Somadevi Angkor Resort & Spa – Siem Reap, Camboja

Entrada do Somadevi Angkor Hotel & Spa (Fonte: http://www.somadeviangkor.com)

A escolha do nosso hotel em Siem Reap foi um processo muito simples. Já tínhamos algumas dicas que diziam que não era uma boa idéia ficar na estrada que leva ao aeroporto, por ser distante de tudo. Como sempre, a nossa intenção era encontrar a melhor relação custo x benefício.

Somadevi Angkor Hotel & Spa foi uma dica de amigos que já haviam se hospedado lá e gostaram. O hotel é mesmo bem localizado – fica a uma distância caminhável do centro sem estar no meio do movimento – e o valor da diária é bastante atraente. Fizemos a nossa reserva pelo Booking, para pagar no checkout, a US$ 61 o quarto duplo.

Quarto simples, mas confortável
Banheiro pequeno, mas funcional

Os quartos são simples, mas amplos, confortáveis e silenciosos. O banheiro é pequeno, mas também não fez feio… ;-)

Vista panorâmica da piscina (Fonte: http://www.somadeviangkor.com)

O ponto alto é sem dúvida a piscina e seu entorno – como se todo o charme tivesse se concentrado nessa área. Felizmente, tivemos a chance de aproveitar bastante no dia da chegada!

A piscina – sem dúvida, um dos pontos altos do hotel
O convidativo entorno da piscina
Mesas para uma refeição à beira da piscina
Recantos…
Mais recantos…
Detalhes…
Angkor no pano de fundo do palco
Angkor no pano de fundo do palco

Ficamos satisfeitos também com os serviços que contratamos no hotel – o transfer de ida e volta para o aeroporto saiu a US$ 20 para nós dois, em carro com ar condicionado. O passeio ao Complexo de Angkor também foi feito com motorista e guia indicados pelo hotel, e só temos elogios!

A piscina à noite
A piscina à noite

Por fim, o jantar com show de dança “turistão” da última noite também acabou se revelando um super programa. O Somadevi entra então pra lista de hotéis da VAM na categoria “testados e aprovados”… ;-)

Dia 16, 10/01 – Complexo Arqueológico de Angkor

O dia seguinte era o ponto alto da nossa visita ao Camboja – um dia inteiro dedicado ao Complexo Arqueológico de Angkor. Embora Angkor Wat seja o sítio arqueológico mais conhecido, o Complexo de Angkor compreende muitos outros, e pode facilmente proporcionar vários dias de passeio àqueles interessados em conhecer de forma mais profunda a história e a cultura Khmer. Nós dispúnhamos de pouco tempo, por isso contratamos, no hotel mesmo, o passeio de um dia inteiro aos Parques Arqueológicos de Angkor Thom, Ta Phrom e Angkor Wat. O custo total do passeio em carro com ar condicionado com motorista e guia em inglês foi de US$ 55, ou US$ 27.50 por pessoa.

Angkor sediou as capitais do império Khmer no período entre os séculos IX e XV DC. Suas ruínas estão localizadas em meio a florestas ao norte de Tonle Sap (Grande Lago), próximas à cidade de Siem Reap, e foram declaradas um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1992. O Complexo Arqueológico compreende mais de 1000 templos, que vão desde pilhas de destroços irreconhecíveis espalhados pelos campos de arroz até o magnífico Angkor Wat, considerado o maior monumento religioso do mundo. (Fonte: Essential Architecture)

Portão Sul de Angkor Thom

Começamos nossa visita por Angkor Thom (Grande Cidade), a última capital do Império Khmer, estabelecida no final do século XII pelo Rei Jayavarman VII, como o centro de seu extenso programa de construções. Uma inscrição encontrada na cidade se refere ao rei como o noivo e à cidade como sua noiva. (Fonte: Wikipedia).

À esquerda da entrada, 54 devas (deuses guardiães)
À direita da entrada, 54 asuras (demônios)

O Portão Sul de Angkor Thom é o mais bem preservado, e chega-se a ele por uma passagem de cerca de 50 m sobre um fosso. De cada lado dessa passagem há 54 figuras de pedra – à esquerda, 54 devas (deuses guardiães) e à direita, 54 asuras (demônios).

Turistas chegando de elefante…

Essa é a entrada utilizada pela maior parte dos turistas – vimos turistas chegando de carro, como nós, de tuk-tuk, de bicicleta e até de elefante… ;-)

Parte central de Angkor Thom (Fonte: http://www.canbypublications.com/maps/TempleMapaap2at.htm)

Seguindo pelo caminho principal, chega-se ao principal templo da cidade, o Bayon.

