Estados Unidos


Há alguns meses fiz uma viagem totalmente fora dos meus padrões – primeiro, porque foi uma viagem nada planejada, daquelas em que se decide viajar numa hora, se compra o pacote em seguida e se embarca; segundo, porque o propósito não era desbravar um território, como é o meu costume, e sim acompanhar a Cláudia, minha amiga de longa data, sócia no I&V e futura comadre, em uma empreitada que só posso definir como some serious baby shopping… ;-) Fomos comprar o enxoval do Marco (que chega daqui a pouco menos de 1 mês!) com direito a carrinho de bebê, cadeirinha para o carro e inúmeros apetrechos, artefatos e miudezas.
Howard Johnson Inn Orlando
Howard Johnson Inn Orlando
Escolhemos nosso destino – Orlando – segundo alguns processos científicos: queríamos uma viagem bem em conta, para que as compras valessem a pena; não poderia ser longe demais, para não ficar desconfortável para ela, que estava com 4 meses de gravidez; tinha que ser um lugar onde pudéssemos andar de carro o tempo todo, para evitar que ela se cansasse muito (já bastava o que íamos andar nos shoppings!) Daí a optar por Orlando foi um caminho natural. Compramos nosso pacote na Submarino Viagens, com vôo pela Delta e hospedagem (6 noites) no Howard Johnson  Inn Orlando, na International Drive – um hotel simples, mas com café da manhã (sofrível!) incluído, wi-fi grátis e até piscina… :D
A piscina do hotel

A piscina do hotel

O pacote ficou muito em conta, cerca de US$900; também alugamos um carro na Budget por 1 semana – um Chevrolet Cobalt, considerado compacto pelos padrões americanos, mas com um porta-malas bem grande, com GPS, a cerca de US$ 220 pela semana.
Chevy Cobalt

Chevy Cobalt

Entre as inúmeras visitas a lojas de departamentos, shopping centers e outlets, separamos um tempinho para descansar das compras em dois recantos perfeitos para passeios nada comuns entre os turistas brasileiros que visitam Orlando – passamos um dia em St. Augustine, a cidade mais antiga dos EUA, fundada pelos espanhóis em 1565, a cerca de 170 km de Orlando, e uma tarde fomos a Winter Park, uma cidadezinha residencial (na prática é como um bairro de Orlando) a uns 20 minutos da International Drive.

Visitar St. Augustine vale pela viagem a uma parte não muito conhecida da História dos EUA… Normalmente se estuda nas escolas que os puritanos desembarcaram na costa da Nova Inglaterra para fundar as Treze Colônias no início do século XVII e não se menciona que quase um século antes os espanhóis já haviam fundado St.Augustine – ou seja, a herança espanhola da Flórida é antiga, remonta aos tempos em que Ponce de León buscava a Fonte da Juventude… 8)

A arquitetura espanhola está por toda parte:

Flagler College

Flagler College

Prefeitura (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/St._augustine_florida)

Prefeitura (Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/St._augustine_florida)

Detalhe da torre da Prefeitura

Detalhe da torre da Prefeitura

No centro da cidade há um quarteirão em que todas as ruas foram preservadas como na época da colonização espanhola – a mais famosa é a St.George Street, onde há várias lojinhas, cafés e restaurantes.

St. George Street

St. George Street

St. George Street

St. George Street

Uma das construções mais interessantes é a primeira escola dos EUA:

A primeira escola dos EUA

A primeira escola dos EUA

Mas a mais impressionante – e já fora do Centro Histórico – é o Castillo de San Marcos, uma fortaleza em estilo espanhol, hoje transformado em monumento nacional:

Monumento Nacional - Castillo de San Marcos

Monumento Nacional - Castillo de San Marcos

Vista aérea do Castillo de San Marcos (Fonte: http://www.southerntravelnews.com/NewsRelease.aspx?NewsId=53)

Vista aérea do Castillo de San Marcos (Fonte: http://www.southerntravelnews.com/NewsRelease.aspx?NewsId=53)

O pátio interno

O pátio interno

Parte da bateria de canhões do Castillo de San Marcos

Parte da bateria de canhões do Castillo de San Marcos

Por conta da própria estrutura antiga da cidade, não é muito fácil estacionar perto do Centro Histórico de St.Augustine. Uma dica que eu peguei no Frommer’s, e que nos poupou de vários aborrecimentos, é deixar o carro estacionado no anexo do Centro de Visitantes, a US$ 5 o dia. Dali, é fácil seguir a pé mesmo para o Castillo de San Marcos e o Centro Histórico.

O centro de visitantes de St. Augustine

O centro de visitantes de St. Augustine

Já uma visita a Winter Park tem um caráter mais relaxante… A cidadezinha é linda e arborizada, e oferece vários cafés à sombra das árvores, restaurantes que nos pareceram bem agradáveis (fomos apenas à tarde, não experimentamos…), e lojinhas super charmosas ao longo da Park Avenue, uma versão milhares de vezes mais tranqüila do que a xará novaiorquina…

Bem-vindos a Winter Park!

Bem-vindos a Winter Park!

Winter Park

Winter Park

Eu simplesmente AMO esses pequenos detalhes que fazem uma enorme diferença, como as flores nos postes… ;-)

Flores...

Flores...

... e mais flores!

... e mais flores!

A Park Avenue é a rua principal de Winter Park – vale um passeio por calçadas tranqüilas, namorando as vitrines de lojinhas e antiquários:

Park Avenue

Park Avenue

Loja do Orlando City Ballet

Loja do Orlando City Ballet

Também é uma boa idéia fazer uma pausa para apreciar a paisagem em um dos vários cafés:

Cafés à sombra das árvores

Cafés à sombra das árvores

A tranqüila Park Avenue

A tranqüila Park Avenue

A onipresente Gap também em Winter Park...

A onipresente Gap também em Winter Park...

Dessa vez não fomos a nenhum parque temático – como já faz mais de 10 anos que eu fui a Orlando da maneira tradicional, para me divertir nos parques, nem mesmo inseri a categoria Orlando no menu de destinos aí à direita. Até pretendo voltar dentro de uns 2 ou 3 anos, porque quero levar o meu sobrinho, claro… ;-) Mas, por ora, ficam as idéias para uma Flórida um tanto quanto off the beaten path…

Sem nenhuma pretensão de fazer um post verdadeiramente gastronômico,  resolvi fechar a série novaiorquina com algumas dicas do que valeu a pena experimentar…

Na esquina da Rua 57 com a Oitava Avenida, um café bastante simpático para um lanche rápido é o Café Europa (205 W 57th St).  O local é despretensioso, mas prático para um chocolate ou cappuccino numa tarde de inverno. À noite, as sopas e sanduíches são também uma ótima pedida.

Fonte: http://farm3.static.flickr.com/2093/2322979865_c1241971e0.jpg?v=0

Fonte: http://farm3.static.flickr.com/2093/2322979865_c1241971e0.jpg?v=0

Em um dia de passeio pelas imediações do South Street Seaport, os fãs da cozinha mexicana não vão se arrepender de dar um crédito ao Red (19 Fulton St).  Os nachos, burritos e quesadillas são super gostosos, bastante em conta e condimentados quase à mexicana… ;-)

Fonte: http://www.arkrestaurants.com/section_home.cfm?section_id=1&location_id=1&restaurant_id=12

Fonte: http://www.arkrestaurants.com/section_home.cfm?section_id=1&location_id=1&restaurant_id=12

Um lugar onde fomos mais de uma vez,  por conta da localização perfeita ao lado do hotel, foi o Angelo’s (117 W 57th St), um italiano que lota na hora do almoço. As pizzas, saladas e massas são deliciosas – e o preço, bastante razoável para os padrões novaiorquinos.

Fonte: http://www.angelospizzany.com/locations.htm

Fonte: http://www.angelospizzany.com/locations.htm

Um achado que eu muito recomendo é o Seeda Thai II (309 W 50th St), um tailandês super aconchegante, com uma comida deliciosa e um atendimento primoroso. Detalhe: gostamos do ambiente quando passsamos a caminho do teatro, e o maître nos garantiu que manteria a cozinha aberta até a nossa volta – me encantei com a delicadeza e mais ainda com o jantar… ;-)

Fonte: http://hellskitchennyc.blogspot.com/2007/07/seeda-thai-ii-never-disappoints.html

Fonte: http://hellskitchennyc.blogspot.com/2007/07/seeda-thai-ii-never-disappoints.html

Uma noite nos dirigimos ao Meatpacking District, para conferir a dica de uma amiga minha: o Buddha Bar (17 Little West 12th St). Fiquei encantadíssima com a decoração do lugar, muito bacana! O ambiente é super gostoso, as músicas, ótimas; mas o jantar não foi nada demais…

Fonte: http://thefreshnesstheory.wordpress.com/2009/01/26/i-wanna-go-to-new-york-haha/

Fonte: http://thefreshnesstheory.wordpress.com/2009/01/26/i-wanna-go-to-new-york-haha/

Fonte: http://iwandahnial.wordpress.com/2009/03/16/restoran-%E2%80%9Cbuddha-bar%E2%80%9D-melecehkan-agama-buddha/

Fonte: http://iwandahnial.wordpress.com/2009/03/16/restoran-%E2%80%9Cbuddha-bar%E2%80%9D-melecehkan-agama-buddha/

Fonte: http://zoice.com/2008/11/14/architecture-the-buddha-bar/

Fonte: http://zoice.com/2008/11/14/architecture-the-buddha-bar/

Na noite em que estávamos hospedados no Hotel On Rivington, resolvemos aproveitar a reserva preferencial para hóspedes e experimentar o Thor (107 Rivington St). Jantar delicioso, ótimo vinho, serviço impecável – ótima opção no Lower East Side! ;-)

Fonte: http://nymag.com/daily/food/2007/01/thor_just_wants_to_fit_in.html

Fonte: http://nymag.com/daily/food/2007/01/thor_just_wants_to_fit_in.html

Fonte: http://www.guidebook.se/?p=349

Fonte: http://www.guidebook.se/?p=349

Fonte: http://nymag.com/nymetro/food/reviews/restaurant/14783/

Fonte: http://nymag.com/nymetro/food/reviews/restaurant/14783/

Na última noite, a pedida foi um show de jazz em um lugar que há muito tentava a minha imaginação: o Oak Room do Algonquin Hotel. A cantora da semana era Sheera Ben-David – e a noite foi literalmente um espetáculo. A moça tem uma voz maravilhosa, a escolha do repertório também foi ótima e o ambiente por si só já valeria a visita.

Fonte: http://www.algonquinhotel.com/oak-room-supper-club

Fonte: http://www.algonquinhotel.com/oak-room-supper-club

Fonte: http://www.hotelplanner.com/Hotels/18858/Reservations-Algonquin-Hotel-New-York-New-York-59-West-44th-St-10036

Fonte: http://www.hotelplanner.com/Hotels/18858/Reservations-Algonquin-Hotel-New-York-New-York-59-West-44th-St-10036

O Algonquin sempre me encantou por ter sido onde morou a escritora Dorothy Parker – e freqüentado por muitos outros escritores, como William Faullkner, Sinclair Lewis,  Derek Walcott, Gertrude Stein, Simone de Beauvoir, Maya Angelou… O próprio Oak Room era um ponto de encontro de escritores,  e o Rose Room abrigou a famosa Round Table – seus membros, comandados por Dorothy Parker, almoçaram ali todos os dias por 10 anos, a partir de 1919. Em 1996 o hotel foi considerado um ponto turístico literário – não bastasse ter sido onde William Faulkner esboçou o discurso de aceitação do Prêmio Nobel de 1958… ;-)

Isso não foi tudo, foi apenas o melhor… Também não bastou para matar as saudades de NY, onde eu não ia há anos – mas foi interessante conhecer alguns lugares onde tinha muita vontade de ir, e outros que nem sabia que existiam. A sensação é a mesma de todas as vezes em que vou até lá – taí uma cidade verdadeiramente inesgotável, já estou precisando voltar! :D

Daí tantas Idas & Vindas… ;-)

The Hotel On Rivington

The Hotel On Rivington

Foi um típico caso de ganhar um limão e fazer dele uma limonada… Quando soubemos que o Salisbury não poderia nos oferecer as 8 noites de hospedagem que queríamos, o jeito foi apelar para a criatividade para resolver a questão da “Noite dos Desabrigados” – por que não transformá-la em uma “Noite de Extravagância”?
A extravagância começa na entrada...

A extravagância começa na entrada...

Como sempre, fui pedir ajuda no VnV, e o Riq me deu algumas idéias brilhantes – sugeriu uns 3 ou 4 hotéis, entre eles os novíssimos hotéis com paredes de vidro do chão ao teto no Lower East Side, o Hotel On Rivington e o Thompson LES. Estava feita a mágica – no momento em que vi os corner rooms do Hotel On Rivington eu não consegui mais pensar em outra possibilidade.
Manhattan aos meus pés...

Manhattan aos meus pés...

A idéia era fazer uma “viagem dentro da viagem”… ;-) Ficamos no Salisbury 3 noites, nos mudamos para o Rivington e depois voltamos para o Salisbury para mais 4 noites. “Viajamos” com pouquíssima bagagem – guardamos as malas grandes no Salisbury e seguimos para o Rivington apenas com uma malinha. Assim foi fácil usar o transporte público – pegamos a linha F do metrô na esquina do Salisbury e em 15 ou 20 minutos estávamos na Delancey Street, a apenas uma quadra do “Hotel de Vidro”.
Linha F - do Salisbury ao Rivington em menos de 20 minutos

Linha F - do Salisbury ao Rivington em menos de 20 minutos

Quando saímos da estação, logo vimos o imenso prédio de vidro – 21 andares, baixo para os padrões novaiorquinos, mas altíssimo para o Lower East Side…

Um gigante de vidro...

Um gigante de vidro...

Os quartos de esquina têm uma grande vantagem além de terem 2 paredes de vidro: eles estão situados entre o nono e o vigésimo andar. Afinal, parte do charme de ter paredes de vidro é ter uma vista!!! 8) Que graça teria ficar hospedada no terceiro andar?!?

A entrada do hotel

A entrada do hotel

A entrada do hotel quase passa despercebida… As paredes de vidro ao lado são do lounge, onde também é servido o café da manhã.

O lounge

O lounge

Essa parte eu detestei – os corredores são escuríssimos!!!

Tão escuros os corredores...

Tão escuros os corredores...

Em compensação, os elevadores são vermelhos – pena que a minha foto ficou ruim… :-(

Meu quarto suspenso sobre a cidade...

Meu quarto suspenso sobre a cidade...

Chegamos ao hotel logo no início da tarde – e a luz que faltava nos corredores banhava o quarto todo…

A vista do 18o. andar

A vista do 18o. andar

A vizinhança não é das mais belas – mas dá pra reconhecer um cartão postal famoso lá ao fundo? ;-)

Até o chuveiro tem paredes de vidro...

Até o chuveiro tem paredes de vidro...

Nos corner rooms, até as paredes do chuveiro são de vidro – o vidro é fosco, claro, a não ser na janela… A sensação de tomar banho vendo as luzes de NY é indescritível!

A ponte do Brooklyn vista do Pier 17

A ponte do Brooklyn vista do Pier 17

O South Street Seaport e a Ponte do Brooklyn estão relativamente próximos – uns 5 minutinhos de táxi. Já era meio tarde para almoçar, então resolvemos ir comer alguma coisa lá, ao invés de procurar algum outro restaurante mais próximo do hotel.

Cortinas abertas para o pôr-do-sol...

Cortinas abertas para o pôr-do-sol...

Mantivemos as cortinas abertas por todo o dia… Na verdade, a mágica de estar integrada à paisagem da cidade é tão grande que deu pena de fechar as cortinas para dormir!

Mimos...

Mimos...

No fim da tarde, ganhamos docinhos, um mimo… O serviço do hotel foi impecável – não que eu esperasse nada diferente… Fiquei fazendo piada que, se você tivesse alguma dificuldade para respirar, logo apareceria um funcionário do hotel se oferecendo para respirar no seu lugar… :lol: Mas a noite não foi tão tranqüila quanto eu gostaria – a vizinhança é extremamente barulhenta, e dentro do próprio hotel se faz muito barulho, ouvi batidas de porta a noite toda…

Entardecer sem moldura...

Entardecer sem moldura...

O fim de tarde de inverno estava lindo…

Entardecer com moldura...

Entardecer com moldura...

… e foi muito valorizado pela nossa “moldura”…

Saldo da brincadeira? Nossa diária custou US$ 450, já com o café da manhã e as taxas incluídas. O hotel é especialíssimo, e oferece mil detalhes de atenção e mimos, além de um design de muito bom gosto; mas a localização não é muito prática, e o barulho realmente incomodou bastante. Eu não acharia válido, por exemplo, para toda uma semana em Nova York – mas para uma “Noite de Extravagância”, a coisa muda de figura… ;-)

Na minha opinião, uma das características mais interessantes do Salisbury Hotel é a localização – em plena Rua 57, a 2 quadras do Central Park, entre a 6a. e a 7a. Avenidas.  A Rua 57 é uma das mais movimentadas dessa parte de Manhattan, o que pode vir a ser um aborrecimento caso o quarto reservado seja de frente… Por outro lado, como o hotel está situado em uma das artérias novaiorquinas, o transporte nas imediações é sempre fácil e abundante. Ao sair do hotel, pode-se caminhar tanto para a esquerda quanto para a direita – em ambas as esquinas há uma estação de metrô. Por US$ 25, pode-se comprar um Metrocard com validade de 1 semana, e usá-lo em viagens ilimitadas tanto de metrô quanto de ônibus.

Movimento na 57th Street

Movimento na 57th Street

A fachada do hotel é super simples. Descobri lá mesmo, por meio de um dos recepcionistas do hotel, que o edifício costumava ser residencial antes de ser transformado em hotel. Talvez isso ajude a explicar o tamanho dos quartos… ;-)

A fachada do Salisbury Hotel

A fachada do Salisbury Hotel

Logo ao chegar, fui surpreendida com um upgrade! Eu havia reservado um quarto standard, via Expedia, mas recebemos um belíssimo presente: uma king suite!!! No momento em que entrei na nossa “mansão suspensa”, o único pensamento que me ocorria era “eu não fazia idéia que isso existia em Manhattan!”…

O custo para nós foi o que pagamos no Expedia, cerca de US$ 146/dia. Perguntando na recepção do hotel, nos disseram que a diária do quarto standard, ao se reservar diretamente no hotel, é US$ 175 mais as taxas, para até 2 pessoas; a suíte, US$ 265 mais as taxas, para até 4 pessoas.

Tínhamos uma ante-sala…

A ante-sala da suíte

A ante-sala da suíte

… junto a uma pequena cozinha, com pia, frigobar, microondas e cafeteira:

A mini-cozinha

A mini-cozinha

A sala era enorme, e ainda recebemos um mimo: a New York Magazine da semana! ;-)

A sala

A sala

O sofá pode se transformar em uma cama queen – no caso da suíte, a partir do quinto hóspede há um acréscimo de US$ 30 na diária.

Outro ângulo da sala

Outro ângulo da sala

O cantinho-escritório

O cantinho-escritório

Reservei o nosso quarto com uma cama king size, mas é possível pedir duas camas de casal. E nem acreditei quando vi o espelho de corpo inteiro na porta de um dos armários (eram 3!!!). Raridade das raridades…

O quarto

O quarto

Outro ponto alto: o banheiro era impecável, a ponto de merecer duas fotos…

O banheiro

O banheiro

A banheira

A banheira

Eu tinha lido várias e várias resenhas no Trip Advisor a respeito do Salisbury. Concluí que não são exageradas, a maioria foi mesmo bastante justa. Me lembro que os pontos negativos levantados eram o barulho da rua (que felizmente não nos incomodou, pois as suítes são de fundos), a lentidão dos elevadores (que driblamos usando as escadas sempre que íamos descer) e a decoração antiquada (é antiquada mesmo, mas tudo é tão bem cuidado que nem liguei…)

Os pontos mais positivos, na minha opinião, foram o serviço de excelente qualidade, o café da manhã servido no próprio hotel (não incluído na diária, mas a módicos US$ 4 – só de não ter que sair no frio com fome…), o tamanho e o cuidado dos quartos, além, claro, da localização espetacular.

Ah, sim, depois perguntamos também porque resolveram nos conceder um upgrade… E, não, não foi porque o Idas & Vindas está ficando famoso no exterior e quiseram me agradar… 8) Me explicaram que, sempre que há suítes disponíveis, eles procuram oferecê-las aos hóspedes que estejam pagando sua própria estada. Achei uma forma simpaticíssima de ganhar a fidelidade do cliente – nem preciso dizer que ganharam a minha! :D

A pé, à noite, no inverno? Só assim...

A pé, à noite, no inverno? Só assim...

Quando o assunto é Nova York, é quase inevitável que a conversa siga o rumo da Broadway… Eu costumo fazer um paralelo com Buenos Aires e o tango – a associação de idéias é quase imediata. Por conta disso, eu me sinto meio compelida a dizer algo que nunca me disseram, mas que eu bem gostaria de ter ouvido. É o seguinte: se você não gosta de musicais, não se sinta obrigado a ir a um espetáculo da Broadway – Nova York não será menos Nova York apenas porque você não foi ver The Phantom of the Opera ;-)

phantom

Agora então vou explicar o porquê de dizer isso: é que a minha paciência para musicais é bastante limitada… :lol: Eu sou uma apaixonada por teatro, mas os musicais, em sua maioria, não costumam me encantar. Não tenho, por exemplo, aquelas lembranças nostálgicas que várias pessoas têm, de ter visto A Noviça Rebelde quando crianças e terem ficado genuinamente impressionadas… Bom, agora que eu me desautorizei definitivamente no assunto, devo confessar que alguns eu amei sem ressalvas – no circuitão da Broadway, The Phantom of the Opera e Mamma Mia (assisti da última vez, e não imaginava que fosse tão criativo, não tinha visto o filme); off-Broadway, Rent (o meu favorito de todos os tempos, que eu poderia assistir umas 20 vezes…) e Altar Boyz (que também me surpreendeu agora).

E, já que eu estou no clima das confissões, confesso também que detesto essa “disneyzação” da Broadway… Caramba, Mary Poppins, Shrek, The Lion King? Parece tarde de domingo nos cinemas de shopping! Não gosto, não… Claro, não tenho nada contra o gosto alheio,  e acho ótimo que existam opções para todos – só queria explicar que a Broadway não casa muito com o meu gosto, e por isso não tenho muitas opiniões formadas e nem tantas dicas a oferecer nesse âmbito.

rentAinda assim, sempre que posso vou assistir a um espetáculo que ainda não tenha visto, e costumo decidir isso com antecedência, como parte do planejamento da viagem. Por quê? Primeiro, porque detesto perder tempo da viagem com atividades burocráticas que eu poderia ter feito com antecedência, como ficar na fila da TKTS naquele frio danado abaixo de zero, quando eu poderia estar saboreando aquele mochaccino no Starbucks… Segundo, porque normalmente antecedência é sinônimo de bons preços… ;-)

Já faz 10 anos que eu compro meus ingressos via Internet. Naquela ocasião, consegui ingressos para The Phantom of the Opera a míseros US$ 15 mais taxas, e para Rent a US$ 35 mais taxas – comprei diretamente no Ticketmaster ou no Telecharge, não me lembro mais, e levei o recibo de compra ao teatro para retirar os bilhetes, na maior apreensão de que eu pudesse ter caído em alguma roubada. Que nada, deu tudo super certo! 8)

mammamia

Dessa vez tive um pouco de dificuldade para escolher os espetáculos… Eu queria privilegiar o que não tivéssemos assistido ainda, mas que estivesse bem cotado pela crítica. The Phantom e Chicago ficaram de fora porque não eram inéditos para nós. E eu poderia até ter me rendido a um Disney se não tivesse conseguido outra opção, mas uma amiga mencionou que tinha ido assistir a Mamma Mia e tinha se divertido bastante. Depois, uma outra amiga comentou que gostaria de ter ido assistir, e que tinha tentado comprar ingressos na TKTS por 2 ou 3 dias seguidos e não tinha conseguido, sem contar que os preços diretamente na bilheteria estavam proibitivos, na faixa dos US$ 150. Comecei então a focar as minhas buscas em ingressos descontados para Mamma Mia.

Mais uma confissão: a memória de elefante e o acaso me ajudaram muito… Embora eu fique bem orgulhosa dos meus achados, não sou nenhum gênio dos descontos, não – o que eu tenho é essa bendita memória de elefante e bastante paciência no Google… Me lembrei que aqueles libretos que recebemos em todos os musicais são produzidos pela Playbill, o que imediatamete me deu a idéia de googlar a Playbill e ver o que eu achava, né? :mrgreen: Fiz uma super descoberta: o Playbill Club, onde eu consegui todos os ingressos para os espetáculos que fomos assistir com descontos excelentes!

altarboyz

Funciona assim: é preciso se cadastrar no site e dar um email válido, para onde serão enviadas as ofertas. Eu me inscrevi e fiquei esperando – eu poderia ter comprado ingressos descontados apenas por ser membro do Playbill Club, mas as ofertas enviadas por email eram sempre mais interessantes, e nós tínhamos tempo para decidir com calma. Em cerca de 2 ou 3 semanas, eu tinha conseguido ofertas para Mamma Mia a US$ 67.50 mais taxas (contra US$ 116.50 agora no Ticketmaster, para os mesmos lugares, a primeira fila do mezzanino); para Altar Boyz (um musical que eu não conhecia mas que me deixou curiosa, e acabei amando!) a US$ 35 mais taxas (contra os US$ 80 do ingresso descontado diretamente no Playbill Club – lugares na primeira fila!) e US$ 39 mais taxas para o Stomp (na terceira fila!), o clássico off-Broadway que eu ainda não tinha tido a chance de assistir. Saldo geral da brincadeira: pouco mais de US$ 166 por pessoa, entre ingressos e taxas de serviço e conveniência.     stomp

O detalhe é que o pagamento é feito no cartão de crédito e não é reembolsável, ou seja, sempre há um risco de que não se possa comparecer, de que se cancele a viagem e tal. Mas foi um risco calculado, que achamos que valia a pena correr – e não nos arrependemos. Os ingressos para Mamma Mia e Altar Boyz me chegaram via email, em um arquivo pdf. Foi só imprimir e levar, ou seja, super fácil; já os ingressos para o Stomp nós retiramos na bilheteria do teatro cerca de meia hora antes do show, facílimo também.

Apesar de termos conseguido ir a bons espetáculos, fiquei com pena porque, ao longo do mês de fevereiro, vários espetáculos estavam em recesso, ou tinham acabado de sair de cartaz, ou ainda não tinham estreado. Eu queria ter ido ao Cirque du Soleil, e estava em recesso… Estava curiosa para conferir Fuerza Bruta, mas não consegui para as nossas datas… Hair só estreou no início de março, quando eu já estava de volta em casa… E o meu amado Rent saiu de Nova York para excursionar pelo país em setembro do ano passado, uma pena… :-(

Se você estiver indo pra NYC por esses dias e for assistir a algum desses espetáculos que me deixaram na vontade, dá uma passadinha aqui depois pra me contar, Ok? ;-)

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