Archive for February, 2008

Uma vez devidamente registradas no hotel, nosso próximo passo, antes de estarmos liberadas para o reconhecimento da cidade, foi seguir direto para o escritório da Peru Rail para buscar as nossas passagens de trem para Machu Picchu. A pressa tinha um motivo: era domingo, e aos domingos o escritório fecha ao meio-dia. Como não tínhamos a menor intenção de deixar para o dia seguinte o que poderíamos fazer naquele dia mesmo, fomos pra rua.

Um detalhe importante é que os bilhetes da Peru Rail são comprados no escritório da companhia, e não na bilheteria da estação de trem San Pedro, de onde partem os trens para Machu Picchu. O Hotel Terra Andina fica situado a 5 minutos da estação, mas para ir ao escritório tivemos que tomar um táxi.

Seguimos então a rotina diária de tomar táxis no Peru. O primeiro passo manda perguntar no hotel quanto se deve pagar para ir até um determinado destino. Muitas vezes um funcionário mesmo do hotel trata um táxi na rua – e eles sempre conseguem bons preços! Caso isso não aconteça, e seja necessário pegar um táxi por conta própria, vem o segundo passo. A ordem então é barganhar. O taxista faz o preço, normalmente muito acima do que seria o preço correto. Por exemplo, em uma corrida de 6 soles, ele diria 10 soles ou mais. Nesse momento, se eu disser que pago 6, que seria o preço justo, ele fará a contra-proposta de 8 soles. A técnica então, é jogar a primeira contra-proposta lááááá embaixo. Assim, quando ele diz 10 soles, eu devo responder algo como “Le pago 3 soles”. Claro que ele nunca vai aceitar esse valor, e vai propor os 6 soles que eu já sabia que deveria pagar desde o princípio… ;-)

A pechincha é um fato cultural. Cansei de ler artigos de viagem, em sites, blogs e afins, principalmente os escritos por americanos, em que só faltavam dizer que seria a coisa mais politicamente incorreta do mundo pechinchar com “esses pobres coitados sul-americanos que mal têm o que comer”… :P Quem diz isso não entendeu o espírito da coisa – o vendedor jamais vai cobrar por um artigo menos do que seria necessário para que ele ganhe o seu sustento. Assim, o primeiro preço que ele cobra é sempre exorbitante para os padrões dele, mesmo que para nós seja muito barato – não entrar no jogo equivale a ignorar uma regra social pré-estabelecida. No início, eu achava que poderia ser constrangedor; depois, relaxei e no fim das contas estava me divertindo horrores!!! :D

Chegamos então ao escritório da Peru Rail. Já na entrada eu estava achando tudo lindo, com esse trenzinho irresistível para uma foto… (Fiz a foto, mas só depois de buscar os bilhetes – mesmo em viagem, primeiro a obrigação!)

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Uma vez dentro do escritório, o cenário era desolador: uma enorme quantidade de pessoas aguardava atendimento para comprar os bilhetes. Nós tínhamos reservado as nossas passagens para a 3a.f. seguinte, mas estávamos considerando a possibilidade de trocar a viagem para a 2a. ou para a 4a.f., já que apenas na 3a. haveria o Mercado Indígena em Pisac. Fomos então buscar informações a respeito, e foi aí que eu vi o quanto tinha sido sensato reservar os bilhetes com antecedência – era simplesmente impossível conseguir lugar nos trens pelos próximos 10 dias! E nós estávamos viajando no Vistadome, o trem panorâmico, mais caro do que o Backpacker, o trem convencional. Não sei o que fazem as pessoas que chegam a Cuzco sem reservas…

Principalmente para quem viaja na alta temporada, fazer as reservas é indispensável. O processo é simples: basta preencher um formulário no site e aguardar a confirmação da reserva por email. Na chegada a Cuzco, basta ir ao escritório com o passaporte e o dinheiro (dólares cash, porque a companhia não aceita cartões…) para retirar os bilhetes.

