Tigre: dessa vez eu gostei!

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Fonte: http://www.tigretienetodo.com.ar/sm%20mapa%20centro%20mio.htm (No site o mapa é grande e clicável!)

Como eu (quase) contei no post anterior, dessa vez no Tigre eu tive uma epifania… Percebi que, ao menos no meu caso particular, não é muito interessante chegar lá via Tren de la Costa, mesmo gostando bastante da viagem.  A questão é que o Tren de la Costa chega na estação Delta, que  está próxima do Parque de la Costa, do Puerto de Frutos e da Estação Fluvial, mas mal localizada em relação ao Paseo Victorica, onde estão as atrações que mais me interessam: o pátio do Museo Naval com seus aviões de guerra, a arquitetura linda do Museo de Arte, que já foi um hotel, vários restaurantes à beira do Río Luján… Valeu ter feito esse trajeto ainda dessa vez, porque eu queria muito ir ao Puerto de Frutos. Mas, sob o sol abrasador, acabamos não tendo quase nenhuma disposição para caminhar, e seguimos  um percurso relativamente curto…

O mapa está pequeno, mas acho que dá pra acompanhar… A estação Delta está na parte superior do mapa – saindo da estação, caminha-se para a direita, passando pelo Parque de la Costa e pelo Casino, para chegar ao Puerto de Frutos.

Parque de la Costa
Parque de la Costa
Entrada do Puerto de Frutos
Entrada do Puerto de Frutos

O Puerto de Frutos é um grande mercado onde se encontra de comida a móveis, passando por artesanato, roupas e objetos de decoração. Está situado bem à margem do Río Luján, e dali também saem alguns passeios de barco de curta duração.

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Do Puerto de Frutos tomamos o caminho de volta à estação Delta – atravessamos a estação em direção ao Río Tigre e seguimos pela Avenida Mitre, onde há vários clubes de pesca e remo, até chegar à ponte.

Club Italiano, um dos mais bonitos da Avenida Mitre
Club Italiano, um dos mais bonitos da Avenida Mitre

Cruzamos a ponte em direção à Avenida Lavalle. Se tivéssemos chegado de trem comum, pela estação Tigre, nosso passeio começaria aqui, atravessando a ponte e seguindo pela Lavalle em direção ao Paseo Victorica.

Cruzando a ponte...
Cruzando a ponte…
Vista do Río Tigre
Vista do Río Tigre

Com o sol de meio-dia brilhando sem dó, resolvemos dar uma parada para comer alguma coisa. A escolha foi o Tanto la Quería, um restó-bar super simpático, bem localizado na Avenida Lavalle, próximo à ponte.

Tanto la Quería
Tanto la Quería

O calor era muito… Decidimos então ignorar a varanda ao ar livre, onde batia sol,  e preferimos o salão interno, ainda bem vazio àquela hora:

A varanda do Tanto la Quería
A varanda do Tanto la Quería
O salão interno
O salão interno

Como a fome era pouca, tivemos a idéia de trocar o almoço por um sanduíche. O cardápio trazia um monte de sugestões apetitosas, entre elas um lomito, que de ito não tinha nada… O sanduíche estava uma delícia, mas era imenso!

Lomito? ;-)
Lomito? ;-)

Depois do “almoço” não tivemos disposição de encarar a caminhada debaixo do sol quente até o Paseo Victorica, e achamos melhor tomar o trem de volta a Buenos Aires. Deixei de ir a vários lugares onde gostaria de ter ido, mas consegui o que eu achava mais difícil – apesar do desconforto do calor excessivo, deixar de lado os passeios de barco me fez gostar de ir ao Tigre dessa vez! Faço até planos para, na próxima vez em que for a Bs.As. por no mínimo 1 semana (talvez quando alugar um novo apê), não fazer um bate-e-volta ao Tigre, e sim ficar um fim de semana, pra ter tempo de passear com calma – e, quem sabe, até gostar de passear de barco… 8)

Pois é, que bom que eu não tenho problema nenhum com mudar de idéia!!! 😀

Tigre: indo & vindo

Não sei se vou conseguir convencer alguém que já tenha lido várias vezes por aqui que eu não gosto de ir ao Tigre que eu não tenho um traço masoquista na minha personalidade… Mas, desde que eu publiquei o post sobre o Tigre tantas pessoas fizeram comentários positivos sobre seus passeios por lá (alguns bem diferentes dos que eu já tinha feito) que eu fiquei muito tentada a experimentar ainda mais uma vez. Eu sou teimosa assim mesmo: não acredito muito em primeiras impressões, e nem em segundas, ao que parece… Além disso, acho muito esquisito eu não gostar de um lugar! Não é que eu não tenha as minhas preferências, mas normalmente consigo ver qualidades até nos lugares que não me encantam tanto. Nesses casos eu digo: “Bom, não é a minha praia, mas entendo porque outras pessoas gostam” e isso me satisfaz. Mas não consigo sossegar enquanto não descubro o que faz as pessoas gostarem de lugares que a mim não dizem nada – e foi por isso que eu me propus a ir investigar o Tigre uma terceira vez… 😉

É muito fácil chegar ao Tigre por conta própria. Para quem vai pela primeira vez, acho interessante tomar o Tren de la Costa, o trem turístico que sai da estação Maipu, já na fronteira entre a Capital Federal propriamente dita e a Provincia de Buenos Aires. Pode-se chegar até lá de táxi , de ônibus (o no.152 deixa exatamente em frente à estação, do outro lado da rua) ou de trem urbano. A nossa opção foi pelo trem urbano, que tomamos na estação Retiro, a uma curta caminhada do nosso hotel na Calle Reconquista:

Estación de Retiro - Fonte: Wikipedia
Estación de Retiro – Fonte: Wikipedia

Logo na entrada da estação estão situadas as bilheterias. É preciso apenas observar o guichê correto, de acordo com o destino – no caso, a estação Mitre.

