Sexta escala: Puerto Chacabuco

Navegamos por 2 dias consecutivos, sem nenhuma novidade na paisagem externa a não ser uma curiosidade – vimos os destroços de um naufrágio…

A única atração externa em 2 dias…

Finalmente chegamos então a Puerto Chacabuco.

Bem-vindos a Puerto Chacabuco!

Essa escala era a mais misteriosa para mim. Nunca tinha ouvido falar nesse lugar, e não foi muito fácil descobrir informações na Internet…

O Norwegian Sun ancorado em Puerto Chacabuco

Puerto Chacabuco e sua vizinha Puerto Aysén são as portas de entrada de uma das regiões mais bucólicas e menos visitadas da Patagônia – a Patagônia Aysén. A cidade “grande” mais próxima é Coyhaique, que fica a quase 80 km de distância.

As ruas tranqüilas de Puerto Chacabuco

Desembarcamos e demos uma volta a pé pela cidade. As conclusões  a que chegamos em poucos minutos de passeio foram que:

1. As paisagens são belíssimas!

2. Não há nada pra fazer além de admirar as tais paisagens belíssimas… 😉

Paisagem belíssima com picos nevados
Paisagem belíssima com mata
Paisagem belíssima com barquinho… ;-)

Ao fim do passeio chegamos ao Mirador Chacabuco, em frente ao Hotel Loberías del Sur, que me pareceu ser o único da cidade…

Hotel Loberías del Sur

Como já tínhamos passado 2 dias navegando, e a perspectiva de um dia em terra firme não poderia ser frustrada por falta de passeios, decidimos tomar um ônibus até Puerto Aysén, a apenas 15 km de distância.

Paisagem belíssima no caminho para Puerto Aysén

Puerto Aysén é uma cidade um pouco “menos pequena” do que Chacabuco. Tem uma Plaza de Armas bem bonita:

Plaza de Armas de Puerto Aysén

E tem também agências que oferecem passeios que devem ser bem interessantes para os que curtem esses roteiros de ecoturismo – trilhas, cavalgadas e afins. Não é a minha praia – mas, dada a oferta de paisagens belíssimas ( 😉 ), deve ser uma opção super bacana para os que gostam desse tipo de passeio.

Deixando Puerto Chacabuco

No início da tarde partimos novamente.

Paisagem belíssima com céu azul…

Só pra não perder o costume, navegamos por uma sucessão de  paisagens inacreditáveis. Fazia um frio enlouquecedor, mas o dia estava lindo -  nuvens  branquinhas, uns rasgos de céu azul e sol. Não vou nem tentar descrever as imagens, nem me arrisco a legendar as fotos – melhor deixar que a beleza da região dos fiordes chilenos fale por si só…

Ao fim do dia ainda fomos brindados com um entardecer de cores  suavemente maravilhosas…

Continuamos margeando a costa ao longo da noite, com destino à próxima escala: Puerto Montt.

Quinta escala: Punta Arenas

Bem-vindos a Punta Arenas!

Oito dias após o embarque em Buenos Aires, finalmente chegamos ao Chile – mais especificamente, à mais austral das cidades chilenas, Punta Arenas.

Ancoramos no Chile – literalmente!

O Norwegian Sun ancorou no Estreito de Magalhães de manhã cedo, para uma permanência de 12 horas, a maior de todo o percurso. Não sei o motivo exato dessa permanência tão longa, mas cheguei a achar engraçado que algumas das excursões oferecidas no navio chegavam a prever vôos para o Parque Nacional Torres del Paine ou até mesmo para a Antártida!!! Surreal… 😉

O Norwegian Sun no Estreito de Magalhães – que de estreito não tem nada…

O Estreito de Magalhães me surpreendeu… Pra começar, eu esperava que ele realmente fosse estreito – que nada, como nos enganamos com os mapas! E senti o navio balançar muito mais navegando por ali do que em pleno Atlântico Sul, a caminho das Malvinas ou do Cabo Horn!

Punta Arenas vista do Estreito de Magalhães

Punta Arenas é uma cidade bem grandinha, e me pareceu um pouco menos convidativa às caminhadas do que Ushuaia. Além disso,  a Avenida Bernardo O’Higgins, que margeia o Estreito de Magalhães,  e onde se concentram os melhores bares e restaurantes, com vista para o estreito,  estava em obras… Somei o fato de que era uma manhã de 2a.f.  e o trânsito não estava lá essas coisas e, pronto, criei uma certa antipatia…

Trânsito de 2a.f., com vista para o estreito…

Tive mais uma frustração em Punta Arenas… Eu queria aproveitar que não tinha visto os pingüins na Península Valdés e visitar uma pingüinera. Nada feito… Nós tínhamos 12 horas de escala na cidade, então não nos preocupamos em tomar café da manhã correndo ou desembarcar depressa… Grande erro!!! As saídas dos passeios são sempre pela manhã, e não chegamos a tempo… :(

Construções históricas na Plaza Muñoz Garnero

Por outro lado, não indo à pingüinera descobrimos que Punta Arenas tem palacetes históricos lindíssimos bem no centro da cidade, no entorno da Plaza Muñoz Garnero – e acabamos mudando o foco do passeio, de pingüins para palácios… 😉

O Palacio Sara Braun
Um clichê: a igreja em frente à praça…

Demos até um alô para Fernão de Magalhães, ou Hernando de Magallanes,  como é conhecido por lá:

Homenagem à Fernão de Magalhães, descobridor do estreito
Hernando de Magallanes, ṇo Рele era portugu̻s!!!

