Archive for July, 2007

Um outro roteiro de caminhada interessante pode começar no Puerto Madero. Não acho muito agradável passar muito tempo passeando pelo Puerto Madero em si – os edifícios são todos muito parecidos, no verão faz um calor daqueles e no inverno sopra um vento danado. Além disso, os restaurantes de lá mais prometem do que cumprem – salvam-se uns poucos, mas a maioria deixa um pouco a desejar…

O que eu gosto de fazer é visitar os buques-museo (barcos-museu) – pode-se escolher entre a Corbeta Uruguay (que fica mais pros lados do Casino) e a Fragata Sarmiento (mais próxima aos últimos diques).  É um passeio super divertido, mas não é muito conhecido. As duas embarcações pertencem à Marinha Argentina e depois de desativadas foram reestruturadas para funcionar como museus. As visitas custam baratinho, coisa de 2 pesos, e pode-se andar pelo barco todo: convés, alojamentos, até na casa de máquinas se alguém se interessar! Isso sem falar na vista linda que se tem do Puerto Madero a partir dos barcos:

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Feita a visita, dá tempo de tomar um sorvetinho no Freddo antes de prosseguir – já viram que eu sou viciada, né? Depois é só escolher por qual rua subir até a Avenida 9 de Julio: Córdoba, Viamonte, Tucumán, Lavalle, Corrientes? A verdade é que  qualquer uma delas serve. A minha sugestão – totalmente subjetiva! – é escolher a Corrientes, por duas razões…

A primeira é essa aqui:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=yp_veX66-2A]

Fito Paez pra mim é sinônimo das minhas andanças por Buenos Aires – se sigo pela Corrientes, na minha cabeça toca “El chico de la tapa ayer vendía flores en Corrientes…” Mas se sigo pela Córdoba, não tenho trilha sonora… (Obs: o que leva uma criatura a escrever um blog onde confessa essas sandices?!?) O outro motivo é mais sensato: subindo pela Corrientes, a visão do Obelisco da Av. 9 de Julio é bem mais impactante…

023-avenida-nueve-de-julio-obelisco-220404.jpg Mancada: a minha foto não foi feita partir da Corrientes…

Além disso, já que vamos passar na porta, vale dar uma paradinha no Teatro El Nacional e comprar ingressos para o musical Tanguera, uma alternativa bem interessante aos shows de tango tradicionais. Tanguera não é um show de tango – é uma peça de teatro musical que conta a história do tango a partir de uma história de amor. O estilo é Broadway total, mas é muito bonito – e os ingressos custam em média 65 pesos em ótimos lugares. Ah, e ao lado do teatro há uma lojinha da Bonafide onde se pode parar pra tomar um espresso e comprar uns chocolatinhos… Convenci a todos? ;-)

Dobrando à direita na 9 de Julio, já estamos próximos ao Teatro. Aliás, sabem aquela informação que todo guia de city-tour adora dar a respeito de Buenos Aires, de que a Avenida 9 de Julio é a mais larga do mundo? Segundo um amigo dos meus pais, argentino, a informação não procede porque a 9 de Julio é composta por Carlos Pellegrini, 9 de Julio e Cerrito – são 3 ruas somadas, portanto. Só que ele não abre mão do título para Buenos Aires, não – apenas transfere a honra para a Avenida del Libertador… 8)

Um dos palácios mais imponentes de Buenos Aires é o Palacio de los Tribunales, já próximo à Plaza Lavalle:

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Na Plaza Lavalle, uma construção muito curiosa sempre chamou a minha atenção – um edifício todo híbrido, meio novo, meio antigo:

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Logo em seguida, avistamos o Teatro Colón:

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Até 2008, o teatro estará fechado para trabalhos de restauração. A temporada artística não foi suspensa, apenas transferida para outros locais. Infelizmente, um dos programas mais legais, a visita guiada ao teatro, só voltará a ser possível (obviamente) quando o teatro for reaberto. Vale a pena agendar uma visita em uma outra ocasião, para visitar as oficinas, ouvir as histórias dos bastidores, ver os figurinos antigos, testar a acústica mais famosa da América Latina…

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A visita custava 5 pesos – vamos ver depois da restauração! Vale a pena aproveitar a viagem para comprar ingressos para um concerto, ópera ou ballet!

