Buenos Aires – preto no branco…

E para fechar a série de posts sobre Buenos Aires, já com saudades, no estilo “não sei quando volto, mas gostaria que fosse hoje”,  deixo então algumas fotos em preto e branco… 😉

Facultad de Ingeniería
Iglesia Nuestra Se̱ora del Pilar РRecoleta
Cementerio de la Recoleta
Floralis Genérica
Avenida Alvear
Embajada de Brasil
Patio Bullrich
Librería El Ateneo Grand Splendid
Jardín Japonés
Jardín Japonés
Monumento a los Españoles
Bosques de Palermo
Bosques de Palermo
Fusion Musical
San Telmo
Plaza Dorrego – San Telmo
Mercado de San Telmo
Caminito – La Boca
Café Tortoni
Fuente de las Nereidas – Puerto Madero
Costanera Norte
Barrio Chino – Belgrano

 

Visita guiada ao Cemitério da Recoleta

Na nossa última manhã em Buenos Aires resolvemos fazer um programa diferente: uma visita guiada ao Cemitério da Recoleta.

Sim, esse é um dos cemitérios mais visitados do mundo, ponto turístico praticamente obrigatório na cidade, que eu mesma já tinha visitado umas 3 ou 4 vezes. Mas o fato de escolher uma visita guiada fez toda a diferença – foi muito bacana ouvir histórias e curiosidades acerca de personagens da história argentina, famosos ou nem tanto…

Deixo aqui apenas algumas fotos e uma sugestão de leitura: esse post muito bacana do blog Aires Buenos, com o título muito intrigante de “5 histórias surreais do Cemitério da Recoleta” – vale a leitura! 😉

As visitas guiadas são gratuitas. Acontecem todos os dias, com horários pela manhã e à tarde, e podem ser feitas em espanhol ou inglês. Na própria entrada do cemitério há um quadro com os horários. Recomendo! :-)

Como era o nosso último dia na cidade, não fizemos mais nenhuma programação turística. Voltamos ao apartamento, terminamos de arrumar a bagagem e saímos para almoçar – minha mãe queria matar as saudades de um restaurante que já tínhamos experimentado em outra ocasião: o L’École de Gastronomie, na Calle Junin.

Já no fim da tarde, entregamos as chaves dos apartamentos, recebemos nosso depósito e seguimos para o aeroporto. Como de costume, vim para casa já com vontade de voltar… 😉

Uma visita frustrada ao Rosedal

Na manhã seguinte, usando os nossos novos conhecimentos acerca das linhas de ônibus em Buenos Aires, nos mandamos de volta ao Palermo Botánico, para passar a manhã relaxando no Rosedal… Tomamos um ônibus na Avenida Las Heras que nos levou diretamente à esquina de Figueroa Alcorta com a Avenida Sarmiento, e em cerca de 15 minutos já estávamos caminhando em direção à entrada do parque.

Monumento a los Españoles

Mais uma vez demos muita sorte, porque o dia estava claro, e o sol gostoso e o céu azul convidavam a um bom passeio. Caminhamos ao longo da Avenida Sarmiento, admiramos o Monumento a los Españoles…

“Paseadores de perros” no Parque de Palermo

Vimos cerca de um milhão de cachorros e seus “paseadores” pelos parques…

Parque de Palermo

Como a entrada do Rosedal pela Avenida Sarmiento estava fechada, demos a volta para entrar pelo outro lado…

El Rosedal

Fizemos algumas fotos ao longo do passeio…

Mapa – El Rosedal

E logo tivemos a frustração de descobrir que naquele dia (4a.f.) o parque estaria excepcionalmente fechado para manutenção!!! Normalmente o dia de fechamento seria às 3as., mas na véspera era feriado, e feriados pedem parques abertos… 😉

Club de Pesca – Costanera Norte

Como não adiantava lamentar, mudamos a nossa rota. Há algum tempo eu queria mostrar aos meus pais um dos poucos lugares na cidade de onde se pode ver o Río de la Plata em si, e não apenas os diques do Puerto Madero. E lá fomos nós para a Costanera Norte…

Río de la Plata – Costanera Norte

Fizemos uma breve caminhada ao longo do calçadão e logo encerramos o passeio da manhã. Voltamos à Recoleta para um almocinho próximo de casa e, à tarde, acompanhei o marido à Disney, digo, às lojas de instrumentos musicais da Calle Talcahuano… 😉

Revisitando o Jardín Japonés

No dia seguinte o céu amanheceu bem azul e o sol brilhava forte, um cenário excelente para o passeio que tínhamos programado: uma visita ao meu parque favorito em Buenos Aires, o Jardín Japonés. Da Recoleta ao Palermo Botánico, subdivisão do imenso bairro de Palermo que compreende os parques / bosques, levamos cerca de 10 a 15 minutos de táxi, com bom trânsito. Inaugurado em 1967, por ocasião da visita do Imperador Akihito a Buenos Aires, o Jardín Japonés foi um presente da comunidade japonesa à cidade.

Um passeio pelo Jardín Japonés pode levar desde 15 minutos até algumas horas. Os mais apressados talvez se contentem com os registros de algumas paisagens muito fotogênicas enquanto dão a “volta olímpica” ao parque; os mais contemplativos poderiam passar ali todo o dia sem enjoar dos belos cenários.

Eu já perdi a conta de quantas vezes visitei esse parque… Como acho que fico no meio termo entre “apressadinha” e “contemplativa”, costumo fazer a volta completa ao parque, parando para admirar as paisagens e recantos, as carpas superalimentadas, e vou descobrindo novos ângulos a cada vez… 😉

No fim da tarde voltamos à região da Plaza Francia. A feirinha ainda estava bem movimentada (era feriado!), e pudemos ver o finzinho de um show de música que estava acontecendo ali.

Na volta para casa, ainda ficamos um pouco por ali admirando o trabalho dos caricaturistas da feirinha… No todo, foi mais um dia tranqüilo, que aos poucos eu vou aprendendo a apreciar – nada como o tempo e a força das circunstâncias para transformar a pessoa em slow traveller… 😉

Nem táxi nem metrô: andando de ônibus em Buenos Aires

Desde a semana anterior, quando tínhamos feito uma bela caminhada até o centro da cidade para visitar as lojas de instrumentos musicais, que estávamos super a fim de experimentar os ônibus portenhos. O apartamento que alugamos ficava meio distante do metrô, mas quase na esquina da Avenida Las Heras, uma das principais artérias da Recoleta, servida por uma infinidade de linhas de ônibus. A nossa impressão era que poderíamos chegar a qualquer lugar da cidade tomando um ônibus ali… 😉

      

Eu só tinha andado de ônibus na primeira vez que visitei Buenos Aires, em 1996. Na ocasião, estava com a minha ex-cunhada argentina, que sabia muito bem que ônibus deveríamos tomar para chegar ao nosso destino. Nas outras vezes em que voltei a Buenos Aires nunca cheguei a me preocupar com os ônibus – quase sempre tomava o metrô, um táxi ou ia a pé mesmo onde queria. Mas a curiosidade do meu marido me contagiou dessa vez, e lá fomos nós investigar os ônibus…

Daquela primeira experiência, eu só me lembrava que era preciso ter moedas para pagar a passagem. Como os ônibus não têm trocador, o valor da passagem é depositado em uma maquininha que não aceita notas, apenas moedas (mas que, sim, dá troco!)  Às vezes é preciso dizer ao motorista até onde se vai, para que ele dê o valor da passagem… ;-) Quase todas as vezes em que andamos de ônibus a nossa passagem custou Ar$1,25, ou seja, pouco mais de R$ 0,50 de acordo com o câmbio da época – achamos baratíssimo!!!

