Archive for September, 2009

Queridos, resolvi publicar esse post sobre o Chile novamente por causa de problemas técnicos na postagem original, que surgiram aqui no novo I&V. Não sabemos se foi a mudança para o domínio próprio ou  a troca de template que sumiu com os comentários da página, e acabou com a interação entre mim e vocês em um dos posts de maior utilidade do I&V… :( Depois de muito pensar sobre a melhor forma de contornar a situação, achei por bem deixar aqui um link para a leitura dos comentários no antigo endereço do WordPress… ;-) Reparem que lá não é mais permitido postar comentários, ou seja, novos comentários devem ser feitos aqui, Ok? Mantive o post como foi escrito originalmente, em março de 2007 -  então peço desculpas antecipadas pelos valores ultrapassados, e agradeço de antemão aos que me oferecerem atualizações… :D

Em setembro de 2000, percorri o Chile de norte a sul, do Deserto do Atacama a Puerto Montt. Cruzei então os Lagos Andinos para Bariloche e segui para Buenos Aires (só pra não perder o costume… ;-) ). Fui com uma amiga, e organizei tudo sozinha – apenas comprei um pacote para o Atacama em uma agência de Santiago. Levamos 17 dias no percurso, mas eu aumentaria esse tempo para no mínimo uns 20 dias, se fosse refazer a viagem hoje. Em janeiro de 2006 estive de novo no Chile, mas apenas revisitei Santiago, Viña del Mar e Isla Negra. Então, de 2000 pra cá, pode ser que alguns hotéis e/ou restaurantes tenham perdido um pouco do encanto, ou que os preços tenham subido, porque não tive a oportunidade de reavaliar muito do que vi em 2000… Mas acredito que as estratégias do roteiro continuem válidas.

Compramos uma passagem Rio / Santiago // Buenos Aires / Rio, pela Varig (US$ 450), um pacote de 4 dias e 3 noites para o Deserto do Atacama (US$ 400, na AF Tour, em Santiago) e uma passagem Bariloche / Buenos Aires pela Aerolíneas Argentinas (US$ 125).  Claro, os custos são de mais de 6 anos atrás, mas mesmo naquela época um pacote de 4 dias para o Atacama a menos de US$ 500 era uma barganha daquelas… ;-)

Chegamos em Santiago na hora do almoço, e o tempo estava super chuvoso – um azar daqueles, porque só tínhamos esse dia e o seguinte na cidade… Solução? Desbravar Santiago na chuva mesmo, claro!

Em 2000, fiquei hospedada em um hotelzinho muito sem graça, mas em um bairro altamente recomendável: Providencia. Em 2006, a escolha foi o Hotel Diego de Velazquez. Uma das melhores características desse hotel é a localização, a 2 quadras da Avenida Suécia, onde há vários restaurantes e pubs. Os quartos são enormes e todo hóspede tem direito a 1/2 hora de Internet grátis por dia. Além disso, há um pequeno shopping bem em frente, onde há uma casa de câmbio, livrarias, cafés, sorveteria… Só é chato que esse hotel recebe muitos pacotes de operadoras brasileiras, então às vezes fica meio “muvucado”… A tarifa Internet é US$ 85 o quarto duplo – conforme vi no site do hotel, mas deve ser possível conseguir por menos com um bom agente de viagens ou nos atacadistas.

Algumas sugestões de lugares para se visitar em Santiago:

  • O Palacio de la Moneda – o palácio do governo;
  • A Plaza de Armas – a Catedral, o Correio Central, o Museu Histórico Nacional;
  • O Museu de Arte Pré-colombiana;
  • O Mercado Central – com seus peixes e frutos do mar típicos do Pacífico, e ótimos restaurantes;
  • Os Cerros Santa Lucia e San Cristóbal – de preferência subindo de funicular ou teleférico (de ônibus ou carro acho meio sem graça…);
  • La Chascona, a casa de Pablo Neruda;
  • O bairro Londres-Paris, e sua arquitetura dos anos 20 totalmente preservada;
  • Um bom passeio a pé pelo bairro residencial de Providencia;
  • Uma visita a uma vinícola próxima à cidade, como a Concha y Toro.

