Archive for January, 2010

O centro histórico de Lima guarda ruas de pedestres – pasajes y paseos - que convidam a caminhar sem pressa, observando a arquitetura, o movimento de ir e vir dos pedestres apressados…

Pasaje Santa Rosa - fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=427053

Pasaje Santa Rosa - fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=427053

Foi assim que descobrimos um café bem gostoso onde fizemos um lanche no dia em que fomos à Plaza de Armas.  O café é esse à direita na foto – não sei se mesmo lá eu prestei atenção no nome dele, que feio… :oops:

Paseo los Escribanos - fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=427053

Paseo los Escribanos - fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=427053

O café “sem nome” se mostrou um recanto bem agradável, e imagino que seja super gostoso ficar do lado de fora quando a temperatura está mais amena. Em pleno inverno não chegamos nem a cogitar a possibilidade…

A varanda do café "sem nome"...

A varanda do café "sem nome"...

E o interior do mesmo café "sem nome"...

E o interior do mesmo café "sem nome"...

Aqui provamos um sanduíche de lomo saltado – quase um fast food!

Lomo saltado versão (quase) fast food!

Lomo saltado versão (quase) fast food!

E uma deliciosa palta a la reina, uma receita tradicional peruana:

Palta  a la Reina

Palta a la reina

Em outro ponto da cidade, de volta a Miraflores, um outro restaurante que também nos marcou positivamente foi o La Tiendecita Blanca Café Suisse. Esse nós descobrimos totalmente por acaso – vimos um toldo verde bonitinho enquanto estávamos atravessando a rua e fomos conferir. Pois era essa delícia de restaurante… ;-)

O aconchego do La Tiendecita Blanca

O aconchego do La Tiendecita Blanca

Pouco depois que voltamos de viagem, a minha tia leu um livro peruano (e me emprestou depois!) que se passa em Lima: A hora azul, de Alonso Cueto. Pois não é que o protagonista freqüentava não apenas o La Tiendecita Blanca, mas também o Café Café do Shopping Larcomar? ;-)

Almocinho light... 8)

Almocinho light... 8)

E não podia faltar uma chifa, claro… As chifas são restaurantes chineses à moda peruana, digamos assim… Os pratos são híbridos, culinária chinesa com toques peruanos, resultado da forte imigração oriental para o Peru. Infelizmente as minhas fotos não ficaram muito boas, não…

Chifa Hong Kong - simples, mas uma delícia!

Chifa Hong Kong - simples, mas uma delícia!

Esse frango xadrez da foto era bem mais bonito pessoalmente… :mrgreen:

Frango xadrez à peruana... ;-)

Frango xadrez à peruana... ;-)

Para terminar, deixo uma dica não muito exata aos que quiserem fazer um lanche quando forem visitar o Museo de Oro – mas também não sei o nome do lugar… Descobrimos uma padaria / confeitaria deliciosa na avenida paralela à rua do museu, enquanto aguardávamos a hora em que o museu iria abrir. Mas, falha minha, mais uma vez nem sei se prestei atenção no nome do lugar… (Se alguém for se aventurar, ao menos eu garanto que os doces são deliciosos!)

Pãezinhos maravilhosos...

Pãezinhos maravilhosos...

Doces apetitosos...

Doces apetitosos...

Então, esse é o ponto final da novelinha peruana – ufa, até que enfim!, imagino que muitos devem estar pensando… Muitas informações se perderam, outras perderam a validade, mas foi bom contar a historinha.

Para prosseguir a viagem, vale consultar o post enciclopédico que o Riq fez no Viaje na Viagem, listando todos os blogs da comunidade onde encontramos narrativas de viagens ao Peru! :D

No início da tarde deixamos o bairro de Pueblo Libre e fomos para o centro histórico de Lima, para finalmente conhecer a linda Plaza Mayor, ou Plaza de Armas. Não sei se posso afirmar categoricamente que toda cidade de colonização espanhola tem uma Plaza de Armas, mas até onde  sei, é isso o que acontece. A Plaza Mayor de Lima deixa bem clara a importância do Peru para a Coroa Espanhola – é uma praça enorme, belíssima, rodeada por palácios e igrejas, cada um mais lindo do que o outro.