Mas o melhor da brincadeira foi descobrir um site onde é possível inserir o seu local de partida e um endereço de destino para ter todas as linhas de ônibus disponíveis para cobrir o caminho, com direito a mapas mostrando o percurso! Gostei tanto da brincadeira que já não estava vendo mais a menor graça em tomar táxi… 😆 Funciona de modo muito simples: pode-se clicar o ponto de partida e de destino no mapa disponível ou então clicar em “buscar por dirección” para fazer a pesquisa de acordo com os endereços de partida e de chegada.

Os ônibus são antigos, é fato – nem sempre são muito confortáveis, e na hora do rush podem estar insuportavelmente cheios. Mas me pareceram um meio de transporte muito útil quando se está hospedado longe de uma estação de metrô ou quando se deseja ir a algum lugar que o metrô simplesmente ainda não cobre… 😉

Manhã em San Telmo, tarde na Recoleta

San Telmo foi um dos pontos que deixamos de fora ao longo do dia em que passeamos no Bus Turístico. A minha intenção era ir encontrar o pessoal das Vibaníadas 2012 no domingo pela manhã na Feria de San Telmo, mas a tal virose  modificou todos os nossos planos. No domingo, acabamos ficando ali pela Recoleta mesmo, perto de casa, e a ida a San Telmo só foi possível na manhã de 2a.f…

República de San Telmo

Pegamos um táxi na porta de casa e fomos direto até a Avenida Chile, fazer uma visitinha à minha querida Mafalda… 😉

Residência da Mafalda
Mafalda em San Telmo

Dali seguimos ziguezagueando, sem pressa, pelas ruelas antigas do bairro. Na Calle Balcarce, parei para fazer uma foto do El Viejo Almacén, onde vi um show de tango lindíssimo, em 2004 – e que, infelizmente, já foi muito descaracterizado desde então, e perdeu muito do seu encanto… :-(

El Viejo Almacén

Logo chegamos à Plaza Dorrego, onde acontece a Feria de San Telmo aos domingos. Fiquei surpresa ao constatar que existe alguma movimentação de comércio ali, mesmo em plena 2a.f.!

Plaza Dorrego
Plaza Dorrego
Plaza Dorrego
Plaza Dorrego
Plaza Dorrego
Café Dorrego
Café Dorrego
Detalhe

Já pensando em tomar o rumo de volta à Recoleta, seguimos pela Calle Defensa e entramos no Mercado de San Telmo.

Mercado de San Telmo
Mercado de San Telmo

Eu não sou das maiores entusiastas de San Telmo – normalmente, vou de olho no almoço na Brasserie Petanque, e não na feira de antiguidades ou no bairro em si… Mas o maridão me superou – disse que foi “o lugar mais feio de Buenos Aires” onde eu o levei! 😯 Como já tínhamos feito planos de voltar à Recoleta para almoçar perto de casa, essa foi a deixa para pegar o táxi de volta! 😀

Rodi-Bar

O restaurante eleito para o almoço deste dia era o Rodi, na Vicente López esquina com Ayacucho, um restaurante bem tradicional da cidade, famoso pelos pratos generosos da cozinha típica portenha.

Rodi
Os “platos combinados” do Rodi

O menu do almoço fica disponível na janela, e pode ser consultado da rua mesmo. Os preços para o almoço são muito atraentes, principalmente quando consideramos que os pratos combinados são super bem servidos e, dependendo da escolha e do tamanho da fome, podem ser facilmente divididos.

Rodi
Rodi

A decoração do local é simples e tradicional, e o serviço é competente e atencioso. Fomos super bem tratados, e ficamos com pena de não ter tido a oportunidade de voltar um outro dia…

Milanesa ternera

Como eu dizia, os pratos são tão bem servidos que podem até ser divididos – e foi exatamente o que fizemos. Dividimos essa bela “milanesa de ternera” que nos deixou bem satisfeitos! Depois caminhamos até o Freddo em frente ao cemitério para a sobremesa…

El Ateneo Grand Splendid

Para fechar o dia de passeio, tomamos um táxi até a Ateneo Grand Splendid, que eu estava ansiosa por rever e apresentar ao marido… Ocorreu então um fato engraçado: percebemos que o motorista do táxi falava um ótimo português, e ele contou que tinha aprendido com a sua avó brasileira, e que passava todas as férias no Rio de Janeiro quando era criança! 😉

El Ateneo Grand Splendid
Café no palco

Já era o fim da tarde e voltamos então caminhando para casa. À noite pedimos uma pizza no apartamento dos meus pais, e curtimos mais um pouco da sensação de brincar de morar em outra cidade…

Um domingo de calmaria na Recoleta

Eu sempre fui uma viajante apressadinha – sou daquelas pessoas que gostam de acordar cedo, e que adotaram, desde sempre, aquele lema “eu não durmo em dólar”… 😆 De uns tempos pra cá, entretanto, não sei se por causa da idade, ou por influência das companhias mesmo, venho (devagarinho, como deve ser…) me acostumando a um ritmo mais lento, mais humano, por assim dizer, de viajar.

Feria de Artesanía – Plaza Francia

Nos dias seguintes à visita ao hospital, quando o marido ainda se recuperava da virose, essa mudança de ritmo foi providencial. Saímos de casa um pouco mais tarde, pegamos leve nos passeios, fizemos pausas para descansar, voltamos para casa mais cedo… No domingo, resolvemos só passear pertinho de casa mesmo, começando pela Feria de Artesanía da Plaza Francia.

Feria de Artesanía – Plaza Francia

A popular feirinha de artesanato da Recoleta acontece todos os finais de semana e feriados, e atrai uma grande quantidade de turistas em busca de lembrancinhas para presentear amigos e família. Vale dar uma volta para espiar os artigos expostos nas barraquinhas antes de prosseguir o passeio. Eu, particularmente, não sou muito “comprólatra”, e não me deixo seduzir por badulaques, digo, lembrancinhas – mas sempre acabo me apaixonando por algum belo cachecol feito à mão… 😉

Buenos Aires Design Recoleta
Buenos Aires Design Recoleta

Um bom lugar para conjugar com a visita à feira de artesanato é o Shopping Buenos Aires Design Recoleta, um shopping (como diz o nome) onde só há lojas de design e decoração. Dentre elas, eu destaco a Morph, que está presente também em outras regiões da cidade – é daquelas lojas onde dá vontade de comprar um milhão de miudezas para a casa, cada uma mais criativa, lindinha e transada do que a outra… 😉

Terrazas do Buenos Aires Design

Depois de algum tempo vendo vitrines, fomos em busca do sol nas Terrazas do  shopping. Ali há alguns restaurantes, a maioria armadilhas para turistas, mas uma vez já tive a grata surpresa de descobrir uma comidinha italiana bem honesta no Primafila, que recomendo. De todo modo, ainda era cedo para almoçarmos, e fomos passear mais um pouco.

Café del Pilar

Quando bateu a fome, resolvemos mais uma vez almoçar no Café del Pilar, um dos nossos pousos favoritos ao longo dessa estada em Bs.As. – próximo de casa, com bom atendimento, comida gostosa e bom preço.

Facultad de Ingeniería

Voltamos então para casa, para descansar um pouco. Na esquina de casa, admirávamos todos os dias o lindo prédio da Facultad de Ingeniería…

Café de la Rambla
Café de la Rambla

À noite, fomos caminhando até o Café de la Rambla, para um lanche leve. Escolhi sanduíches de miga com o ótimo chocolate quente do Café de la Rambla, e fechamos o domingo de calmaria com fecho de ouro… 😉

Turismo antropológico em Bs.As.: uma visita ao hospital

Depois de encontrar os amigos em frente ao Malba e passar alguns momentos divertidos matando as saudades, como contei neste post sobre a minha curta participação nas Vibaníadas 2012, cheguei de volta em casa e encontrei o maridão ardendo em febre. Já fazia uns 2 ou 3 dias que a febre ia e vinha, controlada com paracetamol, mas eu já estava ficando preocupada, e insisti para irmos consultar um médico.

