Archive for October, 2007

Não tivemos muito tempo de esquentar lugar no Kota Kahuaña Palace. Foi a conta de abandonar a bagagem no quarto, almoçar rapidinho e partir para o nosso primeiro passeio da cidade: uma visita à Isla del Sol.

A Isla del Sol e a Isla de la Luna são os passeios mais procurados por quem vai a Copacabana. A mais próxima da margem é a Isla del Sol, também a mais recomendada para quem não quer ou não pode fazer passeios que demandem mais esforço físico – na Isla del Sol pode-se escolher passeios mais leves ou mais puxados, mas não é preciso pernoitar para desfrutar das belezas da ilha. Por causa da minha coluna meio ferrada, eu me preocupei desde o início do planejamento em escolher apenas os passeios mais brandos – e deu super certo!

Em dois minutos de caminhada (literalmente!) chegamos ao pier onde estava atracado o nosso barco. E em pouco mais de meia hora de navegação chegamos ao nosso destino. Na foto abaixo, o nosso barco no pier da Isla del Sol:

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A primeira parte do passeio é uma leve caminhada – sobe-se alguns degraus, mas nada que chegue a tirar o fôlego… A paisagem é espetacular:

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Além da paisagem belíssima, a ilha também tem muita história a oferecer - são muitas as ruínas incas ao longo do caminho:

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Muitas vezes as ruínas têm uma localização mais do que estratégica – eu diria esplendorosa… ;-)

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Após essa primeira parte do passeio, pode-se prosseguir por uma trilha que circunda a parte alta da ilha ou fazer a volta de barco. Eu preferi ser cautelosa e escolhi o barco -  não tive a vista do alto da ilha, mas a que tive não me decepcionou:

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Do outro lado da ilha, a maior atração é a Fonte da Juventude, onde se chega por essa escadaria - alguém se habilita?

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Na volta para Copacabana fomos premiados com uma paisagem incrível: a vista do Illimani, o cartão-postal da Bolívia, um gigante de mais de 6.400 m de altura.

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Na foto não parece tão alto, né? É que o Lago Titicaca já está a quase 4.000 m de altitude…

Eu tinha uma expectativa enorme em relação a tudo o que diz respeito ao Lago Titicaca. Não era apenas pelas lendas, que dizem que o primeiro Inka, Manco Kapac, veio de dentro do lago para fundar um império; também não era apenas pelos povos que ainda habitam as ilhas no meio do lago, nem apenas por ser aquele um lago navegável a quase 4.000 m de altitude.  A minha expectativa estava ligada a todos esses fatores e também a um outro, bem mais prosaico…

Em parte pela frustração de não ter conseguido me hospedar no Hotel Rosario La Paz, e em parte pela expectativa natural que um momento muito aguardado suscita, eu estava ansiosa para conhecer o  Hotel Rosario del Lago, nosso pouso em Kota Kahuaña, digo, Copacabana.

Atendendo a pedidos, explico: o nome Copacabana é uma corruptela do original aymara Kota Kahuaña, que significa “vista do lago”… ;-)

Vamos então fazer um pequeno tour pelo hotel? Demos a sorte de chegar em um dia lindo, o céu estava completamente azul:

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Passemos então ao lobby – à direita, a escadinha leva ao Kota Kahuaña, um dos melhores restaurantes de Copacabana, situado dentro do hotel. (Depois eu conto mais sobre ele…)

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Seguindo pelo corredor, chegamos aos quartos:

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Este aqui era o nosso – AMEI as colchas e almofadas artesanais… :D

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Mas o melhor ainda estava por vir… Que tal chegar até a janela e espiar a paisagem? ;-)

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Pouco mais de meia hora depois de atravessar o estreito de Tiquina, chegamos ao alto de um penhasco de onde pudemos ver Copacabana pela primeira vez:

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Nesse primeiro dia, tivemos apenas impressões ligeiras da cidade, porque passamos a tarde em um passeio à Isla del Sol. Mas as impressões, mesmo superficiais, foram as melhores possíveis… ;-)

Nessa foto que fiz na volta do passeio de barco, dá pra ver como era boa a localização do hotel onde nos hospedamos, o Rosario del Lago - é o predinho amarelo bem no meio da foto:

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À noitinha, saímos para uma primeira volta de reconhecimento pela cidade. Vimos o pôr-do-sol no lago…

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… e demos um passeio pelas ruelinhas movimentadas dessa outra Copacabana… ;-)

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A neve no primeiro trecho do caminho logo deu lugar às paisagens ensolaradas do Lago Titicaca. Cerca de 2 horas depois de  sair de La Paz chegamos ao ponto em que as margens do lago quase se encontram – o estreito de Tiquina:

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Mapa: Turismo Bolivia-Peru

Nesse ponto, a travessia do lago é feita de lancha – e, ao desembarcar, já se faz um controle de passaportes, pois Copacabana está muito próxima da fronteira com o Peru.

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Na plaquinha dá pra ver (dá?!) que o controle é feito pela Força Naval Boliviana – como a Bolívia perdeu há muitos anos a sua saída para o mar (que era na região do Deserto do Atacama, hoje parte do Chile), a Marinha Boliviana se concentra no Lago Titicaca – o lago navegável mais alto do mundo (claro… ;-) Já está ficando repetitiva essa história…)

No cartaz se percebe a importância que o país tem dado para a preservação do Titicaca – um verdadeiro santuário cultural e ecológico:

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E para matar a curiosidade sobre a plaquinha ao lado…

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São uns poucos minutos de travessia entre San Pablo de Tiquina, na margem mais próxima a La Paz, e San Pedro de Tiquina, na margem oposta.

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E logo chegamos ao outro lado:

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San Pedro de Tiquina é uma cidadezinha interiorana, com tudo a que as cidadezinhas interioranas têm direito, incluindo uma pracinha com coreto…

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Depois de uma breve pausa para tomar um café e esticar as pernas, voltamos ao nosso ônibus (coloridinho, claro, a cara da Bolívia… :D ), que tinha sido transportado desde a outra margem de balsa – e lavado no caminho!

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Mais uma horinha de viagem até Copacabana – mas agora sem perder de vista as paisagens divinas do Titicaca…