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No meio de toda essa gente, nós não tivemos que esperar nem 20 minutos para pegar os nossos. Eles distribuem senhas diferenciadas – para quem tem reservas, para o tipo de trem, etc. É um  pouco confuso acompanhar nos monitores, a princípio, porque ora aparece a letra E, ora a letra B, ora uma outra letra qualquer, os números vêm fora de seqüência, é uma confusão…

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Mas logo chamaram a nossa senha, compramos os nossos bilhetes (em dólares cash, não esqueçam…) e, livres de obrigações, começamos a desbravar Cuzco… ;-)

Faz algum tempo, ainda na era pré-Internet, o meu critério quando eu escolhia um hotel para me hospedar era muito simples. Eu fazia uma pergunta básica: cabe no meu bolso? ;-) A segunda pergunta era: é bem localizado? Se as duas respostas fossem afirmativas, o hotel estava aprovado. Se apenas a segunda fosse negativa, muitas vezes o hotel acabava sendo aprovado também – afinal, ônibus, metrô e canelinhas estão aí pra isso mesmo… Mas como os guias impressos trazem as descrições apenas, sem fotos dos hotéis, e como o Trip Advisor ainda nem sonhava existir, muitas vezes o hotel “escolhido” era uma roubada daquelas… :lol:

No meio das roubadas, volta e meia aparecia um hotelzinho lindo, ou aquele B&B cheio de charme, que a gente passava a recomendar aos amigos… Quando a Internet se tornou um meio comum de pesquisar e reservar hospedagem antes de viajar, estava aberto o caminho para aumentar (e muito!!!) a margem de acerto dessas escolhas. (Para quem estiver interessado em mais detalhes, a Sylvia ensinou o caminho das pedras com detalhes no antigo VnV do Wordpress).

Ultimamente, a pergunta básica continua sendo a mesma, mas várias outras passaram a ser muito importantes. Eu considero fundamental que um hotel seja bem localizado – e isso nem sempre quer dizer que ele fica no meio de tudo – muitas vezes, ele fica em um bairro mais tranqüilo, mas de fácil acesso às atrações. Também acho importantíssimo que o próprio ambiente do hotel seja agradável – se for bonito e bem decorado, então! E eu gosto muito de ambientes amplos, então costumo adorar aqueles hotéis antigos, que fazem pensar em mil histórias de outros tempos…

Pois bem: o meu xodó nessa viagem ao Peru foi o hotel em que nos hospedamos em Cuzco, o Terra Andina, esse mesmo da foto aí embaixo:

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O Terra Andina não foi a minha primeira opção em Cuzco. Há muito tempo eu guardava nos meus arquivos uma referência ao Hotel Ruinas, que era a minha primeira escolha na cidade. Ao longo das pesquisas, me encantei também com o Hotel Picoaga. Era uma decisão difícil, e também importante – Cuzco era a cidade onde passaríamos mais tempo, 4 noites no total, e a que tinha os hotéis mais caros e concorridos. Não dava pra errar… :roll:

No fim das contas, o “bolso” decidiu por mim… Encontrei uma promoção no site da Go 2 Peru, e resolvi os hotéis de Puno, Cuzco e Lima de uma tacada só. De acordo com essa promoção, alguns hotéis ofereciam descontos bárbaros, que podiam chegar até a 45%, desde que pagos com antecedência no cartão de crédito Visa. Foi aí que vi a diária do Terra Andina a US$ 65.00, quando o normal era vê-lo nos outros consolidadores a cerca de US$80.00, a mesma faixa do Ruinas e do Picoaga, um pouco mais caros, por volta de US$ 90.00, US$ 100.00.

