Buenos Aires


Uma das minhas maiores preocupações nessa viagem com o Jonas era mantê-lo entretido com atividades que interessassem bastante a ele – porque eu queria que ele gostasse da viagem, claro, mas também porque foi a primeira vez em que ele ficou tanto tempo (1 semana inteira!) longe da mãe.  Procurei bolar um roteirinho que intercalasse lugares que interessariam especificamente a ele com outros que agradassem também aos adultos. No fim das contas, foi uma ótima surpresa: nós também nos divertimos a valer com a programação infantil e ele se revelou um turista mirim cheio de disposição! No dia da nossa chegada nem fomos passear – entre o atraso do vôo e os procedimentos de alugar o apartamento, que acabaram também atrasando, perdemos praticamente a tarde toda! Resolvemos só sair para um jantarzinho rápido e fomos dormir cedo para acordar com bastante disposição. No dia seguinte, depois do café da manhã super gostoso no El Trébol, fomos caminhando até a Librería El Ateneo Grand Splendid.
El Ateneo Grand Splendid

El Ateneo Grand Splendid

A idéia era mostrar ao Jonas o teatro transformado em livraria – e também deixar que ele se divertisse um pouco no espaço infantil. Eu nem esperava que ele se interessasse tanto, já que os livros eram todos em língua estrangeira, mas ele curtiu à beça!

O espaço infantil da Ateneo

O espaço infantil da Ateneo

Compenetradíssimo...

Compenetradíssimo...

Saindo da livraria, caminhamos mais um pouco para tomar o metrô na Estação Callao. Achei engraçadíssimo notar como, com uma criança por perto, as nossas expectativas podem ser completamente viradas de cabeça pra baixo. Acho que eu esperava por tudo, menos que o ponto alto da manhã passasse a ser justamente a ida de metrô até o centro… ;-) Foi a primeira vez que o Jonas andou de metrô e ele amou essa história de pegar um trem que passa debaixo da terra e depois subir uma escadinha pra voltar pra rua – vendo por esse ponto de vista, não é mesmo o maior barato?!? 8)

Nenhum ônibus turístico estragando a foto?!?

Nenhum ônibus turístico estragando a foto?!?

Fomos turistar um pouquinho na Plaza de Mayo. Procurei incluir várias atividades ao ar livre, pra aproveitar os dias bonitos – e porque criança precisa correr, brincar, gastar energia… Aproveitando que não havia nenhum ônibus turístico à vista (em tantas idas a Buenos Aires, essa foi a primeira vez em que consegui fotografar a fachada da Catedral desobstruída!), resolvemos entrar para uma visita rápida, na medida do interesse do Jonas. Eu queria que ele visse também coisas que não são especificamente voltadas para as crianças, mas respeitando a pouca idade dele – então entramos na Catedral, mostramos o teto, o altar principal, o chão de mosaico e já tomamos o caminho da saída. Afinal, ele vai ter o resto da vida pra observar detalhes de catedrais, se quiser… ;-)

Olhando para o alto...

Olhando para o alto...

... para frente...

... para frente...

... e para baixo!

... e para baixo!

De volta à Plaza, demos mais uma volta, fizemos algumas fotos e eu emprestei a minha câmera pra que ele escolhesse o que iria fotografar – com a câmera bem presa ao pulso, claro, a tia aqui do lado o tempo todo e a proibição expressa de correr… ;-)

A famosa casinha cor-de-rosa...

A famosa casinha cor-de-rosa...

E não é que algumas fotos ficaram bem interessantes? Essa aqui embaixo eu acho super bacana – dá pra notar que foi feita de um ponto de vista mais baixo do que estamos acostumados…

O ponto de vista do pequeno...

O ponto de vista do pequeno...

E surgiram umas “pérolas” também, como o vôo rasante do pombo… (Isso lá é foto que se publique?!? Essa tia tá passando dos limites da corujice…)

Vôo rasante...

Vôo rasante...

Seguindo a idéia de intercalar os programas infantis e os adultos, fomos almoçar no antigo La Caballeriza do Puerto Madero (agora rebatizado de Parrilla Argentina) – é o restaurante favorito do meu pai, o primeiro onde vamos almoçar sempre que estamos em Buenos Aires… Pois o Jonas também ficou apaixonado pelo restaurante, tanto que voltamos a almoçar lá no último dia! Logo depois do almoço, voltamos aos programas feitos pensando nele -  uma visita a um dos dois buques-museo que ficam permanentemente ancorados no Puerto Madero: a Fragata Sarmiento e a Corbeta Uruguay. Escolhemos a Uruguay apenas pela localização, bem em frente ao restaurante.

