Peru


Quem primeiro teve a idéia de organizar índices de viagens foi o Riq – e, como boas idéias não só podem como devem ser copiadas, aqui vai um índice organizado de toda a viagem:

PLANEJAMENTO

Próximos passos: Bolívia e Peru – roteiro e orçamento;

Meu primeiro dia de férias em… Guarulhos?!? – pequenas alterações no roteiro devido a um vôo cancelado;

BOLÍVIA

La Paz:

Nas alturas!!! – o soroche e sua prevenção;

A paz é colorida!!!

Valle de la Luna

Um passeio por La Paz – I

Um passeio por La Paz – II

Hotel Columbus, La Paz – resenha;

Uma noite no Utama – o restaurante do Hotel Plaza;

Neve?!?

Copacabana:

A caminho de Copacabana

Copacabana, princesinha do lago

Hotel Rosario del Lago – resenha;

Isla del Sol

Delícias do lago

Nossa Senhora de Copacabana

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Transportes

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Hospedagem

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Alimentação

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Roteiro

PERU

Puno:

Finalmente o Peru!

Hotel Conde de Lemos, Puno – resenha;

Descobrindo Puno

Kamisaraki! – as Ilhas Flutuantes dos Uros;

Uma tarde em Puno

De passagem por Juliaca

Cuzco:

A primeira impressão NÃO é a que fica

Hotel Terra Andina – resenha;

Reserva: a palavra mágica! – para embarcar no trem a Machu Picchu;

Cuzco à primeira vista

Cuzco by night

E na hora da fome… - restaurantes em Cuzco;

Machu Picchu:

Trilha Inca, por Emília Fernandes, a Turista Acidental;

Trilhos Incas – a Peru Rail;

Rumo a Machu Picchu

Cinco minutos em Aguas Calientes

Enfim, Machu Picchu!

Arredores de Cuzco:

Cuzco: o city-tour I

Cuzco: o city-tour II

Pisac – Valle Sagrado;

Lima:

Chá de cadeira – atrasos no vôo Cuzco-Lima;

Hotel León de Oro, Lima – resenha;

Larcomar, uma delícia de shopping

Museo Rafael Larco Herrera

Uma tarde na Plaza de Armas

Mais sabores de Lima

Dicas do Peru – Balanço geral: Transportes

Dicas do Peru – Balanço geral: Hospedagem

Dicas do Peru – Balanço geral: Alimentação

Dicas do Peru – Balanço geral: Roteiro

Agora, sim, temos o ponto final da novela peruana – até que enfim! :D Aguardem, então, a “saga patagônica”, a nova série do I&V em infindáveis capítulos… :lol:

Não foi uma tarefa simples montar um roteiro pelo Peru, como poderia parecer à primeira vista. Os anúncios de pacotes turísticos nos jornais costumam oferecer o Peru em 6 dias – com Lima, Cuzco e Machu Picchu – mas eu queria fazer ao menos um pouquinho mais do que esse circuito básico.

De certa forma, o ápice da viagem seria Machu Picchu, sim, como acredito que aconteça com 90 ou 95% dos turistas que vão ao Peru. Mas alguns anos antes eu tinha visto um episódio do Lonely Planet na TV a cabo (quando ainda ia ao ar com o nome “Planeta Solitário”, e não “Mochileiros”, como hoje em dia – faz tempo! ;-) ) e tinha ficado cismada com o Lago Titicaca, e com uma viagem um pouco mais extensa pelo Peru.

Para encaixar Lima, Cuzco, Machu Picchu e o Titicaca em 2 semanas de férias, acabei deixando de lado outras cidades peruanas e incluindo um pouquinho da Bolívia. Foi uma questão logístico-geográfica apenas, que me poupou alguns neurônios na hora de fazer o roteiro funcionar.

Entretanto, assim como eu concluí quando fiz o balanço geral do roteiro da Bolívia, é possível também voltar ao Peru inúmeras vezes, e fazer várias viagens diferentes, em roteiros que podem variar de 1 semana a 1 mês sem  monotonia.

