Buenos Aires – preto no branco…

E para fechar a série de posts sobre Buenos Aires, já com saudades, no estilo “não sei quando volto, mas gostaria que fosse hoje”,  deixo então algumas fotos em preto e branco… ;-)

Facultad de Ingeniería
Iglesia Nuestra Señora del Pilar – Recoleta
Cementerio de la Recoleta
Floralis Genérica
Avenida Alvear
Embajada de Brasil
Patio Bullrich
Librería El Ateneo Grand Splendid
Jardín Japonés
Jardín Japonés
Monumento a los Españoles
Bosques de Palermo
Bosques de Palermo
Fusion Musical
San Telmo
Plaza Dorrego – San Telmo
Mercado de San Telmo
Caminito – La Boca
Café Tortoni
Fuente de las Nereidas – Puerto Madero
Costanera Norte
Barrio Chino – Belgrano

 

Visita guiada ao Cemitério da Recoleta

Na nossa última manhã em Buenos Aires resolvemos fazer um programa diferente: uma visita guiada ao Cemitério da Recoleta.

Sim, esse é um dos cemitérios mais visitados do mundo, ponto turístico praticamente obrigatório na cidade, que eu mesma já tinha visitado umas 3 ou 4 vezes. Mas o fato de escolher uma visita guiada fez toda a diferença – foi muito bacana ouvir histórias e curiosidades acerca de personagens da história argentina, famosos ou nem tanto…

Deixo aqui apenas algumas fotos e uma sugestão de leitura: esse post muito bacana do blog Aires Buenos, com o título muito intrigante de “5 histórias surreais do Cemitério da Recoleta” – vale a leitura! ;-)

As visitas guiadas são gratuitas. Acontecem todos os dias, com horários pela manhã e à tarde, e podem ser feitas em espanhol ou inglês. Na própria entrada do cemitério há um quadro com os horários. Recomendo! :-)

Como era o nosso último dia na cidade, não fizemos mais nenhuma programação turística. Voltamos ao apartamento, terminamos de arrumar a bagagem e saímos para almoçar – minha mãe queria matar as saudades de um restaurante que já tínhamos experimentado em outra ocasião: o L’École de Gastronomie, na Calle Junin.

Já no fim da tarde, entregamos as chaves dos apartamentos, recebemos nosso depósito e seguimos para o aeroporto. Como de costume, vim para casa já com vontade de voltar… ;-)

Uma visita frustrada ao Rosedal

Na manhã seguinte, usando os nossos novos conhecimentos acerca das linhas de ônibus em Buenos Aires, nos mandamos de volta ao Palermo Botánico, para passar a manhã relaxando no Rosedal… Tomamos um ônibus na Avenida Las Heras que nos levou diretamente à esquina de Figueroa Alcorta com a Avenida Sarmiento, e em cerca de 15 minutos já estávamos caminhando em direção à entrada do parque.

Monumento a los Españoles

Mais uma vez demos muita sorte, porque o dia estava claro, e o sol gostoso e o céu azul convidavam a um bom passeio. Caminhamos ao longo da Avenida Sarmiento, admiramos o Monumento a los Españoles…

“Paseadores de perros” no Parque de Palermo

Vimos cerca de um milhão de cachorros e seus “paseadores” pelos parques…

Parque de Palermo

Como a entrada do Rosedal pela Avenida Sarmiento estava fechada, demos a volta para entrar pelo outro lado…

El Rosedal

Fizemos algumas fotos ao longo do passeio…

Mapa – El Rosedal

E logo tivemos a frustração de descobrir que naquele dia (4a.f.) o parque estaria excepcionalmente fechado para manutenção!!! Normalmente o dia de fechamento seria às 3as., mas na véspera era feriado, e feriados pedem parques abertos… ;-)

Club de Pesca – Costanera Norte

Como não adiantava lamentar, mudamos a nossa rota. Há algum tempo eu queria mostrar aos meus pais um dos poucos lugares na cidade de onde se pode ver o Río de la Plata em si, e não apenas os diques do Puerto Madero. E lá fomos nós para a Costanera Norte…

Río de la Plata – Costanera Norte

Fizemos uma breve caminhada ao longo do calçadão e logo encerramos o passeio da manhã. Voltamos à Recoleta para um almocinho próximo de casa e, à tarde, acompanhei o marido à Disney, digo, às lojas de instrumentos musicais da Calle Talcahuano… ;-)

