Dia 13, 07/01 – Kuala Lumpur

No 13o. dia da viagem, saímos de Cingapura de manhã bem cedo com destino a Kuala Lumpur, em um vôo da low cost Air Asia. Desembarcamos no LCCT (Low Cost Carrier Terminal), que dista 60 km do centro da cidade, trajeto que se faz em mais ou menos 1 hora de táxi, ao custo de aproximadamente US$ 25.

Chegamos ao Piccolo Hotel antes do horário previsto para o check-in, então decidimos fazer o nosso registro, guardar as malas e sair para um pequeno passeio. Entregamos nossos passaportes na recepção e qual não foi a nossa surpresa ao sermos informados pela recepcionista que bastaria que Paulinho se registrasse. Vale lembrar que estávamos em um país muçulmano… 😉

Entrada do Piccolo Hotel, em uma rua lateral da Bukit Bintang

O hotel fica localizado no Golden Triangle, a área mais sofisticada de Kuala Lumpur, onde se encontram os melhores hotéis da cidade e várias lojas de grifes internacionais.

Lojas sofisticadas na Bukit Bintang

Fomos caminhando até o Pavilion, um dos maiores e mais elegantes shoppings da cidade, com grande variedade de lojas, restaurantes e até um supermercado.

Entrada do The Pavilion

Chegamos justamente na época da celebração do Ano Novo chinês, e vimos a cidade decorada para as comemorações. Por ser este o Ano do Coelho, lembramos bastante da nossa decoração de Páscoa…

Decoração de Ano Novo no The Pavilion

Logo ao entrar, nossa atenção foi atraída pela música que tocava em frente ao shopping – uma música chinesa, em alto e bom som, que para nós se tornou o símbolo de Kuala Lumpur.

Pedacinho de Brasil em Kuala Lumpur

Comprovamos a variedade de lojas do Pavilion ao nos depararmos com uma loja das nossas legítimas Havaianas – as que não deformam, não soltam as tiras e não têm cheiro… 😉

Trânsito na Bukit Bintang

Ao sair do Pavilion ficamos impressionados com o trânsito intenso na Bukit Bintang – uma constante ao longo do tempo em que ficamos na cidade, fosse durante o dia ou à noite.

O monorail de Kuala Lumpur

O monorail de Kuala Lumpur pode ser de grande valia para evitar o trânsito pesado. O JB, em um de seus posts sobre a cidade, ensina o passo-a-passo para usá-lo. Nós fizemos a opção de passear a pé, pois a área turística é relativamente pequena, bastante arborizada, e é fácil e agradável caminhar pelos principais pontos.

Nossa primeira visão das Petronas

Decidimos começar o nosso passeio seguindo em direção às Torres Petronas, o maior cartão-postal da Malásia.

Não são só as Petronas que chamam a atenção…
KLCC Park, próximo às Petronas
Vida boa no parque
Só praticamente deitando no chão se consegue essa foto…

Visitamos as “Pretonas” ( 😆 ) apenas pelo lado de fora. Quando estivemos na cidade, a visita à passarela do 42o.andar era gratuita, mas o número de visitantes era restrito a 1200/dia. Para conseguir uma senha, era preciso chegar de madrugada. Em férias, optamos por não fazer o que nos pareceu um “programa de índio”…  Soubemos que hoje a visitação já segue regras diferentes – sugerimos uma visita ao site oficial para conferi-las antes de viajar.

Após algumas horas de caminhada, resolvemos então parar para almoçar.  Kuala Lumpur nos impressionou pela variedade de cozinhas internacionais representadas em seus restaurantes.

Carlos Mexican Canteena – The Pavilion

Escolhemos um restaurante mexicano, Carlos Mexican Canteena, em uma agradável ruazinha já no caminho de volta para o hotel. Após o almoço descobrimos que essa ruazinha não era bem uma ruazinha, e sim a área externa do Pavilion

Almoço com temperinho mexicano

Voltamos então para o hotel para um merecido descanso. Saímos novamente apenas à noite, para um jantar tailandês no Celadon Royal Thai Cuisine, também situado no Pavilion.

