pelo começo: algumas fotos da primeira vez em que estive lá, há mais de 10 anos. Fui com a Cláudia, minha melhor amiga desde sempre – segundo a própria, nossa amizade dura mais que os casamentos dela…
Passamos uns 10 dias desbravando vários e vários cantinhos da cidade, na companhia da minha ex-cunhada, que é argentina e estava por lá em visita aos pais. Resultado: não fizemos quase nada que fosse muito turístico – tango e Caminito, nem pensar! - mas tivemos algumas experiências muito bacanas, como ficar hospedadas em Belgrano (quase onde hoje é Palermo Hollywood), assistir a Les Luthiers, entrar na Iglesia Redonda, ir às compras na Avenida Cabildo, fazer a visita guiada ao Teatro Colón, conhecer o Museo Naval em Tigre, passear pela Reserva Ecológica… Depois dessa, voltei a Buenos Aires várias outras vezes, cumpri o roteiro turístico direitinho, mas foram os sabores (literais e figurados) dessa primeira vez que me ganharam…
Um dos lugares que me conquistaram de imediato foi o Jardín Japonés, onde eu só deixei de voltar em uma única visita a Buenos Aires:
Uma caminhada de poucos minutos leva ao Rosedal, que vi praticamente sem flores, já que era inverno:
O Puerto Madero ainda estava tinindo de novo, tinha acabado de ser revitalizado:
Um passeio que eu ainda amo fazer é visitar os barcos-museu, como a Fragata Sarmiento e a Corbeta Uruguay:
Na Reserva Ecológica eu ainda não tive a chance de voltar… Mas a placa ficou na memória – ela alerta para que ninguém machuque as cobras…
Fomos também até Tigre, pelo Tren de la Costa, conhecer o Delta, um tradicional passeio de fim de semana dos portenhos. Mas não aconselho ninguém a ir no inverno, como eu fui – passei um frio daqueles, e demorei anos pra ter vontade de voltar! Claro, voltei no verão…
Eu já disse que AMO a arquitetura imponente do Hotel Tigre?








Esse título…já estava achando que era algo sobre o início do século XX na cidade
Não faz tanto tempo assim, hehe…
Olha, adorei tudo o que vi, mesmo os pontos muito turísticos e batidos, mas adorei mesmo a área do parque, com o Jardim Japonês e o Rosedal.
Na próxima quero fazer o passeio do Tigre… (pra falar a verdade eu não sei onde eu vou arranjar tempo para fazer tudo!).
Menina, você vai pegar esse vício de Buenos Aires, a doença é contagiosa…
Se você for mesmo em outubro, talvez ainda seja meio frio para ir ao Tigre – eu deixaria para uma outra ocasião e aproveitaria bastante os parques!
Estou indo pela primeira vez no sábado. Anotei suas dicas poir ODEIO city-tours e coisinhas turísticas.
Mas não vou ter como fugir já que vou ficar de cara pro Obelisco…
Belas fotos, aliás
Aliás… Você conhece o Hotel Colón? Estou indo com a minha mãe e optei por esse, mas tenho medo dele ser decadentão. Estou quase fazendo um upgrade para o Sol Melia Puerto Madero. Você conhece algum desses? Teria algum hotel legal quarto estrelas ou cinco para recomendar? Não que eu quera luxo, mas faz tempo que não viajo com minha mãe e dessa vez quero leva-la para um final de semana beeeeeem legal.
Desculpe o abuso,
besos
Karinissima, eu também detesto city-tours… Mas não deixe de ir aos pontos turísticos por isso, não! Há lugares super bonitos e interessantes, vale a pena conhecer. Mas vá por sua conta, a pé mesmo ou de táxi, que lá é super barato. E, conforme você for se ambientando na cidade, vá a pontos menos turísticos também – você vai descobrir um monte…
Em relação aos hotéis, não conheço nenhum dos dois. Posso te adiantar que não gosto da localização do Colón – mas é difícil me agradar quando se fala de hospedagem no centro de Buenos Aires… Já o Meliá é mais bem localizado, e parece ser um hotel bem melhor. Há uma velha máxima que diz que os hotéis na Argentina correspondem a uma estrela a menos no Brasil – ou seja, um 3 estrelas de lá seria um 2 estrelas daqui. A regra não vale para os 5 estrelas, que são excelentes mesmo…
Ah, sim, alguns hotéis onde eu já fiquei e recomendo: no centro, o Lafayette, na Reconquista; na mesma rua, o Facón Grande, uma ótima relação custo-benefício; e na Recoleta, o Park Elegance Kempinski. Dá uma olhadinha nos posts anteriores que você vai se situar melhor!