Revisitando o Jardín Japonés

No dia seguinte o céu amanheceu bem azul e o sol brilhava forte, um cenário excelente para o passeio que tínhamos programado: uma visita ao meu parque favorito em Buenos Aires, o Jardín Japonés. Da Recoleta ao Palermo Botánico, subdivisão do imenso bairro de Palermo que compreende os parques / bosques, levamos cerca de 10 a 15 minutos de táxi, com bom trânsito. Inaugurado em 1967, por ocasião da visita do Imperador Akihito a Buenos Aires, o Jardín Japonés foi um presente da comunidade japonesa à cidade.

Um passeio pelo Jardín Japonés pode levar desde 15 minutos até algumas horas. Os mais apressados talvez se contentem com os registros de algumas paisagens muito fotogênicas enquanto dão a “volta olímpica” ao parque; os mais contemplativos poderiam passar ali todo o dia sem enjoar dos belos cenários.

Eu já perdi a conta de quantas vezes visitei esse parque… Como acho que fico no meio termo entre “apressadinha” e “contemplativa”, costumo fazer a volta completa ao parque, parando para admirar as paisagens e recantos, as carpas superalimentadas, e vou descobrindo novos ângulos a cada vez… ;-)

No fim da tarde voltamos à região da Plaza Francia. A feirinha ainda estava bem movimentada (era feriado!), e pudemos ver o finzinho de um show de música que estava acontecendo ali.

Na volta para casa, ainda ficamos um pouco por ali admirando o trabalho dos caricaturistas da feirinha… No todo, foi mais um dia tranqüilo, que aos poucos eu vou aprendendo a apreciar – nada como o tempo e a força das circunstâncias para transformar a pessoa em slow traveller;-)

Nem táxi nem metrô: andando de ônibus em Buenos Aires

Desde a semana anterior, quando tínhamos feito uma bela caminhada até o centro da cidade para visitar as lojas de instrumentos musicais, que estávamos super a fim de experimentar os ônibus portenhos. O apartamento que alugamos ficava meio distante do metrô, mas quase na esquina da Avenida Las Heras, uma das principais artérias da Recoleta, servida por uma infinidade de linhas de ônibus. A nossa impressão era que poderíamos chegar a qualquer lugar da cidade tomando um ônibus ali… ;-)

      

Eu só tinha andado de ônibus na primeira vez que visitei Buenos Aires, em 1996. Na ocasião, estava com a minha ex-cunhada argentina, que sabia muito bem que ônibus deveríamos tomar para chegar ao nosso destino. Nas outras vezes em que voltei a Buenos Aires nunca cheguei a me preocupar com os ônibus – quase sempre tomava o metrô, um táxi ou ia a pé mesmo onde queria. Mas a curiosidade do meu marido me contagiou dessa vez, e lá fomos nós investigar os ônibus…

Daquela primeira experiência, eu só me lembrava que era preciso ter moedas para pagar a passagem. Como os ônibus não têm trocador, o valor da passagem é depositado em uma maquininha que não aceita notas, apenas moedas (mas que, sim, dá troco!)  Às vezes é preciso dizer ao motorista até onde se vai, para que ele dê o valor da passagem… ;-) Quase todas as vezes em que andamos de ônibus a nossa passagem custou Ar$1,25, ou seja, pouco mais de R$ 0,50 de acordo com o câmbio da época – achamos baratíssimo!!!

Mas o melhor da brincadeira foi descobrir um site onde é possível inserir o seu local de partida e um endereço de destino para ter todas as linhas de ônibus disponíveis para cobrir o caminho, com direito a mapas mostrando o percurso! Gostei tanto da brincadeira que já não estava vendo mais a menor graça em tomar táxi… :lol: Funciona de modo muito simples: pode-se clicar o ponto de partida e de destino no mapa disponível ou então clicar em “buscar por dirección” para fazer a pesquisa de acordo com os endereços de partida e de chegada.

Os ônibus são antigos, é fato – nem sempre são muito confortáveis, e na hora do rush podem estar insuportavelmente cheios. Mas me pareceram um meio de transporte muito útil quando se está hospedado longe de uma estação de metrô ou quando se deseja ir a algum lugar que o metrô simplesmente ainda não cobre… ;-)