Archive for March, 2010

Este post não tem um bom título. (Pronto, ela já começou a contar as coisas de forma esquisita! ;-) )

Alguém que leia “Viagem à Patagônia” poderia pressupor algo como “Viagem a Paris”, “Viagem a Nova York” , mas  não é bem assim… A idéia embutida na expressão “Viagem à Patagônia” assemelha-se muito mais à idéia que existe em “Viagem à Europa”. Explico: se alguém me conta que foi a Paris, por mais que eu não saiba que atrações turísticas ele visitou, ou em qual bairro se hospedou, ao menos eu sei em que cidade ele estava; já se ele me diz que viajou à Europa, ele poderia estar em qualquer lugar entre Moscou e Lisboa, entre Istambul e Amsterdam, em um sem-número de microcidades espalhadas pelo continente. Na Patagônia também é assim:  não sei a princípio nem mesmo se a pessoa foi ao Chile, à Argentina ou aos dois. Então, se faço um passeio pelos Lagos Andinos, essa é uma viagem à Patagônia; se faço trekking no Torres del Paine, essa também é uma viagem à Patagônia; se vou esquiar em Ushuaia ou avistar baleias na Península Valdés, idem… ;-) Um bom título para o post teria que trazer a idéia de que essa seria “uma entre milhares de viagens possíveis à Patagônia” – não existe apenas uma viagem ou um roteiro pela Patagônia, tudo depende de uma quantidade enorme de escolhas que se faz.

No meu caso, a Patagônia em si nunca foi um desejo urgente (embora eu seja daquelas pessoas que não recusa viagem nenhuma por livre e espontânea vontade)… Na realidade, eu já tinha ido ao norte da Patagônia em 2000, quando fui até os Lagos Andinos e Bariloche… Eu não caio de amores pelos destinos ecológicos – sou bastante urbana, e preciso salpicar as minhas incursões por ilhas, praias, vilas e cidadezinhas  com algumas doses de urbanidade, pra não surtar de vez. Além disso, eu tenho que tomar cuidado com  qualquer esforço físico mais puxado, por conta da minha “belíssima” coluna – assim, trilhas e afins só mesmo de nível muito leve, pra não cutucar a onça…  Apesar  (ou talvez por causa) dessas ressalvas, havia uma forma de ir à Patagônia que estava na minha top list há muito mais tempo do que eu sou capaz de precisar: um cruzeiro de 15 dias, partindo de Buenos Aires e chegando em Valparaiso.

Há várias companhias que fazem esse roteiro pela Patagônia, com pequenas variações – em alguns anos já houve, inclusive, roteiros bastante longos, de cerca de 20 dias, com saídas do Rio de Janeiro ou Santos, ao invés da saída mais comum, Buenos Aires. Para mim, alguns pontos eram fundamentais:

1) Embarcar em Buenos Aires e desembarcar em Valparaiso, ou vice-versa; não queria um roteiro circular, que seria fatalmente mais curto e menos variado;

Roteiro de Buenos Aires a Valparaiso

Roteiro de Buenos Aires a Valparaiso

2) Aportar, por uma manhã que fosse, nas Ilhas Malvinas;

O tempo é imprevisível nas Malvinas...

O tempo é imprevisível nas Malvinas...

3) Navegar pela região do Cabo Horn.

Um dia calmo no Cabo Horn

Um dia calmo no Cabo Horn

De resto, as outras paradas do cruzeiro me eram meio indiferentes. Eu queria ter uma visão panorâmica de  paisagens geladas, mas sabia que, caso me apaixonasse por algum lugar, teria que planejar uma nova viagem para visitá-lo comme il faut. O roteiro escolhido foi o do navio Norwegian Sun, da Norwegian Cruise Line, de 14 noites, com saída de Buenos Aires e chegada a Valparaiso e paradas em Montevidéu, Puerto Madryn, Port Stanley, Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Chacabuco e Puerto Montt.