O Templo Bayon
No Bayon

Bayon foi construído no final do século XII ou início do século XIII como o templo oficial do Rei Jayavarman VII, e está situado bem no centro de Angkor Thom. Após a morte de Jayavarman, o templo foi reformado e ampliado por outros reis budistas e hindus de acordo com suas próprias preferências religiosas.

As faces de Loveskara nas torres
Detalhe da face de Loveskara

A característica mais marcante do Bayon são as faces de pedra, de expressão serena, esculpidas em várias de suas torres, conhecidas como as faces de Loveskara. (Fonte: Wikipedia)

Phimeanakas
Lótus

Um pouco mais adiante, chegamos às Phimeanakas ou Vimeanakas, um templo hindu construído no fim do século X, durante o reinado de Rajendravarman.

Terraço dos Elefantes
Terraço dos Elefantes

Em seguida, chegamos ao Terraço dos Elefantes, uma área usada pelo Rei Jayavarman VII como uma plataforma de onde podia avistar o retorno de seus exércitos vitoriosos.  (Fonte: Wikipedia)

Mercado próximo ao Portão Leste de Angkor Thom

Quando percebemos, a manhã já tinha chegado ao fim, e fizemos uma merecida pausa para descansar, ir ao banheiro e beber alguma coisa. A Nanah, nossa dublê de guia e anjo da guarda, nos ofereceu um Red Bull salvador, que nos deu a energia necessária para passear mais um pouco antes de chegar a hora do almoço…

Nanah, nossa ótima guia – e o providencial Red Bull…

Uma grande mancada que demos foi não pegar o contato direto dela para oferecer a quem se interessar em contratar os seus serviços. Ficamos impressionados com o seu preparo! Ela é uma estudante universitária de Ciências Contábeis, que se expressa muito bem em inglês e tem uma rotina semelhante à de muitos dos nossos estudantes universitários: trabalha o dia todo para custear seus estudos e ajudar à família, e à noite cursa a universidade.

Pausa para fotos divertidas…
… de “divindades” ainda desconhecidas

Nos divertimos a valer com ela e suas idéias engraçadas para fotos – sem nunca deixar de lado as informações e comentários sobre os templos e sítios que estávamos visitando e a cultura Khmer em geral.

Nanah, que nos proporcionou um dia excelente com seu conhecimento sobre Angkor e a cultura Khmer
Tomando o rumo de Ta Phrom

Após essa pausa, tomamos então a direção de Ta Phrom. Ao longo do caminho, vimos vários grupos musicais, formados por sobreviventes das explosões de minas durante a Guerra Civil – todos os músicos são deficientes físicos, mutilados pelas explosões, e quase todos ficaram também cegos. Vale a pena ler sobre a Guerra Civil do Camboja aqui – e eu recomendo também assistir a um filmaço dos anos 80 sobre o mesmo assunto, “Os Gritos do Silêncio“.

As árvores do Ta Phrom em meio aos templos

Ta Prohm está localizado a cerca de 1 km ao leste de Angkor Thom, e foi fundado pelo Rei Jayavarman VII para ser um mosteiro e universidade. Após a queda do Império Khmer, no século XV, o templo foi abandonado por vários séculos.

Impressionante o tamanho das árvores…

Quando o esforço para conservar e restaurar os templos de Angkor começou, no início do século XX, a École française d’Extrême-Orient decidiu que o Ta Prohm seria mantido mais ou menos nas mesmas condições em que foi encontrado, como uma “concessão ao gosto comum pelo pitoresco”. A combinação fotogênica das árvores crescendo em meio às ruínas e a floresta ao redor fez desse templo um dos mais populares entre os visitantes. (Fonte: Wikipedia)

Pausa para o almoço em um restaurante de culinária Khmer…

Ao fim da visita, estávamos prontos para um contato mais próximo com a cultura Khmer – o almoço em um restaurante típico da culinária local, o “Eat at Khmer”.

… onde provamos o delicioso Amok Trei

Escolhemos um prato bastante comum no Camboja, o Amok Trei, feito à base de peixe com leite de coco, cebola, tomate, capim-limão e temperos, como a cúrcuma e a páprica, e servido com arroz de jasmim. Não fosse o capim-limão e o sabor seria bem semelhante ao da culinária baiana, pela mistura do peixe com o leite de coco e condimentos. Mas a maior bossa mesmo foi ver que o peixe vem à mesa dentro do coco verde – simplesmente sensacional! ;-)

… curtindo essa vista maravilhosa!

Após o almoço, seguimos então para Angkor Wat.