Para mim, o ponto alto da visita foi a visita ao Museo Regional de Magallanes:

Museo Regional de Magallanes

O museu é pequeno, fica em um palácio completamente restaurado, e conta a história do descobrimento e da colonização da Patagônia.  Não faltam fotos, mapas da época, histórias de conflitos, enfim, imperdível para quem curte História… 😉

Por fim, na falta de um almoço delicioso em um restaurante com vista para o estreito – e sem vontade de almoçar com vista para um canteiro de obras… – voltamos para o navio para encarar 2 dias de navegação antes do próximo porto…

Quarta escala: Ushuaia

Chegando a Ushuaia

Chegamos a Ushuaia bem cedo. Estava previsto que ficaríamos na cidade apenas durante a manhã, porque à tarde faríamos o passeio pelo Canal de Beagle para observar os glaciares no próprio navio. Nosso tempo, como de costume, era restrito – e isso implicava fazer escolhas, claro…

O Norwegian Sun no fim do mundo

A primeira escolha que fizemos foi abrir mão de tudo o que demandasse muito tempo – então, nada de trilhas no Parque Nacional ou atividades semelhantes. No dia em que eu voltar a Ushuaia (sim, essa é uma das cidades do roteiro onde tenho vontade de voltar!), aí eu vou considerar a possibilidade de fazer um passeio no Parque Nacional… 😉

Longe de casa…

Também descartamos logo de início os passeios com um jeitão muito “turístico”, como o Tren del Fin del Mundo. Se eu tinha apenas uma manhã em Ushuaia, não pretendia usá-la para cumprir nenhum tipo de obrigação turística. Afinal, não faz sentido ir tão longe de casa pra ficar cumprindo tarefas! 😉

Movimento na Avenida San Martin

Nossa opção foi a mais simples de todas: flanar!!! 😀 Resolvemos andar pela cidade a esmo e criar a nossa própria impressão inicial. Foi ótimo: caminhamos pela Avenida San Martin, espiamos as vitrines, paramos em um café para espantar o frio com um chocolate quente…

Ainda na Avenida San Martin

Para os que gostam de umas comprinhas, ainda fica a dica: Ushuaia é uma zona franca… 😉

Voltando ao porto…

Ao fim do passeio, voltamos para o navio para almoçar com tranqüilidade. Depois do almoço, seguimos para um dos decks superiores, de onde me pareceu que a visão dos glaciares seria mais privilegiada.

Até a próxima, Ushuaia! ;-)

A vista era linda mesmo – mas o clima não ajudou muito o nosso “passeio pela Europa”, ou seja, pela Avenida das Geleiras… Cada um dos glaciares ao longo desse trecho do Canal de Beagle foi nomeado em homenagem a um país europeu – fica a idéia para um giro europeu temático… 😆 Como choveu ao longo de todo o passeio, todas as fotos acabaram ficando com esse mesmo tom de cinza…

Holanda
Itália
Itália com zoom…
França
Portugal
Alemanha
Romanche
Espanha

Para ler um pouco mais sobre a Avenida das Geleiras, e ver lindas fotos feitas em um dia de sol, vale dar uma passadinha aqui:

A volta: de Punta Arenas a Ushuaia, no Viaje na Viagem

Para ler tudo sobre Ushuaia, também no VnV, basta clicar aqui.

E quem se empolgar e quiser saber mais sobre a Patagônia Argentina, com ou sem cruzeiro, pode seguir este caminho aqui.

Dobrando o Cabo Horn

Chegando ao Cabo Horn

No dia seguinte finalmente chegamos ao Cabo  Horn. Demos muita sorte com o mar, que não estava revolto como é comum naquela região. Infelizmente não posso dizer o mesmo do clima – pegamos bastante chuva, além de muito vento forte…

O povo reunido no deck da piscina

Todos receberam na cabine, na noite anterior, um convite para participar de uma “cerimônia de  batismo” na chegada ao Cabo Horn, no deck da piscina. Meu desconfiômetro apitou na hora: “Batismo? Piscina? Com esse frio? Isso só pode ser alguma piadinha de mau gosto…” :mrgreen:

O “batismo”… ;-)

Vista de longe, a brincadeira não deixou de ser engraçada… Quem se aventurou a arriscar um bocado de água gelada na cabeça foi “batizado” pelo capitão do navio – eu, claro, assisti a tudo do deck superior, rindo um bocado e fazendo as minhas fotos em paz…

O Cabo Horn

Logo depois pudemos ver o famoso Cabo Horn de perto, fizemos a circunavegação, foi super bacana. O Norwegian Sun é um navio grande demais para aportar ali, então não há desembarque no Cabo Horn nesse cruzeiro, como há quando os navios são menores. Mas eu fiquei bem satisfeita mesmo assim!

Certificado “oficial”!

E não é que, mesmo sem a água gelada na cabeça, também ganhamos os certificados que comprovam que circunavegamos o Cabo Horn?!? Acho que vou inclui-lo no meu currículo… 8)

Por curiosidade, o poema do certificado é de autoria de Sara Vial, e está inscrito (em espanhol, no original)  em um monumento lá mesmo no Cabo Horn.

Terceira escala: Islas Malvinas ou Falkland Islands?

