Tigre: indo & vindo

Não sei se vou conseguir convencer alguém que já tenha lido várias vezes por aqui que eu não gosto de ir ao Tigre que eu não tenho um traço masoquista na minha personalidade… Mas, desde que eu publiquei o post sobre o Tigre tantas pessoas fizeram comentários positivos sobre seus passeios por lá (alguns bem diferentes dos que eu já tinha feito) que eu fiquei muito tentada a experimentar ainda mais uma vez. Eu sou teimosa assim mesmo: não acredito muito em primeiras impressões, e nem em segundas, ao que parece… Além disso, acho muito esquisito eu não gostar de um lugar! Não é que eu não tenha as minhas preferências, mas normalmente consigo ver qualidades até nos lugares que não me encantam tanto. Nesses casos eu digo: “Bom, não é a minha praia, mas entendo porque outras pessoas gostam” e isso me satisfaz. Mas não consigo sossegar enquanto não descubro o que faz as pessoas gostarem de lugares que a mim não dizem nada – e foi por isso que eu me propus a ir investigar o Tigre uma terceira vez… 😉

É muito fácil chegar ao Tigre por conta própria. Para quem vai pela primeira vez, acho interessante tomar o Tren de la Costa, o trem turí­stico que sai da estação Maipu, já na fronteira entre a Capital Federal propriamente dita e a Provincia de Buenos Aires. Pode-se chegar até lá de táxi , de ônibus (o no.152 deixa exatamente em frente à estação, do outro lado da rua) ou de trem urbano. A nossa opção foi pelo trem urbano, que tomamos na estação Retiro, a uma curta caminhada do nosso hotel na Calle Reconquista:

Estación de Retiro - Fonte: Wikipedia

Estación de Retiro – Fonte: Wikipedia

Logo na entrada da estação estão situadas as bilheterias. É preciso apenas observar o guichê correto, de acordo com o destino – no caso, a estação Mitre.

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Nosso bilhete custou Ar$ 2,20, pouco mais de R$ 1,00.

Passagem baratinha...

Passagem baratinha…

Os trens são simples, e não estão muito bem conservados:

Trem urbano para Mitre

Trem urbano para Mitre

Chegando à estação Mitre, é preciso cruzar a passarela sobre a Avenida Maipu para chegar à  estação Maipu, de onde parte o Tren de la Costa. (Só por curiosidade, essa avenida é a continuação da Avenida Cabildo que, por sua vez, é a continuação da Avenida Santa Fé.)

O itinerário do Tren de la Costa

O itinerário do Tren de la Costa

O Tren de la Costa, sim, é um trem muito mais confortável que, obviamente, custa mais caro, sem ser absurdo – Ar$ 12,00, ou R$ 6,00.

Tren de la Costa

Tren de la Costa

Acho a viagem em si bem divertida – o trem cruza várias áreas muito bonitas da Provincia de Buenos Aires, e faz paradas em estações interessantes, entre as quais San Isidro, ao longo do caminho até a estação Delta.

21. Carla - Estação Maipu - 05.01.06 IMG_4566

Eu sempre fui ao Tigre pelo Tren de la Costa. E, em todas as vezes, voltei de trem comum, a partir da estação Tigre, de volta à estação Retiro, na Capital Federal. Dessa vez, entretanto, eu tive uma epifania – mas vou deixar pra contar no próximo post, pra não me desconcentrar das dicas de transporte desse aqui… 😉

Na volta, pegamos o trem na estação Tigre:

Estación Tigre

Estación Tigre

Estación Tigre

Estación Tigre

A estação está super bem cuidada, e o trem também me agradou – mais novo e mais confortável do que o que tomamos do Retiro a Mitre.

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E não é que, para minha surpresa, o bilhete Tigre – Retiro custou ainda mais barato?!? Gastamos Ar$ 14,20 para ir do Retiro ao Delta, e apenas Ar$ 1,35 para voltar… :mrgreen:

Passagem ainda mais baratinha...

Passagem ainda mais baratinha…

10 thoughts on “Tigre: indo & vindo

  1. Carlinha,

    Fui de trem urbano ida e volta , parece trem normal mesmo cheio de vendedor ! =)

    A minha esposa ficou abismada com a quantidade de quadras de tênis que tem no caminho, você reparou ?

    Eu fui dormindo ida e volta hehehehehe.

    Acho que a única coisa que não faria de novo se fosse para o Tigre é andar de barco ou tentaria me concentrar em encontrar coisas diferentes (deve ter algo fora a feira de frutas, cassino e o park).

    Aliás, encontramos uma mesa de centro na feira de fruta (estava fechada) baratí­ssima mas não tí­nhamos como trazer.

    beijos!

  2. Pois é, Mac, o passeio de barco eu consegui eliminar dos planos dessa vez… 😉

    Gostei bastante do Puerto de Frutos, que eu não conhecia – e dá mesmo a maior pena ver coisas lindas e baratíssimas e não poder trazer…

    Sabe que eu também não reparei nas quadras de tênis? E olha que nem estava dormindo…

  3. Pingback: Tigre: dessa vez eu gostei! » Idas e Vindas

  4. Carla,

    A estação Tigre do trem normal é mesmo bem novinha. E as atrações nesta parte são menos “programa de í­ndio”. O problema é que nas últimas vezes em que fui ao Tigre fui praticamente obrigado a entrar nestas furadas. Tudo bem, era por uma boa causa 🙂

  5. Sem dúvida! 😀 Comigo foi parecido – a gente tem que ser flexí­vel e conciliar interesses… Mas é gostoso pensar em voltar pra fazer os programas “não-indí­genas”, né? 😉

  6. Carla,
    Na minha viagem a BsAs fico de sabado a sexta.
    Vale a pena reservar um dia para um bate e volta a Colonia; e outro dia também para um bate e volta ao Delta do Tigre ?
    Se tiver que escolher apenas um, qual recomenda ?
    Qual deles oferece mais facilidade para quem não domina o espanhol e vai ter que se comunicar em português ?
    Grato, Carlos.

  7. Fui ao Tigre por conta própria e, de fato, é muito fácil. Como estava hospedada na Recoleta, peguei o ônibus 152 na Avenida Santa Fé. Aparentemente o ônibus tem o custo de acordo com o destino. O meu passe custou Ar$ 1,75, mas vi pessoas pagando Ar$ 1,10, por exemplo. O ônibus me deixou exatamente na estação de Maipu.
    Comprei o ticket de ida. Custou Ar$ 16,00.
    Na volta decidi pegar o trem urbano, o qual continua os mesmos Ar$1,35. Ele me deixou na estação do retiro e de lá peguei o metrô (linha azul) e fiz baldeação na diagonal norte para pegar a linha verde e voltar para Recoleta.

    Não diria que o passeio está na lista dos imperdí­veis, mas vale a visita.

    Obrigada pelas dicas… foram muito úteis.
    Abraços,
    Lisi

  8. Carlos Henrique, se for a sua primeira vez em Buenos Aires, eu faria apenas um dos passeios – ou melhor, não me comprometeria com nenhum deles com antecedência, e deixaria para decidir lá. Iria apenas se achasse que tinha ido a todos os lugares onde gostaria de ir na cidade…

    Lisi, obrigada por compartilhar a sua experiência – que bom que as dicas foram úteis! 😉

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