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Nosso bilhete custou Ar$ 2,20, pouco mais de R$ 1,00.

Passagem baratinha...
Passagem baratinha…

Os trens são simples, e não estão muito bem conservados:

Trem urbano para Mitre
Trem urbano para Mitre

Chegando à estação Mitre, é preciso cruzar a passarela sobre a Avenida Maipu para chegar à estação Maipu, de onde parte o Tren de la Costa. (Só por curiosidade, essa avenida é a continuação da Avenida Cabildo que, por sua vez, é a continuação da Avenida Santa Fe.)

O itinerário do Tren de la Costa
O itinerário do Tren de la Costa

O Tren de la Costa, sim, é um trem muito mais confortável que, obviamente, custa mais caro, sem ser absurdo – Ar$ 12,00, ou R$ 6,00.

Tren de la Costa
Tren de la Costa

Acho a viagem em si bem divertida – o trem cruza várias áreas muito bonitas da Provincia de Buenos Aires, e faz  paradas em estações interessantes, entre as quais San Isidro, ao longo do caminho até a estação Delta.

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Eu sempre fui ao Tigre pelo Tren de la Costa. E, em todas as vezes, voltei de trem comum, a partir da estação Tigre de volta à estação Retiro, na Capital Federal. Dessa vez, entretanto, eu tive uma epifania – mas vou deixar pra contar no próximo post, pra não me desconcentrar das dicas de transporte desse aqui… 😉

Na volta, pegamos o trem na estação Tigre:

Estación Tigre
Estación Tigre

A estação está super bem cuidada, e o trem também me agradou – mais novo e mais confortável do que o que tomamos do Retiro a Mitre.

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E não é que, para minha surpresa, o bilhete Tigre – Retiro custou ainda mais barato?!? Gastamos Ar$ 14,20 para ir do Retiro ao Delta, e apenas Ar$ 1,35 para voltar… :mrgreen:

Passagem ainda mais baratinha...
Passagem ainda mais baratinha…

Hotel Lafayette, Buenos Aires

A quantos me perguntam, eu sempre repito a mesma ladainha: “Mais vale se hospedar na Recoleta do que no centro. A Recoleta também é um bairro central, de fácil acesso, e muito mais bonita e agradável. O centro de Buenos Aires está decadente, e parece que apenas as operadoras de turismo brasileiras ainda não se deram conta disso.”

Pois então eu me contradisse ao escolher o Hotel Lafayette para me hospedar dessa vez? Sim – e não. 😉

Eu escolhi o Lafayette exatamente por conta de sua localização central. Nesse pouco tempo em Buenos Aires antes de embarcar no cruzeiro, os nossos interesses estavam quase todos concentrados na região central da cidade: queríamos nos hospedar perto do Terminal de Embarque de Cruceros, almoçar no El Potrillo (antigo La Caballeriza de Puerto Madero, agora devidamente rebatizado) na 6a.f. da chegada, passar o sábado no Tigre, ir a um show de tango em Abasto (no Esquina Carlos Gardel) no sábado à noite e espiar a Feria de San Telmo no domingo pela manhã, antes de pegar a bagagem, fechar a conta do hotel e embarcar no navio. O nosso único desvio até a Recoleta foi para encontrar o JB e as meninas para a ótima noite regada a empanadas e vinho no El Sanjuanino. Sendo assim, embora aparentemente tenha sido uma contradição, foi uma contradição calculada, e que serviu perfeitamente aos nossos propósitos. Mas, para que não pareça que estou jogando minhas convicções aos quatro ventos, tenho que deixar bem claro que o Lafayette está situado em uma área mais aprazível do centro, no trecho em que a Calle Reconquista é uma rua de pedestres, a meia quadra da nova filial da Persicco e, dependendo da direção que se tome, a cinco minutinhos de caminhada tanto da Plaza San Martin quanto das Galerías Pacífico (mas sem o burburinho que acompanha o entorno desta…)

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Reservei um quarto triplo por 2 noites, pelo Expedia, a US$ 108 a diária, para pagamento no check-out, sem impostos incluídos. Para minha surpresa e satisfação, não tive que pagar o IVA de 21% em nenhum dos hotéis em que me hospedei na Argentina. Soube que os estrangeiros são isentos do imposto – fiz meu registro nos hotéis com o passaporte, não sei se essa isenção também se aplica ao usar a carteira de identidade…

Eu adoro um quarto enorme!
Eu adoro um quarto enorme!
Com escritório e wi-fi grátis, então... ;-)
Com escritório e wi-fi grátis, então… ;-)

Eu já havia me hospedado no Lafayette em 2000, e tinha boas lembranças. O hotel me agradou também dessa vez – eu só pensaria duas vezes antes de ficar lá novamente por causa mesmo da localização. Os pontos mais positivos, na minha opinião, são o excelente serviço e o tamanho e o conforto dos quartos e banheiros. A decoração é antiga, tradicional, até meio pesada, mas isso não chega a comprometer, principalmente porque o hotel não sofre daquele cheiro de mofo tão característico de muitos hotéis, já bem decadentes, do centro de Buenos Aires… Assim, a questão da decoração torna-se apenas uma questão de gosto mesmo, não de funcionalidade. Ah, a idade do hotel não se mostra nos banheiros, que estão renovados – são espaçosos e bem iluminados.

