Casas e cores: de volta a La Boca

Quando eu digo que gosto de voltar a lugares onde já fui, algumas pessoas não entendem a razão – provavelmente pensam que, se já fomos a um lugar, esse lugar está visitado e, pronto!, pode-se partir para o próximo. Bom, a verdade é que poucas vezes é isso o que acontece – uma cidade se descortina aos poucos, e quanto mais sabemos sobre ela, mais vemos que há inúmeros lugares a visitar e mil atividades que aguçam a nossa vontade. E é por esses atrativos que eu volto, sempre que posso, a lugares onde já estive antes. Quando posso simplesmente descartar certas obrigações turí­sticas, então, acho perfeito! 😉

Em Buenos Aires, uma dessas obrigações turísticas que eu adoro descartar é o Caminito, ou La Boca como um todo. Para mim não é algo simples dar um lugar por visitado – eu tenho mesmo essa mania das idas & vindas, hehehe… Ou acontece de eu mesma achar que talvez não tenha visto tudo o que gostaria de ver, ou então de estar na companhia de alguém que eu gostaria de levar ao tal lugar. Foi assim comigo e La Boca: primeiro, demorei 4 anos para ir pela primeira vez; depois, fui 4 vezes no espaço de 6 anos e, claro, já tinha tomado uma dose de La Boca que dava para umas 4 encarnações… 😆

Então, quando eu pensava que já estava livre de vez, e não botava os pés no Caminito desde janeiro de 2006, eu mesma achei que seria um ótimo lugar para levar o Jonas. Achei que ele ia se interessar pelas histórias dos colonos que construí­ram casinhas de chapas de navio, pintadas de cores berrantes como os desenhos infantis; e, se calhasse de haver algum casal dançando tango pelas ruas, melhor, porque ele provavelmente acharia engraçado…

Aproveitamos então o dia em que fomos tomar o café da manhã no Café Tortoni – já estávamos no centro mesmo, até La Boca seria rápido, e depois poderí­amos esticar até San Telmo e almoçar por lá. Como sempre, o Caminito estava cheio, mas não chegava a estar insuportável; não cheguei a ver mais do que um único ônibus de turismo, que logo seguiu para a próxima parada do seu city-tour… Começamos pelo inevitável:

O pit stop obrigatório - parece vício... ;-)

O pit stop obrigatório – parece ví­cio… 😉

Já sem boa parte dos turistas, conseguimos ver o Caminito assim:

Dava até pra fotografar sem uma multidão!

Passeamos sem nenhuma pressa, e o Jonas curtiu bastante. Quanto a nós… bom, nós acabamos descobrindo que, afinal, ir ao Caminito pode ser muito interessante e divertido – principalmente quando se tem olhar de criança!!! 😀 Há muitas e muitas coisas para se fazer por lá, como por exemplo:

Brincar de canhão...

Comer alfajores...

Comer alfajores…

Observar as casinhas coloridas...

Observar as casinhas coloridas…

Descobrir os painéis nos edifícios...

Descobrir os painéis nos edifí­cios…

Perturbar a soneca do gato...

Perturbar a soneca do gato…

Rir da cabeça cheia de pirulitos...

Rir da cabeça cheia de pirulitos…

E, quando somos crianças e temos uma tia-madrinha maluca que nos deixa brincar com a câmera quase o tempo todo, ainda podemos descobrir detalhes interessantes até dentro das lojinhas de souvenirs, como:

Encontrar pedras preciosas...

Uma enorme pedra preciosa…

... muitas bolas de futebol...

… muitas bolas de futebol…

... e milhares de ímãs de geladeira!

… e milhares de í­mãs de geladeira!

Ou seja, ao cabo de meia hora eu mesma já estava rendida aos encantos de um lugar onde continuo pretendendo não voltar… Mas, nesse meio tempo… vamos brincar de canhão?!? :mrgreen:

De volta a La Boca - nunca foi tão divertido!

De volta a La Boca – nunca foi tão divertido!

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