Corbeta Uruguay

Corbeta Uruguay

Os ingressos são baratíssimos: apenas $2 por pessoa, e crianças não pagam – o fato é recorrente em diversas atrações, o que achei sensacional! Nada como a gratuidade da entrada infantil para estimular os pais a levarem os seus pequenos para visitar museus e outras atrações…

Apreciando a paisagem...

Apreciando a paisagem...

O Jonas amou a visita ao barco, que percorreu inteirinho DUAS vezes – haja fôlego!!! :D

Trabalho...

Trabalho...

... mais trabalho...

... mais trabalho...

... e pose!

... e pose!

Voltamos para a Recoleta de táxi e fizemos uma paradinha rápida no La Biela para um cafezito. Como era feriado (12 de outubro – Día de la Raza), os gramados das praças da Recoleta estavam repletos, com muitos querendo aproveitar o solzinho delicioso da primavera…

Solzinho bom...

Solzinho bom...

… enquanto outros procuravam defender o dinheirinho suado de cada dia:

Duas figuras...

Duas figuras...

Estávamos a caminho da atração mais esperada do dia: o Museo Participativo de Ciencias / Prohibido No Tocar, que fica dentro do Centro Cultural Recoleta. Só fui descobrir esse museu quando comecei a fazer pesquisas sobre atividades para crianças, e fiquei também super interessada. O Jonas estava super ansioso – imagina só, um museu onde não apenas se pode, mas se DEVE mexer nos objetos!!!

Centro Cultural Recoleta

Centro Cultural Recoleta

O museu realmente agrada a curiosos de todas as idades – nós todos brincamos um bocado lá dentro! ;-) São mais de 10 salas, com experimentos relativos a diferentes ciências – alguns agradam mais às crianças pequenas, outros já demandam um conhecimento mais específico (coisas que eu fiz questão de esquecer assim que pude…), e são mais adequados aos maiores… Fiquei com pena que o meu irmão, que é químico, não estivesse lá – pra ele, aquilo seria como a Disney! ;-) A maioria das atrações é muito divertida, e vale a pena visitar com calma – descobre-se desde a explicação para certas ilusões de ótica até como funciona um GPS! Claro que, mais uma vez, a visita com uma criança pequena não vai ser muito extensa, ou deixaria de ser divertida – seguimos o ritmo do Jonas, brincamos um bocado com ele nos experimentos mais fáceis de compreender e desviamos a atenção dele quando os assuntos se tornavam complexos demais para a idade dele. Afinal, ele sempre vai poder voltar depois…

Museo Participativo de Ciencias

Museo Participativo de Ciencias

Mas nesse museu as crianças não entram de graça… De qualquer forma, os ingressos também são muito em conta: apenas $ 15 por pessoa!

Que fôlego!

Que fôlego!

Ao final da tarde, já não sobravam muitas forças. É sério, quem encara o ritmo de uma criança todos os dias deveria receber uma medalha, ou ser canonizado, não sei… :lol: Voltamos então para o apê, fomos tomar banho, relaxar um pouquinho e saímos apenas para uma pizza perto mesmo de casa. Depois, fomos dormir relativamente cedo para acordar também cedo e poder aproveitar bastante o dia seguinte!

Esse ano, as nossas paradas estratégicas para recarregar as baterias e apreciar os deliciosos restaurantes portenhos não foram muito inovadoras… Revisitamos alguns clássicos, em parte porque eu queria levar o Jonas a lugares já testados e aprovados e que eu sabia que ele ia gostar; e também porque meus pais já não iam a Buenos Aires há mais de 2 anos, e queriam matar suas próprias saudades! Um dos nossos clássicos revisitados  foi o ex-La Caballeriza de Puerto Madero – qual não foi a minha surpresa ao descobrir que o restaurante favorito do meu pai havia mudado de nome! Quando soube, fiquei receosa que a qualidade da comida também houvesse mudado – mas felizmente tudo continua igualito, igualito… Já na volta, a Angela postou um link em um comentário, que explica que o restaurante precisou trocar de nome por ordem judicial – pensei em sociedade desfeita imediatamente… Se houve mesmo uma briga de sócios, os outros podem ter ficado com a marca, mas o de Puerto Madero deve ter conservado o chef… ;-) Na minha opinião, sempre foi o único La Caballeriza realmente bom – assim, como apenas o nome mudou, resolvi nem repetir o restaurante aqui no blog, já que ele apareceu no post do ano passado… (Ah, sim, agora ele se chama Parrilla Argentina – quanta criatividade…)
Os pratos continuam idênticos!