Hospital General de Agudos Bernardino Rivadavia

Poucas vezes fiz seguro de saúde particular para viajar à Argentina. Na verdade, pelo que me lembro, só tive seguro de saúde quando vinha incluído em algum pacote. Mas isso não foi por descuido meu, e sim porque confiei no acordo que o governo brasileiro mantém com os governos dos outros países do Mercosul – ou seja, o cidadão brasileiro em viagem por esses países tem o direito de usar o sistema de saúde pública. Como sempre tive excelentes referências do sistema de saúde argentino, sempre viajei tranqüila. Essa, entretanto, foi a primeira vez em que precisei verificar na prática como funciona esse acordo – e bateu um certo receio de que a prática não fosse tão perfeita quanto a teoria… 😉

Meu primeiro passo foi entrar no site do Consulado Brasileiro. Na rubrica “emergências médicas”, encontrei a seguinte informação:

Em caso de emergência médica, telefone para o número 107, Serviço de Emergência da Cidade de Buenos Aires, que pode enviar uma ambulância ao seu domicílio ou hotel.

A cidade de Buenos Aires dispõe de hospitais públicos que atendem gratuitamente, em casos de emergência. Confira a lista na página do governo de Buenos Aires na internet: http://buenosaires.gov.ar/

Perfeito, era exatamente a informação que eu buscava. Como o caso não era tão emergencial assim, não vi necessidade de chamar uma ambulância, e parti para a pesquisa dos hospitais públicos que pudessem nos atender. Consultei o site indicado, mas achei um pouco difícil encontrar a informação. Depois de esquadrinhar o site todo – algo péssimo para se fazer quando se tem pressa e preocupação – finalmente encontrei o link onde deveria consultar o hospital que nos atenderia. A partir desse ponto, tudo foi muito fácil: no item “tema”, escolhi “atención hospitalaria”, e no item “tipo de establecimiento”, cliquei em “general”; daí bastou escolher o bairro – no nosso caso, a Recoleta – e logo nos apareceu a indicação do Hospital General de Agudos Bernardino Rivadavia, na Avenida General Las Heras, a cerca de 10 minutinhos de caminhada de casa.

Hospital General de Agudos Bernardino Rivadavia

Em pouco tempo chegamos ao hospital e, a princípio, tivemos a impressão de que estava fechado… Como a entrada da emergência (“guardia” – nada como a necessidade para nos fazer aprender vocabulário novo…) é lateral, tivemos que seguir até o outro lado do edifício.

Entrada da emergência do Hospital Rivadavia

A sala de espera estava vazia, e fui direto até a recepcionista explicar a situação. A primeira coisa que ela nos perguntou foi se tínhamos um seguro de saúde particular – neste caso, ela nos encaminharia ao atendimento particular, ao invés de ocupar o serviço público desnecessariamente. Com a minha resposta negativa, ela apenas pediu o passaporte do meu marido, anotou o nome completo e o número do documento e pediu que aguardássemos.

Pois bem, parece até piada para quem está acostumado com a saúde pública brasileira, mas em menos de 10 minutos fomos atendidos – a princípio por um médico, e logo em seguida por uma equipe! Eles fizeram um milhão de perguntas, se esforçaram para entender o que ele dizia em português, para que eu não precisasse traduzir palavra por palavra, pediram um exame de sangue e um raio X do pulmão. Só depois de descartar todas as possibilidades diagnosticaram uma virose que já estava cumprindo o seu ciclo e deveria ceder em no máximo 2 dias, e que deveria ser controlada com paracetamol mesmo, bem como eu vinha fazendo – mas nada como a aprovação médica para nos dar tranqüilidade… 😉

Saldo da experiência? Fiquei muitíssimo bem impressionada com o atendimento de alto nível a custo zero. Não tivemos que pagar por nenhum exame e, se fôssemos ficar mais tempo na cidade, ele ainda teria direito a ir fazer uma consulta de acompanhamento. Claro, não posso garantir que o atendimento será sempre exemplar, então não aconselho ninguém a mudar os seus hábitos – mas, se você vem se questionando se seria mesmo necessário fazer um seguro para viajar à Argentina, sempre pode levar a minha experiência positiva em consideração!

Vibaníadas 2012: minha breve participação

No feriadão de 1o. de maio, Buenos Aires sediou um grande encontro do pessoal que se conheceu por intermédio do Viaje na Viagem – as Vibaníadas 2012, para usar o termo bem inspirado do Riq. 😉

Ao longo de 4 dias, vários eventos se sucederam – encontros, cafés, passeios e jantares. Eu, por força das circunstâncias – leia-se o maridão com uma febre de origem desconhecida que nos deixou bem preocupados – acabei apenas dando uma chegadinha rápida ao primeiro grande encontro.

O “trio elétrico”

O plano inicial era nos encontrarmos ao ar livre, no Rosedal do Parque de Palermo, para fazer uma foto bem bonita do grup̣o todo reunido. Infelizmente, nesse dia o tempo ṇo colaborou, e o clima cinzento e ̼mido nos levou a lan̤ar ṃo do plano B Рou seja, transferir o encontro para o caf̩ do Malba.

MALBA
MALBA

Cheguei ao MALBA com um pouco de atraso, e foi com muita alegria que revi amigos que vejo sempre – como Paulinho, JB e Carlinha Z – e outros que quase não tenho a oportunidade de encontrar… 😉

As Carlas

Logo nos organizamos para fazer uma super foto que documentasse o encontro… 😉

O grupão reunido

Mas logo a chuvinha fina que não parava de cair nos levou a buscar um local mais abrigado para dar prosseguimento ao encontro. Éramos muitos para o pouco espaço disponível no café, já praticamente lotado, e ficar ao ar livre não era mesmo uma opção. Decidimos então ir caminhando até o Shopping Paseo Alcorta, a 5 minutos dali.

Shopping Paseo Alcorta

A praça de alimentação do shopping não era o cenário ideal para o nosso encontro, mas naquele momento nos serviu perfeitamente. Entre cafés e sorvetes, muito papo gostoso rolou – novidades e planos, saudades e risadas.

Sorvete no Paseo Alcorta

Assim que voltou da viagem, a Carmem, do De uns tempos pra cá, fez uma compilação super cuidadosa de todos os relatos publicados nos diversos blogs dos participantes do super evento. Eu acrescento aqui apenas o relato do JB, que foi publicado um pouco depois.

Um dia no Bus Turístico

A estratégia que nós utilizamos para aproveitar ao máximo o Bus Turístico foi a seguinte: começamos o passeio no ponto mais próximo de casa, em um horário relativamente cedo (10:20h) e privilegiamos as descidas nos pontos mais distantes do percurso, deixando os de mais fácil acesso para visitar depois, por conta própria, como expliquei no post anterior.

Teatro Colón

Assim, subimos a bordo na parada no.19, que fica na Avenida Quintana, do outro lado da rua em relação ao Café La Biela. Seguimos apreciando a bela arquitetura da Avenida Alvear, um trajeto que já tínhamos percorrido a pé no dia anterior; passamos em frente ao Teatro Colón, contornamos o Obelisco, pegamos a Diagonal Norte e descemos no ponto final, com a intenção de visitar a Plaza de Mayo.

Casa Rosada
Cabildo

Passamos alguns minutos na praça, fizemos algumas fotos, admiramos a Casa Rosada e o Museo Cabildo e entramos na Catedral Metropolitana.

