Argentina


Entrada da Familia Zuccardi

Chegamos ao hotel já meio em cima da hora para o almoço – tínhamos uma reserva na Familia Zuccardi, e não queríamos perder de jeito nenhum. Logo vimos a importância de ter contratado o remis ao invés de alugar um carro. Nós tínhamos muito pouco tempo na cidade para usar esse tempo  perdidos pelas estradas mal sinalizadas de Mendoza, tínhamos que ir direto ao ponto!

A entrada do restaurante

Almoço ao ar livre

O espaço aberto do restaurante é super convidativo – mas, como estávamos em fevereiro, e fazia calor, achamos por bem ficar na parte fechada. Essa parte é fechada por vidro, então se tem a paisagem da mesma forma, só que com ambiente climatizado… ;-)

A parte "fechada" do restaurante

Nos contatos via email, soubemos que o restaurante oferece 3 tipos de menus de almoço – o regional, o degustación e o oliva. Os preços são do início de 2010, então podem estar (e provavelmente estão!) defasados.

Menú Regional: consiste en el tradicional asado y ensaladas criollas acompañado por panes y empanadas cocinados en horno de barro a la vista y un exquisito postre regional. Incluye vinos Santa Julia Varietal y Reserva. ($135)

Menú Degustación: consta de 6 pasos elaborados con productos regionales de estación y maridados con los vinos de Familia Zuccardi. Este menú es estacional y se presenta con el cambio de la misma. ($155)

Menú Oliva: consta de 4 pasos elaborados con productos regionales, en base a nuestros aceites varietales y maridado con los vinos de Familia Zuccardi. ($155)

Nossa escolha foi o menu regional – e acabei não fotografando nem as empanadas nem os assados, porque eram servidos em travessas de mesa em mesa, e eu fiquei sem graça de interromper o serviço pra fazer as fotos… :oops:

Deliciosos pãezinhos pra começar a "conversa"

Azeites produzidos na vinícola

Degustação de azeites especiais

Milhos, cebolas e batatas à moda regional

Uma delícia de sobremesa...

Depois do almoço, fomos fazer a visita à vinícola propriamente dita. O preço da visita está incluído no valor do almoço, mas a visitação está aberta ao público em geral, com o pagamento de uma pequena taxa.

Infra-estrutura: a casa do visitante

Em quase todas as vinícolas é importante fazer reservas prévias – há muita procura, e as vinícolas são distantes da cidade, então é melhor não arriscar se desabalar até uma delas e não poder visitar…

Parreirais e mais parreirais

Ponto de partida e chegada da visita

Avisita começa e termina na lojinha da vinícola, onde se pode comprar vinhos, azeites e outros produtos. Me recomendaram uma geléia de malbec que dizem ser maravilhosa, mas não tinha mais nem umazinha na loja… Fica a dica aos mais sortudos!

Malamado?!? ;-)

Por curiosidade, vou contar a historinha do Malamado… Curioso esse nome, não? Malamado teria a ver com “mal amado”? Não, não, não – na verdade, trata-se de uma sigla, que significa MALbec A la MAnera De Oporto… :lol:

A Familia Zuccardi fica em Maipu, na Ruta Provincial 33. Nessa mesma região está também a Bodega La Rural e seu Museo del Vino, que infelizmente não tive tempo de visitar, já que passamos apenas a tarde nessa região, e tudo fecha cedo… Me parece que o melhor, para quem quiser fazer os dois passeios, seria ir à Rural logo pela manhã e depois almoçar na Zuccardi e ficar para a visita.

Fachada do Hotel Argentino

Nossa escolha de hospedagem em Mendoza foi o Hotel Argentino, situado no melhor ponto da cidade, na minha opinião – a Plaza Independencia, a meio minuto de caminhada do Park Hyatt.

Logo na chegada, o lobby do hotel foi palco de um acontecimento bem engraçado – o encontro não-planejado com o PêEsse, que eu contei nesse post aqui. Ele e a esposa estavam deixando o hotel, e eu estava chegando – conversamos tão depressa que nem perguntei se eles tinham gostado!

O PêEsse e eu na foto para a posteridade!