Por outro lado, os dias que passamos lá foram de calor intenso, e o ar-condicionado demorava bastante para dar conta de refrescar um ambiente tão grande! Também achei o café da manhã meio sem graça… (É curioso que um dos melhores cafés da manhã, entre os hotéis onde já me hospedei em Buenos Aires, tenha sido o do Facón Grande, um hotel simples e despretensioso, quase em frente ao Lafayette…)

No cômputo geral, o Lafayette me parece uma boa escolha para quem busca hospedagem no centro, com qualidade, conforto e boa localização (dadas as restrições do centro, claro). Como eu gosto de uma boa relação custo-benefício… 😉

Rota de encontros

Era uma vez, em um reino muito distante (ou em vários reinos, alguns mais próximos e outros mais distantes), um grupo de pessoas que não se conheciam, mas que tinham um interesse em comum: queriam percorrer o mundo, ver paisagens diferentes das que tinham em casa, saborear outras comidas, falar outras línguas, aprender sobre novas culturas e fazer novos amigos… Essas pessoas falavam sobre seus interesses com a família, os amigos, os colegas de faculdade e do trabalho, e nem sempre eram bem compreendidos – muitos achavam que eles deveriam estar pagando uma prestação de carro ao invés da prestação da passagem aérea, ou que deveriam estar mais interessados em trocar o próprio apartamento, em vez de escolher diferentes apartamentos mundo afora…

Um belo dia, um membro desse grupo (que até então não se reconhecia como um grupo, claro…) resolveu escrever um livro sobre a sua própria paixão por viagens – e o livro virou um manual imperdível para os outros membros do grupo, que passaram a desconfiar que não estavam sozinhos nessa história… Passado mais algum tempo, o autor do livro decidiu criar um blog, que os outros foram descobrindo devagarinho – quem chegava começava a bater papo, assim como quem não quer nada, ia ficando, contando aos outros, e o grupo ia crescendo…

Passado mais algum tempo, um dos freqüentadores da aconchegante sala de visitas virtual sugeriu: “Vamos levar essa história pro mundo real?” E rolou um encontro intimista, com meia dúzia de participantes, mas que foi um baita pontapé inicial – e provocou novos encontros, transformando os amigos virtuais em amigos reais, e qualquer lugar do mundo em um palco possível para novos encontros.

Claro, o autor do livro e do blog é o Ricardo Freire; o blog, que tem o mesmo nome do livro, é o Viaje na Viagem; o autor da proposta de encontro real é o JB – e nós todos, que lemos o VnV, comentamos e damos pitacos nas viagens alheias (e até nos inspiramos a criar nossos próprios blogs!) somos os trips, os membros desse grupo que  descobriu um jeito muito bacana de fazer novas amizades.

Por isso, hoje em dia, quando descobrimos que estaremos na mesma cidade que algum outro  trip, bate aquela vontade de marcar um encontro, para um café que seja, que permita levar a amizade do plano virtual para o plano real  – e os encontros costumam ser divertidíssimos, repletos de boas histórias!

Assim foi que eu e o JB descobrimos que estaríamos em Buenos Aires mais ou menos na mesma época: ele por uma semana, com a filhota Bia, e uma amiga dela, e eu com os meus pais às vésperas do embarque no cruzeiro. Combinamos, antes de viajar, uma reuniãozinha no El Sanjuanino, para saborear as melhores empanadas de Buenos Aires, acompanhadas de um belo Malbec da Catena Zapata. (O JB também contou sobre esse encontro aqui.)

Meus pais, eu, JB e Bia no El Sanjuanino, Buenos Aires
Meus pais, eu, JB e Bia no El Sanjuanino, Buenos Aires

Já em Mendoza aconteceu uma cena muito engraçada… Eu e o PêEsse trocamos alguns emails a respeito da programação das nossas viagens:  eu estaria em Santiago e Mendoza após o desembarque do cruzeiro, e ele iria com a esposa fazer uma “eno-viagem” mais ou menos pela mesma região e mais ou menos na mesma época. Acabamos descobrindo que eu chegaria a Mendoza no dia em que eles iriam embora, o que desmontou os nossos planos de combinar uma ConVnVenção de fato, uma pena… Mas não é que, em pleno lobby do Hotel Argentino de Mendoza, nos encontramos totalmente por acaso? Não nos conhecíamos pessoalmente, e passamos bem uns 5 minutos no mesmo recinto, um sem saber quem era o outro, até que eu dei o meu nome para a recepcionista, o que o fez voltar do meio do caminho para 2 minutos de papo e uma foto “para a posteridade”! 😀

O PêEsse e eu no lobby do Hotel Argentino, Mendoza
O PêEsse e eu no lobby do Hotel Argentino, Mendoza

Viagem à Patagônia: orçamento

Como eu ia dizendo no post anterior, essa viagem teve uma excelente relação custo-benefício. Passamos 22 dias longe de casa, fizemos 4 vôos, um cruzeiro de 2 semanas, e nos hospedamos em hotéis  3 ou 4 estrelas por 7 noites no total (Buenos Aires antes do cruzeiro, Santiago, Mendoza e Buenos Aires depois do cruzeiro) – e a conta não foi nada extorsiva! Vamos aos números:

VÔOS (valores em dólares, não incluindo as taxas de embarque)

– Rio de Janeiro / Buenos Aires / Rio de Janeiro pela GOL: US$ 240

– Santiago / Mendoza pela LAN: US$ 49 (na verdade compramos ida e volta e descartamos a volta)

– Mendoza / Buenos Aires pela LAN: US$ 126

Compramos todas as passagens aéreas em uma agência de viagens.