Catedral Metropolitana

Na Catedral por pouco não tive a sorte de ver uma cerimônia que só presenciei na primeira vez em que estive lá: a troca da guarda na tumba do General San Martín. Quando me dei conta, a cerimônia já estava acabando…

     

Seguimos pela Avenida de Mayo até a parada seguinte do ônibus. Fica aqui uma dica: embora o site indique a parada no.1 praticamente em frente à Catedral, na realidade ela se situa em frente ao Café Tortoni, bem mais adiante – se soubéssemos disso, teríamos voltado ao ponto de partida ao invés de caminhar até lá…

Café Tortoni

Mas, já que estávamos em frente ao Templo Sagrado del Chocolate Espeso, vulgo Café Tortoni, achamos que valia a pena entrar…

Interior do Café Tortoni
Café Tortoni

Eu faço questão de voltar ao Tortoni sempre e sempre, e não é apenas pelo chocolate espeso, não, embora essa seja a razão principal… Gosto do ambiente carregado de tradição, história e aquele charmezinho decadente que tanto me encanta em Buenos Aires… 😉

Na boa companhia de Borges, Gardel e Storni…

Já passavam das 11:30 h, mas resolvemos fazer um segundo turno de café da manhã, com cafés e chocolates, medialunas e churros

      

Tomamos o ônibus seguinte, mas infelizmente não conseguimos lugar no andar de cima… Fomos da Avenida de Mayo até o Caminito (parada no.6) sentados no andar de baixo, e naquele banco de costas – frustrante, muito frustrante… 😛

Plaza del Congreso
Chegando ao Caminito…
Feirinha “meia-boca” em La Boca
Calle Museo Caminito
Caminito
Detalhe de fachada no Caminito

Após alguns minutos de visita (porque o Caminito é só para uma breve visita mesmo…), voltamos ao ônibus para descer na parada seguinte, a no.7. Essa parada é a mais próxima da Reserva Ecológica da Costanera Sur e dessa linda escultura de Lola Mora, a Fuente de Las Nereidas.

Fuente de Las Nereidas

Voltando ao ônibus, decidimos descer para um almoço corridinho em algum fast food das Galerías Pacífico (parada no.9) – optamos por uma comidinha chinesa, que estava saborosa na medida dos fast foods…

Galerías Pacífico
Avenida Córdoba

Ao retornar ao ̫nibus, tivemos tamb̩m a sorte de conseguir lugar no andar de cima Рdessa vez, para percorrer um caminho bastante longo, at̩ a parada no.14, no Barrio Chino de Belgrano.

Entrada do Barrio Chino

Caminhamos um pouco pelas ruas do bairro chinês e logo voltamos em direção às Barrancas de Belgrano. Subimos então a Calle Juramento até chegar à Iglesia Redonda.

La Iglesia Redonda
Interior de La Redonda

Visitamos a igreja, passeamos no parque em frente, demos uma espiada nas vitrines da Juramento e da Avenida Cabildo e tomamos o ônibus na parada no. 15, em frente ao Museo Larreta. Por incrível que pareça, já eram mais de 7:00 h da noite! Não descemos em mais nenhuma parada até chegar de volta ao nosso ponto de partida, na Recoleta. Eram cerca de 8:00 h da noite e estávamos absolutamente exaustos!!!

No fim das contas, a opinião geral do nosso grupinho foi que o passeio é bem cansativo, mas vale a pena principalmente por dar conta de muitos pontos distantes entre si e que não justificam mais do que uma breve visita. Os locais onde se pretende ficar mais tempo, como os Bosques de Palermo, por exemplo, merecem, na minha opinião, uma visita específica. 😉

Bus Turístico Buenos Aires – algumas impressões

Bus Turístico Buenos Aires

O dia escolhido para fazer o passeio no Bus Turístico foi uma 6a.f, véspera de feriadão brasileiro. Aproveitamos que a previsão do tempo dizia que seria um dia ensolarado e resolvemos garantir o passeio antes do aumento expressivo no número de turistas na cidade. Compramos os bilhetes pelo site, no cartão de crédito e com desconto de 5% para compras online – cada bilhete nos custou Ar$ 86, ou cerca de R$ 40. (Esses valores são apenas ilustrativos, já que a inflação argentina está alta, e os preços se modificam constantemente; além disso, o câmbio também está flutuando…)

Como não tínhamos meios de imprimir os bilhetes, anotamos o número da compra e fomos até o quiosque em frente ao Café La Biela, de acordo com as instruções que a atendente tinha nos dado no dia anterior. Ela confirmou a compra por telefone (não entendi a arcaicidade da coisa – a compra não poderia estar no sistema?) e logo nos entregou os bilhetes.

Confortavelmente instalados no andar de cima…

Os ônibus obedecem a horários diferentes no verão e no inverno. No dia em que fizemos o passeio, embora ainda fosse o final do mês de abril, o horário já era o de inverno – isso significa que o primeiro ônibus partia do Café La Biela, na Recoleta (parada no.19), às 10:00 h da manhã, em intervalos de 20 minutos. Começamos o nosso passeio logo no ônibus das 10:20 h.

O passeio funciona em esquema hop on, hop off: compra-se um bilhete, que pode ter duração de 24 ou 48 horas e, dentro desse período, pode-se usar o ônibus à exaustão. O percurso compreende boa parte do roteiro turístico da cidade – se feito sem paradas, dura 2:45 h. O turista tem o direito de descer do ônibus em quantas paradas quiser, e só precisa prestar atenção ao horário em que o último ônibus passa por aquele ponto…

Minha amiga Cláudia, sócia aqui no I&V, usou uma estratégia interessante ano passado, quando esteve em Bs.As. com o marido: primeiro eles fizeram todo o percurso sem descer do ônibus, apenas assinalando quais paradas lhes pareciam mais interessantes; em um segundo momento, foram conferir esses locais específicos de perto.

Nós fizemos diferente: usamos o ônibus turístico para visitar os lugares mais distantes de onde estávamos hospedados, e deixamos os pontos mais próximos para visitar por conta própria, a pé, de táxi ou de transporte público. Descemos do ônibus em La Boca, por exemplo, na Reserva Ecológica e no Barrio Chino, mas não no Rosedal ou no Teatro Colón. Chegamos em casa depois das 20:00 h, absolutamente exaustos, mas com a sensação de que o passeio tinha valido a pena.

No geral, o passeio me pareceu mesmo muito válido. O preço é justo, os fones com narração em vários idiomas são uma super mão-na-roda, o percurso é bem bacana e os funcionários foram sempre bastante atenciosos. No entanto, alguns pontos deixaram a desejar… Um deles diz respeito à pontualidade do serviço: mais de uma vez os ônibus chegaram com 10 a 15 minutos de atraso, o que, ao longo de um dia inteiro de passeio, significa muito tempo perdido! Outro ponto negativo é o número relativamente escasso de veículos, o que leva os ônibus a circularem lotados, dependendo do horário e do ponto do percurso. É quase impossível conseguir lugar no andar de cima partindo de La Boca, por exemplo; e fazer city-tour de pé em um ônibus cheio, só mesmo com autorização da FUNAI (né, Cláudia? 😆 )

Para aqueles que já conhecem a cidade e retornam para apresentá-la a quem está indo pela primeira vez, me pareceu o programa ideal: em um dia é possível dar conta de boa parte do circuito turístico, sem stress, sem atropelos, sem muitos gastos e com muita independência. Recomendo!!! 😉

Uma caminhada pela Recoleta

Começamos o dia seguinte com uma dúvida: fazer o passeio no Bus Turístico naquele dia mesmo ou no dia seguinte? A previsão do tempo dizia que o dia seguinte seria mais ensolarado – e, como é muito mais divertido ficar no andar de cima do ônibus, que é aberto, isso definiu a nossa escolha.