Celadon Royal Thai Restaurant

Novamente constatamos que as mulheres não têm muita vez em países muçulmanos… Com esse belíssimo ambiente para admirar, fomos alocados em uma mesa de canto, com Paulinho voltado para o restaurante  😀 e Carla… para a parede!!! :-(

O lindo salão do Celadon
Deliciosas opções do Celadon

Entre as inúmeras opções do cardápio bem variado, encontramos a nossa entrada tailandesa favorita, o kratong tong…

Kratong Tong e chá tailandês no Celadon
Nossos eleitos para o jantar

Como pratos principais, Paulinho escolheu uma carne vermelha e Carla um frango, tão deliciosos que acabamos provando dos dois pratos… Recomendamos os dois restaurantes como opções interessantes nessa região da cidade.

Noite na Bukit Bintang
Noite na Bukit Bintang, com o Piccolo Hotel ao fundo

Voltamos então caminhando para o hotel para cair nos braços de Morfeu, já prevendo a intensa programação que nos aguardava no dia seguinte.

AC Genova & Carlyle Brera Hotel Milano – Itália

Ao escolher os hotéis em que ficaríamos hospedados na Itália, demos total prioridade à boa localização, procurando ao máximo respeitar o nosso orçamento diário – em Gênova, isso significava encontrar um hotel em conta próximo à casa da minha prima Andreia; em Milão, próximo às atrações turísticas.

Em meio às pesquisas para a viagem, me deparei com um email promocional da Expedia – certamente era uma 4a.f., dia em que a Expedia faz promoções de hotéis, passagens e pacotes… Simulei então reservas para algumas das primeiras cidades que visitaríamos – mas não encontramos muitos descontos significativos, principalmente considerando que a promoção exigia o pagamento antecipado da estada. Para Gênova, entretanto, havia uma promoção imperdível para o AC Hotel.

Fachada do AC Genova

O AC Genova é um hotel executivo, pertencente à rede Marriott, localizado no Corso Europa, bem próximo à entrada da autopista que leva a Nervi. Ele fazia parte da lista de hotéis recomendados que eu tinha recebido da minha prima – recomendados pelo acesso fácil à casa dela, obviamente… 😆

Entrada do AC Genova

De fato, o hotel não se situa perto do Centro Storico de Gênova – mas é facílimo tomar um ônibus praticamente na porta do hotel, tanto para os pontos turísticos do centro quanto para Nervi, na direção oposta. Andar de táxi pode sair bem caro – pagamos cerca de € 14 por uma corrida curta até a casa da minha prima, no bairro vizinho – por isso recomendo usar o transporte público.

Nosso quarto no AC Genova

A diária do hotel nos custou US$ 78 mais as taxas, em um total de US$ 85, com pré-pagamento pelo Expedia. Foi um excelente custo x benefício – o hotel é novo, os quartos são amplos e decorados com bom gosto, e o café da manhã está incluído na diária.

Outro ângulo do quarto do AC Genova

Além disso, o banheiro do AC Genova levou o prêmio de mais bonito entre os hotéis da VAM na Europa… 😉

Nosso lindo banheiro verde…

Já em Milão, onde passaríamos uma única noite antes de tomar o vôo para Cingapura, a idéia era escolher um hotel perto das principais atrações turísticas, para otimizar nossos deslocamentos, já que teríamos apenas um dia para visitá-las.

Recebemos várias dicas interessantes no VnV – com base nelas, escolhemos o Hotel Carlyle Brera, no Corso Garibaldi, que nos pareceu a localização mais estratégica.

Fachada do Hotel Carlyle Brera

O hotel é um 4 estrelas, mas nos pareceu bastante simples. A localização e o serviço, porém, valeram a pena, assim como a Internet e o café da manhã incluídos na diária.

Quarto do Hotel Carlyle Brera

O quarto e o banheiro nos pareceram um pouco antiquados – entretanto, eram limpos, bem aquecidos e funcionais.

