Archive for October, 2009

Ano passado eu comprovei na prática que Buenos Aires é uma ótima  cidade para se tomar café da manhã fora de casa – hospedando-se na Recoleta, então, basta botar o pé fora de casa e em cada esquina há um café simpático onde se pode desayunar a preços módicos. Dessa vez, não quis experimentar muito – eu queria levar o Jonas e os meus pais a alguns endereços já testados e aprovados, como o excelente Café del Pilar, na esquina da Ave. Gral Las Heras com a Junín, descoberta da Emília, de que já falei no post sobre o roteirinho de cafés da manhã. Fiz questão também de voltar, mais de uma vez, ao Café de La Rambla, a descoberta que fiz ao acaso ano passado – e que já se tornou o meu novo “queridinho” na cidade, por causa do chocolate quente tão maravilhoso que periga desbancar o chocolate espeso do Café Tortoni no primeiro lugar da minha lista dos top 5… ;-)
Meu novo clássico...

Meu novo clássico...

Além de lindo, uma delícia...

Além de lindo, uma delícia...

Chocolate top de linha...

Chocolate top de linha...

Joguinhos sempre à mão...

Joguinhos sempre à mão...

Tendo uma criança em casa dessa vez, resolvemos ter à mão sempre um iogurte, um queijinho, umas torradas, alguma coisa pra evitar que o Jonas saísse de casa sem comer… Mas chegou a ser engraçado, porque ele mesmo não sente fome na hora em que acorda e não se empolgava muito com a idéia de comer antes de sair – mal beliscava qualquer coisa e ia tomar café da manhã com a gente numa boa. Bom, várias vezes um joguinho ou umas canetas coloridas e papel nos salvaram das conseqüências de uma criança entediada em um restaurante. Na verdade, eu aprendi bem cedo, desde que comecei a trabalhar, dando aulas de inglês pra crianças, que é muito fácil lidar com uma criança interessada e estimulada – e que pode ser bem complicado quando elas estão entediadas… Haja criatividade – e uma bolsa grande pra carregar tanta coisa! :D

Seguindo esse esquema, não foi difícil encaixar um café da manhã no Tortoni um dia. Foi um sucesso com o Jonas, que se divertiu com as estátuas de Borges, Gardel e Alfonsina Storni – e ainda provou os churros (sem doce de leite, bem do agrado dele, que tem um paladar diferente do que se espera de uma criança, e não gosta muito de doces…)

O antigo clássico...

O antigo clássico...

... tem um novo fã!

... tem um novo fã!

"Pro dia nascer feliz"...

"Pro dia nascer feliz"...

Apesar dos repetecos, fizemos uma nova descoberta: o Café El Trebol, na esquina da Ave. Santa Fe com a Uriburu:

Café El Trebol

Café El Trebol

Café El Trebol

Café El Trebol

Começando bem o dia...

Começando bem o dia...

Esqueci de registrar nas fotos, mas lá comemos umas torradinhas de pão de nozes suuuuuuper gostosas… ;-)

Que delícia! ;-)

Que delícia! ;-)

Fomos lá no primeiro dia e o Jonas ficou curioso quando viu que as notas e moedas eram diferentes dos nossos. O garçom que nos atendeu, super atencioso, deu a ele de recuerdo uma moedinha de cada valor… ;-)

Recuerdos...

Recuerdos...

Ano passado, quando aluguei um apartamento pela primeira vez, eu já imaginava que estava trilhando um caminho sem volta em termos de hospedagem em Buenos Aires – achei prático, seguro, confortável e barato. Com tantos benefícios, aquele só poderia mesmo ter sido o meu primeiro endereço portenho, de uma série que eu espero venha a ter ainda vários e vários desdobramentos.

Na hora de selecionar o meu segundo endereço portenho, tive que levar em consideração vários pontos diferentes  daqueles que nortearam a minha busca no ano passsado… Aqueles que têm filhos sabem que viajar com crianças muda bastante o modo de planejar e o próprio foco da viagem – e eu fui me baseando na experiência e nos ensinamentos alheios pra não fazer bobagem… ;-) Já sabendo que o trânsito em Bs.As. está a cada dia pior, tornou-se uma prioridade conseguir um apartamento próximo a uma estação de metrô – e com uma criança, “próximo” não é força de expressão!  Procurei apês a no máximo 3 quadras de uma estação do metrô, ao invés de 7 ou 8, como no ano passado… Além disso, precisávamos de um apê com capacidade para acomodar 4 pessoas, mas que continuasse em conta para os 3 adultos pagantes, claro… ;-) Também não queria que fosse em uma avenida movimentada, para evitar o barulho. E, mesmo que fosse um quarto-e-sala, teria que ter camas de verdade para todos, porque ninguém merece dormir uma semana inteira em um sofá-cama, né? :mrgreen:

Eu sei, eu sei, quase posso ler as mentes de quem está lendo esse texto agora: “Não dava pra dificultar essa busca mais um pouquinho, não?” :oops: Eu mesma achava que seria tão difícil quanto o velho clichê de procurar agulha no palheiro… Mas, no fim das contas, me surpreendi, e encontrei o apêzito com relativa facilidade, do jeitinho que eu queria: confortável o suficiente para uma família de 4 pessoas, bem localizado, bem decorado e super em conta. Quando não conseguimos viajar em setembro, cheguei a ficar um pouco apreensiva com a possibilidade de que a agulha que eu tinha encontrado no palheiro não estivesse disponível para as nossas datas de outubro. Pois não apenas estava, como a proprietária gentilmente aceitou transferir a nossa reserva sem qualquer custo! :D

Chegamos em um domingo, e fiquei muito satisfeita porque a BytArgentina não nos cobrou nenhum extra para nos receber no fim de semana. Na verdade, nós até demos mais trabalho do que o usual, porque o vôo atrasou um pouco e eles tiveram que acionar a proprietária para nos esperar enquanto o funcionário da Byt ia receber hóspedes em outro apartamento… Com esses trâmites, acabei me esquecendo de fazer minhas próprias fotos no apê na chegada – e me esqueci do detalhe também na saída! Vou então republicar as fotos do site da Byt – que são bastante fiéis à realidade – com alguns comentários:

Sofá-cama? Não, uma cama-sofá...

Sofá-cama? Não, uma cama-sofá...

O apê venceu a minha relutância quanto a alugar um quarto-e-sala para 4 pessoas com uma solução bastante prática para o nosso caso:  ao invés de um sofá-cama na sala, tínhamos uma cama-sofá. A diferença? Uma cama-sofá tem colchões de verdade, e apenas se disfarça de sofá durante o dia… :roll:

Espaçosa a sala, não?

Espaçosa a sala, não?

Um outro detalhe em que prestei bastante atenção foi a mesa de jantar… Como eu já previa, dessa vez acabamos fazendo uma ou outra refeição em casa – nada demais, apenas um lanche uma noite e um café da manhã em um dia de chuva. Dois detalhes importantes na foto: as gavetas da estante da sala, que quebram um bom galho na hora de guardar as roupas e, ao fundo da foto, o espelho de corpo inteiro na porta do armário do corredor.

Cama queen!

Cama queen!

Na foto não dá pra ver, mas o quarto tem ainda um outro armário. Na verdade, não há dúvida de que o apê comporta 2 pessoas com mais conforto do que 3 ou 4 – e que a 3a. e a 4a. pessoas terão que improvisar um pouquinho, ao menos no quesito arrumação de armários… ;-) Sentimos falta também de toalhas, lençóis e fronhas a mais, para o caso de decidirmos trocá-los ao longo da semana – ponto para o apê do ano passado, que tinha tudo sobrando… Por outro lado, tanto o quarto quanto a sala tinham um black-out maravilhoso, e os splits também funcionaram super bem, mantendo a nossa casinha sempre a uma temperatura bem aconchegante, mesmo que estivesse fazendo frio e/ou chovendo a cântaros  do lado de fora…

Mini-cozinha mesmo...

Mini-cozinha mesmo...

A cozinha era bem pequenininha, tipo americana – não seria boa para alguém que pretendesse realmente usá-la… Mas, no nosso caso, foi suficiente – o que mais usamos foi a geladeira, pra guardar água, uns iogurtes e outros lanchinhos! :D

Só faltou espaço...

Só faltou espaço...

A parte menos prática do apê foi o banheiro… Não que houvesse nada de errado com ele, muito pelo contrário – o aquecimento central de água funcionava super bem, tínhamos água quente a qualquer momento e em quantidade; mas era pouco funcional em termos de espaço até mesmo para acomodar uma nécéssaire…

No cômputo final, foi mais uma bola dentro no jogo dos aluguéis de apartamento em Buenos Aires.  Esse apê apresentou dois pontos super positivos: a localização a apenas 2 quadras do metrô (estação Pueyrredón da linha D) e a uma quadra da Avenida Santa Fe (com as vantagens da proximidade, como a profusão de táxis e cafés, e nenhuma das desvantagens, como o barulho); e a relação custo-benefício excelente, US$ 370 pela semana mais a taxa de reserva de US$ 45, ou seja, uma diária de pouco menos de US$ 60 para 4 pessoas! Acho que nem albergue hoje em dia é tão em conta… 8)

Para mais informações sobre onde ficar (com aluguel de apartamentos ou não) em Buenos Aires, vale espiar, além do outro post aqui no I&V:

O pequeno turista "acidental"...

O pequeno turista "acidental"...

Eu me fiz essa pergunta inúmeras vezes antes de me decidir a planejar uma viagem com o Jonas para Buenos Aires. Em viagens anteriores eu já havia visto muitas crianças pela cidade, claro, e a passagem aérea barata atrelada à facilidade de alugar um apartamento foram decisivas na hora de tomar coragem.