Café La Biela

De todo modo, resolvemos ir até o quiosque de informações turísticas que fica na esquina da Quintana com a Ortíz, bem em frente ao Café La Biela. A princípio, pensamos em já comprar os bilhetes para o dia seguinte, mas fomos informados que só é possível fazer a compra com cartão de crédito pelo site do Bus Turístico – como eu compro até copo d’água com cartão de crédito, para juntar milhas, deixei para comprar os bilhetes ao fim do dia… 😉

Café La Biela

Já que estávamos por ali, resolvemos sentar um pouco nas mesinhas do lado de fora do La Biela e tomar um bom café antes de começar o passeio do dia.

Iglesia Nuestra Señora del Pilar

Demos uma volta pela praça, tomamos um pouco de sol, paramos pra admirar o ficus centenário que a cada dia precisa de mais escoras para se manter…

Hotel Alvear

E tomamos então o rumo da Avenida Alvear. Passamos em frente ao Hotel Alvear, entramos na galeria de lojas ao lado para ver as vitrines, e consideramos voltar um dia para o chá da tarde – plano que acabou não se concretizando, infelizmente… :-(

Ralph Lauren

Seguimos caminhando ao longo da avenida, observando os belos palácios – uns transformados em lojas de grifes internacionais, como o da Ralph Lauren…

Nunciatura Apostólica

… e outros em sedes de embaixadas e afins, como o Palácio da Nunciatura Apostólica.

Brasil…

Quase no fim da avenida, chegamos à Plazoleta Carlos Pellegrini, onde está situada a residência do embaixador brasileiro em Buenos Aires.

Embaixada da França

Logo adiante, está a Embaixada da França, um dos palácios mais belos da região.

Plaza Cataluña

Ao invés de retornar dali mesmo, decidimos descer uma quadra pela Arroyo, até a Plaza Cataluña.

Plaza Cataluña

Depois de curtir a praça um pouco, vendo a vida passar, voltamos pela Arroyo mesmo, descemos a Cerrito e continuamos nosso passeio, agora na direção contrário, seguindo pela Posadas, uma das ruas mais tranqüilas e bonitas da Recoleta, na minha opinião.

Patio Bullrich

Entramos rapidamente no Patio Bullrich – não para fazer compras ou ver vitrines, mas porque eu queria mostrar ao meu “marinheiro de primeira viagem a Buenos Aires” a transformação de um galpão de leilão de gado em shopping center…

Patio Bullrich

Poucas quadras depois, chegamos então ao El Sanjuanino para um almoço tardio.

El Sanjuanino
El Sanjuanino

Eu sempre tinha ido ao restaurante apenas para comer as deliciosas empanadas, e nunca para fazer uma refeição “de verdade”.

Empanadas…

As empanadas continuam memoráveis – as minhas preferidas são as de carne picante e de queijo com cebola.

Nosso almoço foi também gostoso, mas desse não guardei registro com fotos… Acho que a fome já tinha batido pra valer! 😉

Um outro endereço portenho

O nosso apartamento não foi o único que tivemos a oportunidade de conhecer desta vez. Meus pais também alugaram um studio muito simpático, e super bem localizado, na Pacheco de Melo quase esquina com a Junín.

Visão geral do apartamento

A localização é muito prática, em uma área bastante residencial, mas com todas as facilidades a uma distância “caminhável”. Há um pequeno mercado quase em frente ao prédio, e em poucos minutos se pode chegar à Avenida Las Heras, caminhando em uma direção, ou à Avenida Santa Fe, caminhando um pouquinho mais na direção oposta. Nas duas avenidas o comércio é variado, e há uma boa oferta de restaurantes e cafés.

Separação entre “quarto” e “sala”

No geral, o apartamento nos pareceu um ótimo custo x benefício, com o valor do aluguel a US$ 312 por semana. Os 35 m2 do studio foram muito bem aproveitados – e a providencial estante separando a área do quarto da área da sala de estar aumentou a funcionalidade do apê.

A “sala”…

Achei esquisita a disposição do “quarto” antes da “sala” na arrumação dos ambientes, mas logo compreendi que a idéia era deixar o quarto mais distante da claridade e do barulho da rua… 😉

… e o “quarto”

Infelizmente não é possível ver na foto, mas há um bom armário no outro lado da cama, em frente à estante. (Não fiz fotos do apê, por isso tomei emprestadas as da BytArgentina…)

Mini cozinha

A cozinha realmente é bem pequenininha, mas quebra o galho. Só não recomendaria para quem pretende fazer as refeições em casa, porque faltaria praticidade…

Banheiro

Feitos os elogios, não posso deixar de mostrar um defeito, que também está na localização do apê… Embora a Pacheco de Melo seja uma rua muito tranqüila, onde não passam ônibus, a proximidade com a Junín traz um certo barulho, já que o apê fica de frente e há um ponto de ônibus bem na esquina… Some-se a isso o fato de que o prédio em frente é um hostel bem movimentado, que atrai um público tipicamente festeiro, e eu não recomendaria a hospedagem aqui ao longo dos feriados e finais de semana prolongados… Mas, feita essa ressalva, o studiozinho ganhou a nossa aprovação! 😉

Puerto Madero e um almoço fora dos planos…

Passamos mais uma manhã sem qualquer programação turística, curtindo o gostinho de ficar em casa, e também atentos ao relógio… Nesse dia meus pais chegariam do Brasil e nós tínhamos combinado encontrá-los no apartamento que eles iam alugar para dar uma ajuda no processo de assinar o contrato e outras burocracias mais… Tudo se resolveu muito rápido e nós partimos para o Puerto Madero, como meu pai sempre gosta de fazer quando chega a Buenos Aires… 😉

Puerto Madero

O destino costumava ser sempre o mesmo: o restaurante El Potrillo, o antigo La Caballeriza do Puerto Madero. Mas, dessa vez, (que decepção!!!) demos com a cara na porta… O restaurante fechou, e vai nos deixar muitas saudades. :-(

Tivemos então que improvisar um novo point para o nosso almoço. Acabamos resolvendo dar uma chance ao menu executivo do La Parolaccia Casa Tua: entrada, prato principal e sobremesa a 58 pesos por pessoa.

La Parolaccia Casa Tua
O interior do La Parolaccia

Nosso grupo não foi unânime em nenhum dos pedidos… Para a entrada, nos dividimos entre a salada Caesar e a beringela à parmegiana – e as duas estavam muito gostosas.

Salada Caesar
Beringela à parmegiana

Todos nós escolhemos massas como prato principal – e acabamos provando de tudo um pouco… 😉 As escolhas foram o fettucine ao molho Alfredo, a clássica lasanha à bolonhesa e o delicioso ravioli de abóbora com gorgonzola.

Fettucine ao molho Alfredo
Lasanha à bolonhesa
Ravioli de abóbora com gorgonzola

Para a sobremesa, uns escolheram o tiramisu, enquanto outros ficaram apenas no café. Na verdade, o tiramisu estava gostoso, mas não espetacular…

Tiramisu

Algo que notamos ao longo dos dias que passamos em Buenos Aires desta vez foi que o valor da comida nos restaurantes continua muito atraente para os brasileiros – por outro lado, o valor de pequenos detalhes como o cubierto, os refrigerantes, a água mineral e o café estão bem altos.

No La Parolaccia, por exemplo, o valor do cubierto era de 16 pesos por pessoa, e cada refrigerante custava 9 ou 10 pesos, não me recordo com precisão. Em nenhum lugar tomamos um simples café por menos de 10 pesos. Considerando que o câmbio do real estava, no Banco Nación, a 2,20 pesos, é fácil ver que os pequenos gastos podem, sim, encarecer um bocado a viagem.

Por outro lado, na hora de pagar a conta, ganhamos uma taça de espumante de cortesia, o que é sempre um gesto muito simpático… 😉 No geral, consideramos que o custo x benefício foi muito bom, em comparação com o que gastaríamos em uma refeição equivalente no Brasil.

