Hotel Argentino – Mendoza

Fachada do Hotel Argentino

Nossa escolha de hospedagem em Mendoza foi o Hotel Argentino, situado no melhor ponto da cidade, na minha opinịo Рa Plaza Independencia, a meio minuto de caminhada do Park Hyatt.

Logo na chegada, o lobby do hotel foi palco de um acontecimento bem engra̤ado Рo encontro ṇo-planejado com o P̻Esse, que eu contei nesse post aqui. Ele e a esposa estavam deixando o hotel, e eu estava chegando Рconversamos ṭo depressa que nem perguntei se eles tinham gostado!

O PêEsse e eu na foto para a posteridade!

Minha primeira impressão, que depois veio a se confirmar, foi que o hotel é simples, mas muito bem cuidado,  e oferece um ótimo serviço. Os funcionários da recepção nos indicaram a companhia de remises que contratamos para os passeios, e foram sempre bastante solícitos.

Quarto simples…
… mas funcional e bem cuidado!

O hotel é antigo, os quartos são bem simples, mas muito limpos e bem cuidados. O café da manhã também é farto e bem gostoso. Lembrando sempre que o ponto alto do hotel é mesmo a localização, eu diria que ao Hotel Argentino faltaria só um pouquinho de charme… 😉

Dois dias em Mendoza

Depois de 2 dias matando as saudades de Santiago (uau, parece frase de romance de amor… 😆 ), tomamos um vôo para Mendoza. Sim, eu sei que a estrada de Santiago a Mendoza é um dos pontos altos da viagem, que a paisagem é belíssima e tal. Eu acredito – mas como tínhamos pouquíssimo tempo,  e eu fazia questão de aproveitar o máximo que pudesse de Mendoza e suas vinícolas, achei mais sensato fazer um vôo de 30 minutos ao invés de uma linda viagem de cerca de 6 horas…

Plaza Independencia

Escolhemos ficar hospedados em frente à Plaza Independencia, a principal das muitas praças de Mendoza, uma cidade super arborizada. A cidade é toda irrigada por um sistema de canais desenvolvido pelos índios, e que existe, portanto, desde antes da colonização espanhola. É a combinação do clima desértico com essa excelente irrigação que propicia uma produção vinícola de alta qualidade.

Canais de irrigação na Peatonal Sarmiento

Eu tinha feito uma reserva de um carro no aeroporto de Mendoza, mas lá mesmo desisti da idéia – acho que foi uma boa intuição… 😉 Ao invés disso, contratamos um remis para nos levar às vinícolas, com preço fechado. Pagamos entre Ar$ 200 e Ar$ 250 o dia, dependendo do nosso roteiro. Foi uma decisão acertada, por 2 motivos: não tivemos nenhuma preocupação com os caminhos (a sinalização é falha, e teria sido um stress encontrar as vinícolas sem atraso para as  nossas visitas pré-agendadas) e pudemos aproveitar as degustações e os almoços regados a  vinho sem  pensar no carro…

No primeiro dia, tomamos o rumo de Maipu, e fomos direto almoçar na Familia Zuccardi,  onde tínhamos reserva para o almoço e a visita à vinícola. Eu tinha a intenção de ainda visitar o Museo del Vino San Felipe, da Bodega La Rural,  que fica na mesma região, mas nos estendemos muito no almoço e no passeio, e não deu tempo…

Entrada da Familia Zuccardi

No segundo dia, seguimos para Luján de Cuyo, onde tínhamos reserva para ma visita à Catena Zapata e para o almoço no Cavas Wine Lodge. Vou contar esses passeios todos com mais detalhes nos próximos posts.

A pirâmide da Catena Zapata
Cavas Wine Lodge

Como só ficamos esses dois dias em Mendoza, e no dia seguinte voamos de volta a Buenos Aires, nossa programação acabou sendo  bem restrita. Fomos embora já com vontade de voltar, para visitar outras vinícolas, experimentar outros restaurantes… Deixei de conferir uma dica quentíssima para jantar no  1884, o restaurante do Francis Mallmann na vinícola Escorihuela, porque nossos almoços foram tão fartos que era impossível jantar! 😉

É bem agradável também fazer um passeio a pé pela cidade, dar uma olhada no comércio, nas praças, nos bares…

Avenida San Martin
Plaza España
Plaza España

Mas eu confesso: se soubesse que gostaria tanto de Mendoza, acho que teria deixado para matar as saudades de Santiago em outra ocasião, e teria desembarcado do cruzeiro, ido direto para o aeroporto e voado para Mendoza no mesmo dia, apenas para poder dedicar os 4 dias que tínhamos a esse passeio…  Mas, tudo bem – como eu sempre digo, nada como ter razões para voltar! 😉

