La Paz


Nossa primeira parada do city-tour foi, paradoxalmente, fora da cidade. Nosso destino era o Valle de la Luna, onde a paisagem, como era de se esperar, faz pensar em paisagens lunares… :roll:

La Paz está situada no fundo de um vale, e os arredores da cidade são, hoje em dia, um município independente, chamado El Alto, que é também o nome do aeroporto. Não poderia ser mais apropriado, já que o aeroporto está situado cerca de 500 m acima do nível da cidade, e é o mais alto do mundo. Aliás, ouve-se isso em La Paz o tempo todo – o aeroporto é o mais alto do mundo, o estádio é o mais alto do mundo, e assim vai… Achei interessante notar que lá as áreas residenciais mais valorizadas são as mais baixas – e nem é difícil imaginar por quê! Afinal, para quem vive ao nível do mar já é difícil agüentar os 3.600 m de altitude do centro da cidade. Os 4.100 de El Alto, então… :P

Daí seguimos para o Valle de la Luna, a cerca de 20 km de La Paz.

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A grande atração do vale são as formações rochosas esculpidas pelo vento – bom, a gente sabe que são o efeito da erosão, que as figuras são produto da nossa imaginação, mas não é uma curtição dizer que foram “esculpidas pelo vento”, como se fosse proposital? ;-)

Uma das mais interessantes é essa aqui, o “Sombrero de la Dama”:

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Sempre fico meio perdida para enxergar o porquê desses nomes, mas esse ficou fácil até pra mim…

Atualizando…

Tinha me esquecido dessa foto! Entre as esculturas do vento, vimos um músico tocando violão – achei lindo o contraste entre a roupa vermelha que ele usava e os tons neutros da paisagem! Ele fez a maior pose para as nossas câmeras e depois, claro, nos ofereceu algum artesanato… ;-)

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Un matecito de coca más e seguimos nosso caminho de volta à cidade!

Quem gosta de cinema já sabe que “A Liberdade é Azul”, “A Igualdade é Branca” e até que “A Fraternidade é Vermelha”… Pois eu descobri que a paz é tudo isso junto, com ainda uns toques de amarelo, rosa, laranja, verde, vinho e o que mais se puder imaginar… ;-) Se eu tivesse que escolher apenas um adjetivo para descrever La Paz, não seria alta, nem fria, nem bonita ou hospitaleira – seria COLORIDA!!!

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No centro de La Paz são principalmente os mercados os responsáveis pelo festival de cores – são tantos casacos, bolsas, gorros, tapetes e outros artigos, tudo tão colorido que eu até achava minhas roupas meio sem graça… Sabe, da próxima vez acho que vou escolher uma blusa verde, um casaco amarelo, uma calça azul, um gorrinho branco e – isso!, vou fantasiada de bandeira do Brasil pra entrar no clima multicor!!! :lol:

Infelizmente não pudemos ficar em La Paz os dois dias que tínhamos planejado, por conta dos incidentes com o nosso vôo de ida. O jeito foi sacrificar a nossa ida a Tiwanaku, para podermos ao menos ver a cidade de La Paz em si. Trocamos então o passeio que tínhamos contratado por um city-tour com direito a uma visita ao Valle de la Luna, que fica a uns 20 km da cidade. Bom, eu não sou nada fã de city-tours, acho que porque gosto de desbravar os caminhos, não curto ser levada aos lugares… Mas naquele dia não houve outro meio – com apenas 1 dia na cidade e a ameaça constante do soroche pairando sobre as nossas cabeças, o único jeito de conhecer a cidade sem muito cansaço seria a mordomia de um carro com motorista à nossa disposição… Até porque, como nos disse o motorista, em La Paz, se não se desce, se sobe – ou seja, ladeiras, ladeiras e mais ladeiras, e a mais de 3.500 m de altitude!!!

Outra notinha da blogueira: Pessoal, minha casa continua um horror, ainda nem desfiz a malinha de São Paulo. Mas já estava um vexame deixar esse blog abandonado por tanto tempo. Então, vamos na base dos posts homeopáticos mesmo, Ok? Afinal, piano, piano, si va lontano… ;-)

Diz a piadinha corrente em La Paz: “Aqui temos o aeroporto mais alto do mundo, o estádio mais alto do mundo, a estação de esqui mais alta do mundo – só não temos os homens mais altos do mundo…” ;-) Com a vida levada assim, nas alturas, nada mais importante para o forasteiro do que adaptar-se da melhor forma possível, e no menor tempo possível, para não deixar de aproveitar a viagem.

A regra de ouro é caminar despacito y comer poquito, ou seja, não sobrecarregar o aparelho respiratório/circulatório nem o digestivo, para evitar o soroche, o mal de altitude. Mesmo para quem é “cão vira-lata” como eu e não sofre com enjôos ou qualquer outro tipo de complicações comuns em viagens, alguns efeitos são inevitáveis: um pouco de tontura e a sensação de falta de ar são esperados, mas passam em pouco tempo. Para prevenir qualquer sintoma mais grave, os hotéis servem uma xícara de mate de coca logo no check-in - no nosso caso, como chegamos de madrugada, ficou para o dia seguinte, e eu tomei o meu matecito preventivo todos os dias no café da manhã. O resultado pode até ser psicológico, efeito da auto-sugestão, mas o fato é que não sofri absolutamente nada com o soroche. 8)

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Ah, é importante lembrar que o mate de coca não é droga, não, hein, gente! Tou fora de fazer apologia de substâncias ilícitas… :P Não há nada de ilegal ou proibido no uso das folhas de coca na Bolívia e no Peru - e o chá, sinceramente, não é mais estimulante do que o nosso inocente cafezinho… E as balinhas, então? Parecem uns caramelinhos de leite, uma delícia!

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Mas, se mesmo assim aparecer uma dor de cabeça mais forte, enjôos e/ou sangramentos nasais, é melhor tomar uma medida um pouco mais drástica, ou seja, Soroche Pills nas idéias! As pílulas são vendidas em qualquer farmácia e devem ser tomadas 3 vezes ao dia – e custam baratinho, cerca de US$ 0.30 a unidade.

Com as devidas precauções tomadas, é só manter o ritmo do caminar despacito y comer poquito - para aprovechar mucho!!!

Notinha de desculpas antecipadas da blogueira: Pessoal, me desculpem se o blog andar meio abandonado por uns dias, Ok? Devo me mudar até o fim da semana, então a atolação está grande… Mas vou fazer o possível para manter um certo ritmo nos posts, mesmo que esse ritmo seja leeeento… ;-)

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