Volta ao mundo – modo de fazer

RTW – todas as possibilidades…

Planejar uma viagem de volta ao mundo é mais fácil do que parece a princí­pio, mas demanda atenção, paciência e um bocado de desprendimento, já que nem sempre (quase nunca…) é possível manter o roteiro que se havia pensado originalmente. Todas as grandes alianças aéreas oferecem bilhetes RTW a tarifas muito viáveis, mas cheias de regras e restrições. Nós chegamos a dar uma olhada na Sky Team e na One World, mas a aliança que serve melhor quem pretende se concentrar na Ásia, como no nosso caso, é a Star Alliance.

Algumas regras são comuns a todas as alianças, e as mais básicas são:

1. A origem e o destino final devem ser cidades do mesmo país.

Não é necessário voltar ao ponto exato de partida. É possível, por exemplo, partir do Rio de Janeiro e chegar em São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre. Nós não vamos usar essa possibilidade – nosso ponto de partida e chegada é o Rio de Janeiro.

2. A direção dos vôos deve ser sempre a mesma – ou se voa para leste ou para oeste, cruzando cada oceano apenas uma única vez.

Existe uma certa flexibilidade nesse ponto – dá pra ir primeiro a Bali e depois a Cingapura, por exemplo, quando se escolhe o sentido leste, mesmo que essa ordem signifique voltar um pouquinho para o oeste. Mas isso só vale para desvios muito pequenos – seguindo a direção leste, não se pode começar por Paris e depois voltar a Nova York pelo Oceano Atlântico – é preciso dar a volta pela Ásia.

3. O bilhete tem validade de 1 ano, com número limitado de escalas e segmentos de vôo.

Não cheguei a conferir os números exatos de todas as alianças, mas o bilhete da Star Alliance permite fazer 15 escalas e 16 segmentos de vôo. Na prática, isso significa que é importante escolher vôos diretos sempre que possí­vel, porque um vôo com conexão queima 2 segmentos de vôo. Nós tentamos evitar as conexões ao máximo – só não conseguimos nos trechos Milão / Cingapura (conexão em Frankfurt) e Hanoi / Tóquio (conexão em Seul).

4. Um mesmo aeroporto não pode ser visitado mais de uma vez, nem mesmo para fazer uma conexão.

Essa regra dá uma dor de cabeça daquelas quando se pretende explorar mais a fundo um determinado paí­s… Na Tailândia vamos ter que voar de Bangkok para Chiang Mai, de lá para Phuket, seguindo para Koh Samui e de volta a Bangkok com bilhetes extras, comprados fora da RTW, porque terí­amos que voltar a Bangkok para seguir viagem, e isso não é permitido… 🙁

5. A tarifa do bilhete varia de acordo com o número de milhas voadas e com o número de escalas (por causa das taxas de embarque).

Na Star Alliance, pode-se escolher entre 3 categorias de bilhetes, de acordo com o número de milhas que se pretende voar – 29 mil, 34 mil e 39 mil. (Mas em todos o número máximo de segmentos é o mesmo… 😯 ). Eu achei bem difí­cil começar a viagem no Brasil e conseguir se manter dentro das 29 mil milhas do bilhete mais em conta, porque o vôo inicial e o vôo final , no caso de quem escolhe começar ou terminar pelo hemisfério norte, gastam um montão de milhas. Nós optamos pelo bilhete de 34 mil.

Como o valor varia muito em função dessas escolhas, não vou falar em números absolutos. Mas, só para efeito de comparação, digo que o nosso bilhete, com todas as taxas de embarque incluídas, custou o equivalente a uma passagem para Nova York em classe executiva. Ou seja, não é baratinho, mas não é impossível – e a relação custo x benefício é sensacional! Um detalhe importante é que o bilhete pode ser pago com o cartão de crédito, mas não pode ser parcelado…

Pra começar a brincar…

Pra quem quiser começar a se divertir fazendo planos para uma futura RTW, acho que a ferramenta mais interessante é o mapinha interativo onde se pode simular os roteiros – o da Star Alliance fica neste link aqui.

Um outro link muito útil é o de perguntas mais frequentes – para acessar, é só clicar aqui.

Entretanto, na hora de fechar um roteiro a sério, a ferramenta interativa pode deixar muito a desejar, indicando vôos diretos onde só há conexões, entre outros errinhos. Nessa hora, o melhor é se armar de muita paciência e consultar o horário completo das companhias que fazem parte da Star Alliance, disponível em pdf aqui. (Essa dica super quente foi dada pela nossa querida Sylvia, durante um passeio corridíssimo em Porto Alegre – muchas gracias, Sylvita! 😉 )

Logo, logo eu volto pra contar como ficou o nosso roteiro…

11 thoughts on “Volta ao mundo – modo de fazer

  1. Pingback: Sexta Sub: homenagem aos haoles - Uma Malla Pelo Mundo

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