Ao sair de Puerto Madryn, navegamos uma noite, um dia e mais uma noite para finalmente aportar nas Ilhas Malvinas / Falkland. Esse era o ápice da viagem para mim, o ponto que mais despertava a minha curiosidade. Na véspera, como o tempo não estava muito bom, correu um boato pelo navio de que talvez não fosse possível desembarcar em Port Stanley, já que o navio não entra na baía, e não seria seguro para os tenders em caso de mar revolto. Nunca exercitei tanto o meu pensamento positivo… 😉

O Norwegian Sun ancorado próximo a Port Stanley

O meu fascínio pelo arquipélago tem uma explicação bem prosaica… Eu sempre gostei muito de História, e tinha apenas 15 anos quando eclodiu a Guerra das Malvinas, em 1982. Era a primeira vez na vida em que eu acompanhava um conflito político de grandes proporções – e, claro, tomei o partido da Argentina apaixonadamente, como convém aos adolescentes… 😉

Port Stanley vista do pier

A história das ilhas é cercada de controvérsias desde o seu descobrimento. Desde a época da guerra, a minha tendência natural era a de julgar que as Malvinas deveriam ser reincorporadas à Argentina, uma vez que foram tomadas pelos britânicos na primeira metade do século XIX, em plena expansão imperialista. Por esse aspecto, a minha postura política é a de concordar plenamente com esse adesivo que vi colado em uma loja em Ushuaia:

“Fueron, son y serán argentinas”

Mas depois de visitar as ilhas, já não sei mais… Continuo não sendo a favor de mantê-las como território britânico, continuo pensando que geograficamente pertencem à Argentina – mas já não sei se sou a favor de que sejam reincorporadas… O que me fez repensar o meu ponto de vista foi saber que as ilhas eram praticamente desabitadas ao serem tomadas pelos britânicos, e que a população de falklanders (ou kelpers, como também são chamados) está estabelecida nas ilhas há 9 gerações, mantendo a língua, a cultura e os hábitos herdados dos seus antepassados britânicos, sem qualquer contato com a cultura argentina. Não houve nas ilhas uma mistura das culturas britânica e argentina, que criasse uma cultura híbrida, com um pé na Grã-Bretanha e outro na Argentina. Muito pelo contrário – para os habitantes das ilhas, os argentinos são os invasores que irromperam pelo arquipélago em 1982 e acabaram com a paz reinante. E, vendo as coisas pelo ponto de vista do cidadão comum, me parece bem difícil discordar… 😉

“Em memória daqueles que nos libertaram” – 14 de junho de 1982

Deixando a política de lado, vamos dar um passeio por Port Stanley… Deixamos o navio em tenders, para um trajeto de cerca de 15 minutos até o pier.

Tomando o rumo de Port Stanley
Primeira impressão

O clima nas Malvinas / Falkland é famoso pela sua imprevisibilidade… A foto aí embaixo não é uma montagem, nem brincadeirinha no Photoshop!

Impossível errar a previsão do tempo – chove E faz sol!!!

Depois de muito sacudir no tender (o mar é super mexido!), finalmente chegamos:

Bem-vindos! :D

Por mais que as histórias de colonização e dominação tenham o seu lado triste, eu nunca deixo de me impressionar como certos povos conseguiram esticar seus tentáculos até pontos tão recônditos do mundo… A Inglaterra está mesmo presente em cada detalhe – na arquitetura, na forma de organizar a cidade, no trânsito, na comida…

Não aceitamos pesos argentinos… ;-)
Arquitetura facilmente reconhecível…
Trânsito na mão inglesa
Pubs na Philomel Hill
Penguin News, o jornal local

Nosso passeio consistiu basicamente em uma volta a pé pela cidade, ao longo da Ross Road desde o pier até o Liberation Memorial, voltando pela John Street e descendo a Philomel Hill. Vimos os marcos turísticos principais e sobrevivemos a um vento cortante de congelar as orelhas – literalmente!

Ross Road
John Street

A primeira parada foi a Christ Church Cathedral:

Christ Church Cathedral
Highlights das ilhas
De volta pra rua!

Em seguida paramos para ver o Whalebone Arch – como diz o nome, é um arco feito da mandíbula de uma baleia…

Whalebone Arch

Nosso passeio nos levou ainda um pouco mais adiante:

Impossível não pensar em guerra aqui…
Town Hall – a prefeitura de Port Stanley
Mais uma igreja…

Depois de uma manhã na cidade, decidimos voltar ao navio a tempo de almoçar e curtir um pouco de conforto climático – porque o vento nas ilhas, sinceramente, me pareceu mais adequado a ingleses e argentinos… :mrgreen: Quando partimos, ainda vimos belíssimas paisagens de outras partes das ilhas, menos urbanas:

Paisagem de encher os olhos…
Mar tão azul e areia tão branquinha…

Ouvi lá uma história que me aguçou muito a curiosidade … Ao longo da guerra, os argentinos minaram várias praias, que depois foram transformadas em reservas de pingüins. Explico: o peso de um homem detona uma mina, mas o peso de um pingüim não! Assim, os pingüins vivem em paz, protegidos pelas minas plantadas pelo próprio ser humano, sem que este possa interferir…

Um belíssimo pôr-do-sol no Atlântico Sul…

Vimos esse pôr-do-sol maravilhoso quando já tínhamos tomado o nosso rumo de volta à costa argentina. Nossa “missão” era chegar ao Cabo Horn em apenas 24 horas… 😉

Segunda escala: Puerto Madryn & Península Valdés

No terceiro dia após o embarque no cruzeiro, chegamos a nossa primeira escala em terras patagônicas: Puerto Madryn. A cidade é nada mais nada menos do que a porta de entrada para uma das atrações mais visitadas por amantes da natureza – a Península Valdés. Confesso que esse era um destino que nunca tinha feito parte dos meus planos. Isso nem é difícil de compreender, já que eu sou uma pessoa super urbana, e destinos de ecoturismo praticamente só caem na minha agenda por acidente. Pois foi justo esse o caso… 😉

Puerto Madryn, ante-sala da Península Valdés

O itinerário do cruzeiro previa que o tempo de escala em Puerto Madryn seria das 09:00 às 18:00h – contando desembarcar às 10:00 e retornar às 17:00h, teríamos 7 horas inteiras para aproveitar Puerto Madryn como bem entendêssemos. A questão era: “Aproveitar Puerto Madryn?!?” Nada contra a cidade, que é até bastante simpática – mas não tem maiores atrativos turísticos, e vive muito em função do turismo ecológico tanto na Península Valdés quanto na pingüinera de Punta Tombo.

