Archive for June, 2011

No 13o. dia da viagem, saímos de Cingapura de manhã bem cedo com destino a Kuala Lumpur, em um vôo da low cost Air Asia. Desembarcamos no LCCT (Low Cost Carrier Terminal), que dista 60 km do centro da cidade, trajeto que se faz em mais ou menos 1 hora de táxi, ao custo de aproximadamente US$ 25.

Chegamos ao Piccolo Hotel antes do horário previsto para o check-in, então decidimos fazer o nosso registro, guardar as malas e sair para um pequeno passeio. Entregamos nossos passaportes na recepção e qual não foi a nossa surpresa ao sermos informados pela recepcionista que bastaria que Paulinho se registrasse. Vale lembrar que estávamos em um país muçulmano… ;-)

Entrada do Piccolo Hotel, em uma rua lateral da Bukit Bintang

O hotel fica localizado no Golden Triangle, a área mais sofisticada de Kuala Lumpur, onde se encontram os melhores hotéis da cidade e várias lojas de grifes internacionais.

Lojas sofisticadas na Bukit Bintang

Fomos caminhando até o Pavilion, um dos maiores e mais elegantes shoppings da cidade, com grande variedade de lojas, restaurantes e até um supermercado.

Entrada do The Pavilion

Chegamos justamente na época da celebração do Ano Novo chinês, e vimos a cidade decorada para as comemorações. Por ser este o Ano do Coelho, lembramos bastante da nossa decoração de Páscoa…

Decoração de Ano Novo no The Pavilion

Logo ao entrar, nossa atenção foi atraída pela música que tocava em frente ao shopping – uma música chinesa, em alto e bom som, que para nós se tornou o símbolo de Kuala Lumpur.

Pedacinho de Brasil em Kuala Lumpur

Comprovamos a variedade de lojas do Pavilion ao nos depararmos com uma loja das nossas legítimas Havaianas – as que não deformam, não soltam as tiras e não têm cheiro… ;-)

Trânsito na Bukit Bintang

Ao sair do Pavilion ficamos impressionados com o trânsito intenso na Bukit Bintang – uma constante ao longo do tempo em que ficamos na cidade, fosse durante o dia ou à noite.

O monorail de Kuala Lumpur

O monorail de Kuala Lumpur pode ser de grande valia para evitar o trânsito pesado. O JB, em um de seus posts sobre a cidade, ensina o passo-a-passo para usá-lo. Nós fizemos a opção de passear a pé, pois a área turística é relativamente pequena, bastante arborizada, e é fácil e agradável caminhar pelos principais pontos.

Nossa primeira visão das Petronas

Decidimos começar o nosso passeio seguindo em direção às Torres Petronas, o maior cartão-postal da Malásia.

Não são só as Petronas que chamam a atenção...

KLCC Park, próximo às Petronas

Vida boa no parque

Só praticamente deitando no chão se consegue essa foto...

Visitamos as “Pretonas” ( :lol: ) apenas pelo lado de fora. Quando estivemos na cidade, a visita à passarela do 42o.andar era gratuita, mas o número de visitantes era restrito a 1200/dia. Para conseguir uma senha, era preciso chegar de madrugada. Em férias, optamos por não fazer o que nos pareceu um “programa de índio”…  Soubemos que hoje a visitação já segue regras diferentes – sugerimos uma visita ao site oficial para conferi-las antes de viajar.

Após algumas horas de caminhada, resolvemos então parar para almoçar.  Kuala Lumpur nos impressionou pela variedade de cozinhas internacionais representadas em seus restaurantes.

Carlos Mexican Canteena - The Pavilion

Escolhemos um restaurante mexicano, Carlos Mexican Canteena, em uma agradável ruazinha já no caminho de volta para o hotel. Após o almoço descobrimos que essa ruazinha não era bem uma ruazinha, e sim a área externa do Pavilion

Almoço com temperinho mexicano

Voltamos então para o hotel para um merecido descanso. Saímos novamente apenas à noite, para um jantar tailandês no Celadon Royal Thai Cuisine, também situado no Pavilion.

Celadon Royal Thai Restaurant

Novamente constatamos que as mulheres não têm muita vez em países muçulmanos… Com esse belíssimo ambiente para admirar, fomos alocados em uma mesa de canto, com Paulinho voltado para o restaurante  :D e Carla… para a parede!!! :-(

O lindo salão do Celadon

Deliciosas opções do Celadon

Entre as inúmeras opções do cardápio bem variado, encontramos a nossa entrada tailandesa favorita, o kratong tong…

Kratong Tong e chá tailandês no Celadon

Nossos eleitos para o jantar

Como pratos principais, Paulinho escolheu uma carne vermelha e Carla um frango, tão deliciosos que acabamos provando dos dois pratos… Recomendamos os dois restaurantes como opções interessantes nessa região da cidade.

Noite na Bukit Bintang

Noite na Bukit Bintang, com o Piccolo Hotel ao fundo

Voltamos então caminhando para o hotel para cair nos braços de Morfeu, já prevendo a intensa programação que nos aguardava no dia seguinte.

