Patagônia Argentina


Para finalizar, vamos então ao índice de posts sobre essa viagem, em ordem cronológica:

Viagem à Patagônia: roteiro

Viagem à Patagônia: orçamento

BUENOS AIRES E DELTA DO TIGRE

Hotel Lafayette, Buenos Aires – resenha

Tigre: indo e vindo – como chegar ao Delta do Tigre por conta própria

Tigre: dessa vez eu gostei!

Esquina Carlos Gardel – resenha

Manhã de domingo em San Telmo

NAVIO NORWEGIAN SUN

A bordo do Norwegian Sun

Norwegian Sun – entretenimento

Norwegian Sun – restaurantes

Norwegian Sun – mais algumas fotos

URUGUAI

Primeira escala: Montevidéu

PATAGÔNIA ARGENTINA I

Segunda escala: Puerto Madryn & Península Valdés

ILHAS MALVINAS / FALKLAND ISLANDS

Terceira escala: Islas Malvinas ou Falkland Islands?

PATAGÔNIA ARGENTINA II

Dobrando o Cabo Horn

Quarta escala: Ushuaia

PATAGÔNIA CHILENA

Quinta escala: Punta Arenas

Sexta escala: Puerto Chacabuco

Sétima escala: Puerto Montt

Última escala: chegada a Valparaiso

SANTIAGO

Hotel Neruda, Santiago – resenha

Dois dias em Santiago

MENDOZA

Dois dias em Mendoza

Hotel Argentino, Mendoza – resenha

Familia Zuccardi

Uma visita à Catena Zapata

Cavas Wine Lodge

BUENOS AIRES II

De volta a Buenos Aires: uma noite no Urban Suites Recoleta

Chá das cinco… y otras cositas más


Chegando a Ushuaia

Chegamos a Ushuaia bem cedo. Estava previsto que ficaríamos na cidade apenas durante a manhã, porque à tarde faríamos o passeio pelo Canal de Beagle para observar os glaciares no próprio navio. Nosso tempo, como de costume, era restrito – e isso implicava fazer escolhas, claro…

O Norwegian Sun no fim do mundo

A primeira escolha que fizemos foi abrir mão de tudo o que demandasse muito tempo – então, nada de trilhas no Parque Nacional ou atividades semelhantes. No dia em que eu voltar a Ushuaia (sim, essa é uma das cidades do roteiro onde tenho vontade de voltar!), aí eu vou considerar a possibilidade de fazer um passeio no Parque Nacional… ;-)

Longe de casa...

Também descartamos logo de início os passeios com um jeitão muito “turístico”, como o Tren del Fin del Mundo. Se eu tinha apenas uma manhã em Ushuaia, não pretendia usá-la para cumprir nenhum tipo de obrigação turística. Afinal, não faz sentido ir tão longe de casa pra ficar cumprindo tarefas! ;-)

Movimento na Avenida San Martin

Nossa opção foi a mais simples de todas: flanar!!! :D Resolvemos andar pela cidade a esmo e criar a nossa própria impressão inicial. Foi ótimo: caminhamos pela Avenida San Martin, espiamos as vitrines, paramos em um café para espantar o frio com um chocolate quente…

Ainda na Avenida San Martin

Para os que gostam de umas comprinhas, ainda fica a dica: Ushuaia é uma zona franca… ;-)

Voltando ao porto...

Ao fim do passeio, voltamos para o navio para almoçar com tranqüilidade. Depois do almoço, seguimos para um dos decks superiores, de onde me pareceu que a visão dos glaciares seria mais privilegiada.

Até a próxima, Ushuaia! ;-)

A vista era linda mesmo – mas o clima não ajudou muito o nosso “passeio pela Europa”, ou seja, pela Avenida das Geleiras… Cada um dos glaciares ao longo desse trecho do Canal de Beagle foi nomeado em homenagem a um país europeu – fica a idéia para um giro europeu temático… :lol: Como choveu ao longo de todo o passeio, todas as fotos acabaram ficando com esse mesmo tom de cinza…

Holanda

Itália

Itália com zoom...

França

Portugal

Alemanha

Romanche

Espanha

Para ler um pouco mais sobre a Avenida das Geleiras, e ver lindas fotos feitas em um dia de sol, vale dar uma passadinha aqui:

A volta: de Punta Arenas a Ushuaia, no Viaje na Viagem

Para ler tudo sobre Ushuaia, também no VnV, basta clicar aqui.

E quem se empolgar e quiser saber mais sobre a Patagônia Argentina, com ou sem cruzeiro, pode seguir este caminho aqui.