CRUZEIRO

Comprei o cruzeiro na mesma agência de viagens, que negociou diretamente com a NCL, e conseguimos uma promoção para cabine tripla em que o 3o. passageiro viajava por um valor bem abaixo. O cruzeiro custou US$ 929 para os 2 primeiros passageiros, mais US$ 389 pelo terceiro, ou seja, US$ US$ 2247 pela cabine – isso significa US$ 749 por pessoa, na divisão igualitária. A esse valor é preciso somar US$ 465 de taxas portuárias por passageiro, perfazendo US$ 1214 por pessoa com transporte, hospedagem, alimentação e entretenimento incluídos, por um período de 15 dias! 😀 Há também as gorjetas, que são opcionais – uma sugestão de US$ 12 por dia por passageiro, que são automaticamente incluídos na conta da cabine, mas podem ser extornados mediante solicitação. Entretanto, embora o valor possa parecer alto à primeira vista, o serviço é tão esmerado que US$ 12 ao dia são uma pechincha! Com as gorjetas incluídas, o total chega a US$ 1382 por pessoa.

HOTÉIS

Consegui as seguintes tarifas, em quartos triplos, exceto em Mendoza, onde ficamos em um duplo e um single:

– 2 noites no Lafayette Hotel, em Buenos Aires (centro, próximo à Plaza San Martin): US$ 108/noite pelo Expedia = US$ 216 no total ou US$ 72 por pessoa;

– 2 noites no Hotel Neruda, em Santiago (Providencia): US$ 140/noite pelo Hotelbook = US$ 280 no total ou cerca de US$ 94 por pessoa;

– 2 noites no Hotel Argentino, em Mendoza (Plaza Independencia): US$ 90/noite (duplo) + US$ 75/noite (single) pelo Venere = US$ 330 no total ou US$ 110 por pessoa;

– 1 noite no Urban Suites Recoleta, em Buenos Aires (Recoleta): US$ 135 pelo Booking = US$ 45 por pessoa.

Fiz as reservas dando o número do cartão de crédito apenas como garantia contra no-show, para fazer o pagamento no check-out. A exceção foi a reserva no Urban, pelo Booking, que foi paga antecipadamente. Em nenhuma dessas reservas tive que pagar impostos locais – tanto no Chile quanto na Argentina os estrangeiros são isentos dos impostos (o IVA argentino encarece a diária em 21%), desde que se registrem no hotel com o número do passaporte. (Não tenho certeza se isso também vale para quem viaja com a Carteira de Identidade… Mas pelo que entendi da explicação que me deram no Urban, é preciso ter um número de passaporte para justificar a isenção do IVA.)

Ṇo estou computando nesse or̤amento os gastos com transporte dos aeroportos e portos para os hot̩is, nem os custos com passeios, alimenta̤̣o, entretenimento e transporte em geral. Temos enṭo, o seguinte or̤amento geral para 22 dias de f̩rias Рque vale um daqueles brindes do I&V:

Vida mansa no Cavas Wine Lodge, Mendoza
Vida mansa no Cavas Wine Lodge, Mendoza

Vôos: US$ 415

Cruzeiro: US$ 1382

Hospedagem: US$ 321

TOTAL: US$ 2118 (uma média de US$ 96/dia)

Mas, lembrando do conhecido comercial, comemorar o fim do doutorado com uma viagem dessas realmente não tem preço… 8)

Viagem à Patagônia: roteiro

Este post não tem um bom título. (Pronto, ela já começou a contar as coisas de forma esquisita! 😉 )

Alguém que leia “Viagem à Patagônia” poderia pressupor algo como “Viagem a Paris”, “Viagem a Nova York” , mas  não é bem assim… A idéia embutida na expressão “Viagem à Patagônia” assemelha-se muito mais à idéia que existe em “Viagem à Europa”. Explico: se alguém me conta que foi a Paris, por mais que eu não saiba que atrações turísticas ele visitou, ou em qual bairro se hospedou, ao menos eu sei em que cidade ele estava; já se ele me diz que viajou à Europa, ele poderia estar em qualquer lugar entre Moscou e Lisboa, entre Istambul e Amsterdam, em um sem-número de microcidades espalhadas pelo continente. Na Patagônia também é assim:  não sei a princípio nem mesmo se a pessoa foi ao Chile, à Argentina ou aos dois. Então, se faço um passeio pelos Lagos Andinos, essa é uma viagem à Patagônia; se faço trekking no Torres del Paine, essa também é uma viagem à Patagônia; se vou esquiar em Ushuaia ou avistar baleias na Península Valdés, idem… 😉 Um bom título para o post teria que trazer a idéia de que essa seria “uma entre milhares de viagens possíveis à Patagônia” – não existe apenas uma viagem ou um roteiro pela Patagônia, tudo depende de uma quantidade enorme de escolhas que se faz.

