Viagem à Patagônia: roteiro

Este post não tem um bom título. (Pronto, ela já começou a contar as coisas de forma esquisita! 😉 )

Alguém que leia “Viagem à Patagônia” poderia pressupor algo como “Viagem a Paris”, “Viagem a Nova York” , mas  não é bem assim… A idéia embutida na expressão “Viagem à Patagônia” assemelha-se muito mais à idéia que existe em “Viagem à Europa”. Explico: se alguém me conta que foi a Paris, por mais que eu não saiba que atrações turísticas ele visitou, ou em qual bairro se hospedou, ao menos eu sei em que cidade ele estava; já se ele me diz que viajou à Europa, ele poderia estar em qualquer lugar entre Moscou e Lisboa, entre Istambul e Amsterdam, em um sem-número de microcidades espalhadas pelo continente. Na Patagônia também é assim:  não sei a princípio nem mesmo se a pessoa foi ao Chile, à Argentina ou aos dois. Então, se faço um passeio pelos Lagos Andinos, essa é uma viagem à Patagônia; se faço trekking no Torres del Paine, essa também é uma viagem à Patagônia; se vou esquiar em Ushuaia ou avistar baleias na Península Valdés, idem… 😉 Um bom título para o post teria que trazer a idéia de que essa seria “uma entre milhares de viagens possíveis à Patagônia” – não existe apenas uma viagem ou um roteiro pela Patagônia, tudo depende de uma quantidade enorme de escolhas que se faz.

No meu caso, a Patagônia em si nunca foi um desejo urgente (embora eu seja daquelas pessoas que não recusa viagem nenhuma por livre e espontânea vontade)… Na realidade, eu já tinha ido ao norte da Patagônia em 2000, quando fui até os Lagos Andinos e Bariloche… Eu não caio de amores pelos destinos ecológicos – sou bastante urbana, e preciso salpicar as minhas incursões por ilhas, praias, vilas e cidadezinhas  com algumas doses de urbanidade, pra não surtar de vez. Além disso, eu tenho que tomar cuidado com  qualquer esforço físico mais puxado, por conta da minha “belíssima” coluna – assim, trilhas e afins só mesmo de nível muito leve, pra não cutucar a onça…  Apesar  (ou talvez por causa) dessas ressalvas, havia uma forma de ir à Patagônia que estava na minha top list há muito mais tempo do que eu sou capaz de precisar: um cruzeiro de 15 dias, partindo de Buenos Aires e chegando em Valparaiso.

Há várias companhias que fazem esse roteiro pela Patagônia, com pequenas variações – em alguns anos já houve, inclusive, roteiros bastante longos, de cerca de 20 dias, com saídas do Rio de Janeiro ou Santos, ao invés da saída mais comum, Buenos Aires. Para mim, alguns pontos eram fundamentais:

1) Embarcar em Buenos Aires e desembarcar em Valparaiso, ou vice-versa; não queria um roteiro circular, que seria fatalmente mais curto e menos variado;

Roteiro de Buenos Aires a Valparaiso

Roteiro de Buenos Aires a Valparaiso

2) Aportar, por uma manhã que fosse, nas Ilhas Malvinas;

O tempo é imprevisível nas Malvinas...

O tempo é imprevisível nas Malvinas…

3) Navegar pela região do Cabo Horn.

Um dia calmo no Cabo Horn

Um dia calmo no Cabo Horn

De resto, as outras paradas do cruzeiro me eram meio indiferentes. Eu queria ter uma visão panorâmica de paisagens geladas, mas sabia que, caso me apaixonasse por algum lugar, teria que planejar uma nova viagem para visitá-lo comme il faut. O roteiro escolhido foi o do navio Norwegian Sun, da Norwegian Cruise Line, de 14 noites, com saída de Buenos Aires e chegada a Valparaiso e paradas em Montevidéu, Puerto Madryn, Port Stanley, Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Chacabuco e Puerto Montt.

O Norwegian Sun

O Norwegian Sun

Cheguei a Bs.As. dois dias antes do embarque e prolonguei as férias por mais uma semana após o desembarque, o que resultou no seguinte roteiro:

Dia 1, 29/01 – Ida para Buenos Aires;

Dia 2, 30/01 – Buenos Aires; ida ao Tigre;

Dia 3, 31/01 – Embarque no Norwegian Sun;

Dia 4, 01/02 – Montevidéu;

Dia 05, 02/02 – Navegando;

Dia 06, 03/02 – Puerto Madryn;

Dia 07, 04/02 – Navegando;

Dia 08, 05/02 – Port Stanley;

Dia 09, 06/02 – Navegando; Cabo Horn;

Dia 10, 07/02 – Ushuaia; Canal de Beagle;

Dia 11, 08/02 – Punta Arenas;

Dia 12, 09/02 – Navegando; Estreito de Magalhães;

Dia 13, 10/02 – Navegando;

Dia 14, 11/02 – Puerto Chacabuco;

Dia 15, 12/02 – Puerto Montt;

Dia 16, 13/02 – Navegando;

Dia 17, 14/02 – Desembarque em Valparaiso; Viagem de ônibus para Santiago;

Dia 18, 15/02 – Santiago;

Dia 19, 16/02 – Vôo para Mendoza;

Dia 20, 17/02 – Mendoza;

Dia 21, 18/02 – Vôo para Buenos Aires;

Dia 22, 19/02 – Buenos Aires; Volta para casa.

Plaza Baquedano, Santiago

Plaza Baquedano, Santiago

Bodega Familia Zuccardi, Mendoza

Bodega Familia Zuccardi, Mendoza

No próximo post vou destrinchar direitinho o orçamento dessa viagem, uma das melhores relações custo-benefício que eu já consegui… 😉

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