O Norwegian Sun

O Norwegian Sun

Cheguei a Bs.As. dois dias antes do embarque e prolonguei as férias por mais uma semana após o desembarque, o que resultou no seguinte roteiro:

Dia 1, 29/01 – Ida para Buenos Aires;

Dia 2, 30/01 – Buenos Aires; ida ao Tigre;

Dia 3, 31/01 – Embarque no Norwegian Sun;

Dia 4, 01/02 – Montevidéu;

Dia 05, 02/02 – Navegando;

Dia 06, 03/02 – Puerto Madryn;

Dia 07, 04/02 – Navegando;

Dia 08, 05/02 – Port Stanley;

Dia 09, 06/02 – Navegando; Cabo Horn;

Dia 10, 07/02 – Ushuaia; Canal de Beagle;

Dia 11, 08/02 – Punta Arenas;

Dia 12, 09/02 – Navegando; Estreito de Magalhães;

Dia 13, 10/02 – Navegando;

Dia 14, 11/02 – Puerto Chacabuco;

Dia 15, 12/02 – Puerto Montt;

Dia 16, 13/02 – Navegando;

Dia 17, 14/02 – Desembarque em Valparaiso; Viagem de ônibus para Santiago;

Dia 18, 15/02 – Santiago;

Dia 19, 16/02 – Vôo para Mendoza;

Dia 20, 17/02 – Mendoza;

Dia 21, 18/02 – Vôo para Buenos Aires;

Dia 22, 19/02 – Buenos Aires; Volta para casa.

Plaza Baquedano, Santiago

Plaza Baquedano, Santiago

Bodega Familia Zuccardi, Mendoza

Bodega Familia Zuccardi, Mendoza

No próximo post vou destrinchar direitinho o orçamento dessa viagem, uma das melhores relações custo-benefício que eu já consegui… ;-)

Quem primeiro teve a idéia de organizar índices de viagens foi o Riq – e, como boas idéias não só podem como devem ser copiadas, aqui vai um índice organizado de toda a viagem:

PLANEJAMENTO

Próximos passos: Bolívia e Peru – roteiro e orçamento;

Meu primeiro dia de férias em… Guarulhos?!? – pequenas alterações no roteiro devido a um vôo cancelado;

BOLÍVIA

La Paz:

Nas alturas!!! – o soroche e sua prevenção;

A paz é colorida!!!

Valle de la Luna

Um passeio por La Paz – I

Um passeio por La Paz – II

Hotel Columbus, La Paz – resenha;

Uma noite no Utama – o restaurante do Hotel Plaza;

Neve?!?

Copacabana:

A caminho de Copacabana

Copacabana, princesinha do lago

Hotel Rosario del Lago – resenha;

Isla del Sol

Delícias do lago

Nossa Senhora de Copacabana

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Transportes

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Hospedagem

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Alimentação

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Roteiro

PERU

Puno:

Finalmente o Peru!

Hotel Conde de Lemos, Puno – resenha;

Descobrindo Puno

Kamisaraki! – as Ilhas Flutuantes dos Uros;

Uma tarde em Puno

De passagem por Juliaca

Cuzco:

A primeira impressão NÃO é a que fica

Hotel Terra Andina – resenha;

Reserva: a palavra mágica! – para embarcar no trem a Machu Picchu;

Cuzco à primeira vista

Cuzco by night

E na hora da fome… - restaurantes em Cuzco;

Machu Picchu:

Trilha Inca, por Emília Fernandes, a Turista Acidental;

Trilhos Incas – a Peru Rail;

Rumo a Machu Picchu

Cinco minutos em Aguas Calientes

Enfim, Machu Picchu!

Arredores de Cuzco:

Cuzco: o city-tour I

Cuzco: o city-tour II

Pisac – Valle Sagrado;

Lima:

Chá de cadeira – atrasos no vôo Cuzco-Lima;

Hotel León de Oro, Lima – resenha;

Larcomar, uma delícia de shopping

Museo Rafael Larco Herrera

Uma tarde na Plaza de Armas

Mais sabores de Lima

Dicas do Peru – Balanço geral: Transportes

Dicas do Peru – Balanço geral: Hospedagem

Dicas do Peru – Balanço geral: Alimentação

Dicas do Peru – Balanço geral: Roteiro

Agora, sim, temos o ponto final da novela peruana – até que enfim! :D Aguardem, então, a “saga patagônica”, a nova série do I&V em infindáveis capítulos… :lol:

Não foi uma tarefa simples montar um roteiro pelo Peru, como poderia parecer à primeira vista. Os anúncios de pacotes turísticos nos jornais costumam oferecer o Peru em 6 dias – com Lima, Cuzco e Machu Picchu – mas eu queria fazer ao menos um pouquinho mais do que esse circuito básico.

De certa forma, o ápice da viagem seria Machu Picchu, sim, como acredito que aconteça com 90 ou 95% dos turistas que vão ao Peru. Mas alguns anos antes eu tinha visto um episódio do Lonely Planet na TV a cabo (quando ainda ia ao ar com o nome “Planeta Solitário”, e não “Mochileiros”, como hoje em dia – faz tempo! ;-) ) e tinha ficado cismada com o Lago Titicaca, e com uma viagem um pouco mais extensa pelo Peru.

