Flanando por Buenos Aires…

Acordamos relativamente cedo e fomos até a varanda espiar como estava o tempo – fresco, mas não muito frio, perfeito para sair para um belo passeio a pé.

Vista da nossa varanda; ao fundo, a Iglesia del Pilar

Outro ângulo…

Descemos para tomar um bom café da manhã, sem pressa. Na minha opinião, essa é uma das maiores recompensas de viajar com calma, sem obrigações e horários a cumprir – ter tempo para curtir uma boa refeição, sem o stress do dia-a-dia e sem o stress de viajar para cumprir tarefas…

Salão de café da manhã no Urban

O café da manhã do hotel é gostoso, mas o ponto alto são os cafés, cappuccinos e chocolates quentes. Delícia… 😉

Cappuccinos e chocolates deliciosos

Depois de bem alimentados, saí­mos então para passear. Éramos três flâneurs meio de araque, porque não estávamos indo tão ao sabor do momento quanto seria de se esperar… A verdade é que a nossa caminhada tinha que nos levar ao centro e com hora marcada para chegar, porque o JB tinha combinado um encontro com a filhota que estava em Bs.As. estudando espanhol… 🙂

Mas foi muito gostoso brincar de flâneur… Seguimos pela Avenida Alvear, parando para olhar vitrines, entrando em uma ou outra loja…

Plazoleta Carlos Pellegrini e a residência do embaixador brasileiro

A linda Embaixada da França

Na altura da Plazoleta Carlos Pellegrini paramos para admirar o palácio que serve de residência ao Embaixador do Brasil e a Embaixada da França, um pouquinho mais adiante…

A caminho do centro

Continuamos a caminhada pela Cerrito, já observando a mudança no movimento – embora fosse uma manhã de sábado, já estávamos colados na Avenida 9 de Julio…

O Teatro Colón

Quando chegamos ao Teatro Colón, fomos ver se seria possí­vel fazer a visita guiada. Infelizmente, os grupos já estavam esgotados até 2a.f., ou seja, até o fim da nossa estada na cidade! De todo modo, fiquei impressionada ao ver o quanto a reforma do teatro inflacionou o preço da visita guiada, que custava meros 5 pesos em 2004 e agora custa absurdos 110… 😯

Contraste entre o novo e o antigo

Sem a possibilidade da visita, passeamos mais um pouco pelo centro, encontramos a filha do JB e seguimos todos para um almoço no Puerto Madero, no restaurante El Potrillo. Eu costumo “bater ponto” no El Potrillo desde que ele se chamava La Caballeriza – é o restaurante favorito do meu pai, e vamos lá uma ou duas vezes sempre que viajo com eles.

“Meu” vinho… 😉

Não resistimos ao jogo de palavras e pedimos um vinho Portillo no Potrillo… 😀 Pedimos bifes de lomo e papas provenzales, e tudo estava muito gostoso como sempre – mas, como o JB bem lembrou no post dele, as porções encolheram um bocado… 🙁

Depois do almoço caminhamos um pouco pelo centro – seguimos a Florida, entramos na Falabella e nas Galerí­as Pací­fico, fomos até a Plaza San Martin e de lá tomamos a Avenida Santa Fé em direção ao hotel.

No caminho de volta ao hotel

Já estava escuro quando chegamos, embora não fosse mais do que umas 6 horas da tarde – coisas dos meses de inverno… Resolvemos ficar um pouco no hotel descansando da maratona para poder aproveitar bem a noite – afinal, tí­nhamos uma reserva para jantar no Green Bamboo e estávamos todos ansiosos por matar as saudades dos sabores da Ásia… 😉

Green Bamboo

O JB fez o dever de casa melhor do que eu, e sabe direitinho o que comemos nesse jantar – eu, a relapsa, não sabia mais o nome de nenhum dos pratos… 😳

De entrada, Nem Song

Como prato principal, Bò Lúc Lác

Vou copiar aqui o trechinho em que o JB explica tudo sobre o jantar:

Para o jantar de sábado, escolhemos o Green Bamboo, que agora fez uma pós graduação e deixou de ser um restaurante do sudeste asiático para focar estritamente na comida vietnamita.

De entrada comemos Nem Song, que são rolinhos vietnamitas com langostinos – deliciosos! Para o prato principal, todos fizeram a mesma escolha : Bò Lúc Lác, um prato de carne cortada em cubos com um molho sensacional, acompanhada de Côm Boc Trung – arroz com amendoim, envolto em ovos e Com Nep Chien, um bolinho de arroz em uma base de feijão. Tudo isso deglutido com a ajuda da Lolita – “ um drinque feito de vodka Absolut de manga, suco de manga, mel e gengibre. Nham…

A conta veio um pouco salgada para Buenos Aires (cerca de 250 pesos por pessoa), mas custaria o dobro se fosse em algum restaurante no Rio de Janeiro. Triste!

Ao longo desse jantar delicioso, fizemos planos para o dia seguinte. O domingo seria dia de eleições municipais em Buenos Aires e, segundo nos disseram, muitos estabelecimentos estariam fechados, inclusive restaurantes…

A melhor idéia que nos ocorreu foi sair da cidade e ir passear em outro lugar. Consideramos algumas opções – Colonia? La Plata? Tigre? – e acabamos decidindo fazer como boa parte dos portenhos e dedicar o nosso domingo a um passeio ao Tigre. 😉

7 thoughts on “Flanando por Buenos Aires…

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