O esquema que eu escolhi na época ainda me parece bastante acertado: chegamos a Puno de ônibus a partir de Copacabana, na Bolívia. De lá voamos a Cuzco (pelo aeroporto de Juliaca, o mais próximo de Puno, a 45 minutos de distância). Fizemos um bate-e-volta a Machu Picchu – que foi aperfeiçoado por quem foi depois de mim (Arthur? Camila? Wanessa? Lu? Não me lembro quem pôs a idéia em prática primeiro… :oops: ), com a partida para Aguas Calientes no fim do dia, o pernoite em um hotel local e a visita a Machu Picchu logo de manhã cedo. Ficamos em Cuzco 4 dias, que foram suficientes para curtir a cidade sem pressa. Em seguida, tomamos um vôo para Lima, uma cidade  que me cativou muito mais do que eu esperava, e onde tenho muuuuuita vontade de voltar (quem sabe ainda este ano?)  ;-)

A parte peruana do nosso périplo consumiu 10 dias, que comento em seguida:

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1o. dia – Saímos de Copacabana de ônibus em direção a Puno. À noite demos uma volta pela cidade, que é pequena e tem poucos atrativos.  Essa viagem foi parte do pacote que contratamos na Turisbus, de La Paz, um custo-benefício excelente: o ônibus era confortável, a viagem foi tranqüila,  e não tivemos que usar nem um minuto do nosso tempo em Copacabana para descobrir como chegar a Puno…

2o. dia – Fizemos o passeio às Islas Flotantes de los Uros, contratado no próprio hotel. Mais uma vez, eu repetiria tudo igual: o passeio foi ótimo, o preço foi justo e, como tínhamos pouco tempo na cidade, valeu a pena não precisar ficar pesquisando agências locais…

3o. dia – Voamos para Cuzco pela manhã. Aqui o roteiro começou a apresentar uma falha… Esse dia era um domingo, mas, na hora em que chegamos já não dava mais tempo de visitar o Mercado Indígena de Pisac, que eu tinha bastante curiosidade de conhecer. O Mercado só funciona às 3as., 5as. e domingos. Na 3a. iríamos a Machu Picchu e na 5a. seguiríamos viagem para Lima.

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4o. dia – City-tour em Cuzco. No geral, um excelente passeio. Minha única crítica se referia ao horário em que fiz o passeio, à tarde – ao chegar ao último sítio arqueológico, já está bem escuro… Mas soube depois pela Wanessa , do Cadernos de Viagem, que o city-tour só é oferecido à tarde, não há a possibilidade de fazê-lo pela manhã…

5o. dia – Machu Picchu. Se eu voltasse hoje, acho que a única coisa que faria diferente seria pernoitar em Aguas Calientes na véspera da ida a Machu Picchu, para chegar ao parque na hora de abertura e diminuir o cansaço de fazer a viagem de ida e volta no mesmo dia. De resto, um dia me pareceu suficiente para aproveitar, sim.

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6o. dia – Valle Sagrado. Nem me sinto muito à vontade para comentar, porque abreviei a minha visita (minha coluna  problemática deu mostras de cansaço, e fazia só 6 meses que eu tinha tido uma baita crise…). Fui apenas a Pisac,  em um dia sem mercado, e a experiência foi bem diferente da que teve quem viu o mercado. Hoje eu trocaria a ordem desses passeios todos – faria primeiro um reconhecimento descompromissado de Cuzco e logo depois o city-tour, como fiz; depois iria ao Valle Sagrado, em dia de Mercado Indígena em Pisac, e ficaria em Ollantaytambo para tomar o trem para Aguas Calientes, como fez a Camila, do Viaggiando. (Foi esse mesmo o procedimento, Camila?)

7o. ao 10o. dias – Lima. Foi suficiente para o básico, mas eu ficaria mais. Lima dá conta, sozinha, de 1 semana de viagem, tantos são os pontos históricos, os museus e os restaurantes.

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Foi um roteiro básico – valeu a pena, mas foi só uma amostra da riqueza desse país. O Peru é bem mais do que isso – e, quanto mais perto se chega, mais se descobre acerca de lugares que teriam valido a pena visitar… Alguns eu deixei de fora com dó, como Arequipa e o Cánion del Colca; outros nunca aguçaram realmente a minha curiosidade, como Nazca, mas eu não dispensaria a visita se tivesse a oportunidade; outros, ainda, eu nem sabia que existiam, como a viagem de trem de Lima a Huancayo, que o Ernesto e a Cibele fizeram…

Há muitas idéias de roteiros e uma vastidão de dicas salpicadas em diversos blogs de viagem. A forma mais rápida de chegar a eles é clicando no VnV, nesta página que reúne tudo o que existe lá sobre o Peru! :D

Assim como já havia acontecido na Bolívia, fui agradavelmente surpreendida pela culinária peruana. Mesmo sabendo que Lima é hoje uma das grandes capitais gastronômicas da América Latina, eu confesso que tinha lá as minhas dúvidas… Pois fiquei muito feliz de “pagar a língua” – passei muitíssimo bem!

