Uruguai


Na tarde desse mesmo dia, pegamos o carro e tomamos o rumo de Punta Ballena. Nossa primeira parada foi no Tambo El Sosiego, a fazenda onde é  produzido o doce de leite Lapataia.

Adoro as vaquitas!!!

Não foi muito fácil chegar até lá – mesmo porque o GPS não ajudou…  É preciso seguir a estrada na direção de Montevidéu até uma rótula, onde há indicação para a Fazenda Lapataia. O GPS não funcionou bem nessa área -  e a fazenda não consta na lista de atrações instalada no aparelho…

A simpática vaquinha na entrada da fazenda

Por fim, resolvemos desligar a vozinha irritante da “espanhola” (o apelido que demos ao GPS…) e passamos a confiar só no GPS interior de Paulinho – deu mais certo… ;-)

Entrada do Tambo El Sosiego (Fazenda Lapataia)

Não achei o passeio muito interessante, não… Mas imagino que seja excelente para quem está com crianças, que ficariam vidradas nos animais e na diversão ao ar livre disponível por lá. Para nós, a Lapataia era só um pit stop no caminho para o outro programa da tarde – e o que nos tinha atraído, que era ver a produção do doce de leite, deixou um bocado a desejar…

A produção artesanal das vaquitas

Fiquei meio decepcionada porque só vimos algumas funcionárias trabalhando na produção das vaquitas – nada de visitas guiadas ou similar… Ao mesmo tempo, pude entender porque é tão difícil encontrar os tais docinhos fora de Punta – com uma produção tão artesanal, não dá pra distribuir os doces para o país inteiro, mesmo que esse país seja pequeno como o Uruguai… Mas fiquei feliz por descobrir que as vaquitas estão à venda no free shop do Aeroporto de Carrasco! ;-)

O doce de leite Lapataia é um dos mais premiados do Uruguai, mas está longe de ser uma unanimidade. Só no nosso grupo de amigos, algumas pessoas realmente gostaram bastante do Lapataia, outras preferiram o Conaprole ou o Los Nietitos. Quanto a mim, sou maluca pelas vaquitas - mas se o assunto for doce de leite cremoso, sou fiel ao velho e bom La Serenissima estilo colonial argentino… 8)

Há pouco mais de 3 anos, quando fui a Punta pela primeira vez, contei que não tive muita sorte com o tempo – peguei dias de chuva, e acabei não curtindo tudo a que tinha direito. Um exemplo foi a minha ida a La Barra e José Ignacio -  por mais que se busque fazer um exercício poético, que graça tem ver praias super bonitas debaixo de chuva?!? :shock:

A ponte de "corcovas"

Dessa vez, embora fosse baixa temporada e soubéssemos que praticamente não haveria movimento em La Barra e José Ignacio, não dava pra desperdiçar o dia bonito – e lá foi a trupe cruzar a ponte…

Farol de José Ignacio

Pelo caminho confirmamos que não é exagero dizer que essa região morre na baixa estação – as lojas estavam fechadas, assim como boa parte dos restaurantes. Mas a nossa intenção era contemplar a paisagem – e o dia ensolarado, com esse céu azul, estava perfeito!

A praia de José Ignacio

Vejam só a cara de felicidade de quem já saiu correndo dessa praia debaixo de chuva… :oops:

José Ignacio com sol? Nem acredito...

Aproveitamos o dia bonito para fazer várias fotos…

Modelos...

… com direito até ao making of:

... e fotógrafo! ;-)

No caminho de volta à Península ainda demos uma paradinha para fazer umas fotos da casa que deixou a todos fascinados na ida, à beira-mar em La Barra:

"A" casa

Descobrimos depois, por acaso, que a preciosidade estava à venda – por apenas US$ 3.5 milhões… ;-)

Não, eu não mudei o assunto da série de Punta del Este para Saint Tropez… ;-) St. Tropez é apenas o nome de um dos restaurantes do Hotel Conrad – aquele mesmo, o queridinho dos emergentes brasileiros e templo da mais consagrada cafonice…

