Montevidéu


Uma das cidades que eu mais tinha curiosidade de conhecer no Uruguai era Colonia del Sacramento. Há pouco mais de 10 anos, quando estive no país pela primeira vez, visitei apenas Montevidéu – dessa vez, ampliei os meus “domínios” para incluir Punta del Este e Colonia, mas confesso que Punta não tinha para mim a metade da sedução de Colonia… ;-)

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A partir de Montevidéu, a estrada até Colonia tem pouco mais de 180 km. Me pareceu que a melhor alternativa para chegar até lá seria tomar um ônibus, já que de Colonia voltaríamos para Buenos Aires de catamarã, e assim não faria muito sentido alugar um carro.

Ainda em Montevidéu, tínhamos ido comprar nossas passagens no Terminal Tres Cruces - que boa surpresa! Eu esperando uma rodoviária comunzinha e dou de cara com um terminal super organizado, ainda com um shoppinzinho bem simpático no andar de cima – fiquei muito impressionada!

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A companhia que faz o trajeto Montevidéu-Colonia é a COT – e foi no guichê da COT que eu tive a segunda boa surpresa: cada passagem custou o equivalente a R$ 16,00…

A viagem dura cerca de 2h e meia, por uma ótima estrada que cruza campos e fazendas de gado. Ouvi muito dizer que o Uruguai tem 4 vacas para cada habitante – se é piada ou verdade, eu não saberia dizer… Mas a paisagem ao longo da estrada é bem parecida com essa aqui… :-)

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Foto: Instituto Interamericano de Cooperación para la Agricultura 

Último dia em Montevidéu, sol gostoso, céu azul - hora de uma caminhada sem compromisso pela rambla Mahatma Gandhi até a praia em Pocitos…

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No dia seguinte, levantamos acampamento rumo à cidade onde o Uruguai para sempre será português: Colonia del Sacramento.

Foi na parte histórica da cidade que eu senti o peso de ser Carnaval… Sim, eu tinha ouvido dizer que Montevidéu fica vazia, que o comércio estaria quase todo fechado, mas não estava me importando muito – afinal, a intenção era passear, curtir as praças e a arquitetura. Sinceramente, eu estava pensando “quanto menos gente, melhor”! Bom, isso foi até chegar à Puerta de la Ciudadela… ;-)

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A partir daí eu comecei a me importar. A Ciudad Vieja estava sem alma!!! Éramos praticamente os únicos pedestres pelas ruas – e que graça tem um bairro histórico desabitado? Na Plaza Matriz (o nome mesmo é Plaza Constitución - mas, de novo, ninguém usa…) não havia praticamente ninguém…

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Acabei me distraindo com as fachadas dos edifícios: me encantei com uma que só depois descobri que era a do Hotel Uruguay…

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A própria Iglesia Matriz… 

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A Peatonal Sarandi estava às moscas – ou melhor, nem as moscas deram as caras por lá…

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Caminhando pela Avenida 18 de Julio, chegamos então à Plaza Independencia, a principal de Montevidéu, que separa o centro da cidade do bairro histórico, a Ciudad Vieja.  Ao redor da praça estão algumas das construções mais significativas da cidade, como o Palacio Estevez, que foi sede do governo até 1985:

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Bem no centro da praça está o Monumento Mausoleo a Artigas, erguido em homenagem ao General José Gervasio Artigas, herói da independência uruguaia. Como já está explícito no nome, não se trata apenas de uma estátua – sob o monumento se encontram os restos mortais do general.

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Já mais próximo à entrada da Ciudad Vieja está o Teatro Solís, fundado em 1856 e até hoje o mais importante do país, tendo recebido estrelas do porte de Enrico Caruso e Sarah Bernhardt:

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Finalmente, a vista do Palacio Salvo, do outro lado da praça, na esquina com a Avenida 18 de Julio. Inaugurado em 1928, o Palacio Salvo, com seus 26 andares de altura, símbolo da prosperidade uruguaia no início do século XX, foi por muitos anos o mais alto de toda a América do Sul…

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Começamos o dia seguinte com planos para uma bela caminhada pelo centro de Montevidéu. Quase todo o comércio estava fechado por conta do Carnaval - assim, a idéia era aproveitar a calmaria da Avenida 18 de Julio para curtir o caminho, as praças, a arquitetura…

Nosso ponto de partida foi a Plaza Cagancha, uma praça cercada de hotéis por todos os lados, um ponto nobre do centro de Montevidéu:

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Ao longo da avenida, os edifícios antigos se sucedem, lindos e bem conservados:

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Poucas quadras adiante, uma nova pausa na Plaza del Entrevero – o nome oficial da praça é Plaza Fabini, mas quem disse que alguém usa? ;-)

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