Ok, ninguém precisa fazer o que eu e a minha amiga Cláudia fizemos na primeira vez em que estivemos em Buenos Aires:  fomos caminhando de Belgrano (o bairro pra lá de Palermo Hollywood, só pra situar), onde estávamos hospedadas, até a Recoleta, com direito a algumas paradas pelo caminho, para um sorvete de chocolate no Freddo ou umas vitrines na Avenida Santa Fé. (Aliás, alguém sabe que fim levou o sorvete de chocolate com cerejas do Freddo? Era o meu favorito, e nunca mais vi… :cry: )

Mas a Recoleta é um bom destino de caminhada para quem está hospedado no centro – e por centro eu quero dizer nas imediações da Plaza San Martin. (Sabem a implicância do Riq com as cadeiras de plástico? Pois é, sou eu com o centro de Buenos Aires…) Para ficar bem hospedado no centro eu acho necessário estar no cantinho direito do mapa, nas imediações da Plaza San Martin, de preferência antes da Lavalle e abaixo da Florida. Nessa região, se você puder bancar o Claridge, vale o investimento; se não, o Lafayette é uma excelente opção; e uma boa relação custo-benefício é a do Facón Grande.

Independente de onde você se hospedar, vale a pena vir à praça para experimentar o chá da tarde do Hotel Marriott Plaza, servido no restaurante La Brasserie. Infelizmente só tenho a foto do restaurante, e não do chá – sorry… O ambiente é lindo, o serviço é espetacular (não é buffet!) e o preço é inacreditável para os nossos padrões: quando estive lá em fevereiro, o chá completo custava 31 pesos, e era suficiente para 2 pessoas! :D

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Mas, para começar a caminhada, vamos à Plaza San Martin:

plaza-san-martin.jpg

A torre lá no fundo hoje em dia oficialmente se chama “Torre Monumental”, mas ninguém usa esse nome mesmo… – essa é a Torre dos Ingleses, ou pelo menos era, até a Guerra das Malvinas… ;-)

Aliás, aqui nessa praça, num cantinho meio escondido, fica o Monumento aos Mortos na Guerra das Malvinas – e mesmo quem conhece o Monumentos aos Mortos no Vietnam, em Washington D.C., fica impressionado…

monumento-aos-mortos-na-guerra-das-malvinas.jpg

Da Plaza San Martin, um bom caminho é seguir pela Calle Esmeralda até a Arroyo e depois entrar na Cerrito, no ponto em que ficam situadas as Embaixadas da França e do Brasil:

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O palácio maravilhoso abaixo, com a bandeira do Brasil, não é a embaixada, mas a residência do embaixador – alguém por aí está procurando moradia bem localizada em Buenos Aires? ;-)

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Chegando à Recoleta, vale uma passadinha na Calle Posadas 1515 para uma (ou duas, ou três) tradicional empanada argentina no El Sanjuanino – carne picante, queso con cebolla, ai, ai… O Shopping Patio Bullrich vale um passeio, principalmente por conta de uma filial da livraria Yenny que sempre tem ótimas promoções…

Tomamos então a Avenida Alvear, o centro das boutiques elegantérrimas de Buenos Aires, e endereço do meu hotel favorito – mas onde nunca me hospedei! – o Alvear. Daqui até a pracinha da Recoleta são 2 minutinhos de caminhada e nos deparamos com o Centro Cultural Recoleta / Shopping Buenos Aires Design:

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Vale visitar a Iglesia Nuestra Señora del Pilar, bem ao lado do cemitério:

iglesia-del-pilar.jpg

Aliás, por incrível que pareça, um local de agito na Recoleta (muvucado demais pro meu gosto…) é a esquina do Village Recoleta, Vicente López com Junín, bem atrás do muro do cemitério – mórbido, não?

village-recoleta.jpg

De resto, para complementar as andanças, sugiro que vocês façam uma visitinha à Mô, lá na Caverna da Morcega - as fotos dela estão um espetáculo!!!