Algumas fotos de Santiago:

O Palacio de la Moneda:

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A Catedral Metropolitana:

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O Mercado Central:

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Santiago vista do Cerro San Cristóbal (a Cordilheira dos Andes ao fundo):

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A esquina Londres-Paris:

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A entrada da vinícola Concha y Toro:

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São apenas sugestões, claro – há mais, muito mais… :-) Uma leitura muito recomendável é o livro Santiago do Chile, da Martha Medeiros.

No dia seguinte, partimos para o Atacama logo de manhã cedo. O nosso pacote incluía o vôo Santiago / Calama / Santiago pela Lan Chile, o transporte Calama / San Pedro de Atacama / Calama em van, 3 noites no Hotel Casa de Don Tomas, e alguns passeios:

  • 1o. dia: Valle de Marte (também conhecido como Valle de la Muerte!), Cordillera de la Sal e Valle de la Luna;
  • 2o. dia: Povoado de Toconao, Valle del Jerez e Salar de Atacama;
  • 3o. dia: Geysers del Tatio – o melhor de todos, na minha opinião! A gente sai do hotel às 4 da manhã, viaja por umas estradas quase inexistentes até a fronteira da Bolívia (a mais de 4000 m de altitude e temperatura média de 10 graus negativos) e chega lá antes do nascer do sol, quando os gêisers estão em plena atividade. Contando assim parece masoquismo, mas ver o sol nascendo no Tatio é de uma beleza indescritível, vale o sacrifício… ;-)

Intercalados a esses passeios ainda visitamos o centrinho de San Pedro, o Museu de Antropologia, experimentamos os restaurantes e bares da Calle Caracoles… Quando fui, havia 3 opções de restaurantes: o Café Adobe – meu favorito, onde todas as noites havia uma fogueira no chão, a céu aberto, bem no meio do bar, e 2 pisco sours pelo preço de um na happy hour -, o La Estaka e o Casa de Piedra. Na manhã do último dia, ainda deu tempo de visitar o Pukará de Quitor, uma fortaleza inca – bom, já estou até vendo o Riq dizer que isso tudo é pra quem é da Bicho Carpinteiro Tours… :D

Escaneei algumas fotos – infelizmente não ficaram muito boas, não… :-(

A Cordilheira do Sal:

cordilheira-do-sal.jpg

Turistas caminham pela duna para ver o pôr-do-sol:

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O pôr-do-sol no Vale da Lua:

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O Valle del Jerez:

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O Salar de Atacama:

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O pôr-do-sol no Salar:

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A Laguna Chaxa, ainda no Salar:

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O nascer do sol no Tatio:

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Chegamos de volta a Santiago à noite, no aeroporto mesmo pegamos o carro que tínhamos reservado (para devolver em Puerto Montt), passamos mais uma noite na cidade e no dia seguinte de manhã partimos rumo ao litoral. Fomos direto a Viña del Mar, nossa primeira escala. Bom, talvez tenha sido um erro – Viña é um balneário, com toda a tristeza peculiar a um balneário no inverno… Precisei voltar lá no verão para apagar a má impressão! Além disso, ficamos em um hotel muito chinfrim, o que não ajudou em nada…

Viña no inverno:

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Viña no verão:

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No dia seguinte, deixamos Viña em direção ao sul. A intenção era passar por Isla Negra, visitar o Museo Neruda e chegar a Chillán ainda no mesmo dia, percorrendo cerca de 400 km. Normalmente, o trecho de Santiago a Puerto Montt ou Puerto Varas é feito de avião ou em ônibus noturno, quando se viaja de pacote. Pois eu digo: GRANDE ERRO!!! A viagem de carro, em 4 ou 5 dias (são uns 1000 km), pela Ruta 5, com algumas paradas estratégicas, é simplesmente demais, um dos pontos altos da viagem – e não deve ser deixada de lado!

A estátua de Neruda em frente ao mar de Isla Negra:

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O Museo Neruda em Isla Negra:

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A partir de Isla Negra segue-se um pouco pela costa antes de tomar a Ruta 5, a estrada que liga o norte ao sul do país, parte da Rodovia Panamericana. Uma das cidades mais lindinhas da região é Cartagena:

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Depois toma-se a direção de San Fernando, já no Vale do Colchagua, que na época ainda não era tão badalado como destino de enoturismo. Uma pena, mas compenso essa lacuna em uma próxima vez…