Dois dias em Santiago

Os dois dias que passamos em Santiago ao final do cruzeiro não foram tanto para turistar quanto para matar as saudades. Não era a primeira visita à cidade de nenhum de nós, e assim pudemos escolher ficar tão pouco tempo sem frustração, e principalmente sem a obrigação de bater ponto em cartões-postais – voltamos apenas aos lugares onde queríamos mesmo voltar… 😉

Um deles foi La Chascona, a casa no bairro de Bellavista onde Pablo Neruda viveu com Matilde Urrutia, a chascona do nome da casa – chascona, em espanhol, significa descabelada. (Será por identificação pessoal que eu gosto tanto da casa?!? 😯 )

Fachada de La Chascona

A casa foi preservada como museu pela Fundação Neruda, juntamente com  as outras casas do poeta – La Sebastiana, em Valparaiso, e Isla Negra.  As visitas guiadas são super interessantes, e devem ser reservadas com antecedência, pelo site mesmo – sem reservas, é preciso ficar esperando um horário livre, o que pode demorar um bocado…

Após a visita, como já estávamos ali por Bellavista mesmo, resolvemos subir ao Cerro San Cristóbal, de uma forma bem mais divertida do que nos ônibus turísticos de city-tour: de funicular! 😀

Funicular para o Cerro San Cristóbal

Fizemos um pequeno passeio lá em cima…

No alto do Cerro San Cristóbal

… observamos a vista da cidade…

Santiago vista do alto

… e logo o calor me convenceu a provar uma bebida típica de Santiago, que eu já tinha visto ser recomendada em vários guias e revistas  – o mote con huesillos:

Mote con huesillos – gostosinho, mas doce demais…

A bebida é um tipo de suco, servida com mote (ou seja, grãos, em quéchua) de trigo e huesillos, ou seja, duraznos, quero dizer, pêssegos… 😉 Eu achei gostoso, mas o conjunto é tão adocicado que depois de uns poucos goles se torna enjoativo. Imagino que seja uma daquelas coisas que ou se gosta desde criança ou então não tem muito jeito de acostumar… :mrgreen: De qualquer forma, acho que vale a pena experimentar – as carrocinhas estão espalhadas por vários pontos da cidade, principalmente no centro.

Olha o mote!!!

Ao final do passeio pelo Cerro, demos uma volta pelo bairro para escolher algum lugar para comer. Não seria uma tarefa fácil, porque era o Dia dos Namorados (14 de fevereiro, Valentine’s Day no mundo todo…) e a esquecida aqui não tinha se lembrado disso para fazer uma reserva em algum restaurante com semanas, e não dias, de antecedência… Resultado: acabamos entrando no Patio Bellavista para comer alguma coisa, sem sofrimento – nossa escolha foi um belo sanduíche com cerveja,  na varanda do Le Fournil Bistrot, para espantar o calor…

Varanda do Le Fournil

No dia seguinte, continuamos a missão de rever alguns lugares e suprir algumas lacunas. Logo pela manhã fomos ao Cerro Santa Lucía – bem no centro da cidade, mas bucólico como se estivesse a quilômetros de distância…

Cerro Santa Lucía

Estivemos lá alguns dias antes do terremoto de fevereiro, que danificou (não sei se muito ou pouco) as construções do Cerro Santa Lucía. Faço votos para que a restauração esteja se processando a todo vapor!

Cerro Santa Lucía

Também no centro, um recanto onde eu vou todas as vezes que estou em Santiago, só para caminhar sem pressa e ver a bela arquitetura, é o Barrio Paris-Londres. São apenas duas ruas – a Paris e a Londres – e muita história preservada desde o início do século XX.

Paris-Londres
Londres ou Paris?
Paris ou Londres?
Arquitetura antiga
Ruas calmíssimas, a uma quadra da Alameda Bernardo O’Higgins
Atmosfera de viagem no tempo

Para finalizar o passeio, caminhamos um pouco pelo centro em direção ao Mercado Central, onde meus pais nunca tinham almoçado. Não é  exatamente um programa maravilhoso, eu diria que se enquadra naquela categoria de “já fiz uma vez, não preciso repetir nunca mais”… 😉

Mercado Central de Santiago
Acreditem: foi difícil conseguir uma foto sem pessoas…
Mercado de cores de Santiago…

Foi bom rever Santiago, mas acho que não deu para matar as saudades… Fiquei me devendo voltar… 😉

Hotel Neruda – Santiago

Entrada do Hotel Neruda – Providencia

Essa foi a terceira vez que fui a Santiago – como das outras vezes, fiquei hospedada na Providencia, dessa vez no Hotel Neruda. A Providencia é um  bairro bastante residencial que, na minha opinião, tem as mesmas qualidades que a Recoleta, em Buenos Aires, para quem vai turistar – é central, perto de tudo, bem servido de transporte (metrô, inclusive) e super tranqüilo.