O Norwegian Sun ancorado em Puerto Madryn

Nem tive que pensar muito para perceber que a escala seria desperdiçada se não tivéssemos ao menos um gostinho do turismo ecológico da região, e comecei a pesquisar o melhor jeito de irmos até a Península. Claro, havia excursões organizadas no navio – mas a um custo médio de US$  100 por pessoa! Certamente conseguiríamos fazer algo mais interessante e mais barato por conta própria. Depois de consultar algumas agências de turismo receptivo de Puerto Madryn, acabamos decidindo alugar um carro e fazer o passeio sozinhos.

Fonte: http://www.argentour.com/pt/parque_nacional/avistagem_de_baleias.php
Bem-vindos a Puerto Pirámides!

De Puerto Madryn até Puerto Pirámides, a única cidade da Península Valdés, são pouco mais de 90 km de estrada asfaltada. Uma vez lá, os outros caminhos são em estrada de chão – me pareceu um tipo de cascalho, ou ripio, como se diz por lá. Essa particularidade faz com que o trajeto de  cerca de  70 km entre Puerto Pirámides e a Caleta Valdés, a paisagem que mais me atraía a curiosidade na Península, leve mais ou menos 2 horas de viagem.

A praia de Puerto Pirámides

Como eu já disse, para aproveitar uma escala de cruzeiro sem stress é preciso fazer escolhas – e a minha escolha foi esquecer a existência de toda a Península Valdés que não estivesse nos arredores de Puerto Pirámides. Claro, acabei criando uma vontade louca de voltar para visitar esses lugares, mas tudo bem…

Puerto Pirámides vista da praia

Assim que desembarcamos, fomos direto buscar o carro que eu tinha reservado na Budget. Qual não foi a minha surpresa ao ver que a Budget não tem loja própria na cidade, apenas um espaço dentro de uma agência de turismo! Pior: a nossa reserva não tinha sido enviada para a funcionária, que não tinha um carro à nossa espera! Ainda bem que eu tinha o comprovante da reserva impresso, mas ela ainda demorou uma meia hora para providenciar o nosso carro… Mau começo para quem ainda pretendia viajar 90 km antes de chegar ao destino do dia, e com hora marcada para voltar! Outro ponto negativo, mas que muitas locadoras seguem, foi que ela nos entregou o carro praticamente apenas com o cheiro da gasolina – e eu odeio esse stress de ter que procurar um posto para abastecer no início do passeio, quando não se conhece a cidade e em risco constante de que o carro simplesmente fique sem combustível!!! As locadoras que observam essa prática sempre caem váaaaaaaarios pontos no meu conceito, e eu faço propaganda negativa mesmo.

O centrinho de Puerto Pirámides

A ida até Puerto Pirámides foi super tranqüila, e em cerca de 1 hora chegamos lá. Para entrar na Península Valdés, que é uma área de preservação ambiental, paga-se uma taxa de Ar$ 45 por pessoa e Ar$ 5 pelo carro.

Um deck no canto da praia

Uma vez na cidade, estacionamos o carro no centrinho e fomos passear a pé. Seguimos até a praia, andamos pelas pedras, admiramos a paisagem… O lugar é lindíssimo, e bem tranqüilo. Deu vontade de voltar em outra ocasião,  e me hospedar em Puerto Pirámides mesmo, para aproveitar com menos cansaço as outras áreas da Península. Afinal, mesmo quem se hospeda em Puerto Pirámides ainda viaja no mínimo 2 horas para ir e 2 para voltar de outros pontos da Península. Me pareceu uma grande roubada se hospedar em Puerto Madryn, por conta da distância.

A caminho da lobería

De volta do passeio, fizemos um bom lanche no centrinho da cidade e pegamos o carro para seguir até a lobería de Punta Pirámides, a cerca de 10 km da cidade, já na direção de volta.

Lobería Punta Pirámides

A época em que visitamos a Península não é das mais adequadas – já não há baleias e ainda não há pingüins (ou seria o contrário?!?) 😉 Mas os lobos marinhos estão sempre por lá…

Os preguiçosos habitantes da lobería…
Cartão de visitas…

Além de observar os bichinhos, ainda ficamos impressionados com a paisagem – tudo é lindo, desde a cor do mar ao contraste com as pedras, a secura do deserto se encontrando com o mar… Amei! 😀

Paisagem imperdível…

Quando estava programando essa escala da viagem, consultei muito o blog do Tony, De Viaje a la Patagónia. Ele não só faz os relatos das viagens, mas dá muitas dicas práticas de transporte, hospedagem, alimentação – em suma, é imperdível para quem quer que esteja planejando algumas horas ou alguns dias na região.

… que vale a viagem! ;-)

Pouco antes das 16:00h já estávamos de volta a Puerto Madryn. Ainda tivemos tempo de dar uma voltinha no shopping antes de embarcar novamente no navio! E me deu uma tristeza enorme perceber que várias pessoas que estavam a bordo conosco passaram o dia perambulando por ali – talvez mesmo por não saber que seria possível fazer um passeio tão interessante nos arredores…

Escala de cruzeiro em Punta del Este

Não, eu nunca fiz uma escala de cruzeiro em Punta, nem pretendo ser expert no assunto… Mas, tendo ido à cidade em duas ocasiões, e em épocas do ano diferentes, posso compartilhar algumas impressões que talvez ajudem quem está procurando decidir o que fazer no pouco tempo disponível na cidade.

