Peru


Em novembro de 2010, pouco mais de 1 mês antes de iniciar a nossa VAM (Volta ao Mundo), eu e Paulinho fomos aproveitar o feriadão de Finados em Lima, no Peru, usando 20.000 milhas TAM. Foi a nossa última oportunidade de voar TAM na América do Sul antes da mudança de política da companhia, que agora pede 15.000 milhas por trecho voado no continente.

Pouco tempo antes, eu tinha terminado de contar a famosa “novela peruana” aqui no Idas & Vindas, o relato de 2 semanas de viagem que se estendeu por muitos e muitos posts, e estava mesmo ansiosa por voltar ao Peru – a Lima em especial, uma cidade que me surpreendeu e encantou, e onde eu tenho vontade de voltar ainda várias e várias vezes.

Partimos no sábado pela manhã, no vôo que sai do Galeão por volta das 06:00h com destino a São Paulo, onde tomamos o vôo para Lima. Com o fuso horário de 2 horas a nosso favor, desembarcamos mais ou menos na hora do almoço.

Nossos planos eram aproveitar Lima ao máximo, mas sem pressa ou stress, fazendo os passeios que fossem viáveis, sem tentar abarcar tudo de uma vez – de todo modo, a gente sabia que não seria mesmo possível dar conta de tudo em uma única viagem, já que nosso tempo de visita se resumia a metade deste primeiro dia, o domingo e a 2a. inteiros e apenas parte da manhã de 3a.f. O nosso vôo de volta saía de Lima no início da tarde.

Para otimizar o nosso tempo, contratamos logo um táxi no balcão do desembarque do aeroporto – nem cogitamos sair e pechinchar preço com os táxis do lado de fora, porque, com tempo restrito, cada minuto era precioso.

Fachada do Hotel Radisson Decapolis Miraflores

Logo chegamos ao nosso hotel, o Radisson Decapolis Miraflores. Faltava ainda algum tempo para o horário correto do check-in, e o nosso quarto não estava disponível. Resolvemos então comer alguma coisa no próprio sushi bar do hotel, para acompanhar o nosso welcome drink, o primeiro de alguns deliciosos pisco sours que tomamos por lá…

Martini Bar & Sushi Bar

Martini Bar & Sushi Bar

Pisco sours no Martini Bar & Sushi Bar

Eu simplesmente amei a mistura de culinária japonesa com peruana do Martini Bar & Sushi Bar  – poderia comer esses makis de ceviche todos os dias… ;-)

Comidinha japa com toques peruanos

Um close nas delícias... ;-)

Em dois tempos nosso quarto ficou pronto e subimos para deixar a bagagem. O quarto ajudou a confirmar o que eu já suspeitava – dados a categoria do hotel, sua localização e os serviços oferecidos, o Radisson de Miraflores me parece ser a a melhor relação custo x benefício que é possível encontrar em Lima. Reservamos nossas 3 noites via Expedia, ao custo de US$ 99 a diária do quarto duplo.

Nosso quarto - muito espaço e funcionalidade

Saímos então para dar uma volta de reconhecimento nos arredores do hotel. Acabamos seguindo em direção ao Shopping Larcomar, onde eu já tinha estado na viagem anterior, e que oferece uma vista linda do Oceano Pacífico… Demos uma sorte daquelas de pegar esse dia de sol tão bonito, já que isso não é muito comum em Lima, famosa pelo céu branco, sempre coberto de névoa.

Shopping Larcomar

O Oceano Pacífico visto das amuradas do Larcomar

A bela vegetação das falésias, vista do Larcomar

O restaurante Rosa Náutica visto do Larcomar

Logo bateu a fome – afinal, tínhamos saído de madrugada pra pegar o vôo, e os makis com pisco sour do sushi bar não contam como almoço… ;-) Escolhemos um restaurante com varanda para continuar apreciando a vista – por incrível que pareça, não me lembro e não anotei o nome do restaurante! :oops:

Varanda do restaurante onde almoçamos

Carla, Paulinho e o almoço com vista para o Pacífico

     

Depois do almoço, continuamos o nosso passeio em direção ao Parque del Amor – aquele famoso cartão-postal de Miraflores, com amuradas de mosaicos inspirados em Gaudí, e onde s situa a escultura de Victor Delfín que mostra um casal se beijando.