A primeira visão de Angkor Wat

Angkor Wat é um complexo de templos construído pelo Rei Suryavarman II, no século XII, o único que funcionou como um centro religioso desde a sua fundação – primeiro como um templo hindu, dedicado ao deus Vishnu, e depois budista. (Fonte: Wikipedia)

Muitos turistas na chegada a Angkor Wat

Angkor Wat é a principal atração turística do Camboja, o que fica bem claro na quantidade de turistas que visitam esse templo em comparação aos outros…

Belíssimo, apesar dos tapumes das obras de restauração…

Infelizmente, vimos a fachada principal um pouco encoberta por tapumes das obras de restauração – ainda assim, a beleza do lugar não se perde.

Por que não uma brincadeira?
Figuras entalhadas na pedra
O Buda onipresente

Fizemos todo o tour pelo sítio arqueológico, e subimos para visitar o templo, onde vimos jovens monges usando as vestimentas tradicionais…

O jovem monge no templo…
E o pequeno monge ainda mais jovem…
Uma última espiada em Angkor Wat ao entardecer…

Ao fim da tarde, fomos ao Bakheng para ver o pôr-do-sol. Muitos dizem que é uma roubada, porque é necessário subir um morro e uma escadaria, e que o lugar fica lotado. Sim, é fato – mas, se você não é uma pessoa sedentária nem está muito acima do peso, o esforço não é tão grande assim. Não me arrependi de ter ido, mesmo que o pôr-do-sol nesse dia nem tenha sido dos mais bonitos… (E eu sempre sou da opinião que é melhor ir lá ver com os próprios olhos e concordar que não vale a pena do que deixar de ir…)

O pôr-do-sol no Bakheng

Por fim, algumas dicas básicas a lembrar nos dias de visita aos templos de Angkor:

1. A área dos templos é área de baixa incidência de malária – ou seja, embora a incidência seja baixa, ela existe, e é preciso se prevenir com um bom repelente;

2. O sol é inclemente e o calor é quase insuportável – é preciso usar um protetor solar com FPS bem alto. O ideal seria reaplicá-lo ao longo do dia, mas achei isso quase impossível, com a quantidade de suor e poeira que se acumula na pele…

3. A poeira é muita e a terra é vermelha – é importante escolher sapatos que sejam confortáveis para caminhar e que possam se sujar, assim como a roupa. Levar um bom chapéu para se abrigar do sol também ajuda. Nenhuma das roupas que eu usei no dia em que fui a Angkor voltou para casa ao fim da VAM – aliás, nem o sapato! Só salvei o chapéu e os óculos de sol… A calça clara foi para o lixo na hora em que voltei ao hotel, vermelha de poeira e toda esgarçada de tanto me sentar nas pedras dos templos… :lol:

Para mais informações sobre Angkor, clique aqui. E para fazer o download de mapas e guia, clique aqui.

Jantar Khmer… 
… no Hotel Somadevi

Chegamos de volta ao hotel tão cansados que decidimos jantar por lá mesmo, ao invés de ir para a cidade. Resolvemos experimentar o buffet Khmer seguido de um show de dança típica, ao custo de US$ 15 por pessoa. Claro que era um programa “turistão”, mas foi muito divertido – o jantar estava uma delícia, e o show de dança foi super bonito.

Nosso jantar, à espera do show de dança
Dança típica cambojana
Dança típica cambojana
Dança típica cambojana
Fim do show – Feliz 2011!!!

A melhor parte foi que, ao fim do show, já estávamos no hotel, prontos para uma noite de sono revigorante. No dia seguinte, tínhamos que tomar o vôo de volta a Cingapura… ;-)

Você pode ler outros posts sobre o Camboja aqui:

- no Dividindo a Bagagem;

- no Mikix;

- no MauOscar;

- no O que eu fiz nas férias.

Dia 15, 09/01 – Siem Reap

Chegamos a Siem Reap pela manhã em um vôo da Air Asia, depois de um périplo entre o KLIA (Kuala Lumpur International Airport) e o LCCT (Low Cost Carrier Terminal), que nos custou mais de meia hora, muitos dólares a mais no orçamento e a morte de alguns neurônios… ;-) Fica, então, a dica: em Kuala Lumpur, é importante verificar exatamente de qual aeroporto / terminal parte o vôo, já que a distância entre o KLIA e o LCCT é considerável.

Aeroporto de Siem Reap

Ficamos impressionados com a bela arquitetura do aeroporto de Siem Reap – foi o primeiro aeroporto fora do padrão tradicional que conhecemos… ;-)

O Camboja permite que os turistas tirem o visto de entrada ao chegar no país, o que facilita o planejamento da viagem para os turistas brasileiros, por exemplo, já que não há representação diplomática cambojana no Brasil. (Caso o turista visite antes algum país onde o Camboja tenha representação diplomática, é possível tirar o visto com antecedência, embora não seja necessário, pois o processo é bastante ágil.)