Na primeira noite que passamos na estrada, nos hospedamos no Hotel Las Terrazas, em Chillán. É um 4 estrelas no centro da cidade, um hotel bem executivo. Mas o maior barato é que ele ocupa 2 andares de um shopping center, então tem aquela arquitetura circular meio engraçada, e um belo jardim de inverno no meio. A tarifa para os fins de semana é US$ 69 o quarto duplo. Como os preços dos hotéis estavam nos parecendo muito bons, ao longo desses dias on the road adotamos a estratégia de chegar à cidade escolhida, abrir o guia, escolher o hotel que mais nos agradasse e ir lá perguntar o preço. Perigoso, né? A tarifa balcão podia ser estratosférica… ;-) Pois demos uma sorte danada…

Esta é a Plaza El Roble, a principal de Chillán – nota-se que era uma manhã de inverno!

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No caminho de Chillán a Valdivia estão as grandes atrações desse roteiro… De surpresa, na beira da estrada, demos de cara com o Salto del Laja, um lindo cartão postal do Chile, país repleto de cartões postais… Aliás, essa foto é um postal que escaneei – não consegui uma única foto bonita do Salto!

salto-del-laja.jpg

Mais adiante, passamos por Temuco, paramos em Villarrica, vimos o lago, o vulcão e, infelizmente, não pudemos seguir viagem até Pucón (mancada, eu sei!), porque estava ficando tarde… Em compensação, tomamos um chocolate quente com torta em um café da cidade que era o seguinte… :roll:

villarrica.jpg

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Esse trecho da estrada, entre Temuco e Valdivia, é o começo de uma seqüência de paisagens belíssimas:

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Em Valdivia, nossa escolha foi logo o melhor hotel da cidade – rumamos direto pro Pedro de Valdivia, claro. Essa foi a maior pechincha de toda a minha vida!!! O melhor hotel da cidade, um 5 estrelas classicão, a cerca de US$ 70!!! Super bem localizado, às margens do rio que corta a cidade, talvez apenas um pouco impessoal, um pouco pomposo demais…

Essa foto de Valdivia também é um postal escaneado:

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No dia seguinte tínhamos apenas os poucos quilômetros finais para percorrer até Puerto Montt. Paramos então em Frutillar, uma antiga colônia alemã à beira de um lago, para um almoço no Selva Negra, um restaurante delicioso.

frutillar.jpg

Depois do almoço seguimos até Puerto Varas apenas para escolher um hotel e deixar a bagagem, porque tínhamos o compromisso de devolver o carro no aeroporto de Puerto Montt – mas queríamos aproveitar para dar um giro rápido pela cidade antes. Em tempo: pagamos cerca de US$ 300 pelas 4 diárias do carro, incluindo o seguro total e a taxa de devolução em Puerto Montt, na Full Fama, uma locadora que nem sei se ainda existe (não encontrei um site próprio agora…)

E valeu ter feito o passeio – vimos esse anoitecer lindo na Baía de Puerto Montt:

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O passeio do Cruce de Lagos costuma partir de Puerto Varas, que é uma cidade muito mais bonita e aconchegante do que Puerto Montt – ou seja, vale a pena hospedar-se lá. Escolhemos o Hotel Licarayén, bem em frente ao Lago Llanquihue, com vista para o vulcão Osorno! Aliás, a vista é o ponto alto dos quartos, que ficam de frente para o lago e têm vidraças imensas, para que não se perca nada. Como se não bastasse, os quartos são lindos, revestidos de madeira clarinha, super aconchegantes – ah, sim, e o quarto duplo custa menos de US$ 60!!!

Este é o nosso hotel – e a outra foto mostra a igrejinha de Puerto Varas:

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Dois dias depois, fizemos o Cruce de Lagos para Bariloche. Nossa primeira parada foi nos Saltos del Petrohue:

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No caminho dava pra ver o Vulcão Calbuco muito próximo – uma visão bem impressionante não apenas pela altura, mas também por conta do entorno um tanto quanto sombrio:

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Seguimos de barco, ônibus, barco, ônibus e assim por diante até Peulla, onde almoçamos:

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Alguns quilômetros adiante chegamos à fronteira Chile – Argentina, em plena estradinha coberta de neve no meio dos Andes:

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Bom, aí já é Argentina, deixo para uma outra ocasião… :D