Outro ângulo do quarto do Carlyle Brera
Mais um ângulo do quarto do Carlyle Brera
Banheiro pequeno, mas limpo e funcional

No geral, a diária um pouco mais alta do que previa o nosso orçamento valeu a pena, principalmente considerando que, até então, todas as diárias tinham ficado abaixo do previsto. Fizemos a reserva pelo Booking, para pagar apenas no check-out, a € 98 a noite.

 

Ibis Lisboa Liberdade & Mercure Porto Centro – Portugal

A nossa escolha de hotéis para a viagem foi determinada, quase em sua totalidade, pela relação entre o custo e o benefício oferecidos. Estabelecemos alguns requisitos básicos – boa localização, preço razoável, limpeza e boas recomendações, fosse de amigos e conhecidos ou coletadas no Trip Advisor.

Em Lisboa, a escolha natural foi o Ibis Liberdade, onde Paulinho já tinha se hospedado, e que vimos também recomendado no VnV. Situado à rua Barata Salgueiro, o hotel oferece fácil acesso a pé tanto à Cidade Baixa quanto ao Bairro Alto; além disso, está muito próximo à Avenida da Liberdade, onde se pode tomar metrô e ônibus para outros pontos da cidade.

O padrão do hotel é o já conhecido – simples e correto. Fizemos a reserva pelo próprio site da Accor Hotels, pagando € 55 a diária sem o café da manhã incluído; depois, acabamos optando por tomar o café da manhã no próprio hotel, para evitar sair no frio. Isso acarretou um aumento de € 12 na diária, totalizando € 67, mas nos pareceu muito válido.

Hotel Ibis Lisboa Liberdade
Quarto do Ibis Liberdade
Lobby do Ibis Liberdade

No Porto, estávamos ainda mais preocupados com a localização, pois era lá que iríamos passar a noite de Ano Novo – uma noite em que o transporte é difícil em praticamente qualquer cidade do mundo. Sendo assim, queríamos ficar em um local onde fosse possível andar, andar e andar…

Recebemos muitas recomendações no VnV para fazer da Praça da Batalha o nosso “quartel general” – e foi uma opção muito acertada! Mais uma vez escolhemos um hotel da rede Accor – o Mercure Porto Centro. Mas, ao invés de fazer a reserva pelo site próprio da Accor, optamos pelo Booking, onde conseguimos uma boa promoção: € 69 a diária do quarto duplo com o café da manhã incluído, pré-pagos e não-reembolsáveis.

A relação custo x benefício foi excelente. O hotel é um bom quatro estrelas, o quarto e o banheiro são amplos e confortáveis, o café da manhã é muito gostoso e a localização é realmente perfeita para quem quer percorrer os principais pontos do Porto sem precisar de outro transporte que não as próprias pernas.

Praça da Batalha
Manhã de inverno na Praça da Batalha
Hotel Mercure Porto Centro
A Praça da Batalha e o Hotel Mercure Porto Centro
O bonde, ou “eléctrico” na porta do hotel
Quarto do Mercure Porto Centro
Outro ângulo do Mercure Porto Centro
Vista da janela do quarto
Banheiro do Mercure Porto Centro
Vista da janela do banheiro

É importante notar que as diárias que constam nos sites especializados em reservas de hotéis costumam ser mais baratas quando são pré-pagas e não-reembolsáveis. Muitas vezes, ao longo do planejamento da VAM, optamos por reservar em sites que cobravam diárias um pouco mais elevadas, mas nos ofereciam a opção de só pagar no check-out, ou de cancelar com reembolso, ainda que pagando uma pequena multa. Essa atitude nos pareceu mais prudente, por se tratar de uma viagem longa, com tantos fatores que poderiam ser alterados ao longo da jornada… 😉

Volta ao Mundo – hospedagem

Ok, finalmente é chegada a hora de tirar a poeira do blog!!! 😉

Um brinde de primeira na primeira noite da VAM!