A Plaza de Armas, ou Plaza Mayor

A Plaza de Armas, ou Plaza Mayor

Um dos edifícios mais imponentes da praça é a Catedral de Lima. Sua construção durou quase 100 anos, da primeira metade do século XVI à primeira metade do século XVII. Infelizmente ela estava fechada para visitas no dia em que fui, e não pude conferir o interior… :-(

A Catedral de Lima

A Catedral de Lima

Detalhe da Catedral

Detalhe da Catedral

Outro prédio belíssimo é o Palácio Arcebispal, com seus entalhes em madeira:

O Palácio Arcebispal

O Palácio Arcebispal

Na praça também está situado o Palácio de Governo, onde tivemos a sorte de assistir a uma inusitada troca da guarda ao som de “El Condor Pasa” – por essa eu não esperava… ;-)

Troca da guarda no Palácio de Governo

Troca da guarda no Palácio de Governo

Para dar conta da importância da Plaza de Armas de Lima, faço minhas as palavras de Rui de Oliveira e Sousa, que a visitou em 2007, e assim a descreveu em seu site “Mundo Português“:

Trata-se do local mais importante do centro histórico de Lima, que, ao longo dos anos, foi testemunha do que de mais marcante teve lugar na cidade. Foi aqui que em 1541, os apoiantes de Diego de Almagro chegaram, entraram na residência de Pizarro e acabaram com a sua vida.  Foi ainda aqui que tiveram lugar as festividades aquando da chegada de novos Vice-Reis, as celebrações relacionadas com a vida política e religiosa do Vice-Reino, bem como os autos de fé da Inquisição, também eventos teatrais e touradas em meados do século XVIII, e, até, a proclamação da independência do Peru, feita pelo General José de San Martin em 28 de Julho de 1821, ou seja, tudo que de mais significativo aconteceu em Lima, teve lugar na Plaza de Armas.

A oferta de museus em Lima é compreensivelmente enorme – não fosse o país inteiro um imenso sítio arqueológico, um lugar onde a sensação que se tem é que basta escavar um pouquinho para descobrir tesouros inimagináveis das eras pré-colombianas. (Um outro país onde tive essa impressão foi o México – também compreensivelmente!)

Considerando que tínhamos 3 dias, uma oferta inacreditável de museus e nenhuma vontade de abrir mão de outros prazeres para dar exclusiva dedicação a esse, era necessário escolher a dedo quais museus visitaríamos. Escolhemos o Museo Rafael Larco Herrera para o primeiro dia, principalmente pela tão falada coleção de arte erótica pré-colombiana.

IMG_1502

O Larco Herrera está situado no bairro Pueblo Libre, onde se chega facilmente de táxi, e gastando pouco, caso o turista já esteja bem treinado na arte da pechincha… ;-) No nosso caso, a corrida de uns 15 a 20 minutos custou 8 soles, mas foi negociada por um dos funcionários do hotel. Consegui o trajeto seguinte, do Larco Herrera até a Plaza de Armas, por 9 soles, mas sem a exata noção de estar ou não fazendo um bom negócio. Da Plaza de Armas de volta a Miraflores, mais precisamente ao Shopping Larcomar, consegui pagar 10 soles – esse, sim, acho que foi um ótimo negócio! (Na época, R$1 equivalia a 1,5 sol, ou seja, nosso transporte custou baratérrimo!)

A fachada

A fachada

Os ingressos para os museus de Lima não custam barato – não que sejam caros, apenas regulam de preço com outros museus, em outros países. Na época, pagamos 30 soles, cerca de US$ 10.  O ingresso dá direito a visitar tanto a exposição permanente quanto as temporárias.

Uma excelente expo temporária

Uma excelente expo temporária

Antes mesmo de entrar no museu, eu já estava achando que a visita tinha valido a pena. O Larco Herrera tem uma área externa super bonita e bem cuidada.

A entrada florida

A entrada florida

Não são lindas essas flores?

Não são lindas essas flores?

Arte a céu aberto

Arte a céu aberto

O agradável recanto do Café Larco

O agradável recanto do Café Larco

Mas nós estávamos lá para visitar as exposições, e foi o que fizemos. Não me preocupei em documentar a visita, mas fotografei uma ou outra peça favorita, só pra dar um gostinho… ;-)

Um dos meus favoritos na coleção permanente

Um dos meus favoritos na coleção permanente

Descendo de volta ao jardim se chega ao anexo da coleção de arte erótica.