Ao escolher os hotéis em que ficaríamos hospedados na Itália, demos total prioridade à boa localização, procurando ao máximo respeitar o nosso orçamento diário – em Gênova, isso significava encontrar um hotel em conta próximo à casa da minha prima Andreia; em Milão, próximo às atrações turísticas.

Em meio às pesquisas para a viagem, me deparei com um email promocional da Expedia – certamente era uma 4a.f., dia em que a Expedia faz promoções de hotéis, passagens e pacotes… Simulei então reservas para algumas das primeiras cidades que visitaríamos – mas não encontramos muitos descontos significativos, principalmente considerando que a promoção exigia o pagamento antecipado da estada. Para Gênova, entretanto, havia uma promoção imperdível para o AC Hotel.

Fachada do AC Genova

O AC Genova é um hotel executivo, pertencente à rede Marriott, localizado no Corso Europa, bem próximo à entrada da autopista que leva a Nervi. Ele fazia parte da lista de hotéis recomendados que eu tinha recebido da minha prima – recomendados pelo acesso fácil à casa dela, obviamente… :lol:

Entrada do AC Genova

De fato, o hotel não se situa perto do Centro Storico de Gênova – mas é facílimo tomar um ônibus praticamente na porta do hotel, tanto para os pontos turísticos do centro quanto para Nervi, na direção oposta. Andar de táxi pode sair bem caro – pagamos cerca de € 14 por uma corrida curta até a casa da minha prima, no bairro vizinho – por isso recomendo usar o transporte público.

Nosso quarto no AC Genova

A diária do hotel nos custou US$ 78 mais as taxas, em um total de US$ 85, com pré-pagamento pelo Expedia. Foi um excelente custo x benefício – o hotel é novo, os quartos são amplos e decorados com bom gosto, e o café da manhã está incluído na diária.

Outro ângulo do quarto do AC Genova

Além disso, o banheiro do AC Genova levou o prêmio de mais bonito entre os hotéis da VAM na Europa… ;-)

Nosso lindo banheiro verde...

Já em Milão, onde passaríamos uma única noite antes de tomar o vôo para Cingapura, a idéia era escolher um hotel perto das principais atrações turísticas, para otimizar nossos deslocamentos, já que teríamos apenas um dia para visitá-las.

Recebemos várias dicas interessantes no VnV – com base nelas, escolhemos o Hotel Carlyle Brera, no Corso Garibaldi, que nos pareceu a localização mais estratégica.

Fachada do Hotel Carlyle Brera

O hotel é um 4 estrelas, mas nos pareceu bastante simples. A localização e o serviço, porém, valeram a pena, assim como a Internet e o café da manhã incluídos na diária.

Quarto do Hotel Carlyle Brera

O quarto e o banheiro nos pareceram um pouco antiquados – entretanto, eram limpos, bem aquecidos e funcionais.

Outro ângulo do quarto do Carlyle Brera

Mais um ângulo do quarto do Carlyle Brera

Banheiro pequeno, mas limpo e funcional

No geral, a diária um pouco mais alta do que previa o nosso orçamento valeu a pena, principalmente considerando que, até então, todas as diárias tinham ficado abaixo do previsto. Fizemos a reserva pelo Booking, para pagar apenas no check-out, a € 98 a noite.

 

A nossa escolha de hotéis para a viagem foi determinada, quase em sua totalidade, pela relação entre o custo e o benefício oferecidos. Estabelecemos alguns requisitos básicos – boa localização, preço razoável, limpeza e boas recomendações, fosse de amigos e conhecidos ou coletadas no Trip Advisor.

Em Lisboa, a escolha natural foi o Ibis Liberdade, onde Paulinho já tinha se hospedado, e que vimos também recomendado no VnV. Situado à rua Barata Salgueiro, o hotel oferece fácil acesso a pé tanto à Cidade Baixa quanto ao Bairro Alto; além disso, está muito próximo à Avenida da Liberdade, onde se pode tomar metrô e ônibus para outros pontos da cidade.

O padrão do hotel é o já conhecido – simples e correto. Fizemos a reserva pelo próprio site da Accor Hotels, pagando € 55 a diária sem o café da manhã incluído; depois, acabamos optando por tomar o café da manhã no próprio hotel, para evitar sair no frio. Isso acarretou um aumento de € 12 na diária, totalizando € 67, mas nos pareceu muito válido.

Hotel Ibis Lisboa Liberdade

Quarto do Ibis Liberdade

Lobby do Ibis Liberdade

No Porto, estávamos ainda mais preocupados com a localização, pois era lá que iríamos passar a noite de Ano Novo – uma noite em que o transporte é difícil em praticamente qualquer cidade do mundo. Sendo assim, queríamos ficar em um local onde fosse possível andar, andar e andar…

Recebemos muitas recomendações no VnV para fazer da Praça da Batalha o nosso “quartel general” – e foi uma opção muito acertada! Mais uma vez escolhemos um hotel da rede Accor – o Mercure Porto Centro. Mas, ao invés de fazer a reserva pelo site próprio da Accor, optamos pelo Booking, onde conseguimos uma boa promoção: € 69 a diária do quarto duplo com o café da manhã incluído, pré-pagos e não-reembolsáveis.

