Uma tarde na Plaza de Armas

No iní­cio da tarde deixamos o bairro de Pueblo Libre e fomos para o centro histórico de Lima, para finalmente conhecer a linda Plaza Mayor, ou Plaza de Armas. Não sei se posso afirmar categoricamente que toda cidade de colonização espanhola tem uma Plaza de Armas, mas até onde sei, é isso o que acontece. A Plaza Mayor de Lima deixa bem clara a importância do Peru para a Coroa Espanhola – é uma praça enorme, belí­ssima, rodeada por palácios e igrejas, cada um mais lindo do que o outro.

A Plaza de Armas, ou Plaza Mayor

A Plaza de Armas, ou Plaza Mayor

Um dos edifí­cios mais imponentes da praça é a Catedral de Lima. Sua construção durou quase 100 anos, da primeira metade do século XVI à primeira metade do século XVII. Infelizmente ela estava fechada para visitas no dia em que fui, e não pude conferir o interior… 🙁

A Catedral de Lima

A Catedral de Lima

Detalhe da Catedral

Detalhe da Catedral

Outro prédio belíssimo é o Palácio Arcebispal, com seus entalhes em madeira:

O Palácio Arcebispal

O Palácio Arcebispal

Na praça também está situado o Palácio de Governo, onde tivemos a sorte de assistir a uma inusitada troca da guarda ao som de “El Condor Pasa” – por essa eu não esperava… 😉

Troca da guarda no Palácio de Governo

Troca da guarda no Palácio de Governo

Para dar conta da importância da Plaza de Armas de Lima, faço minhas as palavras de Rui de Oliveira e Sousa, que a visitou em 2007, e assim a descreveu em seu site “Mundo Português“:

Trata-se do local mais importante do centro histórico de Lima, que, ao longo dos anos, foi testemunha do que de mais marcante teve lugar na cidade. Foi aqui que em 1541, os apoiantes de Diego de Almagro chegaram, entraram na residência de Pizarro e acabaram com a sua vida. Foi ainda aqui que tiveram lugar as festividades aquando da chegada de novos Vice-Reis, as celebrações relacionadas com a vida polí­tica e religiosa do Vice-Reino, bem como os autos de fé da Inquisição, também eventos teatrais e touradas em meados do século XVIII, e, até, a proclamação da independência do Peru, feita pelo General José de San Martin em 28 de Julho de 1821, ou seja, tudo que de mais significativo aconteceu em Lima, teve lugar na Plaza de Armas.

20 thoughts on “Uma tarde na Plaza de Armas

  1. Carla, eu achei essa Plaza de Armas muito linda! E ainda dei sorte de estar lá no mesmo dia em que os líderes da União Européia e da América Latina também estavam, então a praça estava impecável e super segura. Mas pelo que vi nas suas fotos, ela parece sempre tranquila.

  2. Isso, Liana! A Plaza de Armas foi palco de praticamente tudo o que foi importante no Peru, tanto as boas coisas quanto as ruins…

    Albert, me manda um email para carla ponto portilho arroba gmail ponto com me explicando melhor? 😉

    Jussara, e nem precisa se preparar tanto a$$im – o Peru é uma viagem relativamente barata! 😀

  3. Eu fui em um dia comum, Camila, mas achei a praça super bem policiada… Quanto à tranqüilidade, era o iniciozinho da tarde, que é uma hora meio morta mesmo… A praça é linda demais, né? Fiquei encantada com o cuidado com a preservação dos palácios e igrejas, e com o orgulho que todos têm da história contada ali…

  4. Carla,

    A Plaza de Armas é mesmo muito interessante, né? E pensar que eu estava receoso de ir para lá de tanto ler que era um local perigoso onde não se deveria ir sem um acompanhante, veja só!!

    Outra coisa engraçada foi que perguntei a um pedestre onde ficava a estátua do Pizarro e ele me falou que havia sido retirada, pois não fazia sentido uma homenagem a um invasor sanguinário. Realmente!

  5. Excelente resposta!!! Não faz mesmo nenhum sentido homenagear os espanhóis na América Latina. Nós nos escandalizamos com o que foram os extermí­nios do século XX, Holocausto e tal e às vezes nos esquecemos do que foi a colonização das Américas. Precisamos ler Bartolomé de las Casas… 😉

  6. Estou lendo Z, a cidade perdida. Há uma passagem que fala sobre a expedição de Pizarro em busca do Eldorado. É horripilante só de ler.

    Carla, a exposição de Andy Warhol sai do Malba e chega na pinacoteca de SP em março.

  7. É bem como diz o Arthur, Alexandre – a História infelizmente é repleta de episódios nada bonitos… E a História das Américas foi escrita a sangue, de forma praticamente literal, é mesmo horripilante. Fiquei interessada no livro (não por ser horripilante, mas porque eu gosto muito de História!)

    Opa, então eu ainda pego a expo do Warhol no Malba semana que vem?!? 😀

  8. E hoje o que podemos fazer é preservar o que restou da cultura maia e inca, e nossa cultura indigena. Os novos descobrimentos dao muita luz a sua historia, e no final vemos que as guerras e a destruição, são algo inerente do homem. Sorte que hoje vivemos em um mundo democrático, nao?

    Felipe

  9. De certa forma, ainda estamos caminhando, né, Felipe? A nossa “democracia” ainda vem mais entre aspas do que eu gostaria… 😉

    Tiago, fico feliz! Lima vale muito a pena! 😀

  10. JB, antigamente a Plaza de Armas era um lugar decadente, com tráfico de drogas e assaltos. Hoje em dia ela foi revitalizada. Quando fui, contei 4 blindados (caveirões) da polí­cia em cada canto da praça e mais um caminhão de dispersão de tumultos (aquele com uma mangueira de jato de água de altí­ssima pressão, que pode até arrancar a casca de uma árvore). Entre outras profissões, também já fui coronel do BOPE.

    Muito obrigado.

  11. Não sei se você ainda irá ler esse comentário, mas gostei muito da sua descrição da viagem a lima, estou planejando uma viagem pelo peru e mal posso esperar para ir a lima.

    Eu queria saber a hora que aconteceu a troca da guarda, por que eu li que só acontece às 11:45 da manhã.

    Obrigada pela ajuda

  12. Pingback: Idas e Vindas – Viagens e Aventuras » Bolívia e Peru – o índice da viagem

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