Quando partimos para o início da VAM, estávamos cheios de boas intenções para blogar ao vivo, ao longo do caminho. Sabíamos que seria difícil – o próprio Riq tinha nos alertado para isso no nosso encontro em Lisboa, na foto acima – mas imaginávamos que daríamos conta, ao menos de  alguns posts breves e fotos. Na verdade, conseguimos narrar as nossas aventuras enquanto estávamos na Europa, e o frio do inverno não convidava a sair para a rua à noite.  Chegando dos passeios no fim do dia, aproveitávamos a boa qualidade das conexões à Internet dos hotéis para manter os relatos relativamente atualizados. Na Ásia, nossas boas intenções se perderam – com a temperatura mais amena, vários atrativos na rua, e a qualidade instável das conexões, acabamos deixando as narrativas de lado…

Agradecemos àqueles que se preocuparam com o bom andamento da viagem, dado o nosso sumiço. Sim, está tudo bem, podem ficar tranqüilos! Na volta, depois de quase 3 meses fora do país, tivemos que nos dedicar à volta ao trabalho e à rotina, e mais uma vez o I&V ficou abandonado…

Para retomar as aventuras, começo fazendo algumas considerações sobre a forma como escolhemos e reservamos  a nossa hospedagem ao longo da viagem.

Como estávamos planejando uma longa viagem de 77 dias – 76 noites, sendo 64 em hotéis, 2 em um cruzeiro no Vietnã, 7 em um cruzeiro no Havaí e 3 em casa de amigos – era muito importante manter o controle do orçamento. A princípio estabelecemos como “teto” a média de US$ 100 a diária do quarto duplo – a idéia era economizar onde fosse possível para podermos nos dar ao luxo de uma ou outra extravagância.

Além disso, mais uma vez por estarmos tratando de uma longa viagem, não queríamos “engessar” as reservas, nem pagar tudo com antecedência. Essa opção nem se deu tanto pela possibilidade de fazer mudanças no roteiro – esse já estava fechado em boa parte quando emitimos o bilhete, e tratamos de fechar o resto com os vôos low cost antes de sairmos do Brasil.  A nossa intenção era, além de distribuir melhor os gastos ao longo dos meses de viagem, nos permitir uma certa flexibilidade para aproveitar promoções que surgissem  nos sites de reservas e/ou ajustar reservas previamente feitas por conta de mudanças de interesse ou novas informações que recebêssemos sobre localização ou qualidade de um determinado hotel.

Nosso maior aliado na hora de reservar nossa hospedagem foi o Booking. Saímos do Brasil com alguns poucos hotéis pagos com antecedência – apenas 4 hotéis do primeiro mês da viagem, pré-pagos para aproveitar descontos imperdíveis… 😉 Usamos bastante também o Kayak e o Expedia para buscar bons preços, e acabamos também aproveitando algumas ofertas diretamente no site da Marriott. Consultamos muito o Trip Advisor, em busca de referências e sugestões. E temos tudo a agradecer ao pessoal querido que nos deu mil e uma dicas no Viaje na Viagem, em especial no post que o Riq abriu para nos ajudar no planejamento de hospedagem da VAM.

Nos próximos posts, trato dos hotéis onde nos hospedamos na Europa – Portugal no próximo post e Itália no seguinte.

Dias 11 e 12, 05 e 06/01 – Cingapura

Finalmente, a VAM chegou à Ásia!

E, finalmente, depois de um longo tempo sem postarmos nada, a VAM chegou à Ásia!!!

Marina Mandarin @ Marina Bay
Vista da janela do quarto
Vista da janela do quarto

Com o atraso do vôo a partir de Frankfurt, a VAM chegou a Cingapura muito tarde – e ainda perdeu 7 horas no fuso horário. Resultado: fomos direto para o hotel, fizemos um lanche, admiramos um pouco a bela vista da varanda do quarto, mas não saímos para passear.