Chegando ao Cabo Horn

No dia seguinte finalmente chegamos ao Cabo  Horn. Demos muita sorte com o mar, que não estava revolto como é comum naquela região. Infelizmente não posso dizer o mesmo do clima – pegamos bastante chuva, além de muito vento forte…

O povo reunido no deck da piscina

Todos receberam na cabine, na noite anterior, um convite para participar de uma “cerimônia de  batismo” na chegada ao Cabo Horn, no deck da piscina. Meu desconfiômetro apitou na hora: “Batismo? Piscina? Com esse frio? Isso só pode ser alguma piadinha de mau gosto…” :mrgreen:

O "batismo"... ;-)

Vista de longe, a brincadeira não deixou de ser engraçada… Quem se aventurou a arriscar um bocado de água gelada na cabeça foi “batizado” pelo capitão do navio – eu, claro, assisti a tudo do deck superior, rindo um bocado e fazendo as minhas fotos em paz…

O Cabo Horn

Logo depois pudemos ver o famoso Cabo Horn de perto, fizemos a circunavegação, foi super bacana. O Norwegian Sun é um navio grande demais para aportar ali, então não há desembarque no Cabo Horn nesse cruzeiro, como há quando os navios são menores. Mas eu fiquei bem satisfeita mesmo assim!

Certificado "oficial"!

E não é que, mesmo sem a água gelada na cabeça, também ganhamos os certificados que comprovam que circunavegamos o Cabo Horn?!? Acho que vou inclui-lo no meu currículo… 8)

Por curiosidade, o poema do certificado é de autoria de Sara Vial, e está inscrito (em espanhol, no original)  em um monumento lá mesmo no Cabo Horn.

No terceiro dia após o embarque no cruzeiro, chegamos a nossa primeira escala em terras patagônicas: Puerto Madryn. A cidade é nada mais nada menos do que a porta de entrada para uma das atrações mais visitadas por amantes da natureza – a Península Valdés. Confesso que esse era um destino que nunca tinha feito parte dos meus planos. Isso nem é difícil de compreender, já que eu sou uma pessoa super urbana, e destinos de ecoturismo praticamente só caem na minha agenda por acidente. Pois foi justo esse o caso… ;-)

Puerto Madryn, ante-sala da Península Valdés

O itinerário do cruzeiro previa que o tempo de escala em Puerto Madryn seria das 09:00 às 18:00h – contando desembarcar às 10:00 e retornar às 17:00h, teríamos 7 horas inteiras para aproveitar Puerto Madryn como bem entendêssemos. A questão era: “Aproveitar Puerto Madryn?!?” Nada contra a cidade, que é até bastante simpática – mas não tem maiores atrativos turísticos, e vive muito em função do turismo ecológico tanto na Península Valdés quanto na pingüinera de Punta Tombo.

O Norwegian Sun ancorado em Puerto Madryn

Nem tive que pensar muito para perceber que a escala seria desperdiçada se não tivéssemos ao menos um gostinho do turismo ecológico da região, e comecei a pesquisar o melhor jeito de irmos até a Península. Claro, havia excursões organizadas no navio – mas a um custo médio de US$  100 por pessoa! Certamente conseguiríamos fazer algo mais interessante e mais barato por conta própria. Depois de consultar algumas agências de turismo receptivo de Puerto Madryn, acabamos decidindo alugar um carro e fazer o passeio sozinhos.

Fonte: http://www.argentour.com/pt/parque_nacional/avistagem_de_baleias.php

Bem-vindos a Puerto Pirámides!

De Puerto Madryn até Puerto Pirámides, a única cidade da Península Valdés, são pouco mais de 90 km de estrada asfaltada. Uma vez lá, os outros caminhos são em estrada de chão – me pareceu um tipo de cascalho, ou ripio, como se diz por lá. Essa particularidade faz com que o trajeto de  cerca de  70 km entre Puerto Pirámides e a Caleta Valdés, a paisagem que mais me atraía a curiosidade na Península, leve mais ou menos 2 horas de viagem.