Para encaixar Lima, Cuzco, Machu Picchu e o Titicaca em 2 semanas de férias, acabei deixando de lado outras cidades peruanas e incluindo um pouquinho da Bolívia. Foi uma questão logístico-geográfica apenas, que me poupou alguns neurônios na hora de fazer o roteiro funcionar.

Entretanto, assim como eu concluí quando fiz o balanço geral do roteiro da Bolívia, é possível também voltar ao Peru inúmeras vezes, e fazer várias viagens diferentes, em roteiros que podem variar de 1 semana a 1 mês sem  monotonia.

O esquema que eu escolhi na época ainda me parece bastante acertado: chegamos a Puno de ônibus a partir de Copacabana, na Bolívia. De lá voamos a Cuzco (pelo aeroporto de Juliaca, o mais próximo de Puno, a 45 minutos de distância). Fizemos um bate-e-volta a Machu Picchu – que foi aperfeiçoado por quem foi depois de mim (Arthur? Camila? Wanessa? Lu? Não me lembro quem pôs a idéia em prática primeiro… :oops: ), com a partida para Aguas Calientes no fim do dia, o pernoite em um hotel local e a visita a Machu Picchu logo de manhã cedo. Ficamos em Cuzco 4 dias, que foram suficientes para curtir a cidade sem pressa. Em seguida, tomamos um vôo para Lima, uma cidade  que me cativou muito mais do que eu esperava, e onde tenho muuuuuita vontade de voltar (quem sabe ainda este ano?)  ;-)

A parte peruana do nosso périplo consumiu 10 dias, que comento em seguida:

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1o. dia – Saímos de Copacabana de ônibus em direção a Puno. À noite demos uma volta pela cidade, que é pequena e tem poucos atrativos.  Essa viagem foi parte do pacote que contratamos na Turisbus, de La Paz, um custo-benefício excelente: o ônibus era confortável, a viagem foi tranqüila,  e não tivemos que usar nem um minuto do nosso tempo em Copacabana para descobrir como chegar a Puno…

2o. dia – Fizemos o passeio às Islas Flotantes de los Uros, contratado no próprio hotel. Mais uma vez, eu repetiria tudo igual: o passeio foi ótimo, o preço foi justo e, como tínhamos pouco tempo na cidade, valeu a pena não precisar ficar pesquisando agências locais…

3o. dia – Voamos para Cuzco pela manhã. Aqui o roteiro começou a apresentar uma falha… Esse dia era um domingo, mas, na hora em que chegamos já não dava mais tempo de visitar o Mercado Indígena de Pisac, que eu tinha bastante curiosidade de conhecer. O Mercado só funciona às 3as., 5as. e domingos. Na 3a. iríamos a Machu Picchu e na 5a. seguiríamos viagem para Lima.

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4o. dia – City-tour em Cuzco. No geral, um excelente passeio. Minha única crítica se referia ao horário em que fiz o passeio, à tarde – ao chegar ao último sítio arqueológico, já está bem escuro… Mas soube depois pela Wanessa , do Cadernos de Viagem, que o city-tour só é oferecido à tarde, não há a possibilidade de fazê-lo pela manhã…

5o. dia – Machu Picchu. Se eu voltasse hoje, acho que a única coisa que faria diferente seria pernoitar em Aguas Calientes na véspera da ida a Machu Picchu, para chegar ao parque na hora de abertura e diminuir o cansaço de fazer a viagem de ida e volta no mesmo dia. De resto, um dia me pareceu suficiente para aproveitar, sim.

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6o. dia – Valle Sagrado. Nem me sinto muito à vontade para comentar, porque abreviei a minha visita (minha coluna  problemática deu mostras de cansaço, e fazia só 6 meses que eu tinha tido uma baita crise…). Fui apenas a Pisac,  em um dia sem mercado, e a experiência foi bem diferente da que teve quem viu o mercado. Hoje eu trocaria a ordem desses passeios todos – faria primeiro um reconhecimento descompromissado de Cuzco e logo depois o city-tour, como fiz; depois iria ao Valle Sagrado, em dia de Mercado Indígena em Pisac, e ficaria em Ollantaytambo para tomar o trem para Aguas Calientes, como fez a Camila, do Viaggiando. (Foi esse mesmo o procedimento, Camila?)

7o. ao 10o. dias – Lima. Foi suficiente para o básico, mas eu ficaria mais. Lima dá conta, sozinha, de 1 semana de viagem, tantos são os pontos históricos, os museus e os restaurantes.

