Estados Unidos


Central Park South

Central Park South

“Mas é uma insanidade!!!” Foi o que disse a minha consciência no início de dezembro do ano passado,  quando recebi um convite, que na ocasião me pareceu irrecusável, para ir passar o Carnaval em Nova York. Com a crise financeira mundial comendo solta desde setembro, e o dólar subindo a níveis há muito não vistos,  as únicas viagens sensatas a fazer pareciam ser aquelas em que as palavras “câmbio” e “dólar” não estivessem envolvidas. Ou seja, melhor esquecer as viagens internacionais… :cry:

Mas o fato é que a sensatez teve um papel muito pouco preponderante na minha decisão – decidi com a emoção mesmo… E, embora em termos pessoais agora eu saiba que a decisão foi realmente insana (tanto que nem tenho muito o que blogar da viagem em si, sorry…), em termos de planejamento financeiro ela se revelou extremamente viável, e isso eu faço questão de compartilhar! ;-)

Amor na Sexta Avenida

Amor na Sexta Avenida

Quando eu começo a planejar uma viagem para um destino comum, o meu primeiro passo sempre é investigar os preços dos pacotes. Então eu começo a jogar um jogo comigo mesma, que consiste em baixar o preço o máximo possível, para “ganhar” do pacote – isso deve ser feito sem perder a qualidade da viagem, ou seja, não vale trocar hotéis por albergues, mas vale trocar um hotelzão por um hotel charmosinho, uma pousadinha chique e assim por diante. Liguei então para a Sabrina, minha amiga de infância, dona da Pescara Turismo, que volta e meia me consegue  umas barganhas inacreditáveis. Mas o que a Sabrina tinha a oferecer não era muito animador: passagens da American Airlines a US$ 1000, pacotes da TAM Viagens a US$ 2500 (ui…), sempre ficando naqueles  “hotéis de pacote”:  Pennsylvania, Milford Plaza e tal. Não, eu estava determinada a planejar a viagem perfeita para Nova York, e definitivamente esses não eram os hotéis nem os preços que eu tinha em mente.

Grand Central Station

Grand Central Station

De qualquer forma, com um valor inicial de US$ 2500 pelo pacote de 1 semana, não me pareceu que seria muito difícil vencer o meu joguinho… Entrei na Internet e fui direto ao Kayak. Enquanto eu estava morando na Califórnia ano passado, planejei uma viagem de carro pela costa oeste usando o Kayak o tempo todo – e ele se tornou o meu site favorito de busca de preços para viagens. Pesquiso tudo nele, desde pacotes completos a vôos, hotéis e aluguel de carros, e consigo preços inacreditáveis, sem nunca ter tido nenhum problema. É verdade que na maior parte dos sites agregados pelo Kayak o pagamento é adiantado, mas isso nunca me incomodou, porque dificilmente viajo com brechas abertas no roteiro.

Brooklyn Bridge

Brooklyn Bridge

Comecei a brincar então com as datas dos vôos, e o melhor que pude encontrar foi um vôo da Continental,  partindo do Rio na noite da 4a.f. anterior ao Carnaval, dia 18/02, e voltando na 4a.f. seguinte à tarde, por US$ 854 mais as taxas de embarque. Liguei para a Sabrina e passei o que tinha conseguido – e eis então que a Super Sabrina me retorna pouco depois dizendo que ela conseguiria baixar esse preço para US$ 828, mas, se estivéssemos dispostos a viajar na 3a.f. anterior ao Carnaval e só voltar na 5a.f. da semana seguinte, ela conseguiria a inacreditável tarifa de US$ 728!!! Negócio fechado imediatamente, claro, que com uma barganha dessas não se brinca… ;-) Em termos de passagens aéreas, ainda existem várias pechinchas que só mesmo um agente de viagens consegue, porque não se tem acesso a elas via Internet…

