Fri 20 Aug 2010
Norwegian Sun – Entretenimento
Posted by Carla under Argentina, Chile, Patagônia Argentina, Patagônia Chilena
[9] Comments
Várias vezes me passou pela cabeça que os dias de navegação seriam de um tédio quase absoluto, principalmente por causa do frio, que anularia as grandes diversões ao ar livre – piscinas, jacuzzis e quadras de esportes…
Piscinas e jacuzzis - apenas nos primeiros dias...
A quadra quase sempre vazia...
Em relação às opções de lazer ao ar livre, eu não estava mesmo enganada. Apenas no dia do embarque e no dia seguinte, ou seja, em Buenos Aires e Montevidéu, havia tempo bom – aliás, fazia um calorão daqueles! No 3o. dia tomamos o rumo da Península Valdés, e o calor começou a dar espaço a um ventinho frio que não cooperava nadinha com quem queria aproveitar a piscina…
Foi nesse dia que eu percebi a importância do lazer a bordo, que, diga-se de passagem, curti horrores!!! Só pra deixar bem claro: eu sou daquelas pessoas que detesta atividades coletivas, programadas ou não, e que tem verdadeira alergia a grupos…
E a minha visão – bastante preconceituosa, sou a primeira a admitir – associava lazer a bordo apenas com gincanas e afins…
Pois bem, fui agradavelmente surpreendida! Descobri que podia começar os meus dias com aulas de alongamento e ginástica na academia, e ainda poderia caminhar na esteira, com vista para o mar! Decidi que começaria assim todos os dias de navegação – claro, não ia desperdiçar tempo em terra firme nos dias de porto…
A biblioteca tinha livros em português!
E a biblioteca do navio era o máximo!!! Havia livros em diversos idiomas (claro, com mais de 60 nacionalidades diferentes a bordo…), a maioria em inglês e espanhol, mas também em francês, alemão, italiano e até em português! O empréstimo era válido por todo o período do cruzeiro – e o povo lia mesmo! O que mais se via era gente grudada nos livros pelos cafés, bares, na academia, na beira da piscina… Todos os dias também havia jogos à disposição, como palavras cruzadas e sudoku – era só passar na biblioteca e buscar os joguinhos. Passei 15 dias viciada em sudoku…
Nos fundos da biblioteca havia mais duas salas – uma específica para jogos de cartas (que eu não gosto…) e uma com um telão, onde passava ao menos um filme por dia. A pegadinha é que os filmes normalmente eram em inglês, e sem legendas! Em alguns horários, até passavam as versões dubladas em outras línguas, como francês, alemão, espanhol e português. Mas, nessa hora, quem sabe inglês acaba se divertindo mais…
Duas outras opções disponíveis quando o navio estava em alto mar eram o cassino e as lojas…
O cassino meio de longe - não é permitido fotografar lá dentro...
Duty-free, souvenirs, joalheria...
Mas o ponto alto para mim foi a música. Rolava música no navio o dia inteiro – contei CINCO pianos de cauda a bordo!!! Sempre havia alguém tocando um piano em algum bar, à noite íamos ver os shows no teatro, ouvíamos mais piano nos restaurantes e ainda cantores e músicos novamente nos bares.
Observation Lounge - o mar visto de camarote
Logo nos primeiros dias fomos parar no Observation Lounge, um bar no Deck 12, com vista privilegiada. E era lá que quase todos os dias eu ia ouvir o Michael Eldridge, pianista de mão cheia, especialista na “época de ouro” da canção americana…
Michael Eldridge no Observation Lounge
O teatro também era uma opção bem bacana. A maioria dos shows me agradou – um ou outro eram bobinhos, uns showzinhos de humor bem à americana, e outros descambaram para o cafona total mesmo… Mas a maior parte foi ótima – vi uma apresentação de uma flautista excelente, um show de acrobacia que não devia nada à Intrépida Trupe e uns espetáculos de dança sensacionais também… Pena que não se pode fazer fotos durante os shows, então só tenho fotos do teatro vazio – e teatro vazio é sempre meio triste…
Stardust Lounge - o teatro do Norwegian Sun
Teatro vazio me dá uma tristeza...
Às vezes íamos jantar antes do show, outras vezes depois (sim, os horários são livres, mas isso eu conto outra hora…) Depois de alguns dias ficou até meio difícil encontrar horário pra jantar, tantas eram as atrações que eu queria ver!