Hoje, se eu fosse refazer a viagem, consertaria alguns errinhos… Aumentaria 1 dia ou 2 na minha primeira estada em Santiago, já que nunca havia visitado a cidade. Acrescentaria mais 2 noites na viagem para o sul, para poder pernoitar também no Vale do Colchagua e em Pucón. Como era o fim do inverno, eu acreditei que não haveria mais neve em Bariloche, e fiquei só 2 dias – pois ficaria mais. Por fim, passaria o resto do meu tempo disponível em Buenos Aires, descansando das férias – como eu disse antes, só pra não perder o costume… ;-)

Há alguns meses fiz uma viagem totalmente fora dos meus padrões – primeiro, porque foi uma viagem nada planejada, daquelas em que se decide viajar numa hora, se compra o pacote em seguida e se embarca; segundo, porque o propósito não era desbravar um território, como é o meu costume, e sim acompanhar a Cláudia, minha amiga de longa data, sócia no I&V e futura comadre, em uma empreitada que só posso definir como some serious baby shopping… ;-) Fomos comprar o enxoval do Marco (que chega daqui a pouco menos de 1 mês!) com direito a carrinho de bebê, cadeirinha para o carro e inúmeros apetrechos, artefatos e miudezas.
Howard Johnson Inn Orlando
Howard Johnson Inn Orlando
Escolhemos nosso destino – Orlando – segundo alguns processos científicos: queríamos uma viagem bem em conta, para que as compras valessem a pena; não poderia ser longe demais, para não ficar desconfortável para ela, que estava com 4 meses de gravidez; tinha que ser um lugar onde pudéssemos andar de carro o tempo todo, para evitar que ela se cansasse muito (já bastava o que íamos andar nos shoppings!) Daí a optar por Orlando foi um caminho natural. Compramos nosso pacote na Submarino Viagens, com vôo pela Delta e hospedagem (6 noites) no Howard Johnson  Inn Orlando, na International Drive – um hotel simples, mas com café da manhã (sofrível!) incluído, wi-fi grátis e até piscina… :D
A piscina do hotel

A piscina do hotel

O pacote ficou muito em conta, cerca de US$900; também alugamos um carro na Budget por 1 semana – um Chevrolet Cobalt, considerado compacto pelos padrões americanos, mas com um porta-malas bem grande, com GPS, a cerca de US$ 220 pela semana.
Chevy Cobalt

Chevy Cobalt

Entre as inúmeras visitas a lojas de departamentos, shopping centers e outlets, separamos um tempinho para descansar das compras em dois recantos perfeitos para passeios nada comuns entre os turistas brasileiros que visitam Orlando – passamos um dia em St. Augustine, a cidade mais antiga dos EUA, fundada pelos espanhóis em 1565, a cerca de 170 km de Orlando, e uma tarde fomos a Winter Park, uma cidadezinha residencial (na prática é como um bairro de Orlando) a uns 20 minutos da International Drive.

Visitar St. Augustine vale pela viagem a uma parte não muito conhecida da História dos EUA… Normalmente se estuda nas escolas que os puritanos desembarcaram na costa da Nova Inglaterra para fundar as Treze Colônias no início do século XVII e não se menciona que quase um século antes os espanhóis já haviam fundado St.Augustine – ou seja, a herança espanhola da Flórida é antiga, remonta aos tempos em que Ponce de León buscava a Fonte da Juventude… 8)

A arquitetura espanhola está por toda parte:

Flagler College

Flagler College

Prefeitura (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/St._augustine_florida)

Prefeitura (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/St._augustine_florida)

Detalhe da torre da Prefeitura

Detalhe da torre da Prefeitura

No centro da cidade há um quarteirão em que todas as ruas foram preservadas como na época da colonização espanhola – a mais famosa é a St.George Street, onde há várias lojinhas, cafés e restaurantes.

St. George Street

St. George Street

St. George Street

St. George Street

Uma das construções mais interessantes é a primeira escola dos EUA:

A primeira escola dos EUA

A primeira escola dos EUA

Mas a mais impressionante – e já fora do Centro Histórico – é o Castillo de San Marcos, uma fortaleza em estilo espanhol, hoje transformado em monumento nacional:

Monumento Nacional - Castillo de San Marcos

Monumento Nacional - Castillo de San Marcos

Vista aérea do Castillo de San Marcos (Fonte: http://www.southerntravelnews.com/NewsRelease.aspx?NewsId=53)

Vista aérea do Castillo de San Marcos (Fonte: http://www.southerntravelnews.com/NewsRelease.aspx?NewsId=53)

O pátio interno

O pátio interno

Parte da bateria de canhões do Castillo de San Marcos

Parte da bateria de canhões do Castillo de San Marcos

Por conta da própria estrutura antiga da cidade, não é muito fácil estacionar perto do Centro Histórico de St.Augustine. Uma dica que eu peguei no Frommer’s, e que nos poupou de vários aborrecimentos, é deixar o carro estacionado no anexo do Centro de Visitantes, a US$ 5 o dia. Dali, é fácil seguir a pé mesmo para o Castillo de San Marcos e o Centro Histórico.