Central Park

Central Park

O passo seguinte era acertar os hotéis… A minha melhor lembrança de hospedagem em Nova York  foi uma ocasião em que me hospedei no Roosevelt, em 1997. Só que, de lá pra cá, o Roosevelt virou um hotel queridinho da CVC, o que provavelmente significaria bloqueio para o Carnaval e preços nas alturas.  Pedi ajuda à Sabrina, mas as diárias que ela me ofereceu estavam fora de cogitação – nada abaixo dos US$200, e nenhum hotel que me chamasse a atenção…  Como o joguinho requer um bocado de paciência e perseverança para ser vencido, voltei para o Kayak.  Dei de cara então com um hotel sobre o qual já tinha lido há tempos no Trip Advisor, e que estava reservado em algum canto da minha memória para uso futuro: o Salisbury Hotel. As resenhas eram bastante animadoras – falavam do tamanho enorme dos quartos, da ótima localização a 2 quadras do Central Park, do café da manhã oferecido no próprio hotel, enfim, era uma pérola! Além disso, as diárias no Salisbury para as nossas datas estavam a um precinho sensacional no Expedia: US$ 122 a diária do quarto duplo standard, mais as taxas, o que daria um total de pouco mais de US$ 146.  Passei o achado para a Sabrina, pra ver se ela conseguia baixar o preço ainda mais, mas não deu resultado. Por mais que ela tentasse, não houve meio de conseguir uma operadora de turismo brasileira que trabalhasse com o hotel! Isso até me animou, porque não vejo muita graça em sair do país pra só esbarrar em brasileiros… Nada contra os compatriotas, mas eu gosto de falar outra língua e ter contato com pessoas de outras nacionalidades quando estou fora do país… ;-)

Times Square - reparem na placa avisando sobre a câmera de segurança...

Times Square - reparem na placa avisando sobre a câmera de segurança...

Decidimos então fechar pelo Expedia, mas qual não foi a minha surpresa quando constatei que, das 8 noites que pretendíamos reservar, apenas 7 estavam disponíveis – em uma delas o hotel já estava completamente lotado!!! :-( Me vi de repente com um problemão nas mãos, que logo apelidei de “a noite dos desabrigados”… :lol: Pensei nas soluções mais malucas, mas a idéia que me pareceu mais interessante foi a de transformar a “noite dos desabrigados” na “noite da extravagância”… Se íamos mudar de hotel por uma noite, que não fosse apenas para suprir a falta de acomodação, mas para curtir um hotel especial, melhor do que o que havíamos escolhido anteriormente. Pedi dicas ao pessoal no Viaje na Viagem, e o próprio Riq me deu algumas sugestões especialíssimas, como os novos hotéis-boutique do Lower East Side, com paredes de vidro do chão ao teto… Nosso eleito foi o Hotel On Rivington, onde optamos não pelo quarto mais simples, mas por um quarto de canto em um andar alto, com duas paredes de vidro ao invés de apenas uma… ;-) Mas toda extravagância tem seu preço, claro, e a nossa custou US$ 450, já com as taxas incluídas.

Empire State Building

Empire State Building

Para completar o pacote, faltava apenas decidir o transporte do aeroporto para o hotel e vice-versa. Pensei em táxi, van, transporte em carro particular, limusine e até helicóptero, mas demoramos a decidir… No fim das contas, vendo que o nosso vôo aterrisaria às 6 da matina em Newark e só faríamos o check-in no hotel às 3 da tarde, decidimos alugar um carro com GPS e ir passar o dia no Woodbury Common  Premium Outlets, em New Jersey. Reservamos um carro básico na Avis a pouco menos de US$ 80, pegando no aeroporto e devolvendo na loja da Avis da rua 54, a apenas 3 quadras do nosso hotel.  Depois acabamos pedindo um upgrade de modelo, o que elevou o custo para quase US$ 100, e gastamos US$ 30 de combustível. Mesmo assim, foi uma decisão acertadíssima – cansativa, é verdade, mas foi uma ótima forma de aproveitar o primeiro dia e ainda unir os custos de transporte  e passeio no shopping… ;-) Deixamos a volta ao aeroporto para decidir lá, e acabamos nos dando ao luxo de contratar uma limusine, por US$ 90 apenas…

