Califórnia


Pessoal, essa novela sobre o Peru está rendendo muito mais do que eu esperava… Eu pensei que conseguiria terminar antes de vir pra Riverside – e não deu. Depois pensei que, uma vez aqui, terminaria rapidinho – mais uma vez, não deu. Por fim, tentei correr um pouquinho pra terminar antes de botar o pé (ou melhor, as rodas) na estrada de novo – e não vai dar…

Vou fazer só mais uma pausa breve, de agora até o início de junho. É por uma boa causa. A partir de amanhã, recebo a visita de uma amiga de longa data, a Márcia, companheira de grandes momentos e altas roubadas em várias viagens. Vamos alugar um carro e partir num roteiro intitulado por ela “Thelma e Louise sem as encrencas”… :D (Assim espero!) Já eu batizei esse roteiro, desde a fase embrionária, de “Roteiro do Coelho Maluco da Alice”, lembram? Aquele do “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carroll (devidamente “disneyzado” depois…), que vivia correndo, sempre apressado, carregando um relógio?

Pois é… Eu ainda não sei como vai funcionar esse roteiro na prática. Mas já posso afirmar 3 coisas antes mesmo de ligar o carro:

- não dá pra seguir os nossos passos com menos de 2 motoristas – as distâncias são imensas e, embora as estradas americanas sejam bastante boas, o limite de velocidade é razoavelmente baixo, e é muito chão para um motorista só, ao menos no tempo em que pretendemos percorrê-las;

- esse roteiro só é possível com um GPS – ao menos na velocidade em que pretendemos fazê-lo: não há tempo para se perder;

- ele funciona melhor se uma das pessoas já conhecer a região (eu, no caso, conheço todas as cidades grandes) e a outra confiar cegamente na primeira para planejar todo o roteiro (a Márcia, for better or worse, confia… ;-) ). Isso possibilita ir direto aos pontos principais, deixando outros menos interessantes de lado.

Por enquanto não vou nem contar quanto tempo pretendemos passar em cada lugar, mas deixo aqui um gostinho do nosso percurso:

- Grand Canyon;

- Las Vegas;

- Death Valley;

- Yosemite National Park;

- Lake Tahoe;

- Napa Valley;

- San Francisco;

- Monterey, Carmel, Big Sur Coast;

- Santa Barbara;

- Los Angeles;

- San Diego.

Depois preparo um roteirinho seguindo os moldes de sempre, com o orçamento bonitinho (menos a passagem, porque ninguém vai querer voar pras cercanias de Riverside, né? Mas dou uma idéia pelos preços que pescar na Internet…)

E quando eu voltar, retomo a novelinha peruana até acabar! Nesse meio tempo, sugiro uma visita ao blog do Arthur, que acabou de voltar do Peru e já botou no ar uns posts mais recheados do que os meus!!! :D

Bem se diz mesmo que de boas intenções o inferno está cheio… ;-) Tentei, tentei e tentei completar o relato da viagem ao Peru antes de embarcar rumo aos States, mas fiquei lá naquelas boas intenções que povoam o inferno… :P

Antes que os seguidores da novelinha peruana enfartem, eu aviso: pessoal, eu vou continuar contando a história da viagem ao Peru do mesmo jeitinho que faria se estivesse na minha casa lá em Niterói; a única diferença é que vou contar a historinha estando na minha casa em Riverside, Ok? ;-)

Vou fazer essa pausa na novela só pra mostrar um pouquinho dessa cidade que vai ser a minha casa pelos próximos 3 meses e onde eu já estou mesmo me sentindo à vontade… Não é só porque a gente se acostuma a desbravar metrópoles em 4 ou 5 dias, não… ;-) A razão porque já me sinto em casa é que comprei um passe de ônibus!!! :lol: Vou contar, essa vida de “a pé” nos Estados Unidos não é mole, não – a menos, claro, que você more em Nova York, onde ninguém dirige mesmo…

Mais uma vez, quero agradecer a todos vocês, amigos do mundo real e do mundo virtual (sem distinção, porque volta e meia os virtuais se tornam reais e os reais ficam tão sumidos que acabam virando virtuais…) pela torcida poderosa e pelo tanto de carinho que tenho recebido de todos. O convite para a visita tá de pé, hein? 8)

Vamos fazer um pequeno city-tour, então, começando aqui em casa…

Esse é o condomínio onde fica o meu apartamentinho, nem tão “inho” assim, diga-se de passagem – é um bom quarto-e-sala, com cômodos amplos, bem confortável. E tem cozinha americana (claro, né?), que eu simplesmente adoro!

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Essa aqui é a rua que faz esquina com a minha – larga e longa, especialmente feita para os carros, com a calçada estreitinha… Vejam só porque é um desespero não ter rodas nessa cidade!

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Mas, justiça seja feita, a sistema de ônibus pode ser limitado, mas funciona direitinho! Claro que se você perder o ônibus das 10:06 provavelmente só haverá outro às 11:21, o que pode ser um baita atraso de vida – ou uma bela lição de pontualidade para aqueles que precisam!!!

De posse do meu livrinho com os horários dos ônibus e de um passe semanal que me custou a pechicha de US$ 12.00 para viagens ilimitadas – e que eu, claro, estou levando ao pé da letra, passeando à beça – fui desbravar o centro histórico de Riverside, o Mission Inn District. Voltei com algumas (poucas) fotos, só pra dar um gostinho. Vou tratar de Riverside melhor depois que encerrar a novelinha peruana…

Aqui começa o Mission Inn District:

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Uma das maiores atrações turísticas da cidade (por enquanto conferi todas apenas por fora…) é o Mission Inn Hotel & Museum:

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Na mesma rua há outras atrações, especialmente museus, onde sempre há exposições interessantes – esse é o melhor lado de uma cidade universitária, na minha opinião: a oferta cultural costuma ser bastante rica…

Mais ao fundo está o Municipal Auditorium e, no primeiro plano, o Riverside Art Center & Museum:

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No Municipal Museum há uma exposição que estou ansiosa para ver, sobre quilts e histórias:

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Toda caminhada nessa região passa pelo Main Street Pedestrian Mall, uma rua de pedestres onde há alguns bares e cafés com mesas ao ar livre, e uma inusitada estátua em homenagem ao Mahatma Gandhi:

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O imenso relógio ajuda a não perder a hora do ônibus…

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E, finalmente, antes de tomar o ônibus de volta para casa, nada como relaxar um pouquinho no belo White Park:

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