Vista do porto

O primeiro ponto que é necessário ter em mente quando se visita uma cidade em uma escala de cruzeiro é que, não, esse tempo NUNCA vai ser suficiente para se conhecer o lugar. Uma escala de cruzeiro, para ser bem aproveitada, deve ser vista como um aperitivo ao invés da refeição completa, ou como um trailer de cinema no lugar do filme. Uma vez que essa idéia seja realmente absorvida, pode-se aproveitar a escala sem maiores dramas… :mrgreen:

A ponte de “corcovas”

Observando as escalas em Punta de duas grandes companhias que operam cruzeiros no Brasil, a MSC e a Costa Cruzeiros, dá pra notar que o tempo em terra é bastante limitado. Por exemplo, no cruzeiro do MSC Opera que parte de Santos no dia 19/12/2010, o tempo previsto em Punta vai apenas das 13:00 às 19:00h. Considerando que até o desembarque mais uma hora pode ser perdida e que é preciso retornar ao navio com cerca de uma hora de antecedência, o tempo em terra é facilmente abreviado para 4 horas apenas. Já o itinerário do Costa Victoria, que parte do Rio de Janeiro no dia 26/12/2010, prevê a chegada em Punta para as 13:00 e a partida para as 20:00h, ou seja, oferece apenas uma horinha a mais em terra.

Cores do pôr-do-sol em Punta

Claro, a solução mais prática que vem à mente de imediato é “vou contratar um city-tour, assim vejo a cidade toda dentro do tempo disponível e não corro o risco de perder o navio”. Sim, é fato. E, para quem está interessado em ver o máximo possível no pouco tempo oferecido, realmente não vejo solução mais apropriada.

A torre do L’Auberge

Mas, para quem tem aquela velha alergia aos city-tours, como essa aqui que vos fala, qual seria a solução? 😉 O primeiro passo é saber que será preciso fazer várias escolhas…

*Minhas sugestões*:

Eu descartaria de imediato uma ida à praia. Tudo bem, no meu caso pode ser fácil falar, porque moro em uma cidade praiana, e tenho a praia à minha disposição o ano todo… Mas, considerando que as praias mais badaladas de Punta estão distantes do porto, em La Barra, boa parte do tempo disponível se perderia no deslocamento – além disso, quer coisa mais chata do que ficar na praia prestando atenção no relógio, com medo de perder o navio? Não, a praia definitivamente não é uma boa idéia…

Por outro lado, também não adianta se concentrar no pôr-do-sol, porque no verão o sol se põe bem tarde, e todos já estarão a bordo do navio.  Além disso, não seria nada sensato estar longe do porto perto da hora de reembarcar, porque nunca se sabe como estará o caminho de volta,  e não é folclore que o navio não espera os retardatários – não espera MESMO!!!

A praia de José Ignacio

A idéia, então, seria curtir o que Punta tem de mais característico sem se distanciar muito do porto. Algumas possibilidades de roteiro me vêm à cabeça – mas elas são excludentes, é IMPOSSÍVEL fazer tudo isso em algumas poucas horas…

Uma obra de arte em si…

Plano A:

Para quem tem a imagem de Punta associada às curvas brancas do Casapueblo, uma idéia seria almoçar no navio mesmo antes de desembarcar , tomar um táxi e rumar direto para Punta Ballena. O trajeto de ida e volta consumiria uns 40 minutos – restringindo a visita ao museu a pouco menos de 1 hora,  ainda sobrariam  2 horas e meia para passear pela Península com calma.

Plano B:

Quem não fizer questão de sair da Península pode aproveitar um pouco da gastronomia local sem que esse tempo faça falta. A minha sugestão seria um almoço no El Secreto ou no Virazón, bem em frente ao porto. Vale, claro, experimentar um bom clericot! Depois do almoço, ainda daria tempo para passear pela Avenida Gorlero e adjacências, dar uma espiada nas vitrines, e até entrar no Conrad para tentar a sorte…

Plano C:

Para quem busca uma Punta mais tranqüila, uma idéia seria também almoçar no navio antes do desembarque, deixando ainda uma fominha para experimentar os waffles do L’Auberge. O plano seria tomar um táxi direto para lá, comer a sobremesa e voltar para passear um pouco na Península. O trajeto de ida e volta do porto ao L’Auberge não vai tomar mais do que 30 minutos, o que ainda deixa bastante tempo disponível para aproveitar…

Essas são apenas algumas dentre as muitas sugestões possíveis. Seja qual for a opção, a minha dica é: não sofra pelo que não deu pra fazer, aproveite a sua escolha, e faça planos para voltar depois com calma, para ficar uns dias! 8)

Um passeio no L’Auberge

L’Auberge

Na tarde do último dia, nos separamos em 2 grupos – eu e Marcio fomos até o L’Auberge, um lugar que nós dois tínhamos muita curiosidade de conhecer.

A torre do L’Auberge

O hotel está presente em praticamente qualquer coisa que se escreva sobre Punta, é impressionante…

Tão bucólico esse caminho…

Desde a entrada, a idéia que se tem é de uma Punta mais bucólica, calma, residencial – uma delícia mesmo…

O salão de chá – waffles…

Por falar em delícia, o ponto alto da tarde no L’Auberge é o chá acompanhado de waffles – nós até tínhamos boa vontade pra experimentar, mas acabamos deixando para uma próxima visita, já que tínhamos almoçado há pouco tempo… 😉

Muito verde e tranqüilidade

Acabamos só fazendo um passeio pelo hotel – conhecemos o espaço aberto e ainda pedimos para visitar um quarto.