Ou seja, Buenos Aires está mais cara do que já esteve, e talvez agora demande um planejamento de gastos mais cuidadoso – mas continua valendo  muito a pena! 😀

Passeando conforme a música…

No dia seguinte acordamos tarde. Tomamos um café da manhã básico em casa, desfizemos as malas e só saímos praticamente na hora do almoço. Não tínhamos um roteiro fechado a cumprir, apenas um destino onde chegar – e a idéia era ir aproveitando as atrações que surgissem ao longo do caminho, sem pressa. O objetivo era visitar as lojas de instrumentos musicais da Calle Talcahuano – esses enclaves musicais são a Disney do maridão… 😉

Recoleta Mall

Saímos de casa na direção do Cemitério da Recoleta, e logo chegamos ao Recoleta Mall, o novo shopping center que foi aberto no lugar do antigo Village Recoleta. Deixamos pra conferir o shopping depois, porque o dia estava bonito e queríamos aproveitar o sol e o céu azul…

El Mercado – ou, o Carrefour da Vicente López…

Seguimos passeando pela Calle Vicente López. Passamos em frente à filial do Carrefour, estabelecido no prédio histórico de um antigo mercado. Guardamos bem a localização para voltar depois, quando fosse necessário reabastecer o lar.

Pasaje del Correo

Logo adiante chegamos à Pasaje del Correo, uma galeria aberta onde há várias lojinhas e restaurantes, alguns bem conhecidos, como o Nectarine e o Sirop. Acabamos nos decidindo por um almoço rápido no Scuzi antes de continuar o passeio.

Plaza Vicente López

Logo chegamos à Plaza Vicente López, um reduto de muito verde e tranqüilidade em uma área bem residencial da Recoleta. Dobramos na Arenales e seguimos passeando por cerca de 2 quadras até chegar à Talcahuano.

Plaza Vicente López

Nós não sabíamos exatamente em qual altura da Talcahuano se concentravam as lojas de instrumentos, então seguimos caminhando… Passamos pelos fundos do Teatro Colón

Teatro Colón

… e também em frente a este edifício que eu não sei qual é, mas adoro, com o contraste tão marcante entre o antigo e o novo.

Contrastes

Passamos também em frente ao Palacio de los Tribunales, e paramos para admirar a sua arquitetura.

Palacio de los Tribunales

Logo estávamos na altura da Avenida Corrientes, e as lojas de instrumentos começaram a aparecer… Claro, se soubéssemos que ficavam tão distantes não teríamos ido a pé! Por outro lado, também não teríamos curtido tanto o passeio…

Vitrine da Fusion Musical
Guitarras e mais guitarras…

Para aqueles que possam se interessar pelo assunto, ficam as dicas do meu “consultor particular”: as lojas de instrumentos musicais em Buenos Aires estão concentradas na Calle Talcahuano, a partir da Avenida Corrientes, seguindo em direção à Avenida de Mayo, em uma região que faz lembrar a Rua Teodoro Sampaio, em São Paulo, pela quantidade e variedade de lojas. Fundamentalmente, os preços dos instrumentos importados (no final de abril de 2012) estavam mais em conta do que no Brasil (comparando-se principalmente à oferta da Rua da Carioca, no Rio de Janeiro), com a diferença podendo chegar a 30 ou 40%, além de descontos extras oferecidos para pagamentos em dinheiro. Para os que já estão habituados ao mercado de importados em geral, é desnecessário dizer que os preços não se comparam aos encontrados nos EUA, muito mais atraentes… A variedade também, embora não se compare à encontrada nos EUA, é bastante grande, com boa oferta de equipamentos de marcas famosas (como Fender e Gibson) e a possibilidade de se encontrar marcas que normalmente não vemos no Brasil, como a Hagström, de origem sueca.

Um tal Elvis e sua Hagström…

Cabe lembrar que a cota permitida para compras no exterior sem o pagamento de impostos se limita a US$ 500, de modo que, sobre tudo o que ultrapassar esse valor incidirá o imposto de importação de 50% na volta ao Brasil – ou seja, cada um deve fazer suas contas e ver se as compras valem ou não a pena… 😉

Deixamos as dicas de algumas lojas, como Gold Top, Rock Center, California Music e Daiam Música, que valem a visita mesmo que descompromissada. Há boas lojas também nas ruas transversais, como a Fusión Musical, na Sarmiento.

Variedade de ofertas…

Ao fim da tarde e do passeio, estávamos a duas quadras da Plaza del Congreso. Caminhamos até lá, demos uma espiada no Congreso e na réplica do Pensador de Rodin na Plaza Lorea, e lá mesmo tomamos o metrô de volta para casa. Tivemos que fazer uma baldeação da linha A para a linha D e ainda andamos um bom pedaço até chegar em casa, mas ao menos evitamos o trânsito na hora do rush… 😉

O metrô chegará à Recoleta?

Assim que nos instalamos “em casa“, saímos para almoçar e dar uma volta de reconhecimento na vizinhança. Já eram quase 4 horas da tarde, e, com a fome apertando, não queríamos ir longe. Resolvemos então almoçar no Café del Pilar, na esquina da Avenida Las Heras com a Junín.

Café del Pilar
Café del Pilar

Depois de una milanesa muy sabrosa, caminhamos em direção à Plaza Francia. Atravessamos a passarela sobre a Avenida Figueroa Alcorta e chegamos a um dos edifícios mais bonitos da Universidad de Buenos Aires (UBA), a Facultad de Derecho. A faculdade impressiona por sua arquitetura grandiosa – pé direito altíssimo, escadaria imponente… E o interior não fica atrás! Eu não conhecia o prédio por dentro, e gostei de ter a chance de visitá-lo desta vez.

Facultad de Derecho
O lindo saguão da faculdade

Aproveitando que já estávamos ali ao lado, caminhamos mais 2 minutos pela Avenida Figueroa Alcorta e fomos ver de perto a Floralis Genérica. A escultura, do arquiteto argentino Eduardo Catalano, foi confeccionada em aço inoxidável doado pela Lockheed Martin, e representa todas as flores do mundo. Uma de suas características mais interessantes é um mecanismo elétrico responsável por abri-la todas as manhãs e fechá-la ao fim do dia.

Floralis Generica
Floralis Genérica

Com a tarde já caindo, decidimos retomar o nosso caminho – ainda queríamos passar em um supermercado e comprar algumas provisões para abastecer a cozinha de casa.

Foi então que reparamos nos tapumes amarelos cobrindo algumas áreas da Plaza Francia, e nos cartazes com os dizeres: “El subte avanza. Vos también.” Opa! Então o metrô vai chegar até a Recoleta?!? 😀

“El subte avanza”…
Tapumes das obras de expansão do metrô na Plaza Francia

Fui me informar sobre o assunto, e descobri que já foram aprovados projetos para expandir o Subte de Buenos Aires em muitos quilômetros, de modo que, uma vez que se complete o traçado da Linha H (amarela) e as novas linhas F, G e I sejam construídas, boa parte da população passará a residir a menos de 500 m de distância de alguma estação, diminuindo bastante os problemas de trânsito da cidade.

Hoje, o traçado do Subte é muito semelhante a este, com a pequena diferença de que o trecho que liga a linha A à linha B já está concluído.