Sightseeing

Na manhã seguinte, para otimizar o pouco tempo que tínhamos para turistar, resolvemos comprar um ticket para um ônibus de sightseeing do tipo hop on hop off – ou seja, podíamos descer em qualquer parada, fazer o nosso passeio e tomar outro ônibus depois. Vale a pena comprar o ticket mais caro, da linha vermelha, que custa SGD 23 (cerca de US$ 20), pois esse ticket dá o direito a utilizar também as outras linhas, a amarela e a marrom.

Little India
Little India
Templo Sri Veeramakaliamman

Nossa primeira parada foi em Little Índia, que achamos interessante por sua arquitetura peculiar, de fachadas muito coloridas. Fizemos um visita ao Templo Sri Veeramakaliamman.

Mesquita do Sultão
Mesquita do Sultão

Tomamos novamente o ônibus e descemos perto da Mesquita do Sultão. Infelizmente chegamos no horário de almoço, quando a mesquita está fechada para visitas turísticas. Passeamos pelo bairro e visitamos algumas lojas que vendiam produtos árabes.

Raffles Hotel
Raffles Hotel

Fizemos a nossa terceira parada no célebre Raffles Hotel, um dos principais pontos turísticos de Cingapura.

Raffles Hotel
Um brinde com o famoso Singapore Sling!

No Raffles foi criado o famoso drink Singapore Sling – e nós fomos conferir se a fama é justificada… Aprovamos!!! 😉

Buddha Tooth Relic Temple
Maitreya, o Futuro Buda

Nossa quarta parada foi no Buddha Tooth Relic Temple. Este não é o templo budista mais importante de Cingapura, mas foi o mais impactante – não apenas por ter sido o primeiro, mas também por ser belíssimo e por termos chegado em meio a uma cerimônia, o que aumentou a carga emocional da nossa visita.

Templo Sri Mariamman
Templo Sri Mariamman
Templo Sri Mariamman

Na mesma região, encontra-se também o Templo Sri Mariamman, que visitamos brevemente. Quiseram nos cobrar pelas fotos do interior do templo…

Thian Hock Keng
Thian Hock Keng
Thian Hock Keng

Caminhando pelas ruas sinuosas de Chinatown, chegamos então ao Templo Thian Hock Keng, este, sim, o mais famoso e significativo de Cingapura.

Piscina do Marina Mandarin
Piscina do Marina Mandarin

Ao fim do nosso passeio, quando retornamos para o hotel, decidimos relaxar com um revigorante mergulho e uma bela cerveja na piscina… Pensamos que dormiríamos como bebês, mas o jet lag nos proporcionou mais uma noite de insônia… 😉

Dia 10, 04/01 РMiḷo

Hotel Carlyle Brera
Corso Garibaldi

Castello Sforzesco
Castello Sforzesco
Castello Sforzesco

Caminhamos em direção ao Castello Sforzesco, uma construção renascentista que hoje em dia abriga exposições de arqueologia, numismática, mobiliário, antigüidades e pinturas.

Feirinha próxima ao Duomo

Após a visita ao castelo, tomamos a Via Dante e seguimos em direção ao Duomo, para visitá-lo à luz do dia.

A nova torre do Duomo…

Ao chegar à Piazza del Duomo, tomamos um susto, porque contamos 136 agulhas!!! 😯 Fixamos melhor o olhar e logo percebemos que se tratava de uma grande árvore de Natal, e não mais uma agulha… 😆

Já que estávamos ao lado da Galleria Vittorio Emanuele, resolvemos passear por ela mais uma vez, para poder apreciar sua estrutura com luminosidade natural.

Via Montenapoleone

Pinacoteca di Brera

Saindo da Via Montenapoleone, começamos nosso caminho de volta ao hotel, e passamos pela Pinacoteca di Brera, que possui o melhor acervo de arte de Milão.Na própria Via Brera, bem próximo à Pinacoteca, há várias opções de bares e restaurantes com preços mais em conta do que os praticados na região do Duomo.

Rumo à Ásia
Rumo à Ásia

À tarde, deixamos o hotel rumo ao aeroporto de Linate, onde tomamos um vôo da Lufthansa com destino a Cingapura, com conexão em Frankfurt.