Yay Carla, thanks. Olha só como sou completamente newbie de Buenos Aires! Deixei o Lafayette de lado pelo Colón. Vou refazer a reserva
E ver o Meliá em Madero, se não for muiiitcho caro.
Valeu pelas dicas
amei amei ameeeei
Acho que eu continuaria preferindo o Lafayette… Talvez até o Meliá seja um hotel melhor, mas o Lafayette é super bem localizado no centro, e tem um café da manhã dos deuses…
Carla, vou mudar de assunto aqui, mas pra te passar opção de hotel em SP:Hotel Fórmula 1 Paulista – Rua da Consolação, 2303
Diária: R$ 73,00 apartamento single, duplo ou triplo
Café da Manhã: R$ 5,00 por pessoa
Informações e reservas: 11 – 3123-7755
Pra chegar no Mackenzie vc tem que descer toda Rua da Consolação, pois este hotel está quase na esquina da Paulista, mas tem milhares de ônibus pra fazer isto e, se estiverem dispostas a uma caminhada…
Podemos pensar em outras possibilidades, mas aí vc precisa falar o que quer. Fique à vontade para escrever no lilialmeida arroba terra ponto com ponto br
Bj
Liciana, a tarifa do Fórmula 1 é ótima! Vou te mandar um email assim que tiver trocado idéias com a minha amiga que vai ao congresso comigo! Obrigada!
Carla,
Realmente o hotel que o Riq indicou está “muuuito” próximo do Mackenzie – tipo 1/2 quarteirão, talvez nem isso.
É que realmente ele é meio antigo. No térreo do hotel, atrás da recepção funciona, ou ao menos funcionava até 1 ano atrás, um restaurante de comida por kilo, que era legal.
Indiquei o Formule por ser mais novo, não ser tão distante, está ao lado no HSBC Cine Belas Artes, da Paulista e Av. Angélica no quarteirão do Restaurante Salomão, que o Riq citou num post.
Bem, acho que opções não vão faltar.
Bj
Pois é, o post poderia ser intitulado “Buenos Aires no século passado”…
no tempo da câmera “analógica”!
Boa idéia, Arthur…
´Carla, conta tudo de Buenos Aires porque também amo a cidade e já fiz todos os pontos turisticos, zoo, rosedal, passeio do tigre. Agora adoraria um roteiro (para a próxima se Deus quiser) diferente. Ah, tb quero muuuito ir a Mendonza. Se tiver dicas, passa pra nós que só vou anotando.
Jussara, também tenho loucura para ir a Mendoza! Mas de lá eu também estou colecionando dicas ainda…
Carla, eu também peguei esse “vício porteño”, mas foi precisamente por causa do tango, então das primeiras vezes que fui lá cumpri os lerês básicos e agora eu me dedico a dançar e caminhar a esmo pelas ruas. Meu sonho é me perder em Bs. As. Tem um livrinho interessante (perdoe meu Alzheimer, esqueci nome e autor, mas me lembrarei), que conta a história de um americano fissurado em tango que procura por um cantor decadente, que era uma lenda na cidade, e ninguém sabia do paradeiro dele. O “fissurado” até consegue encontrá-lo, mas não sem antes se perder (pasme!) numa ruas circulares da capital argentina.
Meilin, quando você lembrar o nome desse livro, por favor, vem me dizer, tá? Você acabou de me tentar com as minhas duas paixões juntas: viagens e literatura!
Voilà, Carla, diretamente do saite da Temátika, que “vende” a El Ateneo pela web:
El Cantor de Tango – Tomas Eloy Martinez
En setiembre de 2001, un estudiante extranjero llega a Buenos Aires en busca de un cantor mitológico que ha devuelto al tango su pureza y desenfreno original. Lo que encuentra es algo mucho más precioso: una ciudad que le va revelando sus secretos pasados y futuros con una intensidad, una belleza y un caos que lo llevan de asombro en asombro. De manera deslumbrante, Tomás Eloy Martínez ha escrito la novela que resume el espíritu del tango, a la vez que revela una Buenos Aires donde la realidad, como un laberinto, se desdobla en infinitas tramas. A medida que la historia crece, los personajes se ven devorados por las efervescencias de una Argentina asomada al abismo. El cantor de tango es otra novela mayor de uno de los grandes narradores latinoamericanos
Meilin, você nem vai acreditar: eu tive esse livro nas mãos quando estive em Buenos Aires agora em fevereiro! Acabei me decidindo por “Santa Evita”, também do Tomás Eloy Martinez… Adorei a indicação, obrigada – ele vai fazer parte da minha próxima compra!!!