Traçado quase atual do Subte

Com as obras de construção da Linha H concluídas, o traçado passará a ser o que está abaixo, cruzando o Barrio Norte e a Recoleta por baixo da Avenida Pueyrredón até chegar à Avenida 9 de Julio e desembocar na Estação do Retiro. As novas estações serão Córdoba, Santa Fe, Las Heras, Plaza Francia e 9 de Julio. Nem preciso dizer que, para quem gosta de se hospedar na Recoleta, a nova linha do Subte vai ser de grande valia, principalmente por se conectar a todas as outras – um dos grandes defeitos do atual traçado do Subte é que as linhas partem de um ponto em comum e seguem quase paralelas, sem pontos de conexão… 😯

Traçado do Subte com a Linha H (amarela) concluída

Quando todos os projetos saírem do papel, a malha subterrânea da cidade terá realmente se expandido bastante, servindo bem melhor à Recoleta, ao Barrio Norte e Palermo, aumentando as opções de transporte público de quem se hospeda nessas regiões e diminuindo a dependência do táxi. O traçado do Subte será então assim:

Projetos futuros para o Subte

Mas, como nada nunca acontece de forma tão fácil e simples, alguns protestos contra a derrubada de árvores na Plaza Francia e discordâncias a respeito da localização das estações já vêm atrasando as obras, inicialmente previstas para terminar em 2015.

Do lado de cá, só nos resta acompanhar as notícias e ficar na torcida… 😉

Meu terceiro endereço portenho

A experiência de alugar apartamentos em Buenos Aires foi bem gratificante para mim nas duas vezes em que escolhi essa forma de hospedagem. Entretanto, nas duas últimas visitas que tinha feito à cidade, em janeiro/fevereiro de 2010 e em julho de 2011, o meu tempo de permanência não justificou a escolha de um apartamento, e acabei optando mesmo pelo bom e velho hotel.

Finalmente, depois de mais de 2 anos de intervalo, chegou a hora então de escolher o meu terceiro endereço portenho. E eu queria escolher um “lar” bem bacana, já que essa seria também a primeira vez em terras portenhas para uma pessoa muito especial: o meu namorado/marido, que não curte muito viajar… 😯

Emiti as nossas passagens aproveitando uma promoção de milhas reduzidas da TAM que quase nos deixou em Buenos Aires de vez… Explico: emiti a ida com 4.000 milhas, mas não consegui a volta nessa promoção de jeito nenhum! Como não tínhamos 15.000 milhas por cabeça pra voltar (e acho que não usaria tantas milhas assim pra um trechinho tão curto, mesmo que tivesse…), a princípio pensei em cancelar a viagem ou ficar por lá pra sempre… 😆 Busquei várias alternativas, e o jeito foi emitir a volta pela GOL, com 10.000 milhas pra cada um, mas disponível apenas para alguns dias depois da nossa data selecionada. Por causa desse quebra-cabeças, a semana planejada inicialmente acabou se transformando em 10 dias.

Eu tinha alguns pré-requisitos básicos que o apê deveria cumprir:

Рboa localiza̤̣o na Recoleta ou no Barrio Norte;

– bom custo x benefício – não precisava ser super barato, já que não estávamos gastando com as passagens, mas também não poderia ser caríssimo;

– bom tamanho – não queria a sensação de claustrofobia se resolvêssemos “ficar em casa” de vez em quando…

– charme, beleza e aconchego – pelo mesmo motivo acima… 😉

O eleito foi esse sala-e-quarto que encontrei na BytArgentina, ao custo de US$ 500 por semana, situado na Azcuénaga quase esquina com a Avenida Las Heras. Não fiz as minhas próprias fotos do apê, porque achei as do site bastante fiéis à realidade – então copio as mais relevantes aqui…

O apartamento visto da porta de entrada

O fato de ser estruturado em térreo e mezzanino me agradou a princípio – a sensação de espaço é ótima! Mas logo cansei da brincadeira de subir escadas a toda hora…

Os ambientes da sala de estar e da sala de jantar

O apê tem 60 m2, que me pareceram super bem aproveitados. A divisão de ambientes é boa (no térreo, hall de entrada, cozinha, sala de estar, sala de jantar; no mezzanino, o quarto e o banheiro) com apenas uma ressalva – seria muito bom se houvesse ao menos um lavabo no térreo…

A sala de jantar e a cozinha americana ao fundo

Eu sou uma grande fã das cozinhas integradas à sala, e essa aí me ganhou: bonita, prática e bem equipada.

O quarto no mezzanino

O quarto também foi um ponto alto: bastante espaço, cama confortável, roupas de cama e travesseiros de qualidade e um excelente armário (na parede oposta à cama, que não aparece nas fotos).

O banheiro, no 2o. andar

O banheiro deixou a desejar, infelizmente… :-( Para um apartamento desse porte e desse preço, o chuveiro era lastimável: ninguém merece um fluxo baixo e desgovernado de água que exige secar o chão do banheiro todo a cada vez que se toma banho…

O pátio interno

Como o apê está situado no térreo, pensei que talvez pudéssemos ter problemas com o barulho da rua – mas, felizmente, não se ouve nada do trânsito da Avenida Las Heras. Por outro lado, tivemos o imprevisível barulho de uma obra em um dos prédios vizinhos…

No geral, o apê apresentou mais qualidades do que defeitos – tínhamos, por exemplo, aquecimento independente nos dois andares. Além disso, a proprietária mora no mesmo prédio, o que sempre ajuda na hora em que é preciso resolver qualquer coisa, como quando eu desliguei o aquecedor por acidente e não sabia ligar de novo… 😉

Um detalhe prático é que o metrô é bem distante, cerca de 10 quadras até a estação Pueyrredón da Linha D. Por outro lado, a Avenida Las Heras é farta em ônibus para todo canto – e eu acabei redescobrindo esse meio de transporte, que não usava lá desde a primeira vez em que visitei a cidade…

Mas isso é um assunto para outra hora…

Dois jantares dignos de nota…

Como eu já tinha mencionado, fomos ao Tigre no dia das eleições municipais em Buenos Aires, quando muitos estabelecimentos estavam fechados. A nossa idéia era reservar o Astrid y Gastón para o jantar, já que eu e Paulinho queríamos mais um carimbo no nosso “cartão-fidelidade”… 😉

Mas o Astrid não abriu no dia das eleições, e então resolvemos lançar mão de um plano B e guardar a idéia de ir ao Astrid para o dia seguinte. O nosso plano B era o Sottovoce, ali mesmo na Recoleta, bem pertinho do hotel. Aliás, depois de um dia inteiro passeando a pé no Tigre a melhor decisão foi mesmo jantar a cinco minutos de caminhada do hotel…

Nosso jantar foi simples e delicioso. O restaurante não estava muito cheio quando chegamos – o que sempre acho ótimo…

Pãezinhos e vinho Escorihuela Gascón

Dessa vez eu e Paulinho voltamos a pedir o mesmo prato – ainda bem, ou eu provavelmente teria ficado de olho no prato dele… 😉

Pappardelle con hongos

Na noite seguinte fomos então conferir a filial portenha do Astrid y Gastón. Devo dizer que, no meu ranking pessoal, a de Lima continua imbatível – mas gostei mais da de Buenos Aires do que da de Santiago… 😉

Astrid y Gastón Buenos Aires

O JB escreveu um post contando esse jantar em detalhes, então vou me ater apenas a mostrar algumas fotos, inclusive a do salmão com os melhores canelones do mundo que ele menciona no texto… 😉

A tradicional cestinha de pães…
Tequeguisos
Salmão grelhado com os melhores canelones do mundo… ;-)
O pisco sour quase esquecido…
… e o imprescindível suspiro a la limeña

E com esse jantar fechamos o nosso fim de semana prolongado. No dia seguinte foi o tempo de acordar, tomar o café da manhã e rumar para o Aeroparque para o vôo de volta.

Flanando por Buenos Aires…

Acordamos relativamente cedo e fomos at̩ a varanda espiar como estava o tempo Рfresco, mas ṇo muito frio, perfeito para sair para um belo passeio a p̩.

