Sun 22 Aug 2010
Norwegian Sun – Restaurantes
Posted by Carla under Argentina, Chile, Patagônia Argentina, Patagônia Chilena
[9] Comments
Uma das coisas de que menos gostei no mini-cruzeiro que tinha feito em novembro foi a tal história de ter horário e mesa fixos para o jantar. Éramos um grupo de cerca de 20 amigos – no entanto, jantamos espalhados por todo o navio, não apenas em restaurantes diferentes, mas até em pontos diferentes do salão quando calhava de estarmos no mesmo restaurante. E, cá pra nós, podem me rotular de anti-social se quiserem, tudo bem – mas não quero ser obrigada a socializar com gente que nunca vi quando preferia estar na companhia dos meus amigos…
Ah, além disso, um dos restaurantes só abria para o jantar, não para o almoço – como eu não fui colocada nele para jantar, simplesmente não pude experimentar esse restaurante. Não, não gostei, definitivamente…
Mas dessa vez a história foi outra… O maior diferencial da NCL, para mim, foi a quase total liberdade a bordo – que eles chamam de “Freestyle Cruising“. Pode-se escolher onde tomar o café da manhã, onde almoçar, onde jantar, a que horas, em qual mesa, se sozinhos ou acompanhados… Nada é obrigatório, nem mesmo a roupa de gala para a famosa “Noite do Capitão” – veste-se formalmente quem quer, e quem não quiser vai de jeans e camiseta mesmo, se quiser ir…
No Norwegian Sun, são 3 os restaurantes principais: o Garden Café, que funciona em esquema de buffet para café da manhã, almoço e jantar, no deck da piscina; o Seven Seas, também aberto para café da manhã, almoço e jantar; e o Four Seasons, que funciona apenas para o jantar. Cada um tem seu próprio horário de funcionamento, de modo que, se alguém quiser jantar mais cedo ou mais tarde, vai encontrar ao menos um dos 3 restaurantes funcionando.



O Seven Seas e o Four Seasons têm cardápios idênticos – então se escolhe mais pelo horário mesmo, pela vontade de variar de restaurante, pelo fundo musical (um dos vários pianos do navio está no Four Seasons). Já o Garden Café é bem mais casual que os dois, adequado, na minha opinião, para um café da manhã rápido em dias de porto ou um lanchinho à tarde – não sou muito fã dos buffets para almoço e jantar, não…
No geral, eu fiquei bastante satisfeita com a qualidade e a variedade da comida nos restaurantes principais – o que me rendeu aquela velha preocupação sobre como aproveitar bem sem engordar…



Os restaurantes em si não eram especialmente bonitos – pelo contrário, a decoração era bem pesada… mas nada que chegasse a prejudicar o apetite de ninguém, não…
Momento raríssimo - o Garden Café vazio!
A entrada do Seven Seas
Seven Seas
Maquete do Norwegian Sun na entrada do Four Seasons
Four Seasons
Além dos restaurantes principais, há vários outros no navio – alguns são gratuitos, outros requerem o pagamento de uma pequena taxa extra. São todos bem menores que os restaurantes principais, e a maioria exige que se faça reserva. Dentre os gratuitos, experimentei o Pacific Heights, que funciona sem reservas na hora do almoço – em estilo “invente a sua própria massa” – e à la carte, com reserva, na hora do jantar.


No dia em que jantei no Pacific Heights me decidi por um jantar totalmente à mexicana, com direito a uma inusitada mousse de margarita de sobremesa!



O único restaurante pago que experimentei foi o Il Adagio, que cobra uma sobretaxa de US$ 10 – há também um restaurante francês, um sushi bar e um restaurante especializado em carnes, entre outros. As sobretaxas podem ser de até US$ 25.


O cardápio dos restaurantes pagos não varia – cada um oferece 3 ou 4 opções de entradas, pratos principais e sobremesas, que se mantêm ao longo do cruzeiro. O meu jantar italiano me agradou muitíssimo!



Com todas essas ofertas, confesso que muitas vezes deixamos de lado os restaurantes em terra firme – decidimos nos concentrar nos passeios que queríamos fazer e deixávamos para fazer uma refeição decente na volta ao navio…
Ah, e apenas para completar, devo dizer que fiquei super bem impressionada com o nível de higiene dentro do navio! Quando se ouve falar tanto em casos de gastroenterite nos cruzeiros na costa brasileira, e se sabe que os riscos de contaminação a bordo são realmente enormes, foi super bacana ver que não se entra em nenhum restaurante sem higienizar as mãos, que todos os funcionários trabalham nos restaurantes usando toucas e luvas e que simplesmente não existe self-service a bordo – ou seja, ninguém, a não ser os funcionários enluvados, toca nos talheres usados para o serviço nos buffets. Ótimo exemplo!
Também gostei desta flexibilidade nos Jantares dos Cruzeiros da Norwegian.
Porém acredito que para quando são casais solitários, esta possibilidade de socialização com outras pessoas deva ser bom também.
Mas prefiro escolher aonde e com que eu irei sentar.
Confesso que a unica coisa que me aborrece nos cruzeiros e essa mania de querer que voce faça “socialzinha” a força. Não gosto de ter de sentar com estranhos quando viajo com amigos e familia. Ate a Costa Cruzeiros deixa a desejar nesse quesito. Viajei ano passado no Splendour e me aborreci muito com isso. Estava com minha irma e sobrinho e acabamos em mesas diferentes. Tive de fazer um escandalo ao entrar para ser colocada em uma mesa com eles. Nao viajo para ficar me aborrecendo. Achei esse esquema desse navio fantastico
O mais bacana, Gustavo, e que eu esqueci de dizer no texto do post, é que se uma pessoa viajando sozinha ou um casal quiser dividir mesa com outras pessoas, é só dizer – e então eles serão alocados em mesas maiores, junto com outras pessoas que também querem socializar…
Pois é, Bernardette, eu fico me perguntando se me adaptaria a esse esquemão tradicional depois de experimentar essa flexibilidade… Acho que deveria haver uma forma de garantir que famílias e amigos viajando juntos têm o direito a compartilhar a mesma mesa às refeições, se assim o desejarem! (Mas, por via das dúvidas, o meu próximo cruzeiro, já decidido, também é NCL!)
Três posts de uma vez! Muita coisa para comentar, mas a minha primeira pergunta é: o filé à wellington estava bom?
Que coisa mais chata ter de comer cada um em um canto. Parece colégio. Eu também não sou muito sociável, e o problema é que numa mesa estilo ONU, sempre algo de estranho acontece e vem aquela sensação de vergonha alheia que me mata de rir.
Vou ler os posts com mais calma. Já estava com saudade!
Estava uma delícia, Alexandre!
Gostei muito de tudo nesta viagem.Fomos preparados para não ter enjôo o que nos deu plena liberdade de ação.Foi perfeito o tempo que passamos e poder ver as geleiras no Cabo Horn e ver o batismo de quem se aventurou a receber ao ar-livre água gelada na cabeça.
Antonio Portilho
Oi, pai, que legal ver o seu comentário aqui!!!
Essa viagem foi mesmo o máximo, né? Ainda vou postar bastante coisa sobre essas aventuras, com todas aquelas fotos lindas que fizemos…
Ai, que legal ler o comentário do seu pai. Desde que comecei a ler o Idas ele esteve presente em várias das suas viagens.
É verdade, Alexandre! E ainda vai estar presente em várias outras que virão…