No meu caso, a Patagônia em si nunca foi um desejo urgente (embora eu seja daquelas pessoas que não recusa viagem nenhuma por livre e espontânea vontade)… Na realidade, eu já tinha ido ao norte da Patagônia em 2000, quando fui até os Lagos Andinos e Bariloche… Eu não caio de amores pelos destinos ecológicos – sou bastante urbana, e preciso salpicar as minhas incursões por ilhas, praias, vilas e cidadezinhas  com algumas doses de urbanidade, pra não surtar de vez. Além disso, eu tenho que tomar cuidado com  qualquer esforço físico mais puxado, por conta da minha “belíssima” coluna – assim, trilhas e afins só mesmo de nível muito leve, pra não cutucar a onça…  Apesar  (ou talvez por causa) dessas ressalvas, havia uma forma de ir à Patagônia que estava na minha top list há muito mais tempo do que eu sou capaz de precisar: um cruzeiro de 15 dias, partindo de Buenos Aires e chegando em Valparaiso.

Há várias companhias que fazem esse roteiro pela Patagônia, com pequenas variações – em alguns anos já houve, inclusive, roteiros bastante longos, de cerca de 20 dias, com saídas do Rio de Janeiro ou Santos, ao invés da saída mais comum, Buenos Aires. Para mim, alguns pontos eram fundamentais:

1) Embarcar em Buenos Aires e desembarcar em Valparaiso, ou vice-versa; não queria um roteiro circular, que seria fatalmente mais curto e menos variado;

Roteiro de Buenos Aires a Valparaiso
Roteiro de Buenos Aires a Valparaiso

2) Aportar, por uma manhã que fosse, nas Ilhas Malvinas;

O tempo é imprevisível nas Malvinas...
O tempo é imprevisível nas Malvinas…

3) Navegar pela região do Cabo Horn.

Um dia calmo no Cabo Horn
Um dia calmo no Cabo Horn

De resto, as outras paradas do cruzeiro me eram meio indiferentes. Eu queria ter uma visão panorâmica de  paisagens geladas, mas sabia que, caso me apaixonasse por algum lugar, teria que planejar uma nova viagem para visitá-lo comme il faut. O roteiro escolhido foi o do navio Norwegian Sun, da Norwegian Cruise Line, de 14 noites, com saída de Buenos Aires e chegada a Valparaiso e paradas em Montevidéu, Puerto Madryn, Port Stanley, Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Chacabuco e Puerto Montt.

O Norwegian Sun
O Norwegian Sun

Cheguei a Bs.As. dois dias antes do embarque e prolonguei as férias por mais uma semana após o desembarque, o que resultou no seguinte roteiro:

Dia 1, 29/01 – Ida para Buenos Aires;

Dia 2, 30/01 – Buenos Aires; ida ao Tigre;

Dia 3, 31/01 – Embarque no Norwegian Sun;

Dia 4, 01/02 РMontevid̩u;

Dia 05, 02/02 – Navegando;

Dia 06, 03/02 – Puerto Madryn;

Dia 07, 04/02 – Navegando;

Dia 08, 05/02 – Port Stanley;

Dia 09, 06/02 – Navegando; Cabo Horn;

Dia 10, 07/02 – Ushuaia; Canal de Beagle;

Dia 11, 08/02 – Punta Arenas;

Dia 12, 09/02 РNavegando; Estreito de Magalḥes;

Dia 13, 10/02 – Navegando;

Dia 14, 11/02 – Puerto Chacabuco;

Dia 15, 12/02 – Puerto Montt;

Dia 16, 13/02 – Navegando;

Dia 17, 14/02 РDesembarque em Valparaiso; Viagem de ̫nibus para Santiago;

Dia 18, 15/02 – Santiago;

Dia 19, 16/02 РV̫o para Mendoza;

Dia 20, 17/02 – Mendoza;

Dia 21, 18/02 РV̫o para Buenos Aires;

Dia 22, 19/02 – Buenos Aires; Volta para casa.

Plaza Baquedano, Santiago
Plaza Baquedano, Santiago
Bodega Familia Zuccardi, Mendoza
Bodega Familia Zuccardi, Mendoza

No próximo post vou destrinchar direitinho o orçamento dessa viagem, uma das melhores relações custo-benefício que eu já consegui… 😉

Bolívia e Peru – o índice da viagem

Quem primeiro teve a idéia de organizar índices de viagens foi o Riq – e, como boas idéias não só podem como devem ser copiadas, aqui vai um índice organizado de toda a viagem:

PLANEJAMENTO

Próximos passos: Bolívia e Peru – roteiro e orçamento;

Meu primeiro dia de férias em… Guarulhos?!? – pequenas alterações no roteiro devido a um vôo cancelado;

BOLÍVIA

La Paz:

Nas alturas!!! Рo soroche e sua preven̤̣o;

A paz é colorida!!!

Valle de la Luna

Um passeio por La Paz – I

Um passeio por La Paz – II

Hotel Columbus, La Paz – resenha;

Uma noite no Utama – o restaurante do Hotel Plaza;

Neve?!?

Copacabana:

A caminho de Copacabana

Copacabana, princesinha do lago

Hotel Rosario del Lago – resenha;

Isla del Sol

Delícias do lago

Nossa Senhora de Copacabana

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Transportes

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Hospedagem

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Alimentação

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Roteiro

PERU

Puno:

Finalmente o Peru!