A praia de Puerto Pirámides

Como eu já disse, para aproveitar uma escala de cruzeiro sem stress é preciso fazer escolhas – e a minha escolha foi esquecer a existência de toda a Península Valdés que não estivesse nos arredores de Puerto Pirámides. Claro, acabei criando uma vontade louca de voltar para visitar esses lugares, mas tudo bem…

Puerto Pirámides vista da praia

Assim que desembarcamos, fomos direto buscar o carro que eu tinha reservado na Budget. Qual não foi a minha surpresa ao ver que a Budget não tem loja própria na cidade, apenas um espaço dentro de uma agência de turismo! Pior: a nossa reserva não tinha sido enviada para a funcionária, que não tinha um carro à nossa espera! Ainda bem que eu tinha o comprovante da reserva impresso, mas ela ainda demorou uma meia hora para providenciar o nosso carro… Mau começo para quem ainda pretendia viajar 90 km antes de chegar ao destino do dia, e com hora marcada para voltar! Outro ponto negativo, mas que muitas locadoras seguem, foi que ela nos entregou o carro praticamente apenas com o cheiro da gasolina – e eu odeio esse stress de ter que procurar um posto para abastecer no início do passeio, quando não se conhece a cidade e em risco constante de que o carro simplesmente fique sem combustível!!! As locadoras que observam essa prática sempre caem váaaaaaaarios pontos no meu conceito, e eu faço propaganda negativa mesmo.

O centrinho de Puerto Pirámides

A ida até Puerto Pirámides foi super tranqüila, e em cerca de 1 hora chegamos lá. Para entrar na Península Valdés, que é uma área de preservação ambiental, paga-se uma taxa de Ar$ 45 por pessoa e Ar$ 5 pelo carro.

Um deck no canto da praia

Uma vez na cidade, estacionamos o carro no centrinho e fomos passear a pé. Seguimos até a praia, andamos pelas pedras, admiramos a paisagem… O lugar é lindíssimo, e bem tranqüilo. Deu vontade de voltar em outra ocasião,  e me hospedar em Puerto Pirámides mesmo, para aproveitar com menos cansaço as outras áreas da Península. Afinal, mesmo quem se hospeda em Puerto Pirámides ainda viaja no mínimo 2 horas para ir e 2 para voltar de outros pontos da Península. Me pareceu uma grande roubada se hospedar em Puerto Madryn, por conta da distância.

A caminho da lobería

De volta do passeio, fizemos um bom lanche no centrinho da cidade e pegamos o carro para seguir até a lobería de Punta Pirámides, a cerca de 10 km da cidade, já na direção de volta.

Lobería Punta Pirámides

A época em que visitamos a Península não é das mais adequadas – já não há baleias e ainda não há pingüins (ou seria o contrário?!?) ;-) Mas os lobos marinhos estão sempre por lá…

Os preguiçosos habitantes da lobería…
Cartão de visitas…

Além de observar os bichinhos, ainda ficamos impressionados com a paisagem – tudo é lindo, desde a cor do mar ao contraste com as pedras, a secura do deserto se encontrando com o mar… Amei! :D

Paisagem imperdível…

Quando estava programando essa escala da viagem, consultei muito o blog do Tony, De Viaje a la Patagónia. Ele não só faz os relatos das viagens, mas dá muitas dicas práticas de transporte, hospedagem, alimentação – em suma, é imperdível para quem quer que esteja planejando algumas horas ou alguns dias na região.

… que vale a viagem! ;-)

Pouco antes das 16:00h já estávamos de volta a Puerto Madryn. Ainda tivemos tempo de dar uma voltinha no shopping antes de embarcar novamente no navio! E me deu uma tristeza enorme perceber que várias pessoas que estavam a bordo conosco passaram o dia perambulando por ali – talvez mesmo por não saber que seria possível fazer um passeio tão interessante nos arredores…

Norwegian Cruise Line

Norwegian Cruise Line

Fim de tarde

Fim de tarde

A caminho da piscina

A caminho da piscina

A piscina, quase sempre vazia - que friiiiiiio...

A piscina, quase sempre vazia - que friiiiiiio...

Paisagem constante...

Paisagem constante...

Welcome aboard! 8)

Welcome aboard! ;-)

Decks 6 & 7

Decks 6 & 7

The Great Outdoors - uma delícia nos dias quentes, uma tortura nos mais frios...

The Great Outdoors - uma delícia nos dias quentes, uma tortura nos mais frios...

Topsiders - o bar da piscina, pouco aproveitado na maior parte do tempo

Topsiders - o bar da piscina, pouco aproveitado na maior parte do tempo

Champagne Bar - na minha opinião, o mais lindo! :D

Champagne Bar - na minha opinião, o mais lindo! :D

Sports Bar - ponto de encontro para ver (pasmem!) futebol americano na TV...

Sports Bar - ponto de encontro para ver (pasmem!) futebol americano na TV...

Las Ramblas - música ao vivo que não me agradou...

Las Ramblas - música ao vivo que não me agradou...

Observation Lounge

Observation Lounge

Um vinhozinho no Observation Lounge

Um vinhozinho no Observation Lounge

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