Clima Las Vegas na entrada do Conrad

O Diogo Carvalho, dos Destemperados, usa um termo que eu acho engraçadíssimo – “Cafonrad”!!! :lol:   :lol:   :lol:

Um pouco de sobriedade dentro do Conrad

Pois foi exatamente por causa de um post dos Destemperados sobre o St.Tropez que resolvemos conferir o mais sofisticado dos restaurantes do Conrad. A Andréa e o Clyffson dessa vez não nos acompanharam, então o sexteto saiu desfalcado…

Grupinho desfalcado: eu, JB, Paulinho e Marcio

O JB já contou sobre o restaurante no post em que destrinchou a parte de alimentação em Punta, então não vou plagiar… :oops:

O delicioso amuse-bouche

Resolvemos prestigiar a nossa recém-descoberta Bodega Stagnari, mas infelizmente o Viejo Tannat não constava da carta. Pedimos então um Syrah, que estava gostoso, mas não chegava aos pés do Tannat…

O syrah da Stagnari

E, como vinho sem brinde não tem a menor graça…

O clássico brinde!

Nossos pratos também estavam caprichadíssimos – eu e Paulinho pedimos um risotto de lagostins com aspargos sensacional.  (E não é demais o design desse prato?!?)

Risotto de lagostins com aspargos

Marcio preferiu um fettuccine com ragu de cordeiro que rendeu elogios até o fim da viagem – estava mesmo muito saboroso… ;-)

Fettuccine com ragu de cordeiro

Após o jantar, ainda demos uma voltinha pelo cassino e pelos salões do hotel – mas, definitivamente, aquela não é a minha Punta, não… :mrgreen:

Casapueblo, o atelier/hotel do Vilaró

Eu merecia. Sim, literalmente, eu merecia ver ao menos um belíssimo pôr-do-sol em Punta del Este. Afinal, tinha passado 3 dias por lá em 2007 e o máximo que tinha conseguido tinha sido um pôr-do-sol bem chinfrim no Casapueblo…

Não que o hotel não seja uma obra de arte em si...

Como tivemos sorte com o tempo, e o dia estava muito bonito, a idéia era conferir esse espetáculo da natureza em um dos pontos mais concorridos de Punta – a varanda do Casapueblo, que fica apinhada quando se aproxima o final da tarde.

Platéia para o pôr-do-sol

E dessa vez valeu a pena. Tanto que é melhor nem tentar dizer nada, para não estragar o esplendor do momento… ;-)

No dia seguinte fomos turistar pela Península – sem pressa, como era o nosso intento ao longo de toda a viagem.  Aliás, sem pressa, sem obrigações e, sobretudo, sem stress… ;-)

Paulinho, eu, Marcio, Andréa e Clyffson

Acordamos sem despertador, tomamos o café da manhã com calma e saímos para passear. Nossos planos eram absolutamente despretensiosos – só queríamos dar uma volta a pé, flanando um pouco pela Península sem  nenhum compromisso.

Virazón - bom cenário para um clericot!

Esse passeio descompromissado logo nos levou à região do Porto, onde decidimos que a hora já era apropriada para um aperitivo pré-almoço. Decidimos então experimentar um clericot – o drinque de Punta por excelência – e, para cumprir a tarefa, escolhemos uma mesa na varanda do Virazón.

Vinho branco + frutas cítricas + suco de laranja + uma dose de cointreau = delícia!

Salud!!! ;-)

Não nos demoramos muito no Virazón. A trupe tinha um compromisso – logo em seguida iríamos nos encontrar com o JB em frente ao Les Délices para um almocinho rápido.

A turminha no Les Délices

O evento acabou sendo memorável, mas não sei se pelas melhores razões… Alguns pratos fizeram muito sucesso, como o risotto de camarões da Andréa:

Camarõezinhos apetitosos!

Outros pratos mais prosaicos também deram água na boca, como o meu singelo chivito:

Meu suculento chivito!

Mas a parte engraçada do almoço ficou por conta do JB, que resolveu experimentar uma torta de sobremesa – e nunca pagou tão caro por essa decisão, literalmente… ;-)

Delícias do Le$ Délice$

Vou deixar que ele mesmo conte essa história – é só clicar aqui:mrgreen:

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