Hotel Conde de Lemos, Puno – resenha;

Descobrindo Puno

Kamisaraki! – as Ilhas Flutuantes dos Uros;

Uma tarde em Puno

De passagem por Juliaca

Cuzco:

A primeira impressão NÃO é a que fica

Hotel Terra Andina – resenha;

Reserva: a palavra mágica! – para embarcar no trem a Machu Picchu;

Cuzco à primeira vista

Cuzco by night

E na hora da fome… – restaurantes em Cuzco;

Machu Picchu:

Trilha Inca, por Emília Fernandes, a Turista Acidental;

Trilhos Incas – a Peru Rail;

Rumo a Machu Picchu

Cinco minutos em Aguas Calientes

Enfim, Machu Picchu!

Arredores de Cuzco:

Cuzco: o city-tour I

Cuzco: o city-tour II

Pisac – Valle Sagrado;

Lima:

Chá de cadeira – atrasos no vôo Cuzco-Lima;

Hotel León de Oro, Lima – resenha;

Larcomar, uma delícia de shopping

Museo Rafael Larco Herrera

Uma tarde na Plaza de Armas

Mais sabores de Lima

Dicas do Peru РBalan̤o geral: Transportes

Dicas do Peru РBalan̤o geral: Hospedagem

Dicas do Peru РBalan̤o geral: Alimenta̤̣o

Dicas do Peru РBalan̤o geral: Roteiro

Agora, sim, temos o ponto final da novela peruana – até que enfim! 😀 Aguardem, então, a “saga patagônica”, a nova série do I&V em infindáveis capítulos… 😆

Dicas do Peru РBalan̤o geral: Roteiro

Não foi uma tarefa simples montar um roteiro pelo Peru, como poderia parecer à primeira vista. Os anúncios de pacotes turísticos nos jornais costumam oferecer o Peru em 6 dias – com Lima, Cuzco e Machu Picchu – mas eu queria fazer ao menos um pouquinho mais do que esse circuito básico.

De certa forma, o ápice da viagem seria Machu Picchu, sim, como acredito que aconteça com 90 ou 95% dos turistas que vão ao Peru. Mas alguns anos antes eu tinha visto um episódio do Lonely Planet na TV a cabo (quando ainda ia ao ar com o nome “Planeta Solitário”, e não “Mochileiros”, como hoje em dia – faz tempo! 😉 ) e tinha ficado cismada com o Lago Titicaca, e com uma viagem um pouco mais extensa pelo Peru.

Para encaixar Lima, Cuzco, Machu Picchu e o Titicaca em 2 semanas de férias, acabei deixando de lado outras cidades peruanas e incluindo um pouquinho da Bolívia. Foi uma questão logístico-geográfica apenas, que me poupou alguns neurônios na hora de fazer o roteiro funcionar.

Entretanto, assim como eu concluí quando fiz o balanço geral do roteiro da Bolívia, é possível também voltar ao Peru inúmeras vezes, e fazer várias viagens diferentes, em roteiros que podem variar de 1 semana a 1 mês sem  monotonia.

O esquema que eu escolhi na época ainda me parece bastante acertado: chegamos a Puno de ônibus a partir de Copacabana, na Bolívia. De lá voamos a Cuzco (pelo aeroporto de Juliaca, o mais próximo de Puno, a 45 minutos de distância). Fizemos um bate-e-volta a Machu Picchu – que foi aperfeiçoado por quem foi depois de mim (Arthur? Camila? Wanessa? Lu? Não me lembro quem pôs a idéia em prática primeiro… 😳 ), com a partida para Aguas Calientes no fim do dia, o pernoite em um hotel local e a visita a Machu Picchu logo de manhã cedo. Ficamos em Cuzco 4 dias, que foram suficientes para curtir a cidade sem pressa. Em seguida, tomamos um vôo para Lima, uma cidade  que me cativou muito mais do que eu esperava, e onde tenho muuuuuita vontade de voltar (quem sabe ainda este ano?)  😉

A parte peruana do nosso périplo consumiu 10 dias, que comento em seguida:

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1o. dia – Saímos de Copacabana de ônibus em direção a Puno. À noite demos uma volta pela cidade, que é pequena e tem poucos atrativos.  Essa viagem foi parte do pacote que contratamos na Turisbus, de La Paz, um custo-benefício excelente: o ônibus era confortável, a viagem foi tranqüila,  e não tivemos que usar nem um minuto do nosso tempo em Copacabana para descobrir como chegar a Puno…

2o. dia – Fizemos o passeio às Islas Flotantes de los Uros, contratado no próprio hotel. Mais uma vez, eu repetiria tudo igual: o passeio foi ótimo, o preço foi justo e, como tínhamos pouco tempo na cidade, valeu a pena não precisar ficar pesquisando agências locais…

3o. dia – Voamos para Cuzco pela manhã. Aqui o roteiro começou a apresentar uma falha… Esse dia era um domingo, mas, na hora em que chegamos já não dava mais tempo de visitar o Mercado Indígena de Pisac, que eu tinha bastante curiosidade de conhecer. O Mercado só funciona às 3as., 5as. e domingos. Na 3a. iríamos a Machu Picchu e na 5a. seguiríamos viagem para Lima.