Vista da nossa varanda; ao fundo, a Iglesia del Pilar
Outro ângulo…

Descemos para tomar um bom café da manhã, sem pressa. Na minha opinião, essa é uma das maiores recompensas de viajar com calma, sem obrigações e horários a cumprir – ter tempo para curtir uma boa refeição, sem o stress do dia-a-dia e sem o stress de viajar para cumprir tarefas…

Salão de café da manhã no Urban

O café da manhã do hotel é gostoso, mas o ponto alto são os cafés, cappuccinos e chocolates quentes. Delícia… 😉

Cappuccinos e chocolates deliciosos

Depois de bem alimentados, saímos então para passear. Éramos três flâneurs meio de araque, porque não estávamos indo tão ao sabor do momento quanto seria de se esperar… A verdade é que a nossa caminhada tinha que nos levar ao centro e com hora marcada para chegar, porque o JB tinha combinado um encontro com a filhota que estava em Bs.As. estudando espanhol… :)

Mas foi muito gostoso brincar de flâneur… Seguimos pela Avenida Alvear, parando para olhar vitrines, entrando em uma ou outra loja…

Plazoleta Carlos Pellegrini e a residência do embaixador brasileiro
A linda Embaixada da França 

Na altura da Plazoleta Carlos Pellegrini paramos para admirar o palácio que serve de residência ao Embaixador do Brasil e a Embaixada da França, um pouquinho mais adiante…

A caminho do centro

Continuamos a caminhada pela Cerrito, já observando a mudança no movimento – embora fosse uma manhã de sábado, já estávamos colados na Avenida 9 de Julio…

O Teatro Colón 

Quando chegamos ao Teatro Colón, fomos ver se seria possível fazer a visita guiada. Infelizmente, os grupos já estavam esgotados até 2a.f., ou seja, até o fim da nossa estada na cidade! De todo modo, fiquei impressionada ao ver o quanto a reforma do teatro inflacionou o preço da visita guiada, que custava meros 5 pesos em 2004 e agora custa absurdos 110… 😯

Contraste entre o novo e o antigo

Sem a possibilidade da visita, passeamos mais um pouco pelo centro, encontramos a filha do JB e seguimos todos para um almoço no Puerto Madero, no restaurante El Potrillo. Eu costumo “bater ponto” no El Potrillo desde que ele se chamava La Caballeriza – é o restaurante favorito do meu pai, e vamos lá uma ou duas vezes sempre que viajo com eles.

“Meu” vinho… ;-)

Não resistimos ao jogo de palavras e pedimos um vinho Portillo no Potrillo… 😀 Pedimos bifes de lomo e papas provenzales, e tudo estava muito gostoso como sempre – mas, como o JB bem lembrou no post dele, as porções encolheram um bocado… :-(

Depois do almoço caminhamos um pouco pelo centro – seguimos a Florida, entramos na Falabella e nas Galerías Pacífico, fomos até a Plaza San Martin e de lá tomamos a Avenida Santa Fé em direção ao hotel.

No caminho de volta ao hotel

Já estava escuro quando chegamos, embora não fosse mais do que umas 6 horas da tarde – coisas dos meses de inverno… Resolvemos ficar um pouco no hotel descansando da maratona para poder aproveitar bem a noite – afinal, tínhamos uma reserva para jantar no Green Bamboo e estávamos todos ansiosos por matar as saudades dos sabores da Ásia… 😉

Green Bamboo

O JB fez o dever de casa melhor do que eu, e sabe direitinho o que comemos nesse jantar – eu, a relapsa, não sabia mais o nome de nenhum dos pratos… 😳

De entrada, Nem Song
Como prato principal, Bò Lúc Lác

Vou copiar aqui o trechinho em que o JB explica tudo sobre o jantar:

Para o jantar de sábado, escolhemos o Green Bamboo, que agora fez uma pós graduação e deixou de ser um restaurante do sudeste asiático para focar estritamente na comida vietnamita.

De entrada comemos Nem Song, que são rolinhos vietnamitas com langostinos – deliciosos! Para o prato principal, todos fizeram a mesma escolha : Bò Lúc Lác, um prato de carne cortada em cubos com um molho sensacional, acompanhada de Côm Boc Trung – arroz com amendoim, envolto em ovos e Com Nep Chien, um bolinho de arroz em uma base de feijão. Tudo isso deglutido com a ajuda da Lolita – um drinque feito de vodka Absolut de manga, suco de manga, mel e gengibre. Nham…

A conta veio um pouco salgada para Buenos Aires (cerca de 250 pesos por pessoa), mas custaria o dobro se fosse em algum restaurante no Rio de Janeiro. Triste!

Ao longo desse jantar delicioso, fizemos planos para o dia seguinte. O domingo seria dia de eleições municipais em Buenos Aires e, segundo nos disseram, muitos estabelecimentos estariam fechados, inclusive restaurantes…

A melhor idéia que nos ocorreu foi sair da cidade e ir passear em outro lugar. Consideramos algumas opções – Colonia? La Plata? Tigre? – e acabamos decidindo fazer como boa parte dos portenhos e dedicar o nosso domingo a um passeio ao Tigre. 😉

Um fim de semana em Buenos Aires…

Como não poderia deixar de ser, as promoções de milhas reduzidas das companhias aéreas no ano passado me levaram de volta também à minha querida Buenos Aires. Fui passar um fim de semana meio “esticado”  (de 6a.f. à noite a 3a.f. de manhã, durante as férias de julho) com os amigos Paulinho e JB. Conseguimos passagens de ida e volta pela TAM, voando para o Aeroparque, por 4.000 milhas o trecho.

O JB já contou essa viagem no Descobrimento da América +, com alguns detalhes práticos de que eu não me lembrava mais… Mas, como o narrador faz toda a diferença para o texto final, não resisti a contar a viagem pelo meu ponto de vista… 😉

Pesquisei hotéis no Booking, porque queríamos fazer uma reserva sem pagamento adiantado. Consegui o quarto triplo no Urban Suites Recoleta a uma diária de US$ 175 mais taxas. Não foi exatamente uma barganha – no início de 2010 eu tinha conseguido exatamente o mesmo tipo de quarto a US$ 135 – mas, como não estávamos pagando a passagem, achamos que valia fazer uma pequena extravagância… 😉

Urban Suites Recoleta
Recepção

O hotel é mesmo muito bonito e confortável. Nosso quarto triplo era imenso – além do que está na foto, ainda havia uma mini-cozinha e um armário bem grande com espelho na porta. E agora não há mais a preocupação com o barulho externo, desde que o Sahara Continent fechou… 😉

Quarto triplo – bem espaçoso…
Ótimas amenities – mas esse espelho poderia ser maior… ;-)

Chegamos em uma noite de 6a.f. Como aterrisamos no Aeroparque, que fica a poucos minutos de táxi da Recoleta, nos instalamos rapidinho e logo saímos para jantar. Seguindo a sugestão do JB, que já conhecia o restaurante – considerado por ele o melhor custo x benefício de Buenos Aires – fomos jantar no La Parolaccia Trattoria do Barrio Norte.

Vinhos no La Parolaccia Trattoria
Pãezinhos e vinho

Cada um pediu um prato diferente – meu risotto estava super gostoso, mas confesso que me arrependi por não ter pedido o mesmo prato que Paulinho, como de hábito… O spaghetti com camarões dele estava lindo! 😉

Meu risotto de gorgonzola
O spaghetti com camarões de Paulinho
A massa do JB – não me lembro exatamente o que era…

As massas estavam muito saborosas, e jantamos muito bem. Para coroar a refeição, resolvemos dividir um belo tiramisú.

Nosso tiramisú comunitário

Ao fim do jantar, voltamos caminhando para o hotel para descansar bastante para os passeios do fim de semana.