Os pratos continuam idênticos!

Outro clássico que não poderia faltar, porque eu AMO e sempre recomendo, era o El Sanjuanino, com suas empanadas perfeitas! E a tia-madrinha coruja informa: foi o Jonas quem fez a foto abaixo… ;-)

El Sanjuanino

El Sanjuanino

Simples e aconchegante

Simples e aconchegante

Carne picante, queso con cebolla...

Carne picante, queso con cebolla...

Um dia em que estávamos pelas imediações do Buenos Aires Design, bem na hora do almoço, resolvemos conferir algum dos restaurantes das terrazas. Eu nunca tinha ido a nenhum, talvez por puro preconceito mesmo. O lugar é super hiper mega turístico, o que sempre me fez pensar em preços estratosféricos aliados a má qualidade… :oops: Pois bem, gostamos da aparência do Prima Fila, um restaurante italiano – difícil errar assim, principalmente em uma cidade como Buenos Aires, com toda aquela imigração italiana!

Prima Fila - Las Terrazas

Prima Fila - Las Terrazas

Minhas fotos não ficaram muito boas, mas felizmente encontrei essas do Guia Oleo, que estão bastante fiéis… ;-) O ambiente me agradou – um pouco grande, mas aconchegante. O serviço também foi bem atencioso.

Tranqüilo e agradável

Tranqüilo e agradável

O ponto negativo do Prima Fila foi justamente o que, a princípio, me chamou a atenção como positivo: o menu infantil. Achei interessante que eles tivessem pratos feitos para as crianças, mas o Jonas não aprovou o que experimentou, um gnocchi que estava mesmo muito sem graça… Em compensação, a lasanha vegetariana, com massa verde e recheio de queijo, abobrinha e beringela estava fantástica!!! :D

Uma lasanha vegetariana impecável...

Uma lasanha vegetariana impecável...

Quando comecei a ler sobre passear com crianças em Buenos Aires, uma informação que sempre aparecia é que os pequenos são super bem recebidos nos restaurantes em geral – dos mais simples aos mais sofisticados.  E foi exatamente o que vimos na prática! Na última noite, quando já estávamos bem cansados, resolvemos procurar algum lugar perto de casa pra comer uma pizza. Fomos ao Per Tutti, na Ave. Santa Fe, em algum ponto entre a Uriburu e a Callao – por incrível que pareça, ele não consta do Guia Oleo!

Per Tutti, em plena Ave.Santa Fe

Per Tutti, em plena Ave.Santa Fe

Visto da rua, o Per Tutti não impressiona – a entrada é modesta, tem algumas mesas na calçada. O movimento em frente é tanto que nem fiz uma foto. Quando entrei, fiquei surpresa com o tamanho do restaurante! E mais ainda quando a recepcionista nos indicou uma mesa no andar de cima, onde havia recreação para os pequenos! AMEI!!! :D

Um espaço de recreação infantil...

Um espaço de recreação infantil...

Esse “aquário” é o espaço recreativo, onde uma monitora cuida das crianças, conta histórias, orienta brincadeiras… Há alguns joguinhos eletrônicos também, para as crianças maiores.  O Jonas se encantou de imediato, e passou um tempão jogando Wii, antes e depois da pizza – aliás, se dependesse dele, talvez tivesse dispensado a própria pra continuar brincando! ;-)

... que o Jonas amou...

... que o Jonas amou...

Engraçado que eu ainda fiquei meio preocupada, sem saber se ele ia se virar bem por conta da língua diferente… Que nada, ele se fez entender e entendeu direitinho o que diziam a ele! Até desenho animado na TV ele assistiu!!! E quando eu perguntei: “Você tá entendendo o que eles dizem?”, quase morri de rir com a resposta: “Eu tou, tia! Eles falam português quase o tempo todo!!!” Eu mereço… :roll:

... talvez mais do que a pizza!

... talvez mais do que a pizza!