Êta vidinha mais ou menos… ;-)

As diárias no L’Auberge são um pouco mais em conta do que no Las Cumbres – na baixa, começam em US$ 150 e podem chegar até US$ 390 na suíte mais simples no réveillon.

 

Mas, apesar de ter achado o hotel um espetáculo, tenho que admitir que ainda prefiro o Las Cumbres… :mrgreen:

Turistando na Península – II

O porto de Punta…

Na manhã seguinte, voltamos a passear pela Península, mais uma vez sem pressa e sem “tarefas” a cumprir.

… e seus habitantes!

Nossa primeira parada foi o porto, onde passamos um tempão observando os pescadores alimentando alguns pássaros e lobos marinhos com restos de peixes…

Fotogênico esse bichinho…

Dali fomos de carro até a pontinha da Península, onde eu não tinha ido da outra vez. O propósito era dar uma olhadinha no farol e nas sereias:

Marcio, Andréa, Clyffson, Paulinho e eu
O farol de Punta del Este
As sereias

Voltamos então à região da Gorlero para um merecido café:

Marcio, Andréa e Clyffson
Paulinho e eu

E fomos então dar um passeio pelas lojinhas, ver vitrines, andar sem rumo…

O “segredo” de Punta…

Mais tarde, quando bateu a fome, resolvemos experimentar um restaurante que não tinha sido indicado por ninguém – o El Secreto… 😉

Às novas amizades!

Nós já tínhamos passado em frente várias vezes e simpatizamos com o ambiente. (Eu adoro experimentar novos lugares, por minha conta e risco – é sempre uma chance de se descobrir um lugar super legal fora das recomendações mais manjadas…)

Um risotto delicioso…

Experimentei um risotto sensacional – de pesto, tomates secos e nozes, uma delícia!!!

… e um vinhozinho pra acompanhar!

Como o almoço foi aprovado pelo controle de qualidade do quinteto, fica a dica: o El Secreto fica na Rambla Artigas, bem ao lado do Virazón! 😉

Um jantar no Lo de Tere

Um brinde à amizade!

Depois de 2 dias desbravando Punta como um sexteto, chegou a hora de nos despedirmos do JB, que iria voltar a Montevidéu na manhã seguinte.

Andréa, Clyffson, Marcio, Paulinho, eu e JB

Marcamos a última noite do sexteto com um jantar no Lo de Tere, um dos mais tradicionais de Punta – já tínhamos lido ótimas referências dele nos Destemperados

A fachada do Lo de Tere

Os pratos que pedimos fizeram bastante sucesso. Eu estava em busca de um jantarzinho leve, e optei por um dos pratos mais emblemáticos do restaurante, o Black Crab:

Recheio de siri e molho de camarões – delícia… ;-)

Os outros pratos pedidos também estavam muito apetitosos – mas não me lembro dos nomes… 😳

O prato da Andréa
O prato do Marcio

Para finalizar, o JB pediu uma sobremesa de encher os olhos:

Homenaje al dulce de leche

Foi uma noite super agradável, mas arrisco dizer, sem querer diminuir os méritos do Lo de Tere, que a noite teria sido agradável em qualquer outro lugar – afinal, nada como estar em boa companhia, não? 😉

Paulinho, eu e JB
Andréa, Clyffson e Marcio

Fim de tarde no Las Cumbres

Depois do pôr-do-sol espetacular que tínhamos visto no Casapueblo no dia anterior, eu imaginava que seria difícil encontrar um mais bonito… Mas Punta é famosa pela profusão de locais de onde se pode admirar um belo pôr-do-sol, e nós estávamos a caminho de um deles: o Hotel Art Las Cumbres.

Chegando ao Las Cumbres

Não ter ido ao Las Cumbres tinha sido uma das minhas grandes frustrações na viagem de 2007, então eu tinha grandes expectativas, o que é sempre um tanto quanto perigoso, porque pode trazer mais frustração…

Eu, Paulinho e JB
Luz de fim de tarde…

Fizemos uma reserva para o chá da tarde – mas eu nem pensei em chá ou qualquer outra coisa quando vi o quanto o lugar era maravilhoso! Fomos direto para o lado de fora, todos impressionados com o visual… De novo, não vou nem tentar transmitir em palavras… 😉

Depois dessa overdose de beleza, entramos para o salão de chá. E… sinceramente? Eu voltaria ao Las Cumbres a qualquer momento, me hospedaria lá de bom grado, mas não faria questão de tomar o chá, não… Talvez eu tenha ficado mal acostumada pelo chá do Hotel Alvear, de Buenos Aires, mas não vi muita graça!

Nada como amigos ao redor de uma mesa…

Quanto ao hotel em si, essa é uma outra história… Eu adoraria voltar a Punta e me hospedar no Las Cumbres – aliás, o melhor é plagiar o Riq e dizer logo que eu queria MORAR no Las Cumbres… 😀

Eu “morando” no Las Cumbres… ;-)

Simulei agora uma reserva no site do próprio hotel, e vi apartamentos disponíveis para outubro a US$ 218. Não é barato, mas arrisco afirmar que valerá cada centavo… Eu guardaria a opção na manga como uma ótima alternativa para uma última noite em Punta, em grande estilo! E a turminha abaixo concorda comigo – em gênero e número… 😀

Andréa, JB, Clyffson, eu, Marcio e Paulinho

Tambo El Sosiego – Fazenda Lapataia

Na tarde desse mesmo dia, pegamos o carro e tomamos o rumo de Punta Ballena. Nossa primeira parada foi no Tambo El Sosiego, a fazenda onde é  produzido o doce de leite Lapataia.

Adoro as vaquitas!!!