Carla, eu achei esse caminho de conversa interessantíssimo!
) e fico sempre atrás de boas dicas.
Ler é um dos vícios na minha vida (viajar e manteiga de cacau são os outros
Você é a pessoa certa!
Eu sei que o seu site é sobre viagens, mas ler também não é uma? Que tal um parte do blog com suas dicas de leituras?
Não é que essa é uma boa idéia? Emília, vou considerar a sugestão com o maior carinho! Mas, enquanto a página das leituras não chega, podemos trocar sugestões por aqui mesmo…
Já que estamos no tema literário, e mudando um ‘cadinho de país, eu me apaixonei perdidamente pelo Zorro, da Isabel Allende, me senti um garotinho pré-adolescente lendo aquele livro. Agora já tem por aqui, em português, mas nada como ler no país de origem, saboreando “a cor local”, né?
Também acho! Aliás, eu sempre digo o seguinte: se sei a língua, quero ler o livro no original; se não sei, e existe tradução para o português, é em português que eu leio. Esse negócio de ler um romance russo ou alemão em inglês, comigo não dá certo, não…
Meilin, um autor chileno que eu amo de paixão é o Alberto Fuguet – você conhece? Comprei vários livros dele ano passado em Santiago… Infelizmente só tive tempo de ler um por enquanto – são tantas as obrigações de leitura por conta do trabalho e do doutorado que me sobra pouco tempo para ler por lazer – mas recomendo muito! Agora estou fazendo um esforço de tempo para ler o “Travessuras da Menina Má”, do Vargas Llosa – já para entrar no clima peruano!!!
Não, Carla, não conheço o Alberto Fuguet, mas assim que vc tiver uma “cotação” pra ele, vou inseri-lo na minha listinha de compras de viagem.
Então já te recomendo o que eu li: “Mala Onda”, sobre a juventude chilena nos anos 80. O próximo dele que quero ler chama-se “Por favor rebobinar”, um título e tanto, né?
Vargas Llosa, Alberto Fuguet…anotando. Por enquanto tem que ser em português mesmo, o meu espanhol não é tudo aquilo para ler no original, falta um certo vocabulário
Continuando na AL, eu gostei muito do estilo do Julio Cortázar, mas por enquanto só li Todos os Fogos o Fogo, de contos. Muito, muito bom.
Emília, o Vargas Llosa eu estou lendo em português também, porque peguei o livro emprestado da minha tia…
Alguns livros do Fuguet foram traduzidos para o português – o “Mala Onda” de que falei saiu aqui como “Baixo Astral”.
Ah, e já que você leu esse livro do Cortázar, volta lá no conto “O outro céu” antes de ir a Buenos Aires! A galeria em que o personagem entra, no centro de Buenos Aires, e sai do outro lado em Paris, é a Galería Güemes, na Florida, onde fica o Piazzola Tango! Já perdi a conta das vezes em que fiz questão de cruzar a galeria…
Brigadinha, Carla, já foi pra agenda de viagens. Aliás, tô tentando conciliar smiles+grana+tempo+contoladores de vôo pra dar um pulinho ao Puerto Madero até novembro…será que eu consigo?
Tomara que sim, Meilin, tomara mesmo…
Carla, seguro que fué un viaje maravilloso. Se puede apreciar, perfectamenete, gracias a las fotos. En ellas aparecen las mejores risas y sonrisas!!!.
Beijos.
Carla,
gostaria de saber se o passeio de barco pelo Tigre vale mesmo a pena. Estou indo com meu esposo nessa sexta, e ainda nao decidimos se faremos…
Obrigada.
Pode me add: mvferes@hotmail.com
Marcella, não sei se vou conseguir te responder a tempo… Tirei uma semana de folga e só hoje estou voltando à ativa… Mas aqui nesse post você tem as minhas impressões sobre o Tigre, assim como vários comentários interessantes de pessoas que gostaram bem mais do passeio do que eu: http://idasevindas.wordpress.com/2007/07/22/nos-arredores-de-buenos-aires/