A princípio pode até parecer uma economia boba, afinal cada uma de nós economizou US$ 30.00 pelas 4 noites de hospedagem. Mas basta pensar que esses US$ 30.00 já fizeram uma das noites sair praticamente de graça, ou que foram suficientes para custear quase toda a nossa alimentação nos dias em que passamos na cidade que a gente tem uma nova dimensão do que significam US$ 30.00 a mais para gastar no Peru… ;-)

Não cheguei a visitar os outros hotéis – até gostaria de ter ido, mas não lembrei disso enquanto estávamos lá. De qualquer modo, eu não tinha nem motivo para xeretar outro hotel… A nossa chegada ao Terra Andina já mostrou de cara a qualidade que teria a nossa estada – nossas malas foram levadas para o quarto enquanto preenchíamos as nossas fichas confortavelmente instaladas nas poltronas, saboreando um matecito de coca. Ah, essa área do hotel é toda servida por Internet wireless e o computador que aparece na foto é para uso dos hóspedes - de graça! 8)

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Uma das características que eu buscava no hotel onde fosse me hospedar em Cuzco era esse átrio, que é uma característica marcante da colonização espanhola. No caso do Terra Andina, o átrio é o restaurante do hotel, onde é servido o café da manhã. Por esse motivo, não é uma boa idéia ficar em um quarto que dê janelas para essa parte interna… Afinal, todos os dias há hóspedes de partida para Machu Picchu, e o trem deixa Cuzco às 06:00 h da manhã – dá pra imaginar a que horas começa o movimento no restaurante, né?

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O nosso quarto ficava no andar de cima, na parte dos fundos – até dava pra ouvir um pouco do movimento, mas nada que chegasse a atrapalhar o sono, não… E o quarto era excelente, bem confortável e aconchegante. Não era tão grande, o espaço para as malas era um pouco restrito, mas tínhamos um ótimo armário…

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E o melhor de tudo é que o nosso banheiro era ESPETACULAR!!! Além de branquíssimo e limpíssimo, era imenso, confortável e bem aquecido – maravilhoso a ponto de merecer duas fotos no blog, o que deve ser uma honra para qualquer banheiro!!! :lol:

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No momento em que desembarcamos em Cuzco eu soube que estava chegando a uma das “mecas” do turismo mundial em plena alta temporada. Eu soube, pura e simplesmente, que daquele momento em diante, dificilmente voltaria a sentir a tranqüilidade que tinha experimentado no Lago Titicaca. Afinal, quem manda ser doida o suficiente pra decidir ir ao Peru em pleno mês de julho, quando os estudantes DO MUNDO INTEIRO estão de férias?!?

O aeroporto estava lotado – o desembarque estava repleto, o saguão estava apinhado, era uma multidão para todos os lados. A muito custo, pegamos a bagagem e fomos direto procurar um agente da Lan Peru (porque eu precisava pegar o meu alicate… :lol: ) Assim que recuperei a posse da minha “arma”, fomos tratar de arranjar um táxi.

Aqui começou o meu aborrecimento… Tanto na Bolívia quanto no Peru não existem taxímetros – o valor de cada corrida é previamente combinado com o taxista. É claro que os preços são diferentes para os locais e para os turistas, a menos que o turista seja esperto e descubra antes com alguém do local o valor que deve aceitar como justo para ir até o seu destino. Isso significa dizer que paga menos quem barganha melhor – e significa também que uns dias no Peru equivalem a um curso de pós-graduação na arte da pechincha… Eu voltei craque!!! :D

Claro que nos aeroportos há aqueles balcões de táxi que existem nos aeroportos do mundo todo – seguros, rápidos e muito mais caros. Mas, como já estávamos acostumadas ao esquema da combinação de preços, não achei necessário, e lá fomos nós buscar um táxi. Perguntei à atendente do balcão de informações quanto eu deveria pagar por um táxi até o nosso hotel e ela me disse que um preço justo seria 4 ou 5 soles, o equivalente a algo entre R$ 2,60 e R$ 3,30… ;-) (Depois dessa viagem eu nunca mais vou achar que táxi na Argentina é barato… E me sinto assaltada a cada vez que entro em um táxi aqui no Brasil…)

Pois bem: perguntamos ao primeiro taxista quanto nos cobraria, e nos disse 10 soles. Recusei educadamente e expliquei que no balcão de informações tinham me dito que o preço justo seria no máximo 5. Ele disse que não faria menos de 10 e outro se interpôs, dizendo que faria a 6. Aceitei – afinal, não ia ficar contando tostões… Mas quando chegamos do lado de fora do saguão e o motorista do táxi já pegava as nossas malas, o sujeito me diz que o valor era mesmo 10 soles, e não poderia fazer por menos!!!