Chegando ao Parque del Amor

Parque del Amor

A escultura de Victor Delfín

Mosaicos inspirados em Gaudí

Logo voltamos para o hotel para descansar um pouco. Acabamos pegando em um sono pesado, e só acordamos já bem tarde – felizmente ainda a tempo de curtir um pouco da noite no Souk Bar, o lounge da cobertura do hotel.

Souk Bar - na cobertura do Radisson

Ficamos lá um pouco, mas logo descemos para o quarto para descansar e poder aproveitar bem o dia seguinte.

Quem primeiro teve a idéia de organizar índices de viagens foi o Riq – e, como boas idéias não só podem como devem ser copiadas, aqui vai um índice organizado de toda a viagem:

PLANEJAMENTO

Próximos passos: Bolívia e Peru – roteiro e orçamento;

Meu primeiro dia de férias em… Guarulhos?!? – pequenas alterações no roteiro devido a um vôo cancelado;

BOLÍVIA

La Paz:

Nas alturas!!! – o soroche e sua prevenção;

A paz é colorida!!!

Valle de la Luna

Um passeio por La Paz – I

Um passeio por La Paz – II

Hotel Columbus, La Paz – resenha;

Uma noite no Utama – o restaurante do Hotel Plaza;

Neve?!?

Copacabana:

A caminho de Copacabana

Copacabana, princesinha do lago

Hotel Rosario del Lago – resenha;

Isla del Sol

Delícias do lago

Nossa Senhora de Copacabana

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Transportes

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Hospedagem

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Alimentação

Dicas da Bolívia – Balanço geral: Roteiro

PERU

Puno:

Finalmente o Peru!

Hotel Conde de Lemos, Puno – resenha;

Descobrindo Puno

Kamisaraki! – as Ilhas Flutuantes dos Uros;

Uma tarde em Puno

De passagem por Juliaca

Cuzco:

A primeira impressão NÃO é a que fica

Hotel Terra Andina – resenha;

Reserva: a palavra mágica! – para embarcar no trem a Machu Picchu;

Cuzco à primeira vista

Cuzco by night

E na hora da fome… - restaurantes em Cuzco;

Machu Picchu:

Trilha Inca, por Emília Fernandes, a Turista Acidental;

Trilhos Incas – a Peru Rail;

Rumo a Machu Picchu

Cinco minutos em Aguas Calientes

Enfim, Machu Picchu!

Arredores de Cuzco:

Cuzco: o city-tour I

Cuzco: o city-tour II

Pisac – Valle Sagrado;

Lima:

Chá de cadeira – atrasos no vôo Cuzco-Lima;

Hotel León de Oro, Lima – resenha;

Larcomar, uma delícia de shopping

Museo Rafael Larco Herrera

Uma tarde na Plaza de Armas

Mais sabores de Lima

Dicas do Peru – Balanço geral: Transportes

Dicas do Peru – Balanço geral: Hospedagem

Dicas do Peru – Balanço geral: Alimentação

Dicas do Peru – Balanço geral: Roteiro

Agora, sim, temos o ponto final da novela peruana – até que enfim! :D Aguardem, então, a “saga patagônica”, a nova série do I&V em infindáveis capítulos… :lol:

Não foi uma tarefa simples montar um roteiro pelo Peru, como poderia parecer à primeira vista. Os anúncios de pacotes turísticos nos jornais costumam oferecer o Peru em 6 dias – com Lima, Cuzco e Machu Picchu – mas eu queria fazer ao menos um pouquinho mais do que esse circuito básico.

De certa forma, o ápice da viagem seria Machu Picchu, sim, como acredito que aconteça com 90 ou 95% dos turistas que vão ao Peru. Mas alguns anos antes eu tinha visto um episódio do Lonely Planet na TV a cabo (quando ainda ia ao ar com o nome “Planeta Solitário”, e não “Mochileiros”, como hoje em dia – faz tempo! ;-) ) e tinha ficado cismada com o Lago Titicaca, e com uma viagem um pouco mais extensa pelo Peru.

Para encaixar Lima, Cuzco, Machu Picchu e o Titicaca em 2 semanas de férias, acabei deixando de lado outras cidades peruanas e incluindo um pouquinho da Bolívia. Foi uma questão logístico-geográfica apenas, que me poupou alguns neurônios na hora de fazer o roteiro funcionar.

