Meu segundo endereço portenho

Ano passado, quando aluguei um apartamento pela primeira vez, eu já imaginava que estava trilhando um caminho sem volta em termos de hospedagem em Buenos Aires – achei prático, seguro, confortável e barato. Com tantos benefícios, aquele só poderia mesmo ter sido o meu primeiro endereço portenho, de uma série que eu espero venha a ter ainda vários e vários desdobramentos.

Na hora de selecionar o meu segundo endereço portenho, tive que levar em consideração vários pontos diferentes  daqueles que nortearam a minha busca no ano passsado… Aqueles que têm filhos sabem que viajar com crianças muda bastante o modo de planejar e o próprio foco da viagem – e eu fui me baseando na experiência e nos ensinamentos alheios pra não fazer bobagem… 😉 Já sabendo que o trânsito em Bs.As. está a cada dia pior, tornou-se uma prioridade conseguir um apartamento próximo a uma estação de metrô – e com uma criança, “próximo” não é força de expressão!  Procurei apês a no máximo 3 quadras de uma estação do metrô, ao invés de 7 ou 8, como no ano passado… Além disso, precisávamos de um apê com capacidade para acomodar 4 pessoas, mas que continuasse em conta para os 3 adultos pagantes, claro… 😉 Também não queria que fosse em uma avenida movimentada, para evitar o barulho. E, mesmo que fosse um quarto-e-sala, teria que ter camas de verdade para todos, porque ninguém merece dormir uma semana inteira em um sofá-cama, né? :mrgreen:

Eu sei, eu sei, quase posso ler as mentes de quem está lendo esse texto agora: “Não dava pra dificultar essa busca mais um pouquinho, não?” 😳 Eu mesma achava que seria tão difícil quanto o velho clichê de procurar agulha no palheiro… Mas, no fim das contas, me surpreendi, e encontrei o apêzito com relativa facilidade, do jeitinho que eu queria: confortável o suficiente para uma família de 4 pessoas, bem localizado, bem decorado e super em conta. Quando não conseguimos viajar em setembro, cheguei a ficar um pouco apreensiva com a possibilidade de que a agulha que eu tinha encontrado no palheiro não estivesse disponível para as nossas datas de outubro. Pois não apenas estava, como a proprietária gentilmente aceitou transferir a nossa reserva sem qualquer custo! 😀

Chegamos em um domingo, e fiquei muito satisfeita porque a BytArgentina não nos cobrou nenhum extra para nos receber no fim de semana. Na verdade, nós até demos mais trabalho do que o usual, porque o vôo atrasou um pouco e eles tiveram que acionar a proprietária para nos esperar enquanto o funcionário da Byt ia receber hóspedes em outro apartamento… Com esses trâmites, acabei me esquecendo de fazer minhas próprias fotos no apê na chegada – e me esqueci do detalhe também na saída! Vou então republicar as fotos do site da Byt – que são bastante fiéis à realidade – com alguns comentários:

Sofá-cama? Não, uma cama-sofá...

Sofá-cama? Não, uma cama-sofá…

O apê venceu a minha relutância quanto a alugar um quarto-e-sala para 4 pessoas com uma solução bastante prática para o nosso caso:  ao invés de um sofá-cama na sala, tínhamos uma cama-sofá. A diferença? Uma cama-sofá tem colchões de verdade, e apenas se disfarça de sofá durante o dia… 🙄

Espaçosa a sala, não?

Espaçosa a sala, não?

Um outro detalhe em que prestei bastante atenção foi a mesa de jantar… Como eu já previa, dessa vez acabamos fazendo uma ou outra refeição em casa – nada demais, apenas um lanche uma noite e um café da manhã em um dia de chuva. Dois detalhes importantes na foto: as gavetas da estante da sala, que quebram um bom galho na hora de guardar as roupas e, ao fundo da foto, o espelho de corpo inteiro na porta do armário do corredor.

Cama queen!

Cama queen!

Na foto não dá pra ver, mas o quarto tem ainda um outro armário. Na verdade, não há dúvida de que o apê comporta 2 pessoas com mais conforto do que 3 ou 4 – e que a 3a. e a 4a. pessoas terão que improvisar um pouquinho, ao menos no quesito arrumação de armários… 😉 Sentimos falta também de toalhas, lençóis e fronhas a mais, para o caso de decidirmos trocá-los ao longo da semana – ponto para o apê do ano passado, que tinha tudo sobrando… Por outro lado, tanto o quarto quanto a sala tinham um black-out maravilhoso, e os splits também funcionaram super bem, mantendo a nossa casinha sempre a uma temperatura bem aconchegante, mesmo que estivesse fazendo frio e/ou chovendo a cântaros  do lado de fora…

Mini-cozinha mesmo...

Mini-cozinha mesmo…

A cozinha era bem pequenininha, tipo americana – não seria boa para alguém que pretendesse realmente usá-la… Mas, no nosso caso, foi suficiente – o que mais usamos foi a geladeira, pra guardar água, uns iogurtes e outros lanchinhos! 😀

Só faltou espaço...

Só faltou espaço…

A parte menos prática do apê foi o banheiro… Não que houvesse nada de errado com ele, muito pelo contrário – o aquecimento central de água funcionava super bem, tínhamos água quente a qualquer momento e em quantidade; mas era pouco funcional em termos de espaço até mesmo para acomodar uma nécéssaire…

No cômputo final, foi mais uma bola dentro no jogo dos aluguéis de apartamento em Buenos Aires.  Esse apê apresentou dois pontos super positivos: a localização a apenas 2 quadras do metrô (estação Pueyrredón da linha D) e a uma quadra da Avenida Santa Fe (com as vantagens da proximidade, como a profusão de táxis e cafés, e nenhuma das desvantagens, como o barulho); e a relação custo-benefício excelente, US$ 370 pela semana mais a taxa de reserva de US$ 45, ou seja, uma diária de pouco menos de US$ 60 para 4 pessoas! Acho que nem albergue hoje em dia é tão em conta… 8)

Para mais informações sobre onde ficar (com aluguel de apartamentos ou não) em Buenos Aires, vale espiar, além do outro post aqui no I&V:

33 thoughts on “Meu segundo endereço portenho

  1. Pingback: everyday i have the blues » Passo 2 – Onde ficar: hotel ou apartamento ?

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