Não foi muito fácil chegar até lá – mesmo porque o GPS não ajudou…  É preciso seguir a estrada na direção de Montevidéu até uma rótula, onde há indicação para a Fazenda Lapataia. O GPS não funcionou bem nessa área -  e a fazenda não consta na lista de atrações instalada no aparelho…

A simpática vaquinha na entrada da fazenda

Por fim, resolvemos desligar a vozinha irritante da “espanhola” (o apelido que demos ao GPS…) e passamos a confiar só no GPS interior de Paulinho – deu mais certo… 😉

Entrada do Tambo El Sosiego (Fazenda Lapataia)

Não achei o passeio muito interessante, não… Mas imagino que seja excelente para quem está com crianças, que ficariam vidradas nos animais e na diversão ao ar livre disponível por lá. Para nós, a Lapataia era só um pit stop no caminho para o outro programa da tarde – e o que nos tinha atraído, que era ver a produção do doce de leite, deixou um bocado a desejar…

A produção artesanal das vaquitas

Fiquei meio decepcionada porque só vimos algumas funcionárias trabalhando na produção das vaquitas – nada de visitas guiadas ou similar… Ao mesmo tempo, pude entender porque é tão difícil encontrar os tais docinhos fora de Punta – com uma produção tão artesanal, não dá pra distribuir os doces para o país inteiro, mesmo que esse país seja pequeno como o Uruguai… Mas fiquei feliz por descobrir que as vaquitas estão à venda no free shop do Aeroporto de Carrasco! 😉

O doce de leite Lapataia é um dos mais premiados do Uruguai, mas está longe de ser uma unanimidade. Só no nosso grupo de amigos, algumas pessoas realmente gostaram bastante do Lapataia, outras preferiram o Conaprole ou o Los Nietitos. Quanto a mim, sou maluca pelas vaquitas – mas se o assunto for doce de leite cremoso, sou fiel ao velho e bom La Serenissima estilo colonial argentino… 8)

De volta a José Ignacio

Há pouco mais de 3 anos, quando fui a Punta pela primeira vez, contei que não tive muita sorte com o tempo – peguei dias de chuva, e acabei não curtindo tudo a que tinha direito. Um exemplo foi a minha ida a La Barra e José Ignacio -  por mais que se busque fazer um exercício poético, que graça tem ver praias super bonitas debaixo de chuva?!? 😯

A ponte de “corcovas”

Dessa vez, embora fosse baixa temporada e soubéssemos que praticamente não haveria movimento em La Barra e José Ignacio, não dava pra desperdiçar o dia bonito – e lá foi a trupe cruzar a ponte…

Farol de José Ignacio

Pelo caminho confirmamos que ṇo ̩ exagero dizer que essa regịo morre na baixa esta̤̣o Рas lojas estavam fechadas, assim como boa parte dos restaurantes. Mas a nossa inten̤̣o era contemplar a paisagem Рe o dia ensolarado, com esse c̩u azul, estava perfeito!

A praia de José Ignacio

Vejam só a cara de felicidade de quem já saiu correndo dessa praia debaixo de chuva… 😳

José Ignacio com sol? Nem acredito…

Aproveitamos o dia bonito para fazer várias fotos…

Modelos…

… com direito até ao making of:

… e fotógrafo! ;-)

No caminho de volta à Península ainda demos uma paradinha para fazer umas fotos da casa que deixou a todos fascinados na ida, à beira-mar em La Barra:

“A” casa

Descobrimos depois, por acaso, que a preciosidade estava à venda – por apenas US$ 3.5 milhões… 😉

Uma noite no St. Tropez

Não, eu não mudei o assunto da série de Punta del Este para Saint Tropez… 😉 St. Tropez é apenas o nome de um dos restaurantes do Hotel Conrad – aquele mesmo, o queridinho dos emergentes brasileiros e templo da mais consagrada cafonice…

Clima Las Vegas na entrada do Conrad

O Diogo Carvalho, dos Destemperados, usa um termo que eu acho engraçadíssimo – “Cafonrad”!!! :lol:  :lol:  😆

Um pouco de sobriedade dentro do Conrad

Pois foi exatamente por causa de um post dos Destemperados sobre o St.Tropez que resolvemos conferir o mais sofisticado dos restaurantes do Conrad. A Andréa e o Clyffson dessa vez não nos acompanharam, então o sexteto saiu desfalcado…

Grupinho desfalcado: eu, JB, Paulinho e Marcio

O JB já contou sobre o restaurante no post em que destrinchou a parte de alimentação em Punta, então não vou plagiar… 😳

O delicioso amuse-bouche

Resolvemos prestigiar a nossa recém-descoberta Bodega Stagnari, mas infelizmente o Viejo Tannat não constava da carta. Pedimos então um Syrah, que estava gostoso, mas não chegava aos pés do Tannat…

O syrah da Stagnari

E, como vinho sem brinde não tem a menor graça…

O clássico brinde!

Nossos pratos também estavam caprichadíssimos – eu e Paulinho pedimos um risotto de lagostins com aspargos sensacional.  (E não é demais o design desse prato?!?)

Risotto de lagostins com aspargos

Marcio preferiu um fettuccine com ragu de cordeiro que rendeu elogios até o fim da viagem – estava mesmo muito saboroso… 😉

Fettuccine com ragu de cordeiro

Após o jantar, ainda demos uma voltinha pelo cassino e pelos salões do hotel – mas, definitivamente, aquela não é a minha Punta, não… :mrgreen:

Pôr-do-sol no Casapueblo

Casapueblo, o atelier/hotel do Vilaró

Eu merecia. Sim, literalmente, eu merecia ver ao menos um belíssimo pôr-do-sol em Punta del Este. Afinal, tinha passado 3 dias por lá em 2007 e o máximo que tinha conseguido tinha sido um pôr-do-sol bem chinfrim no Casapueblo…

Não que o hotel não seja uma obra de arte em si…

Como tivemos sorte com o tempo, e o dia estava muito bonito, a idéia era conferir esse espetáculo da natureza em um dos pontos mais concorridos de Punta – a varanda do Casapueblo, que fica apinhada quando se aproxima o final da tarde.