Entretanto, assim como eu concluí quando fiz o balanço geral do roteiro da Bolívia, é possível também voltar ao Peru inúmeras vezes, e fazer várias viagens diferentes, em roteiros que podem variar de 1 semana a 1 mês sem  monotonia.

O esquema que eu escolhi na época ainda me parece bastante acertado: chegamos a Puno de ônibus a partir de Copacabana, na Bolívia. De lá voamos a Cuzco (pelo aeroporto de Juliaca, o mais próximo de Puno, a 45 minutos de distância). Fizemos um bate-e-volta a Machu Picchu – que foi aperfeiçoado por quem foi depois de mim (Arthur? Camila? Wanessa? Lu? Não me lembro quem pôs a idéia em prática primeiro… :oops: ), com a partida para Aguas Calientes no fim do dia, o pernoite em um hotel local e a visita a Machu Picchu logo de manhã cedo. Ficamos em Cuzco 4 dias, que foram suficientes para curtir a cidade sem pressa. Em seguida, tomamos um vôo para Lima, uma cidade  que me cativou muito mais do que eu esperava, e onde tenho muuuuuita vontade de voltar (quem sabe ainda este ano?)  ;-)

A parte peruana do nosso périplo consumiu 10 dias, que comento em seguida:

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1o. dia – Saímos de Copacabana de ônibus em direção a Puno. À noite demos uma volta pela cidade, que é pequena e tem poucos atrativos.  Essa viagem foi parte do pacote que contratamos na Turisbus, de La Paz, um custo-benefício excelente: o ônibus era confortável, a viagem foi tranqüila,  e não tivemos que usar nem um minuto do nosso tempo em Copacabana para descobrir como chegar a Puno…

2o. dia – Fizemos o passeio às Islas Flotantes de los Uros, contratado no próprio hotel. Mais uma vez, eu repetiria tudo igual: o passeio foi ótimo, o preço foi justo e, como tínhamos pouco tempo na cidade, valeu a pena não precisar ficar pesquisando agências locais…

3o. dia – Voamos para Cuzco pela manhã. Aqui o roteiro começou a apresentar uma falha… Esse dia era um domingo, mas, na hora em que chegamos já não dava mais tempo de visitar o Mercado Indígena de Pisac, que eu tinha bastante curiosidade de conhecer. O Mercado só funciona às 3as., 5as. e domingos. Na 3a. iríamos a Machu Picchu e na 5a. seguiríamos viagem para Lima.

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4o. dia – City-tour em Cuzco. No geral, um excelente passeio. Minha única crítica se referia ao horário em que fiz o passeio, à tarde – ao chegar ao último sítio arqueológico, já está bem escuro… Mas soube depois pela Wanessa , do Cadernos de Viagem, que o city-tour só é oferecido à tarde, não há a possibilidade de fazê-lo pela manhã…

5o. dia – Machu Picchu. Se eu voltasse hoje, acho que a única coisa que faria diferente seria pernoitar em Aguas Calientes na véspera da ida a Machu Picchu, para chegar ao parque na hora de abertura e diminuir o cansaço de fazer a viagem de ida e volta no mesmo dia. De resto, um dia me pareceu suficiente para aproveitar, sim.

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6o. dia – Valle Sagrado. Nem me sinto muito à vontade para comentar, porque abreviei a minha visita (minha coluna  problemática deu mostras de cansaço, e fazia só 6 meses que eu tinha tido uma baita crise…). Fui apenas a Pisac,  em um dia sem mercado, e a experiência foi bem diferente da que teve quem viu o mercado. Hoje eu trocaria a ordem desses passeios todos – faria primeiro um reconhecimento descompromissado de Cuzco e logo depois o city-tour, como fiz; depois iria ao Valle Sagrado, em dia de Mercado Indígena em Pisac, e ficaria em Ollantaytambo para tomar o trem para Aguas Calientes, como fez a Camila, do Viaggiando. (Foi esse mesmo o procedimento, Camila?)

7o. ao 10o. dias – Lima. Foi suficiente para o básico, mas eu ficaria mais. Lima dá conta, sozinha, de 1 semana de viagem, tantos são os pontos históricos, os museus e os restaurantes.