A relação custo x benefício foi excelente. O hotel é um bom quatro estrelas, o quarto e o banheiro são amplos e confortáveis, o café da manhã é muito gostoso e a localização é realmente perfeita para quem quer percorrer os principais pontos do Porto sem precisar de outro transporte que não as próprias pernas.

Praça da Batalha

Manhã de inverno na Praça da Batalha

Hotel Mercure Porto Centro

A Praça da Batalha e o Hotel Mercure Porto Centro

O bonde, ou "eléctrico" na porta do hotel

Quarto do Mercure Porto Centro

Outro ângulo do Mercure Porto Centro

Vista da janela do quarto

Banheiro do Mercure Porto Centro

Vista da janela do banheiro

É importante notar que as diárias que constam nos sites especializados em reservas de hotéis costumam ser mais baratas quando são pré-pagas e não-reembolsáveis. Muitas vezes, ao longo do planejamento da VAM, optamos por reservar em sites que cobravam diárias um pouco mais elevadas, mas nos ofereciam a opção de só pagar no check-out, ou de cancelar com reembolso, ainda que pagando uma pequena multa. Essa atitude nos pareceu mais prudente, por se tratar de uma viagem longa, com tantos fatores que poderiam ser alterados ao longo da jornada… ;-)

Ok, finalmente é chegada a hora de tirar a poeira do blog!!! ;-)

Um brinde de primeira na primeira noite da VAM!

Quando partimos para o início da VAM, estávamos cheios de boas intenções para blogar ao vivo, ao longo do caminho. Sabíamos que seria difícil – o próprio Riq tinha nos alertado para isso no nosso encontro em Lisboa, na foto acima – mas imaginávamos que daríamos conta, ao menos de  alguns posts breves e fotos. Na verdade, conseguimos narrar as nossas aventuras enquanto estávamos na Europa, e o frio do inverno não convidava a sair para a rua à noite.  Chegando dos passeios no fim do dia, aproveitávamos a boa qualidade das conexões à Internet dos hotéis para manter os relatos relativamente atualizados. Na Ásia, nossas boas intenções se perderam – com a temperatura mais amena, vários atrativos na rua, e a qualidade instável das conexões, acabamos deixando as narrativas de lado…

Agradecemos àqueles que se preocuparam com o bom andamento da viagem, dado o nosso sumiço. Sim, está tudo bem, podem ficar tranqüilos! Na volta, depois de quase 3 meses fora do país, tivemos que nos dedicar à volta ao trabalho e à rotina, e mais uma vez o I&V ficou abandonado…

Para retomar as aventuras, começo fazendo algumas considerações sobre a forma como escolhemos e reservamos  a nossa hospedagem ao longo da viagem.

Como estávamos planejando uma longa viagem de 77 dias – 76 noites, sendo 64 em hotéis, 2 em um cruzeiro no Vietnã, 7 em um cruzeiro no Havaí e 3 em casa de amigos – era muito importante manter o controle do orçamento. A princípio estabelecemos como “teto” a média de US$ 100 a diária do quarto duplo – a idéia era economizar onde fosse possível para podermos nos dar ao luxo de uma ou outra extravagância.

Além disso, mais uma vez por estarmos tratando de uma longa viagem, não queríamos “engessar” as reservas, nem pagar tudo com antecedência. Essa opção nem se deu tanto pela possibilidade de fazer mudanças no roteiro – esse já estava fechado em boa parte quando emitimos o bilhete, e tratamos de fechar o resto com os vôos low cost antes de sairmos do Brasil.  A nossa intenção era, além de distribuir melhor os gastos ao longo dos meses de viagem, nos permitir uma certa flexibilidade para aproveitar promoções que surgissem  nos sites de reservas e/ou ajustar reservas previamente feitas por conta de mudanças de interesse ou novas informações que recebêssemos sobre localização ou qualidade de um determinado hotel.

Nosso maior aliado na hora de reservar nossa hospedagem foi o Booking. Saímos do Brasil com alguns poucos hotéis pagos com antecedência – apenas 4 hotéis do primeiro mês da viagem, pré-pagos para aproveitar descontos imperdíveis… ;-) Usamos bastante também o Kayak e o Expedia para buscar bons preços, e acabamos também aproveitando algumas ofertas diretamente no site da Marriott. Consultamos muito o Trip Advisor, em busca de referências e sugestões. E temos tudo a agradecer ao pessoal querido que nos deu mil e uma dicas no Viaje na Viagem, em especial no post que o Riq abriu para nos ajudar no planejamento de hospedagem da VAM.

Nos próximos posts, trato dos hotéis onde nos hospedamos na Europa – Portugal no próximo post e Itália no seguinte.