E vale lembrar que os preços dos restaurantes continuam super amigáveis para nós brasileiros e nossos reais… Nossas contas dificilmente superavam os R$ 25 por pessoa!!! (E quanto mais eu escrevo, mais saudade me dá – assim fica difícil não voltar!!! :mrgreen: )

Ano passado eu comprovei na prática que Buenos Aires é uma ótima  cidade para se tomar café da manhã fora de casa – hospedando-se na Recoleta, então, basta botar o pé fora de casa e em cada esquina há um café simpático onde se pode desayunar a preços módicos. Dessa vez, não quis experimentar muito – eu queria levar o Jonas e os meus pais a alguns endereços já testados e aprovados, como o excelente Café del Pilar, na esquina da Ave. Gral Las Heras com a Junín, descoberta da Emília, de que já falei no post sobre o roteirinho de cafés da manhã. Fiz questão também de voltar, mais de uma vez, ao Café de La Rambla, a descoberta que fiz ao acaso ano passado – e que já se tornou o meu novo “queridinho” na cidade, por causa do chocolate quente tão maravilhoso que periga desbancar o chocolate espeso do Café Tortoni no primeiro lugar da minha lista dos top 5… ;-)
Meu novo clássico...

Meu novo clássico...

Além de lindo, uma delícia...

Além de lindo, uma delícia...

Chocolate top de linha...

Chocolate top de linha...

Joguinhos sempre à mão...

Joguinhos sempre à mão...

Tendo uma criança em casa dessa vez, resolvemos ter à mão sempre um iogurte, um queijinho, umas torradas, alguma coisa pra evitar que o Jonas saísse de casa sem comer… Mas chegou a ser engraçado, porque ele mesmo não sente fome na hora em que acorda e não se empolgava muito com a idéia de comer antes de sair – mal beliscava qualquer coisa e ia tomar café da manhã com a gente numa boa. Bom, várias vezes um joguinho ou umas canetas coloridas e papel nos salvaram das conseqüências de uma criança entediada em um restaurante. Na verdade, eu aprendi bem cedo, desde que comecei a trabalhar, dando aulas de inglês pra crianças, que é muito fácil lidar com uma criança interessada e estimulada – e que pode ser bem complicado quando elas estão entediadas… Haja criatividade – e uma bolsa grande pra carregar tanta coisa! :D

Seguindo esse esquema, não foi difícil encaixar um café da manhã no Tortoni um dia. Foi um sucesso com o Jonas, que se divertiu com as estátuas de Borges, Gardel e Alfonsina Storni – e ainda provou os churros (sem doce de leite, bem do agrado dele, que tem um paladar diferente do que se espera de uma criança, e não gosta muito de doces…)

O antigo clássico...

O antigo clássico...

... tem um novo fã!

... tem um novo fã!

"Pro dia nascer feliz"...

"Pro dia nascer feliz"...

Apesar dos repetecos, fizemos uma nova descoberta: o Café El Trebol, na esquina da Ave. Santa Fe com a Uriburu:

Café El Trebol

Café El Trebol

Café El Trebol

Café El Trebol

Começando bem o dia...

Começando bem o dia...

Esqueci de registrar nas fotos, mas lá comemos umas torradinhas de pão de nozes suuuuuuper gostosas… ;-)

Que delícia! ;-)

Que delícia! ;-)

Fomos lá no primeiro dia e o Jonas ficou curioso quando viu que as notas e moedas eram diferentes dos nossos. O garçom que nos atendeu, super atencioso, deu a ele de recuerdo uma moedinha de cada valor… ;-)

Recuerdos...

Recuerdos...

Ano passado, quando aluguei um apartamento pela primeira vez, eu já imaginava que estava trilhando um caminho sem volta em termos de hospedagem em Buenos Aires – achei prático, seguro, confortável e barato. Com tantos benefícios, aquele só poderia mesmo ter sido o meu primeiro endereço portenho, de uma série que eu espero venha a ter ainda vários e vários desdobramentos.