Fonte: Woodbury Common Premium Outlets

Fonte: Woodbury Common Premium Outlets

Nosso orçamento geral foi o seguinte:

  • Passagem aérea Rio/Nova York/Rio pela Continental: US$ 728;
  • Salisbury Hotel (7 noites): US$ 1028, ou US$ 514 por pessoa;
  • Hotel On Rivington (1 noite): US$ 450, ou US$ 225 por pessoa;
  • Aluguel do carro: US$ 130, ou US$ 65 por pessoa;
  • Limusine: US$ 90, ou US$ 45 por pessoa.

Além disso, fizemos um seguro de saúde por US$ 40 por pessoa, e compramos ingressos para ir ao teatro ver 3 espetáculos, em um total de US$ 166 por pessoa – não estou computando esses gastos nem o valor das taxas de embarque, cerca de R$ 235,00, no valor total da viagem.

Total: US$ 1577 por uma estada de 9 dias / 8 noites em Nova York. Nada mal, né? Acho que posso considerar que dessa vez eu consegui vencer o joguinho… ;-)

Ah, vidinha mais ou menos...

Ah, vidinha mais ou menos...

Pessoal, essa novela sobre o Peru está rendendo muito mais do que eu esperava… Eu pensei que conseguiria terminar antes de vir pra Riverside – e não deu. Depois pensei que, uma vez aqui, terminaria rapidinho – mais uma vez, não deu. Por fim, tentei correr um pouquinho pra terminar antes de botar o pé (ou melhor, as rodas) na estrada de novo – e não vai dar…

Vou fazer só mais uma pausa breve, de agora até o início de junho. É por uma boa causa. A partir de amanhã, recebo a visita de uma amiga de longa data, a Márcia, companheira de grandes momentos e altas roubadas em várias viagens. Vamos alugar um carro e partir num roteiro intitulado por ela “Thelma e Louise sem as encrencas”… :D (Assim espero!) Já eu batizei esse roteiro, desde a fase embrionária, de “Roteiro do Coelho Maluco da Alice”, lembram? Aquele do “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carroll (devidamente “disneyzado” depois…), que vivia correndo, sempre apressado, carregando um relógio?

Pois é… Eu ainda não sei como vai funcionar esse roteiro na prática. Mas já posso afirmar 3 coisas antes mesmo de ligar o carro:

- não dá pra seguir os nossos passos com menos de 2 motoristas – as distâncias são imensas e, embora as estradas americanas sejam bastante boas, o limite de velocidade é razoavelmente baixo, e é muito chão para um motorista só, ao menos no tempo em que pretendemos percorrê-las;

- esse roteiro só é possível com um GPS – ao menos na velocidade em que pretendemos fazê-lo: não há tempo para se perder;

- ele funciona melhor se uma das pessoas já conhecer a região (eu, no caso, conheço todas as cidades grandes) e a outra confiar cegamente na primeira para planejar todo o roteiro (a Márcia, for better or worse, confia… ;-) ). Isso possibilita ir direto aos pontos principais, deixando outros menos interessantes de lado.

Por enquanto não vou nem contar quanto tempo pretendemos passar em cada lugar, mas deixo aqui um gostinho do nosso percurso:

- Grand Canyon;

- Las Vegas;

- Death Valley;

- Yosemite National Park;

- Lake Tahoe;

- Napa Valley;

- San Francisco;

- Monterey, Carmel, Big Sur Coast;

- Santa Barbara;

- Los Angeles;

- San Diego.