O centro de visitantes de St. Augustine

O centro de visitantes de St. Augustine

Já uma visita a Winter Park tem um caráter mais relaxante… A cidadezinha é linda e arborizada, e oferece vários cafés à sombra das árvores, restaurantes que nos pareceram bem agradáveis (fomos apenas à tarde, não experimentamos…), e lojinhas super charmosas ao longo da Park Avenue, uma versão milhares de vezes mais tranqüila do que a xará novaiorquina…

Bem-vindos a Winter Park!

Bem-vindos a Winter Park!

Winter Park

Winter Park

Eu simplesmente AMO esses pequenos detalhes que fazem uma enorme diferença, como as flores nos postes… ;-)

Flores...

Flores...

... e mais flores!

... e mais flores!

A Park Avenue é a rua principal de Winter Park – vale um passeio por calçadas tranqüilas, namorando as vitrines de lojinhas e antiquários:

Park Avenue

Park Avenue

Loja do Orlando City Ballet

Loja do Orlando City Ballet

Também é uma boa idéia fazer uma pausa para apreciar a paisagem em um dos vários cafés:

Cafés à sombra das árvores

Cafés à sombra das árvores

A tranqüila Park Avenue

A tranqüila Park Avenue

A onipresente Gap também em Winter Park...

A onipresente Gap também em Winter Park...

Dessa vez não fomos a nenhum parque temático – como já faz mais de 10 anos que eu fui a Orlando da maneira tradicional, para me divertir nos parques, nem mesmo inseri a categoria Orlando no menu de destinos aí à direita. Até pretendo voltar dentro de uns 2 ou 3 anos, porque quero levar o meu sobrinho, claro… ;-) Mas, por ora, ficam as idéias para uma Flórida um tanto quanto off the beaten path…

Isso é que é diploma!!!

Isso é que é diploma!!!

Outro dia eu estava batendo um papo com o Arthur no MSN, quando uma parte da nossa conversa me fez decidir postar sobre o fim da novela do meu doutorado…  Ele disse que tinha uma boa notícia e eu perguntei na hora: “Vai viajar pra onde?” Daí ele brincou que nem toda boa notícia era viagem, a menos que fosse “um outro tipo de viagem” – um novo emprego, um novo amor, uma mudança de casa e por aí vai. Fiquei pensando, no maior estilo filosofia de botequim, que  estamos sempre em constante movimento na vida (caramba, já tá virando estilo auto-ajuda… :lol: ) e, vendo por esse ângulo, o meu doutorado foi, sim, uma grande viagem.

Uma força das amigas do doutorado à espera do resultado...

Uma força das amigas do doutorado à espera do resultado...

O Idas & Vindas ainda não foi positivamente influenciado pelas minhas atividades no doutorado – será, quando eu finalmente postar sobre os meus 3 meses de Califórnia no ano passado, que só existiram por causa da  bolsa-sanduíche que ganhei para fazer minha pesquisa. Por enquanto, o pobre do bloguito sofreu mesmo foi com a inenarrável atolação da autora na tentativa de cumprir seus prazos acadêmicos para entregar a tese, se preparar para a defesa e tal.  Mesmo assim, e também com duas mudanças de casa ao longo do período, o I&V vem segurando a onda – e isso se deve bastante ao carinho dos amigos/leitores que estão sempre por perto, dando uma força.

Por isso, e para agradecer as tantas felicitações que já recebi de todos, eu queria compartilhar algumas fotos do dia da defesa e da festa que os meus alunos prepararam pra mim no primeiro dia de aula após a defesa. Taí uma turminha craque em me surpreender com essas comemorações… ;-)

Meus alunos festeiros

Meus alunos festeiros

Para coroar a comemoração!