Minha primeira impressão, que depois veio a se confirmar, foi que o hotel é simples, mas muito bem cuidado,  e oferece um ótimo serviço. Os funcionários da recepção nos indicaram a companhia de remises que contratamos para os passeios, e foram sempre bastante solícitos.

Quarto simples...

... mas funcional e bem cuidado!

O hotel é antigo, os quartos são bem simples, mas muito limpos e bem cuidados. O café da manhã também é farto e bem gostoso. Lembrando sempre que o ponto alto do hotel é mesmo a localização, eu diria que ao Hotel Argentino faltaria só um pouquinho de charme… ;-)

Depois de 2 dias matando as saudades de Santiago (uau, parece frase de romance de amor… :lol: ), tomamos um vôo para Mendoza. Sim, eu sei que a estrada de Santiago a Mendoza é um dos pontos altos da viagem, que a paisagem é belíssima e tal. Eu acredito – mas como tínhamos pouquíssimo tempo,  e eu fazia questão de aproveitar o máximo que pudesse de Mendoza e suas vinícolas, achei mais sensato fazer um vôo de 30 minutos ao invés de uma linda viagem de cerca de 6 horas…

Plaza Independencia

Escolhemos ficar hospedados em frente à Plaza Independencia, a principal das muitas praças de Mendoza, uma cidade super arborizada. A cidade é toda irrigada por um sistema de canais desenvolvido pelos índios, e que existe, portanto, desde antes da colonização espanhola. É a combinação do clima desértico com essa excelente irrigação que propicia uma produção vinícola de alta qualidade.

Canais de irrigação na Peatonal Sarmiento

Eu tinha feito uma reserva de um carro no aeroporto de Mendoza, mas lá mesmo desisti da idéia – acho que foi uma boa intuição… ;-) Ao invés disso, contratamos um remis para nos levar às vinícolas, com preço fechado. Pagamos entre Ar$ 200 e Ar$ 250 o dia, dependendo do nosso roteiro. Foi uma decisão acertada, por 2 motivos: não tivemos nenhuma preocupação com os caminhos (a sinalização é falha, e teria sido um stress encontrar as vinícolas sem atraso para as  nossas visitas pré-agendadas) e pudemos aproveitar as degustações e os almoços regados a  vinho sem  pensar no carro…

No primeiro dia, tomamos o rumo de Maipu, e fomos direto almoçar na Familia Zuccardi,  onde tínhamos reserva para o almoço e a visita à vinícola. Eu tinha a intenção de ainda visitar o Museo del Vino San Felipe, da Bodega La Rural,  que fica na mesma região, mas nos estendemos muito no almoço e no passeio, e não deu tempo…

Entrada da Familia Zuccardi

No segundo dia, seguimos para Luján de Cuyo, onde tínhamos reserva para ma visita à Catena Zapata e para o almoço no Cavas Wine Lodge. Vou contar esses passeios todos com mais detalhes nos próximos posts.

A pirâmide da Catena Zapata

Cavas Wine Lodge

Como só ficamos esses dois dias em Mendoza, e no dia seguinte voamos de volta a Buenos Aires, nossa programação acabou sendo  bem restrita. Fomos embora já com vontade de voltar, para visitar outras vinícolas, experimentar outros restaurantes… Deixei de conferir uma dica quentíssima para jantar no  1884, o restaurante do Francis Mallmann na vinícola Escorihuela, porque nossos almoços foram tão fartos que era impossível jantar! ;-)

É bem agradável também fazer um passeio a pé pela cidade, dar uma olhada no comércio, nas praças, nos bares…

Avenida San Martin

Plaza España

Plaza España

Mas eu confesso: se soubesse que gostaria tanto de Mendoza, acho que teria deixado para matar as saudades de Santiago em outra ocasião, e teria desembarcado do cruzeiro, ido direto para o aeroporto e voado para Mendoza no mesmo dia, apenas para poder dedicar os 4 dias que tínhamos a esse passeio…  Mas, tudo bem – como eu sempre digo, nada como ter razões para voltar! ;-)

Chegando a Ushuaia

Chegamos a Ushuaia bem cedo. Estava previsto que ficaríamos na cidade apenas durante a manhã, porque à tarde faríamos o passeio pelo Canal de Beagle para observar os glaciares no próprio navio. Nosso tempo, como de costume, era restrito – e isso implicava fazer escolhas, claro…

O Norwegian Sun no fim do mundo

A primeira escolha que fizemos foi abrir mão de tudo o que demandasse muito tempo – então, nada de trilhas no Parque Nacional ou atividades semelhantes. No dia em que eu voltar a Ushuaia (sim, essa é uma das cidades do roteiro onde tenho vontade de voltar!), aí eu vou considerar a possibilidade de fazer um passeio no Parque Nacional… ;-)

Longe de casa...