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4o. dia – City-tour em Cuzco. No geral, um excelente passeio. Minha única crítica se referia ao horário em que fiz o passeio, à tarde – ao chegar ao último sítio arqueológico, já está bem escuro… Mas soube depois pela Wanessa , do Cadernos de Viagem, que o city-tour só é oferecido à tarde, não há a possibilidade de fazê-lo pela manhã…

5o. dia РMachu Picchu. Se eu voltasse hoje, acho que a ̼nica coisa que faria diferente seria pernoitar em Aguas Calientes na v̩spera da ida a Machu Picchu, para chegar ao parque na hora de abertura e diminuir o cansa̤o de fazer a viagem de ida e volta no mesmo dia. De resto, um dia me pareceu suficiente para aproveitar, sim.

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6o. dia – Valle Sagrado. Nem me sinto muito à vontade para comentar, porque abreviei a minha visita (minha coluna  problemática deu mostras de cansaço, e fazia só 6 meses que eu tinha tido uma baita crise…). Fui apenas a Pisac,  em um dia sem mercado, e a experiência foi bem diferente da que teve quem viu o mercado. Hoje eu trocaria a ordem desses passeios todos – faria primeiro um reconhecimento descompromissado de Cuzco e logo depois o city-tour, como fiz; depois iria ao Valle Sagrado, em dia de Mercado Indígena em Pisac, e ficaria em Ollantaytambo para tomar o trem para Aguas Calientes, como fez a Camila, do Viaggiando. (Foi esse mesmo o procedimento, Camila?)

7o. ao 10o. dias – Lima. Foi suficiente para o básico, mas eu ficaria mais. Lima dá conta, sozinha, de 1 semana de viagem, tantos são os pontos históricos, os museus e os restaurantes.

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Foi um roteiro básico – valeu a pena, mas foi só uma amostra da riqueza desse país. O Peru é bem mais do que isso – e, quanto mais perto se chega, mais se descobre acerca de lugares que teriam valido a pena visitar… Alguns eu deixei de fora com dó, como Arequipa e o Cánion del Colca; outros nunca aguçaram realmente a minha curiosidade, como Nazca, mas eu não dispensaria a visita se tivesse a oportunidade; outros, ainda, eu nem sabia que existiam, como a viagem de trem de Lima a Huancayo, que o Ernesto e a Cibele fizeram…

Há muitas idéias de roteiros e uma vastidão de dicas salpicadas em diversos blogs de viagem. A forma mais rápida de chegar a eles é clicando no VnV, nesta página que reúne tudo o que existe lá sobre o Peru! 😀

Dicas do Peru РBalan̤o geral: Alimenta̤̣o

Assim como já havia acontecido na Bolívia, fui agradavelmente surpreendida pela culinária peruana. Mesmo sabendo que Lima é hoje uma das grandes capitais gastronômicas da América Latina, eu confesso que tinha lá as minhas dúvidas… Pois fiquei muito feliz de “pagar a língua” – passei muitíssimo bem!

Não me atrevo mais a falar em custos, depois de mais de 2 anos, mas o que posso garantir é que qualquer brasileiro acostumado a freqüentar restaurantes, seja no Rio, em São Paulo ou em outras grandes cidades brasileiras vai achar que a conta do restaurante, ao fim da refeição, será mais um motivo de alegria – e nem vai merecer ser chamada de “dolorosa”… 😉

Seguem aqui alguns links para posts onde falo de restaurantes no Peru aqui no I&V:

E na hora da fome… – restaurantes em Cuzco;

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Larcomar, uma delícia de shopping – restaurantes e cafés no Shopping Larcomar, em Lima;

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Mais sabores de Lima – outros restaurantes em Lima.

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Mas eu não ficaria só aqui no I&V, não… 😉 Faria também uma visitinha aos posts abaixo, lá no VnV:

Passeando e comendo em Lima, na carona do Pato Econômico;

Peru: a viagem gourmet do Edu Luz;

E não deixaria de consultar também estes:

À mesa em Lima e À mesa em Cusco, no Cadernos de Viagem, da Wanessa Lima;

Post-índice da viagem ao Peru, no Dividindo a Bagagem, da Lu Malheiros – em relação ao assunto alimentação, a Lu lista vários posts onde fala de restaurantes, lanchonetes, compras no supermercado…

Comendo  em Cusco e Valle Sagrado e Comendo (bem!) em Lima, na Karinissima.

Bom apetite!!! 😀

Dicas do Peru РBalan̤o geral: Hospedagem

Quando eu estava buscando hospedagem no Peru com boa relação custo-benefício, encontrei o site da Go2Peru. Foi lá que resolvi, de uma só tacada, a questão de hospedagem nas nossas 3 cidades-base: Puno, Cuzco e Lima. Nosso foco estava nos hotéis medianos, que oferecessem o básico – banheiro no quarto, calefação e café da manhã – sem doer no bolso. Chegamos à conclusão que os nossos reais nos levam bem longe no Peru, principalmente quando se esbarra com promoções como a da Visa, que nos deu descontos que variavam entre 28 e 45% nos hotéis que reservamos pelo site.

Em Puno, nosso hotel foi o Conde de Lemos, que conseguimos fechar a US$ 35 a diária do quarto duplo. Leia o post sobre ele aqui.

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O ponto alto da nossa hospedagem foi o Hotel Terra Andina, em Cuzco. Foi também o mais caro dentre os eleitos, mas nada absurdo: US$ 65 o quarto duplo. Leia mais sobre ele aqui.

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Finalmente, em Lima, encontrei outra barganha: o Hotel León de Oro, muito bem localizado, em Miraflores. Esse nos custou módicos US$ 38 o quarto duplo. Escrevi sobre ele aqui.