Depois preparo um roteirinho seguindo os moldes de sempre, com o orçamento bonitinho (menos a passagem, porque ninguém vai querer voar pras cercanias de Riverside, né? Mas dou uma idéia pelos preços que pescar na Internet…)

E quando eu voltar, retomo a novelinha peruana até acabar! Nesse meio tempo, sugiro uma visita ao blog do Arthur, que acabou de voltar do Peru e já botou no ar uns posts mais recheados do que os meus!!! :D

Bem se diz mesmo que de boas intenções o inferno está cheio… ;-) Tentei, tentei e tentei completar o relato da viagem ao Peru antes de embarcar rumo aos States, mas fiquei lá naquelas boas intenções que povoam o inferno… :P

Antes que os seguidores da novelinha peruana enfartem, eu aviso: pessoal, eu vou continuar contando a história da viagem ao Peru do mesmo jeitinho que faria se estivesse na minha casa lá em Niterói; a única diferença é que vou contar a historinha estando na minha casa em Riverside, Ok? ;-)

Vou fazer essa pausa na novela só pra mostrar um pouquinho dessa cidade que vai ser a minha casa pelos próximos 3 meses e onde eu já estou mesmo me sentindo à vontade… Não é só porque a gente se acostuma a desbravar metrópoles em 4 ou 5 dias, não… ;-) A razão porque já me sinto em casa é que comprei um passe de ônibus!!! :lol: Vou contar, essa vida de “a pé” nos Estados Unidos não é mole, não – a menos, claro, que você more em Nova York, onde ninguém dirige mesmo…

Mais uma vez, quero agradecer a todos vocês, amigos do mundo real e do mundo virtual (sem distinção, porque volta e meia os virtuais se tornam reais e os reais ficam tão sumidos que acabam virando virtuais…) pela torcida poderosa e pelo tanto de carinho que tenho recebido de todos. O convite para a visita tá de pé, hein? 8)

Vamos fazer um pequeno city-tour, então, começando aqui em casa…

Esse é o condomínio onde fica o meu apartamentinho, nem tão “inho” assim, diga-se de passagem – é um bom quarto-e-sala, com cômodos amplos, bem confortável. E tem cozinha americana (claro, né?), que eu simplesmente adoro!

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Essa aqui é a rua que faz esquina com a minha – larga e longa, especialmente feita para os carros, com a calçada estreitinha… Vejam só porque é um desespero não ter rodas nessa cidade!

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Mas, justiça seja feita, a sistema de ônibus pode ser limitado, mas funciona direitinho! Claro que se você perder o ônibus das 10:06 provavelmente só haverá outro às 11:21, o que pode ser um baita atraso de vida – ou uma bela lição de pontualidade para aqueles que precisam!!!

De posse do meu livrinho com os horários dos ônibus e de um passe semanal que me custou a pechicha de US$ 12.00 para viagens ilimitadas – e que eu, claro, estou levando ao pé da letra, passeando à beça – fui desbravar o centro histórico de Riverside, o Mission Inn District. Voltei com algumas (poucas) fotos, só pra dar um gostinho. Vou tratar de Riverside melhor depois que encerrar a novelinha peruana…

Aqui começa o Mission Inn District:

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Uma das maiores atrações turísticas da cidade (por enquanto conferi todas apenas por fora…) é o Mission Inn Hotel & Museum:

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Na mesma rua há outras atrações, especialmente museus, onde sempre há exposições interessantes – esse é o melhor lado de uma cidade universitária, na minha opinião: a oferta cultural costuma ser bastante rica…

Mais ao fundo está o Municipal Auditorium e, no primeiro plano, o Riverside Art Center & Museum:

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No Municipal Museum há uma exposição que estou ansiosa para ver, sobre quilts e histórias:

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Toda caminhada nessa região passa pelo Main Street Pedestrian Mall, uma rua de pedestres onde há alguns bares e cafés com mesas ao ar livre, e uma inusitada estátua em homenagem ao Mahatma Gandhi:

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O imenso relógio ajuda a não perder a hora do ônibus…

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E, finalmente, antes de tomar o ônibus de volta para casa, nada como relaxar um pouquinho no belo White Park:

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