A pergunta em si não tem uma resposta definitiva… Comecei a pensar da seguinte forma: se moram crianças em uma determinada cidade, claro que tem que haver atividades para elas! A questão é saber se essas atividades demandam conhecimento da língua do lugar, o que pode ser uma barreira, e se são do agrado da nossa criaturinha em particular… ;-)

Eu já tinha uma lista de lugares onde sabia que o Jonas gostaria de ir. Tinha certeza que ele ia curtir o  Jardín Zoológico,  como toda criança curte um zoológico daquele tamanho… Mas eu também sabia que ele ia amar o Jardín Japonés, porque gosta tanto de comida japonesa que vive dizendo que gostaria de ir ao Japão…  A partir daí, comecei a procurar online outras atividades que pudessem ser do gosto dele – perguntei no VnV, googlei “Buenos Aires com crianças” em português, inglês e espanhol, e fui anotando as sugestões.

A conclusão é que há muito mais atividades do que o tempo e o cansaço permitem levar a cabo… :mrgreen: Viajando com uma criança, o ritmo dos passeios é sempre uma incógnita – pode ser que um dia seja possível sair de casa cedo, e fazer várias atividades; mas também pode ser que outro dia a figurinha queira ficar vendo desenho animado na TV e seja preciso inventar mil e uma histórias pra estimular o mocinho a querer ir pra rua… (Aproveitei uma manhã de chuva pra sair sozinha com a minha mãe para umas comprinhas, enquanto ele ficava em casa com o meu pai vendo um pouco de TV… ;-) )

Uma técnica que testei e funcionou, ao menos no caso do Jonas, foi sempre bolar o roteiro diário em torno das atividades que interessassem a ele, e intercalar uma ou outra coisa que os adultos quisessem fazer. Mas é importante lembrar que pode ser que não dê pra fazer tudo o que se gostaria – até porque é preciso ter um fôlego de atleta olímpico pra acompanhar o pique dos pequenos!!! :D Eu, que em Bs.As. estou acostumadíssima a sair pra rua por volta das 8 da manhã, tomar café, passear o dia todo, voltar no fim da tarde, tomar um banho e ir pra rua de novo, dessa vez estava saindo quase às 10 e no meio da tarde já estava pedindo arrego… :oops:

Nos planos iniciais, separei vários lugares especificamente para ir com o Jonas – marquei com um asterisco os que sobraram para a próxima vez…

1. Puerto Madero – buques-museo Fragata Sarmiento* e Corbeta Uruguay;

2. Museo Participativo de Ciencias “Prohibido No Tocar” (Centro Cultural Recoleta);

3. Jardín Japonés;

4. Jardín Zoológico;

5. Parque de Palermo / El Rosedal;

6. Museo Argentino de Ciencias Naturales (ou, nos meus diálogos com o Jonas, o “Museu dos Dinossauros”);

7. Museo de los Niños (Shopping Abasto)*;

8. Reserva Ecológica*;

9. Tigre: Tren de la Costa, Parque de la Costa, Museo Naval*;

10. Bioparque Temaiken*.

Nos próximos posts, vou destrinchar o nosso dia-a-dia – sem transformar Bs.As. em outra novela… ;-)

Desde que comecei a escrever o Idas e Vindas, no início de 2007, este sempre foi um blog adulto – no bom sentido da palavra, claro! :oops: Mas acho interessante perceber como as circunstâncias da vida às vezes ditam caminhos que a princípio não planejamos seguir, e que logo se mostram não apenas viáveis, mas interessantes e prazerosos.  Sim, estou falando das duas viagens que fiz este ano por causa dos dois mascotes do I&V – uma à Flórida, em abril, para comprar o enxoval do Marco, filhote da Cláudia, minha amiga desde sempre, sócia no I&V e agora comadre; e a outra, agora em outubro, a Buenos Aires, que revelou o mais novo vibana do pedaço, o meu sobrinho Jonas. :mrgreen:

Esta coisinha linda e fofa é o Marco, no dia em que nasceu – ele já vai completar 1 mês no próximo dia 29:

Ele não é fofíssimo?

Ele não é fofíssimo?

E este moço – já “quase adulto”, documentado com RG e passaporte – é o Jonas, meu sobrinho e afilhado:

Sobrinho lindo e tia coruja...

Sobrinho lindo e tia coruja...

Vale aqui então uma pequena ressalva: não, não é que o Idas & Vindas tenha qualquer intenção de se transformar em um blog especialista em viagens para e/ou com crianças… ;-) Mas espero poder contribuir de alguma forma com aqueles que quiserem levar seus filhotes (ou o alheio, como eu fiz! :D )  para descobrir Buenos Aires ou qualquer outro lugar por esse mundo afora… Não percam as cenas dos próximos capítulos! :mrgreen: