Nova York


Sem nenhuma pretensão de fazer um post verdadeiramente gastronômico,  resolvi fechar a série novaiorquina com algumas dicas do que valeu a pena experimentar…

Na esquina da Rua 57 com a Oitava Avenida, um café bastante simpático para um lanche rápido é o Café Europa (205 W 57th St).  O local é despretensioso, mas prático para um chocolate ou cappuccino numa tarde de inverno. À noite, as sopas e sanduíches são também uma ótima pedida.

Fonte: http://farm3.static.flickr.com/2093/2322979865_c1241971e0.jpg?v=0

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Em um dia de passeio pelas imediações do South Street Seaport, os fãs da cozinha mexicana não vão se arrepender de dar um crédito ao Red (19 Fulton St).  Os nachos, burritos e quesadillas são super gostosos, bastante em conta e condimentados quase à mexicana… ;-)

Fonte: http://www.arkrestaurants.com/section_home.cfm?section_id=1&location_id=1&restaurant_id=12

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Um lugar onde fomos mais de uma vez,  por conta da localização perfeita ao lado do hotel, foi o Angelo’s (117 W 57th St), um italiano que lota na hora do almoço. As pizzas, saladas e massas são deliciosas – e o preço, bastante razoável para os padrões novaiorquinos.

Fonte: http://www.angelospizzany.com/locations.htm

Fonte: http://www.angelospizzany.com/locations.htm

Um achado que eu muito recomendo é o Seeda Thai II (309 W 50th St), um tailandês super aconchegante, com uma comida deliciosa e um atendimento primoroso. Detalhe: gostamos do ambiente quando passsamos a caminho do teatro, e o maître nos garantiu que manteria a cozinha aberta até a nossa volta – me encantei com a delicadeza e mais ainda com o jantar… ;-)

Fonte: http://hellskitchennyc.blogspot.com/2007/07/seeda-thai-ii-never-disappoints.html

Fonte: http://hellskitchennyc.blogspot.com/2007/07/seeda-thai-ii-never-disappoints.html

Uma noite nos dirigimos ao Meatpacking District, para conferir a dica de uma amiga minha: o Buddha Bar (17 Little West 12th St). Fiquei encantadíssima com a decoração do lugar, muito bacana! O ambiente é super gostoso, as músicas, ótimas; mas o jantar não foi nada demais…

Fonte: http://thefreshnesstheory.wordpress.com/2009/01/26/i-wanna-go-to-new-york-haha/

Fonte: http://thefreshnesstheory.wordpress.com/2009/01/26/i-wanna-go-to-new-york-haha/

Fonte: http://iwandahnial.wordpress.com/2009/03/16/restoran-%E2%80%9Cbuddha-bar%E2%80%9D-melecehkan-agama-buddha/

Fonte: http://iwandahnial.wordpress.com/2009/03/16/restoran-%E2%80%9Cbuddha-bar%E2%80%9D-melecehkan-agama-buddha/

Fonte: http://zoice.com/2008/11/14/architecture-the-buddha-bar/

Fonte: http://zoice.com/2008/11/14/architecture-the-buddha-bar/

Na noite em que estávamos hospedados no Hotel On Rivington, resolvemos aproveitar a reserva preferencial para hóspedes e experimentar o Thor (107 Rivington St). Jantar delicioso, ótimo vinho, serviço impecável – ótima opção no Lower East Side! ;-)

Fonte: http://nymag.com/daily/food/2007/01/thor_just_wants_to_fit_in.html

Fonte: http://nymag.com/daily/food/2007/01/thor_just_wants_to_fit_in.html

Fonte: http://www.guidebook.se/?p=349

Fonte: http://www.guidebook.se/?p=349

Fonte: http://nymag.com/nymetro/food/reviews/restaurant/14783/

Fonte: http://nymag.com/nymetro/food/reviews/restaurant/14783/

Na última noite, a pedida foi um show de jazz em um lugar que há muito tentava a minha imaginação: o Oak Room do Algonquin Hotel. A cantora da semana era Sheera Ben-David – e a noite foi literalmente um espetáculo. A moça tem uma voz maravilhosa, a escolha do repertório também foi ótima e o ambiente por si só já valeria a visita.

Fonte: http://www.algonquinhotel.com/oak-room-supper-club

Fonte: http://www.algonquinhotel.com/oak-room-supper-club

Fonte: http://www.hotelplanner.com/Hotels/18858/Reservations-Algonquin-Hotel-New-York-New-York-59-West-44th-St-10036

Fonte: http://www.hotelplanner.com/Hotels/18858/Reservations-Algonquin-Hotel-New-York-New-York-59-West-44th-St-10036

O Algonquin sempre me encantou por ter sido onde morou a escritora Dorothy Parker – e freqüentado por muitos outros escritores, como William Faulkner, Sinclair Lewis,  Derek Walcott, Gertrude Stein, Simone de Beauvoir, Maya Angelou… O próprio Oak Room era um ponto de encontro de escritores,  e o Rose Room abrigou a famosa Round Table – seus membros, comandados por Dorothy Parker, almoçaram ali todos os dias por 10 anos, a partir de 1919. Em 1996 o hotel foi considerado um ponto turístico literário – não bastasse ter sido onde William Faulkner esboçou o discurso de aceitação do Prêmio Nobel de 1958… ;-)

Isso não foi tudo, foi apenas o melhor… Também não bastou para matar as saudades de NY, onde eu não ia há anos – mas foi interessante conhecer alguns lugares onde tinha muita vontade de ir, e outros que nem sabia que existiam. A sensação é a mesma de todas as vezes em que vou até lá – taí uma cidade verdadeiramente inesgotável, já estou precisando voltar! :D

Daí tantas Idas & Vindas… ;-)

The Hotel On Rivington

The Hotel On Rivington

Foi um típico caso de ganhar um limão e fazer dele uma limonada… Quando soubemos que o Salisbury não poderia nos oferecer as 8 noites de hospedagem que queríamos, o jeito foi apelar para a criatividade para resolver a questão da “Noite dos Desabrigados” – por que não transformá-la em uma “Noite de Extravagância”?
A extravagância começa na entrada...

A extravagância começa na entrada...

Como sempre, fui pedir ajuda no VnV, e o Riq me deu algumas idéias brilhantes – sugeriu uns 3 ou 4 hotéis, entre eles os novíssimos hotéis com paredes de vidro do chão ao teto no Lower East Side, o Hotel On Rivington e o Thompson LES. Estava feita a mágica – no momento em que vi os corner rooms do Hotel On Rivington eu não consegui mais pensar em outra possibilidade.
Manhattan aos meus pés...

Manhattan aos meus pés...

A idéia era fazer uma “viagem dentro da viagem”… ;-) Ficamos no Salisbury 3 noites, nos mudamos para o Rivington e depois voltamos para o Salisbury para mais 4 noites. “Viajamos” com pouquíssima bagagem – guardamos as malas grandes no Salisbury e seguimos para o Rivington apenas com uma malinha. Assim foi fácil usar o transporte público – pegamos a linha F do metrô na esquina do Salisbury e em 15 ou 20 minutos estávamos na Delancey Street, a apenas uma quadra do “Hotel de Vidro”.
Linha F - do Salisbury ao Rivington em menos de 20 minutos

Linha F - do Salisbury ao Rivington em menos de 20 minutos

Quando saímos da estação, logo vimos o imenso prédio de vidro – 21 andares, baixo para os padrões novaiorquinos, mas altíssimo para o Lower East Side…

Um gigante de vidro...

Um gigante de vidro...

Os quartos de esquina têm uma grande vantagem além de terem 2 paredes de vidro: eles estão situados entre o nono e o vigésimo andar. Afinal, parte do charme de ter paredes de vidro é ter uma vista!!! 8) Que graça teria ficar hospedada no terceiro andar?!?

A entrada do hotel

A entrada do hotel

A entrada do hotel quase passa despercebida… As paredes de vidro ao lado são do lounge, onde também é servido o café da manhã.

O lounge

O lounge

Essa parte eu detestei – os corredores são escuríssimos!!!

Tão escuros os corredores...

Tão escuros os corredores...

Em compensação, os elevadores são vermelhos – pena que a minha foto ficou ruim… :-(

Meu quarto suspenso sobre a cidade...

Meu quarto suspenso sobre a cidade...

Chegamos ao hotel logo no início da tarde – e a luz que faltava nos corredores banhava o quarto todo…

A vista do 18o. andar

A vista do 18o. andar

A vizinhança não é das mais belas – mas dá pra reconhecer um cartão postal famoso lá ao fundo? ;-)

Até o chuveiro tem paredes de vidro...

Até o chuveiro tem paredes de vidro...

Nos corner rooms, até as paredes do chuveiro são de vidro – o vidro é fosco, claro, a não ser na janela… A sensação de tomar banho vendo as luzes de NY é indescritível!

A ponte do Brooklyn vista do Pier 17

A ponte do Brooklyn vista do Pier 17

O South Street Seaport e a Ponte do Brooklyn estão relativamente próximos – uns 5 minutinhos de táxi. Já era meio tarde para almoçar, então resolvemos ir comer alguma coisa lá, ao invés de procurar algum outro restaurante mais próximo do hotel.

Cortinas abertas para o pôr-do-sol...

Cortinas abertas para o pôr-do-sol...

Mantivemos as cortinas abertas por todo o dia… Na verdade, a mágica de estar integrada à paisagem da cidade é tão grande que deu pena de fechar as cortinas para dormir!

Mimos...

Mimos...

No fim da tarde, ganhamos docinhos, um mimo… O serviço do hotel foi impecável – não que eu esperasse nada diferente… Fiquei fazendo piada que, se você tivesse alguma dificuldade para respirar, logo apareceria um funcionário do hotel se oferecendo para respirar no seu lugar… :lol: Mas a noite não foi tão tranqüila quanto eu gostaria – a vizinhança é extremamente barulhenta, e dentro do próprio hotel se faz muito barulho, ouvi batidas de porta a noite toda…

Entardecer sem moldura...

Entardecer sem moldura...

O fim de tarde de inverno estava lindo…

Entardecer com moldura...

Entardecer com moldura...

… e foi muito valorizado pela nossa “moldura”…

Saldo da brincadeira? Nossa diária custou US$ 450, já com o café da manhã e as taxas incluídas. O hotel é especialíssimo, e oferece mil detalhes de atenção e mimos, além de um design de muito bom gosto; mas a localização não é muito prática, e o barulho realmente incomodou bastante. Eu não acharia válido, por exemplo, para toda uma semana em Nova York – mas para uma “Noite de Extravagância”, a coisa muda de figura… ;-)

Na minha opinião, uma das características mais interessantes do Salisbury Hotel é a localização – em plena Rua 57, a 2 quadras do Central Park, entre a 6a. e a 7a. Avenidas.  A Rua 57 é uma das mais movimentadas dessa parte de Manhattan, o que pode vir a ser um aborrecimento caso o quarto reservado seja de frente… Por outro lado, como o hotel está situado em uma das artérias novaiorquinas, o transporte nas imediações é sempre fácil e abundante. Ao sair do hotel, pode-se caminhar tanto para a esquerda quanto para a direita – em ambas as esquinas há uma estação de metrô. Por US$ 25, pode-se comprar um Metrocard com validade de 1 semana, e usá-lo em viagens ilimitadas tanto de metrô quanto de ônibus.

Movimento na 57th Street

Movimento na 57th Street

A fachada do hotel é super simples. Descobri lá mesmo, por meio de um dos recepcionistas do hotel, que o edifício costumava ser residencial antes de ser transformado em hotel. Talvez isso ajude a explicar o tamanho dos quartos… ;-)

A fachada do Salisbury Hotel

A fachada do Salisbury Hotel

Logo ao chegar, fui surpreendida com um upgrade! Eu havia reservado um quarto standard, via Expedia, mas recebemos um belíssimo presente: uma king suite!!! No momento em que entrei na nossa “mansão suspensa”, o único pensamento que me ocorria era “eu não fazia idéia que isso existia em Manhattan!”…

O custo para nós foi o que pagamos no Expedia, cerca de US$ 146/dia. Perguntando na recepção do hotel, nos disseram que a diária do quarto standard, ao se reservar diretamente no hotel, é US$ 175 mais as taxas, para até 2 pessoas; a suíte, US$ 265 mais as taxas, para até 4 pessoas.

Tínhamos uma ante-sala…

A ante-sala da suíte

A ante-sala da suíte

… junto a uma pequena cozinha, com pia, frigobar, microondas e cafeteira:

A mini-cozinha

A mini-cozinha

A sala era enorme, e ainda recebemos um mimo: a New York Magazine da semana! ;-)

A sala

A sala

O sofá pode se transformar em uma cama queen – no caso da suíte, a partir do quinto hóspede há um acréscimo de US$ 30 na diária.

Outro ângulo da sala

Outro ângulo da sala

O cantinho-escritório

O cantinho-escritório

Reservei o nosso quarto com uma cama king size, mas é possível pedir duas camas de casal. E nem acreditei quando vi o espelho de corpo inteiro na porta de um dos armários (eram 3!!!). Raridade das raridades…

O quarto

O quarto

Outro ponto alto: o banheiro era impecável, a ponto de merecer duas fotos…

O banheiro

O banheiro

A banheira

A banheira

Eu tinha lido várias e várias resenhas no Trip Advisor a respeito do Salisbury. Concluí que não são exageradas, a maioria foi mesmo bastante justa. Me lembro que os pontos negativos levantados eram o barulho da rua (que felizmente não nos incomodou, pois as suítes são de fundos), a lentidão dos elevadores (que driblamos usando as escadas sempre que íamos descer) e a decoração antiquada (é antiquada mesmo, mas tudo é tão bem cuidado que nem liguei…)

Os pontos mais positivos, na minha opinião, foram o serviço de excelente qualidade, o café da manhã servido no próprio hotel (não incluído na diária, mas a módicos US$ 4 – só de não ter que sair no frio com fome…), o tamanho e o cuidado dos quartos, além, claro, da localização espetacular.

Ah, sim, depois perguntamos também porque resolveram nos conceder um upgrade… E, não, não foi porque o Idas & Vindas está ficando famoso no exterior e quiseram me agradar… 8) Me explicaram que, sempre que há suítes disponíveis, eles procuram oferecê-las aos hóspedes que estejam pagando sua própria estada. Achei uma forma simpaticíssima de ganhar a fidelidade do cliente – nem preciso dizer que ganharam a minha! :D

A pé, à noite, no inverno? Só assim...

A pé, à noite, no inverno? Só assim...

Quando o assunto é Nova York, é quase inevitável que a conversa siga o rumo da Broadway… Eu costumo fazer um paralelo com Buenos Aires e o tango – a associação de idéias é quase imediata. Por conta disso, eu me sinto meio compelida a dizer algo que nunca me disseram, mas que eu bem gostaria de ter ouvido. É o seguinte: se você não gosta de musicais, não se sinta obrigado a ir a um espetáculo da Broadway – Nova York não será menos Nova York apenas porque você não foi ver The Phantom of the Opera ;-)

phantom

Agora então vou explicar o porquê de dizer isso: é que a minha paciência para musicais é bastante limitada… :lol: Eu sou uma apaixonada por teatro, mas os musicais, em sua maioria, não costumam me encantar. Não tenho, por exemplo, aquelas lembranças nostálgicas que várias pessoas têm, de ter visto A Noviça Rebelde quando crianças e terem ficado genuinamente impressionadas… Bom, agora que eu me desautorizei definitivamente no assunto, devo confessar que alguns eu amei sem ressalvas – no circuitão da Broadway, The Phantom of the Opera e Mamma Mia (assisti da última vez, e não imaginava que fosse tão criativo, não tinha visto o filme); off-Broadway, Rent (o meu favorito de todos os tempos, que eu poderia assistir umas 20 vezes…) e Altar Boyz (que também me surpreendeu agora).

E, já que eu estou no clima das confissões, confesso também que detesto essa “disneyzação” da Broadway… Caramba, Mary Poppins, Shrek, The Lion King? Parece tarde de domingo nos cinemas de shopping! Não gosto, não… Claro, não tenho nada contra o gosto alheio,  e acho ótimo que existam opções para todos – só queria explicar que a Broadway não casa muito com o meu gosto, e por isso não tenho muitas opiniões formadas e nem tantas dicas a oferecer nesse âmbito.

rentAinda assim, sempre que posso vou assistir a um espetáculo que ainda não tenha visto, e costumo decidir isso com antecedência, como parte do planejamento da viagem. Por quê? Primeiro, porque detesto perder tempo da viagem com atividades burocráticas que eu poderia ter feito com antecedência, como ficar na fila da TKTS naquele frio danado abaixo de zero, quando eu poderia estar saboreando aquele mochaccino no Starbucks… Segundo, porque normalmente antecedência é sinônimo de bons preços… ;-)

Já faz 10 anos que eu compro meus ingressos via Internet. Naquela ocasião, consegui ingressos para The Phantom of the Opera a míseros US$ 15 mais taxas, e para Rent a US$ 35 mais taxas – comprei diretamente no Ticketmaster ou no Telecharge, não me lembro mais, e levei o recibo de compra ao teatro para retirar os bilhetes, na maior apreensão de que eu pudesse ter caído em alguma roubada. Que nada, deu tudo super certo! 8)

mammamia

Dessa vez tive um pouco de dificuldade para escolher os espetáculos… Eu queria privilegiar o que não tivéssemos assistido ainda, mas que estivesse bem cotado pela crítica. The Phantom e Chicago ficaram de fora porque não eram inéditos para nós. E eu poderia até ter me rendido a um Disney se não tivesse conseguido outra opção, mas uma amiga mencionou que tinha ido assistir a Mamma Mia e tinha se divertido bastante. Depois, uma outra amiga comentou que gostaria de ter ido assistir, e que tinha tentado comprar ingressos na TKTS por 2 ou 3 dias seguidos e não tinha conseguido, sem contar que os preços diretamente na bilheteria estavam proibitivos, na faixa dos US$ 150. Comecei então a focar as minhas buscas em ingressos descontados para Mamma Mia.

Mais uma confissão: a memória de elefante e o acaso me ajudaram muito… Embora eu fique bem orgulhosa dos meus achados, não sou nenhum gênio dos descontos, não – o que eu tenho é essa bendita memória de elefante e bastante paciência no Google… Me lembrei que aqueles libretos que recebemos em todos os musicais são produzidos pela Playbill, o que imediatamete me deu a idéia de googlar a Playbill e ver o que eu achava, né? :mrgreen: Fiz uma super descoberta: o Playbill Club, onde eu consegui todos os ingressos para os espetáculos que fomos assistir com descontos excelentes!

altarboyz

Funciona assim: é preciso se cadastrar no site e dar um email válido, para onde serão enviadas as ofertas. Eu me inscrevi e fiquei esperando – eu poderia ter comprado ingressos descontados apenas por ser membro do Playbill Club, mas as ofertas enviadas por email eram sempre mais interessantes, e nós tínhamos tempo para decidir com calma. Em cerca de 2 ou 3 semanas, eu tinha conseguido ofertas para Mamma Mia a US$ 67.50 mais taxas (contra US$ 116.50 agora no Ticketmaster, para os mesmos lugares, a primeira fila do mezzanino); para Altar Boyz (um musical que eu não conhecia mas que me deixou curiosa, e acabei amando!) a US$ 35 mais taxas (contra os US$ 80 do ingresso descontado diretamente no Playbill Club – lugares na primeira fila!) e US$ 39 mais taxas para o Stomp (na terceira fila!), o clássico off-Broadway que eu ainda não tinha tido a chance de assistir. Saldo geral da brincadeira: pouco mais de US$ 166 por pessoa, entre ingressos e taxas de serviço e conveniência.     stomp

O detalhe é que o pagamento é feito no cartão de crédito e não é reembolsável, ou seja, sempre há um risco de que não se possa comparecer, de que se cancele a viagem e tal. Mas foi um risco calculado, que achamos que valia a pena correr – e não nos arrependemos. Os ingressos para Mamma Mia e Altar Boyz me chegaram via email, em um arquivo pdf. Foi só imprimir e levar, ou seja, super fácil; já os ingressos para o Stomp nós retiramos na bilheteria do teatro cerca de meia hora antes do show, facílimo também.

Apesar de termos conseguido ir a bons espetáculos, fiquei com pena porque, ao longo do mês de fevereiro, vários espetáculos estavam em recesso, ou tinham acabado de sair de cartaz, ou ainda não tinham estreado. Eu queria ter ido ao Cirque du Soleil, e estava em recesso… Estava curiosa para conferir Fuerza Bruta, mas não consegui para as nossas datas… Hair só estreou no início de março, quando eu já estava de volta em casa… E o meu amado Rent saiu de Nova York para excursionar pelo país em setembro do ano passado, uma pena… :-(

Se você estiver indo pra NYC por esses dias e for assistir a algum desses espetáculos que me deixaram na vontade, dá uma passadinha aqui depois pra me contar, Ok? ;-)

Central Park South

Central Park South

“Mas é uma insanidade!!!” Foi o que disse a minha consciência no início de dezembro do ano passado,  quando recebi um convite, que na ocasião me pareceu irrecusável, para ir passar o Carnaval em Nova York. Com a crise financeira mundial comendo solta desde setembro, e o dólar subindo a níveis há muito não vistos,  as únicas viagens sensatas a fazer pareciam ser aquelas em que as palavras “câmbio” e “dólar” não estivessem envolvidas. Ou seja, melhor esquecer as viagens internacionais… :cry:

Mas o fato é que a sensatez teve um papel muito pouco preponderante na minha decisão – decidi com a emoção mesmo… E, embora em termos pessoais agora eu saiba que a decisão foi realmente insana (tanto que nem tenho muito o que blogar da viagem em si, sorry…), em termos de planejamento financeiro ela se revelou extremamente viável, e isso eu faço questão de compartilhar! ;-)

Amor na Sexta Avenida

Amor na Sexta Avenida

Quando eu começo a planejar uma viagem para um destino comum, o meu primeiro passo sempre é investigar os preços dos pacotes. Então eu começo a jogar um jogo comigo mesma, que consiste em baixar o preço o máximo possível, para “ganhar” do pacote – isso deve ser feito sem perder a qualidade da viagem, ou seja, não vale trocar hotéis por albergues, mas vale trocar um hotelzão por um hotel charmosinho, uma pousadinha chique e assim por diante. Liguei então para a Sabrina, minha amiga de infância, dona da Pescara Turismo, que volta e meia me consegue  umas barganhas inacreditáveis. Mas o que a Sabrina tinha a oferecer não era muito animador: passagens da American Airlines a US$ 1000, pacotes da TAM Viagens a US$ 2500 (ui…), sempre ficando naqueles  “hotéis de pacote”:  Pennsylvania, Milford Plaza e tal. Não, eu estava determinada a planejar a viagem perfeita para Nova York, e definitivamente esses não eram os hotéis nem os preços que eu tinha em mente.

Grand Central Station

Grand Central Station

De qualquer forma, com um valor inicial de US$ 2500 pelo pacote de 1 semana, não me pareceu que seria muito difícil vencer o meu joguinho… Entrei na Internet e fui direto ao Kayak. Enquanto eu estava morando na Califórnia ano passado, planejei uma viagem de carro pela costa oeste usando o Kayak o tempo todo – e ele se tornou o meu site favorito de busca de preços para viagens. Pesquiso tudo nele, desde pacotes completos a vôos, hotéis e aluguel de carros, e consigo preços inacreditáveis, sem nunca ter tido nenhum problema. É verdade que na maior parte dos sites agregados pelo Kayak o pagamento é adiantado, mas isso nunca me incomodou, porque dificilmente viajo com brechas abertas no roteiro.

Brooklyn Bridge

Brooklyn Bridge

Comecei a brincar então com as datas dos vôos, e o melhor que pude encontrar foi um vôo da Continental,  partindo do Rio na noite da 4a.f. anterior ao Carnaval, dia 18/02, e voltando na 4a.f. seguinte à tarde, por US$ 854 mais as taxas de embarque. Liguei para a Sabrina e passei o que tinha conseguido – e eis então que a Super Sabrina me retorna pouco depois dizendo que ela conseguiria baixar esse preço para US$ 828, mas, se estivéssemos dispostos a viajar na 3a.f. anterior ao Carnaval e só voltar na 5a.f. da semana seguinte, ela conseguiria a inacreditável tarifa de US$ 728!!! Negócio fechado imediatamente, claro, que com uma barganha dessas não se brinca… ;-) Em termos de passagens aéreas, ainda existem várias pechinchas que só mesmo um agente de viagens consegue, porque não se tem acesso a elas via Internet…

Central Park

Central Park

O passo seguinte era acertar os hotéis… A minha melhor lembrança de hospedagem em Nova York  foi uma ocasião em que me hospedei no Roosevelt, em 1997. Só que, de lá pra cá, o Roosevelt virou um hotel queridinho da CVC, o que provavelmente significaria bloqueio para o Carnaval e preços nas alturas.  Pedi ajuda à Sabrina, mas as diárias que ela me ofereceu estavam fora de cogitação – nada abaixo dos US$200, e nenhum hotel que me chamasse a atenção…  Como o joguinho requer um bocado de paciência e perseverança para ser vencido, voltei para o Kayak.  Dei de cara então com um hotel sobre o qual já tinha lido há tempos no Trip Advisor, e que estava reservado em algum canto da minha memória para uso futuro: o Salisbury Hotel. As resenhas eram bastante animadoras – falavam do tamanho enorme dos quartos, da ótima localização a 2 quadras do Central Park, do café da manhã oferecido no próprio hotel, enfim, era uma pérola! Além disso, as diárias no Salisbury para as nossas datas estavam a um precinho sensacional no Expedia: US$ 122 a diária do quarto duplo standard, mais as taxas, o que daria um total de pouco mais de US$ 146.  Passei o achado para a Sabrina, pra ver se ela conseguia baixar o preço ainda mais, mas não deu resultado. Por mais que ela tentasse, não houve meio de conseguir uma operadora de turismo brasileira que trabalhasse com o hotel! Isso até me animou, porque não vejo muita graça em sair do país pra só esbarrar em brasileiros… Nada contra os compatriotas, mas eu gosto de falar outra língua e ter contato com pessoas de outras nacionalidades quando estou fora do país… ;-)

Times Square - reparem na placa avisando sobre a câmera de segurança...

Times Square - reparem na placa avisando sobre a câmera de segurança...

Decidimos então fechar pelo Expedia, mas qual não foi a minha surpresa quando constatei que, das 8 noites que pretendíamos reservar, apenas 7 estavam disponíveis – em uma delas o hotel já estava completamente lotado!!! :-( Me vi de repente com um problemão nas mãos, que logo apelidei de “a noite dos desabrigados”… :lol: Pensei nas soluções mais malucas, mas a idéia que me pareceu mais interessante foi a de transformar a “noite dos desabrigados” na “noite da extravagância”… Se íamos mudar de hotel por uma noite, que não fosse apenas para suprir a falta de acomodação, mas para curtir um hotel especial, melhor do que o que havíamos escolhido anteriormente. Pedi dicas ao pessoal no Viaje na Viagem, e o próprio Riq me deu algumas sugestões especialíssimas, como os novos hotéis-boutique do Lower East Side, com paredes de vidro do chão ao teto… Nosso eleito foi o Hotel On Rivington, onde optamos não pelo quarto mais simples, mas por um quarto de canto em um andar alto, com duas paredes de vidro ao invés de apenas uma… ;-) Mas toda extravagância tem seu preço, claro, e a nossa custou US$ 450, já com as taxas incluídas.

Empire State Building

Empire State Building

Para completar o pacote, faltava apenas decidir o transporte do aeroporto para o hotel e vice-versa. Pensei em táxi, van, transporte em carro particular, limusine e até helicóptero, mas demoramos a decidir… No fim das contas, vendo que o nosso vôo aterrisaria às 6 da matina em Newark e só faríamos o check-in no hotel às 3 da tarde, decidimos alugar um carro com GPS e ir passar o dia no Woodbury Common  Premium Outlets, em New Jersey. Reservamos um carro básico na Avis a pouco menos de US$ 80, pegando no aeroporto e devolvendo na loja da Avis da rua 54, a apenas 3 quadras do nosso hotel.  Depois acabamos pedindo um upgrade de modelo, o que elevou o custo para quase US$ 100, e gastamos US$ 30 de combustível. Mesmo assim, foi uma decisão acertadíssima – cansativa, é verdade, mas foi uma ótima forma de aproveitar o primeiro dia e ainda unir os custos de transporte  e passeio no shopping… ;-) Deixamos a volta ao aeroporto para decidir lá, e acabamos nos dando ao luxo de contratar uma limusine, por US$ 90 apenas…

Fonte: Woodbury Common Premium Outlets

Fonte: Woodbury Common Premium Outlets

Nosso orçamento geral foi o seguinte:

  • Passagem aérea Rio/Nova York/Rio pela Continental: US$ 728;
  • Salisbury Hotel (7 noites): US$ 1028, ou US$ 514 por pessoa;
  • Hotel On Rivington (1 noite): US$ 450, ou US$ 225 por pessoa;
  • Aluguel do carro: US$ 130, ou US$ 65 por pessoa;
  • Limusine: US$ 90, ou US$ 45 por pessoa.

Além disso, fizemos um seguro de saúde por US$ 40 por pessoa, e compramos ingressos para ir ao teatro ver 3 espetáculos, em um total de US$ 166 por pessoa – não estou computando esses gastos nem o valor das taxas de embarque, cerca de R$ 235,00, no valor total da viagem.

Total: US$ 1577 por uma estada de 9 dias / 8 noites em Nova York. Nada mal, né? Acho que posso considerar que dessa vez eu consegui vencer o joguinho… ;-)

Ah, vidinha mais ou menos...

Ah, vidinha mais ou menos...