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Infelizmente, as tarifas mais do que amigáveis que encontrei há quase 3 anos não existem mais… 😥 Ainda assim, acho que vale a pena consultar a Go2Peru antes de tomar qualquer decisão referente a hospedagem no Peru – as ofertas Visa continuam existindo, talvez seja uma questão de época, antecedência, ou até mesmo de sorte conseguir um precinho tão baixo quanto eu consegui. De todo modo, mesmo com as tarifas inflacionadas (e inflacionadas em dólar!), a hospedagem no Peru não chega a pesar no bolso, não… 😉

Dicas do Peru РBalan̤o geral: Transportes

Antes de colocar o ponto final na série sobre o Peru, cabe fazer aquele “resumão” que já se tornou tradicional por aqui… Este, entretanto, vai ao ar com um disclaimer: como faz muito tempo que eu terminei a viagem, boa parte do que eu aprendi ao longo do período de pesquisa e da própria realização da viagem pode não ser mais válido. Cheguei a me questionar se valeria a pena organizar essas dicas que não sei mais se funcionam, mas achei que  elas poderiam ter um  propósito pedagógico. Explico: quando eu planejei essa viagem, fiz todos os planos a partir de algumas dicas de pessoas que já tinham ido e muita, mas muita mesmo, pesquisa na Internet. Então, se as minhas dicas não derem o caminho das pedras todo certinho, por conta de mudanças nas regras do jogo, acredito que vão ensinar como cada um pode se virar pra descobrir o novo caminho, Ok? 😉

Vamos começar, então, como já é de praxe, pelos transportes:

1. Passagem aérea

Quando eu viajei, em julho de 2007, a TACA ainda não voava para o Rio, apenas para São Paulo.  Sendo assim,  comprei o vôo internacional com partida de São Paulo, e uma passagem da Gol do Galeão a Guarulhos. Na época, valeu a pena porque eu pude montar os vôos internacionais quase exatamente como queria (São Paulo / La Paz // Cuzco / Lima / São Paulo), por um preço que me pareceu muito justo, US$ 589 mais taxas. Só precisei comprar por fora a passagem Juliaca / Cuzco, porque a TACA não faz esse trecho, mas consegui um bom preço na Lan Peru, comprando via Enjoy Peru, US$ 95.  Hoje em dia a TACA já voa para o Rio, o que mudaria um pouco os planos – para melhor, claro! 😉

2. Trens

O nosso roteiro comportava duas viagens de trem bastante interessantes: o trecho Puno-Cuzco,  feito no Andean Explorer, que pertence à Peru Rail, e o trecho Cuzco-Águas Calientes, feito no Backpacker, no Vistadome ou no Hiram Bingham, da mesma Peru Rail (que, por sua vez, pertence à Orient Express).

O trecho Puno-Cuzco tem duração de 10 horas, e na época custava US$ 130. Entretanto, ele só é feito dia sim, dia não, porque o trem faz um eterno bate-e-volta entre Puno e Cuzco, indo num dia e voltando no outro. Quem quiser fazer a viagem de trem precisa se programar com bastante cuidado. No nosso caso, não vingou – tínhamos 4 dias em Cuzco e teríamos usar um deles para ficar em Puno (onde já não tínhamos o que fazer…) esperando o trem, e outro na viagem em si. Ou seja, o Andean Explorer ficou pra próxima…

Fizemos a viagem de Cuzco a Águas Calientes no Vistadome, reservando pelo site da Peru Rail e comprando os bilhetes no escritório da companhia em Cuzco. O sistema, entretanto, já não funcionava mais assim há algum tempo, mesmo antes da interrupção do serviço devido às enchentes no início deste ano, que destruíram uma parte da ferrovia.  O site da Peru Rail informa que há previsão de que os trechos sejam todos restabelecidos nos próximos meses, quando então o sistema voltará a vender as passagens.

Achei o Vistadome uma boa escolha para a ida – o trem tem janelões enormes que permitem que se aprecie  a paisagem ao longo do caminho. Mas na volta já estava tão cansada que não me fez diferença alguma ter ou não uma paisagem para apreciar. Não sei se o nível de conforto difere tanto assim de um trem para o outro a ponto de justificar pagar pelo Vistadome apenas para cochilar em uma poltrona mais macia – ou se valeria ir no Vistadome e voltar no Backpacker… 😉

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3. Transporte público urbano

Não usei, em nenhuma das cidades peruanas que visitei. O motivo? Com o táxi tão barato, simplesmente não houve necessidade… Mas isso nos leva ao próximo ponto…

4. Táxis

São abundantes, e extremamente baratos – sim, muuuuuito mais baratos do que em Buenos Aires…  😀 Têm, entretanto, uma característica que costuma desagradar aos brasileiros em geral, ao menos em um primeiro momento: o preço das corridas é negociado a cada vez, não há taxímetro. Isso significa que o preço é cobrado de acordo com cada cliente, e que os turistas vão, sim, pagar mais do que os locais… Mas, com algumas dicas, um pouco de jogo de cintura e muito senso de humor, dá pra se sair bem no jogo da pechincha. Eu fiquei craque, e ensino tudinho aqui.

5. Estradas e ônibus

Não cheguei a experimentar viajar de ônibus. Mas a Camila, do Viaggiando, fez isso, e não foi uma experiência muito boa… Ela conta tudo aqui. Vale a visita!