Para coroar a comemoração!

Pronto, daqui pra frente o I&V sai do período de hibernação!!!

Passaportes1

Parece brincadeira, mas só hoje eu senti na pele o que essa frasezinha do título significa na prática…

Hoje eu estou onde não deveria estar – em casa, em frente ao computador, acabando de chegar da aula de francês, quando deveria estar jantando em um restaurantezinho bem gostoso na Recoleta… Pois é, eu deveria ter ido para Buenos Aires hoje pela manhã, e não fui.

Não dizem que para tudo tem uma primeira vez?!? Pois essa foi a primeira vez em que eu fui para o aeroporto acreditando estar com tudo absolutamente certo para viajar e não estava – foi a volta para casa dos que não foram para Buenos Aires!

Vamos aos fatos: eu tinha escolhido Buenos Aires como destino para comemorar a defesa do meu doutorado (que foi 4a.f. passada! 8) ) justamente porque não via necessidade de me planejar com antecedência, nem de pesquisar nada, uma vez que me viro bastante bem por lá. A idéia era levar o Jonas, meu sobrinho de 6 anos, para um passeio diferente, com os meus pais junto, claro, pra dar uma força.

Pois bem, vou repetir pra mim mesma o meu eterno mantra: toda viagem pede planejamento, por mais simples e fácil que pareça. Dessa vez, eu não fiz o meu dever de casa. Não vou atribuir culpa ou responsabilidade a ninguém, muito menos a mim mesma por não ter feito uma investigação e um planejamento mais cuidadosos às vésperas da defesa. Mas o fato é que o meu bom planejamento usual provavelmente teria evitado a nossa decepção de hoje.

Continuando a história: quando decidimos viajar, simplesmente não atentei para o fato de que a atitude mais sensata a tomar teria sido providenciar um passaporte para o pequeno, independente de acordos com os países vizinhos, Mercosul, etc. Deveria ter feito com ele como sempre faço comigo mesma: documento para viajar é passaporte, e pronto. Ao contrário, confiei na informação do Juizado de Menores, de que bastava o original da certidão de nascimento acompanhada da autorização dos pais com firma reconhecida por autenticidade (por semelhança não serve). Vejam o tamanho da roubada: ele até teria permissão para sair do país com essa documentação, mas não para entrar na Argentina!!!

Eu não sei se seria obrigação do Juizado de Menores saber que ele não poderia entrar em outro país com esses documentos; também não sei se a companhia aérea teria a obrigação de me avisar. Mas uma coisa é certa: talvez se eu estivesse com a cabeça um pouco mais descansada eu tivesse lembrado de perguntar na companhia aérea, no consulado argentino, não sei… Fica a lição: com passaporte não tem erro! ;-)

Por isso, hoje eu não estou jantando na Recoleta, nem curtindo um friozinho portenho… Pelo contrário, passei o dia às voltas com mil burocracias para o adiamento da viagem, troca de datas da reserva do apartamento (a BytArgentina foi ótima, trocou as datas sem me cobrar nada!), e mil formulários para fazer o passaporte do Jonas. Mas, no fim das contas, quando passar a decepção (ele se acabou de chorar no aeroporto, e eu quase chorei junto…), vamos  fazer planos para curtir Buenos Aires em outubro com e como crianças!!! :D

Para informações sobre a documentação necessária, formulários, pagamento de taxa e locais para a emissão de passaportes, visite o site da Polícia Federal.

Passaporte_menores

Importante: Acabo de encontrar a seguinte recomendação no site da Sakuratur:

O novo passaporte brasileiro (de cor azul) não registra filiação do viajante (não constam os nomes dos pais). Portanto, os menores de idade, viajando ou não acompanhados dos pais, além do passaporte válido, também deverão apresentar no check in o RG ou certidão de nascimento originais. Isso é necessário para se comprovar a filiação.

Mais uma informação que eu não tinha encontrado em nenhum outro lugar – na dúvida, melhor prevenir e levar logo tudo… ;-) Lembro que, caso a criança viaje sem o pai ou a mãe, precisa levar a autorização com firma reconhecida por autenticidade – o passaporte, RG ou certidão não substituem essa autorização!

Atualização: Não é que o Jorge Giramundo Bernardes já tinha atentado para essa ineficiência do passaporte azul? Veja o post dele sobre o assunto aqui;-)