Platéia para o pôr-do-sol

E dessa vez valeu a pena. Tanto que é melhor nem tentar dizer nada, para não estragar o esplendor do momento… 😉

Turistando na Península – I

No dia seguinte fomos turistar pela Península – sem pressa, como era o nosso intento ao longo de toda a viagem.  Aliás, sem pressa, sem obrigações e, sobretudo, sem stress… 😉

Paulinho, eu, Marcio, Andréa e Clyffson

Acordamos sem despertador, tomamos o café da manhã com calma e saímos para passear. Nossos planos eram absolutamente despretensiosos – só queríamos dar uma volta a pé, flanando um pouco pela Península sem  nenhum compromisso.

Virazón – bom cenário para um clericot!

Esse passeio descompromissado logo nos levou à região do Porto, onde decidimos que a hora já era apropriada para um aperitivo pré-almoço. Decidimos então experimentar um clericot – o drinque de Punta por excelência – e, para cumprir a tarefa, escolhemos uma mesa na varanda do Virazón.

Vinho branco + frutas cítricas + suco de laranja + uma dose de cointreau = delícia!
Salud!!! ;-)

Não nos demoramos muito no Virazón. A trupe tinha um compromisso – logo em seguida iríamos nos encontrar com o JB em frente ao Les Délices para um almocinho rápido.

A turminha no Les Délices

O evento acabou sendo memorável, mas não sei se pelas melhores razões… Alguns pratos fizeram muito sucesso, como o risotto de camarões da Andréa:

Camarõezinhos apetitosos!

Outros pratos mais prosaicos também deram água na boca, como o meu singelo chivito:

Meu suculento chivito!

Mas a parte engraçada do almoço ficou por conta do JB, que resolveu experimentar uma torta de sobremesa – e nunca pagou tão caro por essa decisão, literalmente… 😉

Delícias do Le$ Délice$

Vou deixar que ele mesmo conte essa história – é só clicar aqui:mrgreen:

Jantarzinho “em casa”: o Life Bistró

Como o nosso vôo de ida para o Uruguai saía do Rio às 6 da manhã,  nós tínhamos feito planos de jantar no hotel mesmo no dia da nossa chegada. Sabíamos que o cansaço seria grande – mas a viagem era parte da comemoração dos aniversários (nós três fazemos aniversário no espaço de pouco mais de um mês), e festejar caía bem! 😉

Life Bistró + Bar

Reservamos uma mesa no Life Bistró. Eu já tinha lido sobre o restaurante nos Destemperados – ainda assim, a surpresa foi bem agradável!

Que tal um vinhozinho?

A mesa reservada era ótima, ao fundo do restaurante, com esse dossel super charmoso e um aquecedor bem ao meu lado – amei… 8)

Nossa mesa “cativa”

O grupinho estava cansado – nós tínhamos saído de casa às 3 e meia da manhã, e a Andréa e o Clyffson ainda mais cedo! Mas ninguém se deixou abater, pelo menos não antes do jantar…

Apesar do cansaço, o jantar foi animado!

Os pratos que pedimos estavam deliciosos, todos elogiaram bastante.

Difícil escolher entre tantas opções saborosas!

Me lembro de dois em especial – o primeiro foi o meu pedido na primeira noite, e o segundo na última, quando resolvemos repetir o Life Bistró:

Pollo Thai – aposta certeira! :D
Lomo en salsa de tannat – água na boca…

Ainda recebemos um agrado – uma tortinha de aniversário! 😀

Um close na delícia: massa crocante de amêndoas, marcarpone e pêssego

A noite foi agradável e divertida como toda comemoração de aniversário merece ser – mesmo com váaaaarios dias de atraso… :mrgreen:

“Cumpleaños feliz…”

AWA Boutique + Design Hotel

AWA Boutique + Design Hotel
AWA Boutique + Design Hotel

Para o tipo de viagem que fizemos – focada no descanso e na gastronomia – o  AWA foi uma ótima opção. O hotel é novinho, bonito, confortável e tem uma relação custo x benefício excelente. Como eu já tinha dito no post anterior, ainda demos a sorte de pegar uma promoção no Expedia que acentuou essa vantagem.

Não é linda essa entrada?
Não é linda essa entrada?
Muito bom gosto!
Muito bom gosto!

O hotel é super aconchegante, e oferece vários atrativos para quem busca descanso. Um dos nossos ambientes favoritos era o spa – super gostoso, com sauna seca e a vapor, uma jacuzzi, uma mini-academia. Antes de ir, viajando no site do hotel, nos empolgamos com o mini-cinema – mas lá acabamos esquecendo de ir conferir… 😯

O bar do Life Bistró
O bar do Life Bistró

O bar do Life Bistró também é super convidativo para uma happy hour – e nem precisa ser regada a álcool! Dependendo da vontade do dia, ficávamos por ali um pouco para um café ou para um drinque…

Nosso quarto
O quarto standard
Jogo de espelhos...
Jogo de espelhos…

Acho importante, entretanto, fazer uma ressalva. Para nós, que estávamos de carro o tempo todo, a localização do hotel não incomodou. Pelo contrário, o AWA fica situado em uma área bastante tranqüila, perto do Hotel Jean Clevers e do Punta Shopping. Mas, para quem está sem carro ou vai na alta temporada, quando estacionar na Península pode ser complicado, não me  pareceu a melhor escolha em termos de localização…