Não me atrevo mais a falar em custos, depois de mais de 2 anos, mas o que posso garantir é que qualquer brasileiro acostumado a freqüentar restaurantes, seja no Rio, em São Paulo ou em outras grandes cidades brasileiras vai achar que a conta do restaurante, ao fim da refeição, será mais um motivo de alegria – e nem vai merecer ser chamada de “dolorosa”… ;-)

Seguem aqui alguns links para posts onde falo de restaurantes no Peru aqui no I&V:

E na hora da fome… – restaurantes em Cuzco;

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Larcomar, uma delícia de shopping – restaurantes e cafés no Shopping Larcomar, em Lima;

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Mais sabores de Lima – outros restaurantes em Lima.

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Mas eu não ficaria só aqui no I&V, não… ;-) Faria também uma visitinha aos posts abaixo, lá no VnV:

Passeando e comendo em Lima, na carona do Pato Econômico;

Peru: a viagem gourmet do Edu Luz;

E não deixaria de consultar também estes:

À mesa em Lima e À mesa em Cusco, no Cadernos de Viagem, da Wanessa Lima;

Post-índice da viagem ao Peru, no Dividindo a Bagagem, da Lu Malheiros – em relação ao assunto alimentação, a Lu lista vários posts onde fala de restaurantes, lanchonetes, compras no supermercado…

Comendo  em Cusco e Valle Sagrado e Comendo (bem!) em Lima, na Karinissima.

Bom apetite!!! :D

Quando eu estava buscando hospedagem no Peru com boa relação custo-benefício, encontrei o site da Go2Peru. Foi lá que resolvi, de uma só tacada, a questão de hospedagem nas nossas 3 cidades-base: Puno, Cuzco e Lima. Nosso foco estava nos hotéis medianos, que oferecessem o básico – banheiro no quarto, calefação e café da manhã – sem doer no bolso. Chegamos à conclusão que os nossos reais nos levam bem longe no Peru, principalmente quando se esbarra com promoções como a da Visa, que nos deu descontos que variavam entre 28 e 45% nos hotéis que reservamos pelo site.

Em Puno, nosso hotel foi o Conde de Lemos, que conseguimos fechar a US$ 35 a diária do quarto duplo. Leia o post sobre ele aqui.

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O ponto alto da nossa hospedagem foi o Hotel Terra Andina, em Cuzco. Foi também o mais caro dentre os eleitos, mas nada absurdo: US$ 65 o quarto duplo. Leia mais sobre ele aqui.

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Finalmente, em Lima, encontrei outra barganha: o Hotel León de Oro, muito bem localizado, em Miraflores. Esse nos custou módicos US$ 38 o quarto duplo. Escrevi sobre ele aqui.

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Infelizmente, as tarifas mais do que amigáveis que encontrei há quase 3 anos não existem mais… :cry: Ainda assim, acho que vale a pena consultar a Go2Peru antes de tomar qualquer decisão referente a hospedagem no Peru – as ofertas Visa continuam existindo, talvez seja uma questão de época, antecedência, ou até mesmo de sorte conseguir um precinho tão baixo quanto eu consegui. De todo modo, mesmo com as tarifas inflacionadas (e inflacionadas em dólar!), a hospedagem no Peru não chega a pesar no bolso, não… ;-)

Antes de colocar o ponto final na série sobre o Peru, cabe fazer aquele “resumão” que já se tornou tradicional por aqui… Este, entretanto, vai ao ar com um disclaimer: como faz muito tempo que eu terminei a viagem, boa parte do que eu aprendi ao longo do período de pesquisa e da própria realização da viagem pode não ser mais válido. Cheguei a me questionar se valeria a pena organizar essas dicas que não sei mais se funcionam, mas achei que  elas poderiam ter um  propósito pedagógico. Explico: quando eu planejei essa viagem, fiz todos os planos a partir de algumas dicas de pessoas que já tinham ido e muita, mas muita mesmo, pesquisa na Internet. Então, se as minhas dicas não derem o caminho das pedras todo certinho, por conta de mudanças nas regras do jogo, acredito que vão ensinar como cada um pode se virar pra descobrir o novo caminho, Ok? ;-)