Também descartamos logo de início os passeios com um jeitão muito “turístico”, como o Tren del Fin del Mundo. Se eu tinha apenas uma manhã em Ushuaia, não pretendia usá-la para cumprir nenhum tipo de obrigação turística. Afinal, não faz sentido ir tão longe de casa pra ficar cumprindo tarefas! ;-)

Movimento na Avenida San Martin

Nossa opção foi a mais simples de todas: flanar!!! :D Resolvemos andar pela cidade a esmo e criar a nossa própria impressão inicial. Foi ótimo: caminhamos pela Avenida San Martin, espiamos as vitrines, paramos em um café para espantar o frio com um chocolate quente…

Ainda na Avenida San Martin

Para os que gostam de umas comprinhas, ainda fica a dica: Ushuaia é uma zona franca… ;-)

Voltando ao porto...

Ao fim do passeio, voltamos para o navio para almoçar com tranqüilidade. Depois do almoço, seguimos para um dos decks superiores, de onde me pareceu que a visão dos glaciares seria mais privilegiada.

Até a próxima, Ushuaia! ;-)

A vista era linda mesmo – mas o clima não ajudou muito o nosso “passeio pela Europa”, ou seja, pela Avenida das Geleiras… Cada um dos glaciares ao longo desse trecho do Canal de Beagle foi nomeado em homenagem a um país europeu – fica a idéia para um giro europeu temático… :lol: Como choveu ao longo de todo o passeio, todas as fotos acabaram ficando com esse mesmo tom de cinza…

Holanda

Itália

Itália com zoom...

França

Portugal

Alemanha

Romanche

Espanha

Para ler um pouco mais sobre a Avenida das Geleiras, e ver lindas fotos feitas em um dia de sol, vale dar uma passadinha aqui:

A volta: de Punta Arenas a Ushuaia, no Viaje na Viagem

Para ler tudo sobre Ushuaia, também no VnV, basta clicar aqui.

E quem se empolgar e quiser saber mais sobre a Patagônia Argentina, com ou sem cruzeiro, pode seguir este caminho aqui.

Chegando ao Cabo Horn

No dia seguinte finalmente chegamos ao Cabo  Horn. Demos muita sorte com o mar, que não estava revolto como é comum naquela região. Infelizmente não posso dizer o mesmo do clima – pegamos bastante chuva, além de muito vento forte…

O povo reunido no deck da piscina

Todos receberam na cabine, na noite anterior, um convite para participar de uma “cerimônia de  batismo” na chegada ao Cabo Horn, no deck da piscina. Meu desconfiômetro apitou na hora: “Batismo? Piscina? Com esse frio? Isso só pode ser alguma piadinha de mau gosto…” :mrgreen:

O "batismo"... ;-)

Vista de longe, a brincadeira não deixou de ser engraçada… Quem se aventurou a arriscar um bocado de água gelada na cabeça foi “batizado” pelo capitão do navio – eu, claro, assisti a tudo do deck superior, rindo um bocado e fazendo as minhas fotos em paz…

O Cabo Horn

Logo depois pudemos ver o famoso Cabo Horn de perto, fizemos a circunavegação, foi super bacana. O Norwegian Sun é um navio grande demais para aportar ali, então não há desembarque no Cabo Horn nesse cruzeiro, como há quando os navios são menores. Mas eu fiquei bem satisfeita mesmo assim!

Certificado "oficial"!

E não é que, mesmo sem a água gelada na cabeça, também ganhamos os certificados que comprovam que circunavegamos o Cabo Horn?!? Acho que vou inclui-lo no meu currículo… 8)

Por curiosidade, o poema do certificado é de autoria de Sara Vial, e está inscrito (em espanhol, no original)  em um monumento lá mesmo no Cabo Horn.

« Previous PageNext Page »