Na hora de selecionar o meu segundo endereço portenho, tive que levar em consideração vários pontos diferentes  daqueles que nortearam a minha busca no ano passsado… Aqueles que têm filhos sabem que viajar com crianças muda bastante o modo de planejar e o próprio foco da viagem – e eu fui me baseando na experiência e nos ensinamentos alheios pra não fazer bobagem… ;-) Já sabendo que o trânsito em Bs.As. está a cada dia pior, tornou-se uma prioridade conseguir um apartamento próximo a uma estação de metrô – e com uma criança, “próximo” não é força de expressão!  Procurei apês a no máximo 3 quadras de uma estação do metrô, ao invés de 7 ou 8, como no ano passado… Além disso, precisávamos de um apê com capacidade para acomodar 4 pessoas, mas que continuasse em conta para os 3 adultos pagantes, claro… ;-) Também não queria que fosse em uma avenida movimentada, para evitar o barulho. E, mesmo que fosse um quarto-e-sala, teria que ter camas de verdade para todos, porque ninguém merece dormir uma semana inteira em um sofá-cama, né? :mrgreen:

Eu sei, eu sei, quase posso ler as mentes de quem está lendo esse texto agora: “Não dava pra dificultar essa busca mais um pouquinho, não?” :oops: Eu mesma achava que seria tão difícil quanto o velho clichê de procurar agulha no palheiro… Mas, no fim das contas, me surpreendi, e encontrei o apêzito com relativa facilidade, do jeitinho que eu queria: confortável o suficiente para uma família de 4 pessoas, bem localizado, bem decorado e super em conta. Quando não conseguimos viajar em setembro, cheguei a ficar um pouco apreensiva com a possibilidade de que a agulha que eu tinha encontrado no palheiro não estivesse disponível para as nossas datas de outubro. Pois não apenas estava, como a proprietária gentilmente aceitou transferir a nossa reserva sem qualquer custo! :D

Chegamos em um domingo, e fiquei muito satisfeita porque a BytArgentina não nos cobrou nenhum extra para nos receber no fim de semana. Na verdade, nós até demos mais trabalho do que o usual, porque o vôo atrasou um pouco e eles tiveram que acionar a proprietária para nos esperar enquanto o funcionário da Byt ia receber hóspedes em outro apartamento… Com esses trâmites, acabei me esquecendo de fazer minhas próprias fotos no apê na chegada – e me esqueci do detalhe também na saída! Vou então republicar as fotos do site da Byt – que são bastante fiéis à realidade – com alguns comentários:

Sofá-cama? Não, uma cama-sofá...

Sofá-cama? Não, uma cama-sofá...

O apê venceu a minha relutância quanto a alugar um quarto-e-sala para 4 pessoas com uma solução bastante prática para o nosso caso:  ao invés de um sofá-cama na sala, tínhamos uma cama-sofá. A diferença? Uma cama-sofá tem colchões de verdade, e apenas se disfarça de sofá durante o dia… :roll:

Espaçosa a sala, não?

Espaçosa a sala, não?

Um outro detalhe em que prestei bastante atenção foi a mesa de jantar… Como eu já previa, dessa vez acabamos fazendo uma ou outra refeição em casa – nada demais, apenas um lanche uma noite e um café da manhã em um dia de chuva. Dois detalhes importantes na foto: as gavetas da estante da sala, que quebram um bom galho na hora de guardar as roupas e, ao fundo da foto, o espelho de corpo inteiro na porta do armário do corredor.

Cama queen!

Cama queen!

Na foto não dá pra ver, mas o quarto tem ainda um outro armário. Na verdade, não há dúvida de que o apê comporta 2 pessoas com mais conforto do que 3 ou 4 – e que a 3a. e a 4a. pessoas terão que improvisar um pouquinho, ao menos no quesito arrumação de armários… ;-) Sentimos falta também de toalhas, lençóis e fronhas a mais, para o caso de decidirmos trocá-los ao longo da semana – ponto para o apê do ano passado, que tinha tudo sobrando… Por outro lado, tanto o quarto quanto a sala tinham um black-out maravilhoso, e os splits também funcionaram super bem, mantendo a nossa casinha sempre a uma temperatura bem aconchegante, mesmo que estivesse fazendo frio e/ou chovendo a cântaros  do lado de fora…

Mini-cozinha mesmo...

Mini-cozinha mesmo...

A cozinha era bem pequenininha, tipo americana – não seria boa para alguém que pretendesse realmente usá-la… Mas, no nosso caso, foi suficiente – o que mais usamos foi a geladeira, pra guardar água, uns iogurtes e outros lanchinhos! :D

Só faltou espaço...

Só faltou espaço...