Nosso quarto triplo era enooooorme!!!

Eu tinha recebido muitas dicas interessantes de hotéis no post que o Riq tinha feito lá no VnV para pedir dicas para a minha viagem. Infelizmente, tive que deixar vários hotéis de lado porque não ofereciam quartos triplos…

Optei então pelo Neruda, que tinha sido bem recomendado pelo Arthur, e estava com um preço muito bom no Hotel Club: US$ 140 a diária do quarto triplo, para pagamento apenas no checkout.

Outro ângulo do “latifúndio”… ;-)

O quarto era quase uma manṣo suspensa Рimenso, com 3 camas de casal, e muito espa̤o para circular! Eu, que adoro espa̤os amplos, achei excelente!

O banheiro também ganhou a minha aprovação – embora fosse já meio antigo, estava muito bem conservado, e era bem claro, limpo e espaçoso. Pena que não consegui uma foto em um ângulo mais feliz, para mostrar bem o tamanho, mas resolvi incluir a foto mesmo assim, porque sei que banheiros bem cuidados são uma preocupação constante em viagens… 😉

Banheiro antiguinho Рmas espa̤oso, claro e limpo!

Tive uma única queixa do hotel: achei o café da manhã super bagunçado, uma confusão daquelas… O serviço era desorganizado, os itens acabavam e não eram repostos, enfim, não achei legal para um hotel que se propõe a ser um 4 estrelas…

Última escala: chegada a Valparaiso

Depois de 2 semanas “morando” no navio, eu já estava tão confortável com aquela rotina que tive vontade de ficar lá mais 2 semanas para fazer o percurso inverso…Como essa não era uma opção, já que tínhamos reservas de hotéis em Santiago, Mendoza e Buenos Aires, além de bilhetes aéreos já comprados, não tive outra saída senão desembarcar – morrendo de pena! 😉

Antes mesmo de completar o cruzeiro eu já estava tão encantada que investi em um NCL Freestyle Cruise Rewards – fiz um depósito de US$ 250 para um cruzeiro futuro, a ser usado dentro do período de 4 anos a partir da data da compra, e que imediatamente rende ao comprador US$ 100 de bônus para serem usados a bordo; ou seja, na verdade eu compro um desconto de US$ 250 no futuro por US$ 150 no presente… 😉 Achei uma forma muito simpática de fidelizar o cliente.

Dia D – o desembarque…

O desembarque foi bastante organizado. A nossa obrigação era liberar as cabines no máximo às 10:00h da manhã, mas não tínhamos a obrigação de deixar o navio com hora marcada – quem quisesse poderia aproveitar as dependências do navio pelo tempo que fosse, apenas não teria mais acesso à cabine. Poderíamos desembarcar a qualquer momento, depois que a cor referente ao deck da nossa cabine fosse chamada. Nós tínhamos planejado seguir nesse dia direto para Santiago, e então achamos melhor desembarcar assim que possível para aproveitar bem o dia.

Conforme desembarcavam, os passageiros eram acomodados em um ônibus que os levava do navio até o terminal de passageiros. O processo é um pouco demorado, e ainda temos que esperar no terminal pela fiscalização da bagagem – toda a bagagem de mão é “conferida” por cães farejadores, em busca de produtos de origem animal e vegetal, que são proibidos (e não apenas de drogas, como seria possível pensar).

Com a bagagem liberada, tomamos então um táxi para o Terminal Rodoviário de Valparaiso. Eu já tinha recebido a dica de que não valia a pena pagar o transfer super inflacionado oferecido pela NCL para nos levar até Santiago, e que seria super simples ir até a rodoviária de Valparaiso e seguir para Santiago de ônibus. Dito e feito! 😉 Há várias empresas que fazem o trajeto Valparaiso – Santiago, por isso são muitas saídas diárias. Chegamos, escolhemos a empresa pelo próximo horário de saída, compramos o bilhete e, em cerca de meia-hora estávamos acomodados no nosso ônibus a caminho de Santiago. O valor do bilhete é super em conta, 10.500 pesos chilenos, cerca de R$ 20 – mas o detalhe é que não se aceita cartão de crédito, é preciso pagar em espécie.

Duas horas e mais um táxi depois, chegamos ao nosso hotel com muita vontade de matar as saudades de Santiago… 😀