Vamos começar, então, como já é de praxe, pelos transportes:

1. Passagem aérea

Quando eu viajei, em julho de 2007, a TACA ainda não voava para o Rio, apenas para São Paulo.  Sendo assim,  comprei o vôo internacional com partida de São Paulo, e uma passagem da Gol do Galeão a Guarulhos. Na época, valeu a pena porque eu pude montar os vôos internacionais quase exatamente como queria (São Paulo / La Paz // Cuzco / Lima / São Paulo), por um preço que me pareceu muito justo, US$ 589 mais taxas. Só precisei comprar por fora a passagem Juliaca / Cuzco, porque a TACA não faz esse trecho, mas consegui um bom preço na Lan Peru, comprando via Enjoy Peru, US$ 95.  Hoje em dia a TACA já voa para o Rio, o que mudaria um pouco os planos – para melhor, claro! ;-)

2. Trens

O nosso roteiro comportava duas viagens de trem bastante interessantes: o trecho Puno-Cuzco,  feito no Andean Explorer, que pertence à Peru Rail, e o trecho Cuzco-Águas Calientes, feito no Backpacker, no Vistadome ou no Hiram Bingham, da mesma Peru Rail (que, por sua vez, pertence à Orient Express).

O trecho Puno-Cuzco tem duração de 10 horas, e na época custava US$ 130. Entretanto, ele só é feito dia sim, dia não, porque o trem faz um eterno bate-e-volta entre Puno e Cuzco, indo num dia e voltando no outro. Quem quiser fazer a viagem de trem precisa se programar com bastante cuidado. No nosso caso, não vingou – tínhamos 4 dias em Cuzco e teríamos usar um deles para ficar em Puno (onde já não tínhamos o que fazer…) esperando o trem, e outro na viagem em si. Ou seja, o Andean Explorer ficou pra próxima…

Fizemos a viagem de Cuzco a Águas Calientes no Vistadome, reservando pelo site da Peru Rail e comprando os bilhetes no escritório da companhia em Cuzco. O sistema, entretanto, já não funcionava mais assim há algum tempo, mesmo antes da interrupção do serviço devido às enchentes no início deste ano, que destruíram uma parte da ferrovia.  O site da Peru Rail informa que há previsão de que os trechos sejam todos restabelecidos nos próximos meses, quando então o sistema voltará a vender as passagens.

Achei o Vistadome uma boa escolha para a ida – o trem tem janelões enormes que permitem que se aprecie  a paisagem ao longo do caminho. Mas na volta já estava tão cansada que não me fez diferença alguma ter ou não uma paisagem para apreciar. Não sei se o nível de conforto difere tanto assim de um trem para o outro a ponto de justificar pagar pelo Vistadome apenas para cochilar em uma poltrona mais macia – ou se valeria ir no Vistadome e voltar no Backpacker… ;-)

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3. Transporte público urbano

Não usei, em nenhuma das cidades peruanas que visitei. O motivo? Com o táxi tão barato, simplesmente não houve necessidade… Mas isso nos leva ao próximo ponto…

4. Táxis

São abundantes, e extremamente baratos – sim, muuuuuito mais baratos do que em Buenos Aires…  :D Têm, entretanto, uma característica que costuma desagradar aos brasileiros em geral, ao menos em um primeiro momento: o preço das corridas é negociado a cada vez, não há taxímetro. Isso significa que o preço é cobrado de acordo com cada cliente, e que os turistas vão, sim, pagar mais do que os locais… Mas, com algumas dicas, um pouco de jogo de cintura e muito senso de humor, dá pra se sair bem no jogo da pechincha. Eu fiquei craque, e ensino tudinho aqui.

5. Estradas e ônibus

Não cheguei a experimentar viajar de ônibus. Mas a Camila, do Viaggiando, fez isso, e não foi uma experiência muito boa… Ela conta tudo aqui. Vale a visita!

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