A parte menos prática do apê foi o banheiro… Não que houvesse nada de errado com ele, muito pelo contrário – o aquecimento central de água funcionava super bem, tínhamos água quente a qualquer momento e em quantidade; mas era pouco funcional em termos de espaço até mesmo para acomodar uma nécéssaire…

No cômputo final, foi mais uma bola dentro no jogo dos aluguéis de apartamento em Buenos Aires.  Esse apê apresentou dois pontos super positivos: a localização a apenas 2 quadras do metrô (estação Pueyrredón da linha D) e a uma quadra da Avenida Santa Fe (com as vantagens da proximidade, como a profusão de táxis e cafés, e nenhuma das desvantagens, como o barulho); e a relação custo-benefício excelente, US$ 370 pela semana mais a taxa de reserva de US$ 45, ou seja, uma diária de pouco menos de US$ 60 para 4 pessoas! Acho que nem albergue hoje em dia é tão em conta… 8)

Para mais informações sobre onde ficar (com aluguel de apartamentos ou não) em Buenos Aires, vale espiar, além do outro post aqui no I&V:

O pequeno turista "acidental"...

O pequeno turista "acidental"...

Eu me fiz essa pergunta inúmeras vezes antes de me decidir a planejar uma viagem com o Jonas para Buenos Aires. Em viagens anteriores eu já havia visto muitas crianças pela cidade, claro, e a passagem aérea barata atrelada à facilidade de alugar um apartamento foram decisivas na hora de tomar coragem.

A pergunta em si não tem uma resposta definitiva… Comecei a pensar da seguinte forma: se moram crianças em uma determinada cidade, claro que tem que haver atividades para elas! A questão é saber se essas atividades demandam conhecimento da língua do lugar, o que pode ser uma barreira, e se são do agrado da nossa criaturinha em particular… ;-)

Eu já tinha uma lista de lugares onde sabia que o Jonas gostaria de ir. Tinha certeza que ele ia curtir o  Jardín Zoológico,  como toda criança curte um zoológico daquele tamanho… Mas eu também sabia que ele ia amar o Jardín Japonés, porque gosta tanto de comida japonesa que vive dizendo que gostaria de ir ao Japão…  A partir daí, comecei a procurar online outras atividades que pudessem ser do gosto dele – perguntei no VnV, googlei “Buenos Aires com crianças” em português, inglês e espanhol, e fui anotando as sugestões.

A conclusão é que há muito mais atividades do que o tempo e o cansaço permitem levar a cabo… :mrgreen: Viajando com uma criança, o ritmo dos passeios é sempre uma incógnita – pode ser que um dia seja possível sair de casa cedo, e fazer várias atividades; mas também pode ser que outro dia a figurinha queira ficar vendo desenho animado na TV e seja preciso inventar mil e uma histórias pra estimular o mocinho a querer ir pra rua… (Aproveitei uma manhã de chuva pra sair sozinha com a minha mãe para umas comprinhas, enquanto ele ficava em casa com o meu pai vendo um pouco de TV… ;-) )

Uma técnica que testei e funcionou, ao menos no caso do Jonas, foi sempre bolar o roteiro diário em torno das atividades que interessassem a ele, e intercalar uma ou outra coisa que os adultos quisessem fazer. Mas é importante lembrar que pode ser que não dê pra fazer tudo o que se gostaria – até porque é preciso ter um fôlego de atleta olímpico pra acompanhar o pique dos pequenos!!! :D Eu, que em Bs.As. estou acostumadíssima a sair pra rua por volta das 8 da manhã, tomar café, passear o dia todo, voltar no fim da tarde, tomar um banho e ir pra rua de novo, dessa vez estava saindo quase às 10 e no meio da tarde já estava pedindo arrego… :oops:

Nos planos iniciais, separei vários lugares especificamente para ir com o Jonas – marquei com um asterisco os que sobraram para a próxima vez…

1. Puerto Madero – buques-museo Fragata Sarmiento* e Corbeta Uruguay;

2. Museo Participativo de Ciencias “Prohibido No Tocar” (Centro Cultural Recoleta);

3. Jardín Japonés;

4. Jardín Zoológico;

5. Parque de Palermo / El Rosedal;

6. Museo Argentino de Ciencias Naturales (ou, nos meus diálogos com o Jonas, o “Museu dos Dinossauros”);

7. Museo de los Niños (Shopping Abasto)*;

8. Reserva Ecológica*;

9. Tigre: Tren de la Costa, Parque de la Costa, Museo Naval*;

10. Bioparque Temaiken*.

Nos próximos posts, vou destrinchar o nosso dia-a-dia – sem transformar Bs.As. em outra novela… ;-)

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