Rumo ao anexo!

Rumo ao anexo!

É engraçado que sempre que alguém perguntava onde tínhamos ido e dizíamos “Ao Larco Herrera”, a pergunta seguinte infalivelmente era “Viram os eróticos?” ;-)

Sim, nós vimos os eróticos! :D

Sim, nós vimos os eróticos! :D

Vimos outros mais, digamos, explícitos… Mas esse aqui é um blog de família!!! :oops:

Gostei da avenida! ;-)

Gostei da avenida! ;-)

No dia seguinte, nossa programação consistia em uma visita pela manhã ao Museo Rafael Larco Herrera, famoso  pela sua bela coleção de arte pré-colombiana – em especial a que está abrigada no anexo, a coleção de arte erótica.

No caminho, descobri mais um dos Portillos que povoam a América Latina para a minha coleção – uma estação de esqui no Chile, uma marca de vinhos na Argentina, um ex-presidente mexicano, uma avenida no Peru… Acho uma super curtição! :D

(E tenho uma birra sem tamanho contra o escrivão maluco que resolveu aportuguesar o sobrenome do meu bisavô andaluz e oficializou a grafia Portilho… Não vejo o que a língua portuguesa ganhou com isso, mas a história familiar certamente saiu perdendo…)

Quem me conhece, no mundo real ou virtual, sabe que dificilmente eu tenho as compras como foco de uma viagem – embora não resista a elas quando a oportunidade se apresenta… Dessa vez não foi diferente – não foram as compras os motivos que me levaram a me encantar pelo Shopping Larcomar, a ponto de apelidá-lo “Shopping Delícia”…  ;-)

O Larcomar está situado à beira-mar, em Miraflores, incrustado em uma falésia. A idéia de construir o shopping ali foi, na minha opinião, absolutamente genial! Quem chega caminhando nem percebe que existe um shopping meio escondido ali, integrado à paisagem. Então, a localização foi o meu primeiro motivo para gostar do Larcomar – e nem daria pra ser diferente, com uma vista dessas…

Uma vista para o Pacífico!

Uma vista para o Pacífico!

O Larcomar não é um shopping fechado, daqueles onde não se sabe se chove ou faz sol, se é noite ou dia. Não, boa parte do encanto aqui está nas áreas abertas, que integram o céu e o oceano. Das varandas se vê o restaurante Rosa Náutica, um clássico da gastronomia limenha, e o colorido dos parapentes contrastando com o famoso céu branco de Lima:

Os parapentes são uma constante na paisagem!

Os parapentes são uma constante na paisagem!

Rosa Náutica - situado mar adentro! ;-)

Rosa Náutica - situado mar adentro! ;-)

Um shopping nada parecido com os outros...

Um shopping bem diferente dos outros...

Além das lojas, o Larcomar tem cinemas, cafés, bares, restaurantes e discotecas, ou seja, é um verdadeiro complexo de entretenimento. No dia em que chegamos a Lima, depois do atraso do vôo de Cuzco, resolvemos ir até lá para fazer um lanche em um dos cafés. O eleito foi o Café Café – e o nosso critério para a escolha foi a vista, mesmo da parte interna do restaurante. Só depois nos demos conta de que todos os cafés e restaurantes têm aquecedores nas varandas, para que se possa apreciar a vista mesmo no inverno. Amei! :D

Café Café - reparem o aquecedor na varanda...

Café Café - reparem o aquecedor na varanda...

Um outro lugar que experimentamos no Larcomar foi o Restaurante Vivaldino. Nossa massinha com camarões não fez feio, não…

Água na boca!

Água na boca!

Jantarzinho merecedor de um brinde!

Jantarzinho merecedor de um brinde!

Mas o único lugar do shopping onde voltamos várias e várias vezes, embora só tenhamos passado 3 dias na cidade, foi o Café El Templo. Na primeira vez, fomos tomar um café e comer uma sobremesa no meio da tarde – a partir daí, qualquer café e qualquer vontade de comer uma sobremesa nos levavam de volta ao El Templo e suas varandas aquecidas… :D

Brownie com café no El Templo - para comer rezando!!!

Brownie com café no El Templo - para comer rezando!!!