Para obter o visto, é preciso apresentar o passaporte com validade de 6 meses, uma foto 3×4 e pagar uma taxa de US$20 – é recomendável levar o dinheiro trocado e notas novas. Lemos no Mikix no Mundo que, quando a Mirella e o Kiko foram ao Camboja, precisaram pagar também uma taxa de saída no valor de US$ 25. Isso não aconteceu com a gente, o que nos faz pensar que o procedimento mudou – de qualquer forma, entretanto, é bom estar prevenido…

Piscina do Somadevi Angkor Hotel & Spa
Piscina do Somadevi
Piscina do Somadevi

Chegamos ao Somadevi Angkor Hotel & Spa no meio da manhã e resolvemos aproveitar algumas horas do dia ensolarado na piscina do hotel.

A caminho da Pub Street

No início da tarde, fomos caminhando na direção do centro de Siem Reap, em busca de algum lugar simpático onde almoçar. Tínhamos a indicação, dada por um amigo brasileiro que vive nos EUA, de uma ruazinha charmosa, repleta de bares e restaurantes, mas não lembrávamos o nome.

Tuk-tuk no centro de Siem Reap

Neste passeio, vimos um tuk-tuk de perto pela primeira vez – um meio de transporte muito usado pelos turistas no sudeste da Ásia.

Mercado Central de Siem Reap

Logo chegamos ao Mercado Central de Siem Reap, nossa primeira parada. Achamos interessante visitar as lojinhas que vendem pratarias, sedas, artesanato… Vimos também “lojas de fábrica”, que vendem Louis Vuitton, Chanel, Fendi, Prada, entre outras marcas, todas produzidas no Sudeste Asiático… :lol:

Mercado Central de Siem Reap
Mercado Central de Siem Reap

Uma das partes do mercado que mais nos chamou a atenção foi aquela onde os habitantes locais vão não apenas para fazer suas compras, mas também para uma refeição.

Mercado Central de Siem Reap

Saímos do mercado caminhando sem muito rumo, e logo encontramos uma ruazinha charmosa repleta de bares e restaurantes, bem como o nosso amigo brasileiro que vive nos EUA havia descrito… A ruazinha é conhecida como “The Passage” – lá encontramos ótimas opções de culinária khmer e de entretenimento, como lojas e galerias de arte.

“The Passage”

Depois de caminhar ao longo de toda a rua, escolhemos o “Traditional Khmer Food Restaurant” para a nossa estréia na deliciosa cozinha khmer.

Traditional Khmer Food

Pedimos um chope para cada um enquanto escolhíamos a entrada e os pratos principais.

Chope a US$ 0.50!!! :shock:
Traditional Khmer Food

Provamos um rolinho primavera com um molho muito saboroso à base de amendoim.

Rolinhos primavera de entrada…

Nosso prato principal foi uma salada feita de folhas verdes, papaia, camarões e molho de capim-limão. Nossa orgia gastronômica nos rendeu uma conta de US$ 4 por pessoa… :shock:

… e camarões no prato principal

Em Siem Reap, os preços são sempre dados em dólares americanos, por isso é importante levar muitas notas de US$ 1, e não é aconselhável trocar ou sacar dinheiro em moeda local, o riel. 

Pub Street
Pub Street

Ao continuar o passeio, depois do almoço, chegamos à famosa Pub Street de Siem Reap, que não nos disse muita coisa, já que tínhamos nos encantado pela atmosfera charmosa da “The Passage”…

Mercado Noturno de Angkor

À noite, fizemos um novo passeio que nos levou em direção ao Mercado Noturno de Angkor – que, ao contrário do que o nome possa sugerir, fica no centro de Siem Reap.

“No piranha”…

Lá vimos pela primeira vez uma especialidade “estético-relaxante” da Ásia – o Fish Spa.

Fish Spa

A proposta é relaxar / massagear os pés em um pequeno tanque cheio de peixinhos que comem as células mortas da pele. A idéia não nos pareceu nem um pouco higiênica, já que as pessoas caminham o dia inteiro de chinelos ou sandálias e depois mergulham seus pés nem um pouco limpinhos na água. Conclusão: não caímos em tentação, mesmo sabendo que não havia piranhas no tanque… :lol:

Mercado Noturno
Mercado Noturno

Passeamos um pouco mais pelo mercado, admirando o belo artesanato local, até que decidimos voltar para o hotel e descansar para o grande passeio que nos aguardava no dia seguinte – a visita ao Complexo de Templos de Angkor.