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Foi um roteiro básico – valeu a pena, mas foi só uma amostra da riqueza desse país. O Peru é bem mais do que isso – e, quanto mais perto se chega, mais se descobre acerca de lugares que teriam valido a pena visitar… Alguns eu deixei de fora com dó, como Arequipa e o Cánion del Colca; outros nunca aguçaram realmente a minha curiosidade, como Nazca, mas eu não dispensaria a visita se tivesse a oportunidade; outros, ainda, eu nem sabia que existiam, como a viagem de trem de Lima a Huancayo, que o Ernesto e a Cibele fizeram…

Há muitas idéias de roteiros e uma vastidão de dicas salpicadas em diversos blogs de viagem. A forma mais rápida de chegar a eles é clicando no VnV, nesta página que reúne tudo o que existe lá sobre o Peru! :D

Assim como já havia acontecido na Bolívia, fui agradavelmente surpreendida pela culinária peruana. Mesmo sabendo que Lima é hoje uma das grandes capitais gastronômicas da América Latina, eu confesso que tinha lá as minhas dúvidas… Pois fiquei muito feliz de “pagar a língua” – passei muitíssimo bem!

Não me atrevo mais a falar em custos, depois de mais de 2 anos, mas o que posso garantir é que qualquer brasileiro acostumado a freqüentar restaurantes, seja no Rio, em São Paulo ou em outras grandes cidades brasileiras vai achar que a conta do restaurante, ao fim da refeição, será mais um motivo de alegria – e nem vai merecer ser chamada de “dolorosa”… ;-)

Seguem aqui alguns links para posts onde falo de restaurantes no Peru aqui no I&V:

E na hora da fome… – restaurantes em Cuzco;

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Larcomar, uma delícia de shopping – restaurantes e cafés no Shopping Larcomar, em Lima;

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Mais sabores de Lima – outros restaurantes em Lima.

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Mas eu não ficaria só aqui no I&V, não… ;-) Faria também uma visitinha aos posts abaixo, lá no VnV:

Passeando e comendo em Lima, na carona do Pato Econômico;

Peru: a viagem gourmet do Edu Luz;

E não deixaria de consultar também estes:

À mesa em Lima e À mesa em Cusco, no Cadernos de Viagem, da Wanessa Lima;

Post-índice da viagem ao Peru, no Dividindo a Bagagem, da Lu Malheiros – em relação ao assunto alimentação, a Lu lista vários posts onde fala de restaurantes, lanchonetes, compras no supermercado…

Comendo  em Cusco e Valle Sagrado e Comendo (bem!) em Lima, na Karinissima.

Bom apetite!!! :D

Quando eu estava buscando hospedagem no Peru com boa relação custo-benefício, encontrei o site da Go2Peru. Foi lá que resolvi, de uma só tacada, a questão de hospedagem nas nossas 3 cidades-base: Puno, Cuzco e Lima. Nosso foco estava nos hotéis medianos, que oferecessem o básico – banheiro no quarto, calefação e café da manhã – sem doer no bolso. Chegamos à conclusão que os nossos reais nos levam bem longe no Peru, principalmente quando se esbarra com promoções como a da Visa, que nos deu descontos que variavam entre 28 e 45% nos hotéis que reservamos pelo site.

Em Puno, nosso hotel foi o Conde de Lemos, que conseguimos fechar a US$ 35 a diária do quarto duplo. Leia o post sobre ele aqui.

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O ponto alto da nossa hospedagem foi o Hotel Terra Andina, em Cuzco. Foi também o mais caro dentre os eleitos, mas nada absurdo: US$ 65 o quarto duplo. Leia mais sobre ele aqui.

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Finalmente, em Lima, encontrei outra barganha: o Hotel León de Oro, muito bem localizado, em Miraflores. Esse nos custou módicos US$ 38 o quarto duplo. Escrevi sobre ele aqui.

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Infelizmente, as tarifas mais do que amigáveis que encontrei há quase 3 anos não existem mais… :cry: Ainda assim, acho que vale a pena consultar a Go2Peru antes de tomar qualquer decisão referente a hospedagem no Peru – as ofertas Visa continuam existindo, talvez seja uma questão de época, antecedência, ou até mesmo de sorte conseguir um precinho tão baixo quanto eu consegui. De todo modo, mesmo com as tarifas inflacionadas (e inflacionadas em dólar!), a hospedagem no Peru não chega a pesar no bolso, não… ;-)