O último point da noite para mim era invariavelmente o Windjammer Bar, para ver o Trio Paula Koropecki – um grupo argentino super talentoso. Eles transitavam com a maior desenvoltura do bolero ao tango, passando pela bossa nova e o que mais viesse pela frente…
Windjammer Bar - meu fim de noite!
O Trio Paula Koropecki em cena
Para quem curte, a diversão se prolongava noite adentro na Dazzles – a boate do navio…
Let's be dazzled...
Comecinho de noite na Dazzles
Mas essa, definitivamente, não é a minha praia, não…
Ei Carla!!
Já me disseram que não dá enjôo. É verdade? Pergunto isso pois tenho certeza que minha mãe amaria um passeio desse, mas meu pai arrepia com enjôos só de pensar.
Bjs!!
Simone, nessa rota que eu fiz muita gente sofreu com enjôos, sim. São vários trechos em mar aberto, e o mar é um bocado mexido na região. Mas hoje em dia já existem remédios contra enjôo que não dão sonolência – meus pais tomaram e não tiveram nenhum problema. Vale conversar com um médico a respeito!
Adorei o seu relato, a minha primeira viagem de navio, foi no Costa Tropicale, foi inesquecível, ele tinha uma série de bares com musica ao vivo, cada um mais elegante que o outro. Também adoro durante o dia percorrer o navio e encontrar lugares vazios e confortáveis para conversar com os amigos.Ja fiquei com vontade de fazer essa viagem.A Cora Rónai contou que tambem fez uma viagem de navio e abominava o programa, como você e simplesmente adorou.
Agora eu tomo cuidado para não fazer o oposto, Bernardette, e achar que todo cruzeiro vai ser tão bacana quanto esse – mas esse processo de escolha é o que fazemos o tempo todo nas viagens, com hotéis, restaurantes, passeios… A gente vai aprendendo a identificar o que tem a ver com o nosso gosto pessoal e o que não tem…
Eu tenho curiosidade de fazer um cruzeiro na Costa! Não conheço ninguém que não tenha gostado!
Do meu primeiro cruzeiro em 2002 para os de hoje, mesmo a Costa Cruzeiros mudou muito, os navios ja foram mais elegantes, a comida muito melhor e os shows mais elaborados. Hoje acho que com a popularização, caiu muito o nível, mas ainda e a melhor companhia de cruzeiros operando no Brasil
Oi Carla,
Estou viajando sábado agora, 28/08 para passar 5 dias em buenos aires e 2 dias em mendoza. Infelizmente me arrependi tardiamente de ter reservado apenas 2 dias para Mendoza, mas o que você recomenda que seja realmente imperdível?? Vamos eu e meu marido e ficaremos no Hotel Urbana Class, você conhece?
Se puder me passar também o contato dos remises de mendoza agradeço (li sobre o assunto no blog do Ricardo Freire)
Abraços,
Rita
Rita, eu também fiquei apenas 2 dias em Mendoza – foi pouco, é verdade, mas achei que deu pra ter um gostinho da cidade.
Fiz uma visita à Familia Zuccardi, e almocei lá – achei excelente! Fui logo no dia em que cheguei de Santiago, e nem visitei outra vinícola no mesmo dia. No dia seguinte, fizemos uma visita à Catena Zapata, e fomos almoçar no Cavas Wine Lodge.
Não conheço o seu hotel, mas o meu conhecimento de Mendoza é bastante limitado. Dá uma olhada nas resenhas do Trip Advisor, elas costumam ser um bom parâmetro.
Estou te enviando o contato do remis por email, Ok?
Carla, embarcarei no Norwegian Sun em junho, para um cruzeiro de 9 dias pelo Mar Báltico.
Como nunca viajei de navio, uma preocupação minha é com um possível enjôo. Você tem alguma recomendação de cabine? Ouvi dizer que as cabines localizadas nos andares mais baixos balançam menos. É verdade?
Rodrigo, me parece que as cabines localizadas nos andares mais baixos e mais ao centro do navio são as mais estáveis. Espero que você curta bastante o Norwegian Sun – conheço apenas 4 navios de cruzeiro, mas esse foi de longe o que mais me encantou…