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Foi um roteiro básico – valeu a pena, mas foi só uma amostra da riqueza desse país. O Peru é bem mais do que isso – e, quanto mais perto se chega, mais se descobre acerca de lugares que teriam valido a pena visitar… Alguns eu deixei de fora com dó, como Arequipa e o Cánion del Colca; outros nunca aguçaram realmente a minha curiosidade, como Nazca, mas eu não dispensaria a visita se tivesse a oportunidade; outros, ainda, eu nem sabia que existiam, como a viagem de trem de Lima a Huancayo, que o Ernesto e a Cibele fizeram…

Há muitas idéias de roteiros e uma vastidão de dicas salpicadas em diversos blogs de viagem. A forma mais rápida de chegar a eles é clicando no VnV, nesta página que reúne tudo o que existe lá sobre o Peru! :D

Assim como já havia acontecido na Bolívia, fui agradavelmente surpreendida pela culinária peruana. Mesmo sabendo que Lima é hoje uma das grandes capitais gastronômicas da América Latina, eu confesso que tinha lá as minhas dúvidas… Pois fiquei muito feliz de “pagar a língua” – passei muitíssimo bem!

Não me atrevo mais a falar em custos, depois de mais de 2 anos, mas o que posso garantir é que qualquer brasileiro acostumado a freqüentar restaurantes, seja no Rio, em São Paulo ou em outras grandes cidades brasileiras vai achar que a conta do restaurante, ao fim da refeição, será mais um motivo de alegria – e nem vai merecer ser chamada de “dolorosa”… ;-)

Seguem aqui alguns links para posts onde falo de restaurantes no Peru aqui no I&V:

E na hora da fome… – restaurantes em Cuzco;

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Larcomar, uma delícia de shopping – restaurantes e cafés no Shopping Larcomar, em Lima;

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Mais sabores de Lima – outros restaurantes em Lima.

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Mas eu não ficaria só aqui no I&V, não… ;-) Faria também uma visitinha aos posts abaixo, lá no VnV:

Passeando e comendo em Lima, na carona do Pato Econômico;

Peru: a viagem gourmet do Edu Luz;

E não deixaria de consultar também estes:

À mesa em Lima e À mesa em Cusco, no Cadernos de Viagem, da Wanessa Lima;

Post-índice da viagem ao Peru, no Dividindo a Bagagem, da Lu Malheiros – em relação ao assunto alimentação, a Lu lista vários posts onde fala de restaurantes, lanchonetes, compras no supermercado…

Comendo  em Cusco e Valle Sagrado e Comendo (bem!) em Lima, na Karinissima.

Bom apetite!!! :D

Quando eu estava buscando hospedagem no Peru com boa relação custo-benefício, encontrei o site da Go2Peru. Foi lá que resolvi, de uma só tacada, a questão de hospedagem nas nossas 3 cidades-base: Puno, Cuzco e Lima. Nosso foco estava nos hotéis medianos, que oferecessem o básico – banheiro no quarto, calefação e café da manhã – sem doer no bolso. Chegamos à conclusão que os nossos reais nos levam bem longe no Peru, principalmente quando se esbarra com promoções como a da Visa, que nos deu descontos que variavam entre 28 e 45% nos hotéis que reservamos pelo site.

Em Puno, nosso hotel foi o Conde de Lemos, que conseguimos fechar a US$ 35 a diária do quarto duplo. Leia o post sobre ele aqui.

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O ponto alto da nossa hospedagem foi o Hotel Terra Andina, em Cuzco. Foi também o mais caro dentre os eleitos, mas nada absurdo: US$ 65 o quarto duplo. Leia mais sobre ele aqui.

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Finalmente, em Lima, encontrei outra barganha: o Hotel León de Oro, muito bem localizado, em Miraflores. Esse nos custou módicos US$ 38 o quarto duplo. Escrevi sobre ele aqui.

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Infelizmente, as tarifas mais do que amigáveis que encontrei há quase 3 anos não existem mais… :cry: Ainda assim, acho que vale a pena consultar a Go2Peru antes de tomar qualquer decisão referente a hospedagem no Peru – as ofertas Visa continuam existindo, talvez seja uma questão de época, antecedência, ou até mesmo de sorte conseguir um precinho tão baixo quanto eu consegui. De todo modo, mesmo com as tarifas inflacionadas (e inflacionadas em dólar!), a hospedagem no Peru não chega a pesar no bolso, não… ;-)

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