Foi então que eu subi nas tamancas!!! É por essas e outras situações semelhantes que eu agradeço pelos meus estudos de línguas – nada como se expressar bem claramente na língua da pessoa que está tentando te passar pra trás e dizer a ela em alto e bom som que pode ir catar coquinho, mas não vai te fazer de boba… Disse a ele, com toda a classe, que podia deixar as malas onde estavam, porque preferíamos voltar ao desembarque e pegar um táxi do aeroporto, ao valor que fosse, a desembolsar um único centavo além dos 6 soles combinados – e frisei bem que não era pelo valor da corrida (afinal, o que são R$ 7 por uma corrida de táxi aqui no Brasil, né?), mas pela falta de respeito ao que havia sido combinado 2 minutos antes. Ele então voltou atrás e nos cobrou o preço correto, mas fiquei apreensiva por todo o caminho até a chegada ao hotel… :roll:

No fim das contas, esse incidente acabou mexendo com os meus instintos cariocas mais arraigados… Esses preconceitos que dizem que o carioca é malandro, o paulista é trabalhador, o baiano é preguiçoso, etc. não têm nada a ver, claro, mas nesse dia eu usei o argumento a meu favor – pois então o cara estava achando que ia ser mais malandro do que a carioca aqui?!? Ah, mas não ia mesmo… :lol: 8) :P

Ao longo do planejamento da viagem, uma questão que ficou pendente por um bom tempo foi se iríamos de Puno a Cuzco de trem ou de avião. A viagem de trem, oferecida pela Peru Rail em um trem de luxo, o Andean Explorer, dura cerca de 10 horas e custava então US$ 130.00. Emocionalmente eu já tinha escolhido o trem… ;-) Me encantava a idéia de passar o dia admirando a paisagem andina pela janela, curtindo a viagem em um trem que, afinal de contas, pertence à Orient Express, dona da Peru Rail…

Para meu desapontamento, entretanto, o Andean Explorer só faz o percurso Puno-Cuzco dia sim, dia não. No dia não, o percurso é inverso, e o trem volta de Cuzco a Puno… O nosso dia escolhido, 29 de julho de 2007, era um dia não… :cry: Tínhamos então duas opções:

1. ficar mais um dia em Puno e depois passar o outro dia inteiro no trem, o que mataria 2 dos 4 dias que eu tinha reservado para Cuzco e Machu Picchu - isso provavelmente prejudicaria muito tanto a nossa estada em Cuzco quanto a nossa ida a Machu Picchu, e ainda nos deixaria com 1 dia inteirinho para preencher em Puno…

OU

2. trocar a viagem de trem pela mais sensata viagem de avião – e eu já tinha conseguido um vôo da Lan Peru no site da Enjoy Peru a módicos US$ 95.00, partindo de Juliaca às 09:00 h da manhã e chegando a Cuzco às 09:45 h.

Não havia mais o que pensar… Chegando a Cuzco antes das 10:00 da manhã ainda teríamos o dia inteirinho para fazer um reconhecimento bem descompromissado da cidade,  poderíamos ir buscar as nossas passagens para Machu Picchu com toda a calma, iríamos almoçar e jantar sem pressa, veríamos as lojinhas de artesanato sem correria, e ainda nos sobraria bastante tempo para dedicar aos nossos “compromissos turísticos” com a cidade nos dias seguintes… ;-)

Assim, no dia marcado, acordamos cedíssimo. Era um domingo, e naquele dia finalmente iríamos para Cuzco. No dia anterior tínhamos contratado,  no próprio Hotel Conde de Lemos, o nosso transporte de Puno até o Aeroporto de Juliaca, a 15 soles por pessoa, cerca de 10 reais. São cerca de 45 minutos de viagem, por isso estávamos prontas para partir às 07:00 h da matina…

Seguimos por estradas livres até a praça central de Juliaca:

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Poucos minutos depois chegamos ao aeroporto, onde tudo teria corrido às mil maravilhas se eu não tivesse criado o meu próprio “caos aéreo” particular… :lol: Pois não é que me esqueci de despachar o meu alicate de cutículas dentro da mala?!? Na hora em que vi o formato daquela “arma” no visor do raio X, pensei que ele iria parar direto no lixo… :P Mas a funcionária do aeroporto foi super solícita, e me explicou que eu poderia voltar ao check-in e pedir para despachar o alicate dentro de uma bolsa plástica, como um segundo volume, caso a minha mala já estivesse na esteira. Foi o que fiz, e ainda bem que o aeroporto estava vazio, porque foi uma corrida contra o tempo!!! Mas o que se há de fazer, né? Nós, meninas, temos as nossas pequenas vaidades… :oops:

Voamos em céu de brigadeiro até Cuzco. Ao contrário da maioria dos turistas que chega a Cuzco, estávamos vindo de uma cidade mais alta – Puno está a mais ou menos 3.800 m de altitude, contra os 3.400 m de Cuzco. Portanto, daquele momento em diante, nosso caminho seria para baixo… Adiós, soroche!!! :lol:

Quando chegamos de volta a Puno, a tarde já ia um pouco alta, e mal tínhamos comido qualquer coisa durante a manhã. O café da manhã do hotel, por sua vez, era bem menos interessante do que o nosso costume no Brasil… Ou seja, a fome já estava “atacando”… :lol: O ônibus mal nos deixou no hotel e já voamos pra rua de novo, em busca de um restaurante gostoso onde almoçar.

No dia anterior, durante o nosso passeio pela Calle Lima, tínhamos visto diversos restaurantes muito simpáticos, e resolvemos dar um crédito ao La Casona, não só pelo preço e localização (a fome era grande mesmo…), mas porque achamos muito pitoresco o fato de ele ser um “restaurante-museu”… ;-) O restaurante é realmente uma graça – uma antiga casa, dividida em vários ambientes, todos decorados com peças típicas da região. Na parte onde ficamos havia um fogão daqueles antigos, a lenha, que acabou fazendo as vezes de aquecedor – muito bem vindo naquele frio danado…

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Mas a melhor parte da nossa ida ao La Casona foi a sobremesa: uma massa de bizcocho, enrolada como um rocambole, e recheada com sorvete… Eu queria sorvete de lucuma, uma frutinha típica do Peru, mas não tinha – tive que me contentar com sorvete de creme mesmo… :cry:  Mas não estou reclamando, não, estava uma delícia!

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Logo depois do almoço, seguimos direto para o Mercado de Artesanía de la Terminal Lacustre. O mercado é enorme – são várias e várias aléias, com “lojinhas” de todos os tipos de artesanato, da cerâmica à tecelagem. Os preços são inacreditáveis!!! Na época eu estava montando a minha casa, e tive vontade de comprar de tudo: toalhas de mesa, panos de prato, jogos americanos, vários tapetes, objetos de decoração… Como a possibilidade de fretar um caminhão de mudanças para trazer as minhas compritchas para casa era remota, me contentei com alguns joguinhos americanos… :lol: Só pra dar uma idéia dos precinhos fabulosos, um jogo americano de 4 peças me custou 10 soles, cerca de R$ 6,00.

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À noite, resolvemos experimentar outro restaurante da Calle Lima que tinha chamado a nossa atenção no dia anterior, o El Fogón – bingo, mais uma vez! Com o frio que fazia, nada como um lugar aconchegante, bem aquecido e decorado com bom gosto…

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Nem nos importamos de comer pizza mais uma vez, já que essa era a especialidade do lugar… ;-)

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Terminamos a noite cedo, com uma curta caminhada de volta ao hotel - no dia seguinte tínhamos que chegar ao aeroporto de Juliaca bem cedinho para tomar o nosso vôo para Cuzco, que sairia às 08:00 da matina… Sairia, bem entendido, mas esse já é um outro capítulo dessa novela… ;-)

Atualização: Êpa, não é que eu me confundi aqui? O vôo de Juliaca a Cuzco transcorreu sem problemas… A novela se deu mesmo foi na ida de Cuzco para Lima – vou prorrogar um pouquinho então o clima de suspense… :P