Nossa intenção, enquanto planejávamos o roteiro da VAM, era tomar o vôo direto da Singapore Airlines de Milão a Cingapura (o único vôo direto dessa rota pela Star Alliance). Entretanto, esse vôo estava lotado ao longo dos primeiros 15 dias de janeiro, o que inviabilizava essa opção. (Vale ressaltar que compramos o bilhete com muito tempo de antecedência). Nossa alternativa foi o vôo da Lufthansa – infelizmente, nossa conexão em Frankfurt sofreu mais de 2 horas de atraso por causa de overbooking.

Somando-se 1 hora de vôo até Frankfurt, 1:30 hora de espera pela conexão, as 2 horas de atraso e as 7 horas de fuso horário da Itália para Cingapura, perdemos o primeiro dia que tínhamos reservado para aproveitar a cidade. Mas tudo bem: a VAM tinha chegado à Ásia! 😉

Dia 9, 03/01 РG̻nova e Miḷo

Residência no Corso Italia

Depois de sair do hotel, fomos direto para a casa da Andreia, onde deixamos nossa bagagem. Descemos para caminhar um pouco pelo bairro onde ela mora e aproveitar o belo dia de céu azul.

Corso Italia e a Igreja de Boccadasse
Boccadasse
Boccadasse
Praia pública em Gênova

Passeamos pelo Corso Italia em direção a Boccadasse – que nos lembrou Jurujuba. Quem conhece Niterói vai nos entender… 😉

Almoço na casa da Andreia
Pansotti genovês

Voltamos enṭo para almo̤ar com a Andreia, que nos preparou mais um prato tipicamente genov̻s Рo pansotti, que tem recheio de espinafre e molho de nozes.

Estação Piazza Principe
Eu e Andreia na estação

Depois do almoço, a Andreia foi nos levar à estação Piazza Principe para embarcarmos no trem com destino a Milão, em uma viagem de cerca de 1:40h.

Teatro Scala, Milão
Galleria Vittorio Emanuele

Chegamos no final da tarde em Milão e, após fazer o check-in no hotel, saímos caminhando em direção ao Teatro Scala e à Galleria Vittorio Emanuele.

Interior da Galleria Vittorio Emanuele

A galeria tem a forma de uma cruz, com o centro octogonal feito em mosaicos, representando os quatro continentes: Europa, América, Ásia e África. Sua característica mais marcante é o telhado de vidro, em que o metal e o vidro foram usados pela primeira vez na Itália como parte da estrutura, e não apenas como decoração.

Para dar sorte…

O piso é decorado com mosaicos com os signos do zodíaco. Diz a tradição milanesa que pisar nas partes genitais do touro traz boa sorte… Pisamos! 😀

Vista noturna do Duomo

Saímos da galeria apenas para ter uma impressão noturna do Duomo, mas logo voltamos, porque o frio era intenso.

Restaurante Galleria
Auto-aquecimento… ;-)
“O” nhoque… :lol:
Um brinde!

Mesmo sabendo que os restaurantes dentro da galeria são turísticos e inflacionados, resolvemos jantar em um deles. Escolhemos o Galleria, que nos pareceu o mais acolhedor. Nosso jantar nesse dia foi um saboroso nhoque acompanhado de um excelente vinho tinto, que nos aqueceu para a caminhada de volta ao hotel… 😉

Dia 8, 02/01 РG̻nova

Nervi

No dia seguinte pela manhã, enquanto a Andreia se ocupava das crianças, fomos  fazer um passeio em Nervi, um bairro de Gênova um pouco mais afastado.

Fachadas com pintura trompe l’oeil
Fachadas com pintura trompe l’oeil

Uma característica marcante das construções da área de Gênova são as pinturas em trompe-l’oeil, que criam uma ilusão de volumetria nas fachadas dos edifícios.

Fachadas com pintura trompe l’oeil

O grande número de jardineiras nas janelas nos chamou a atenção por mostrar o cuidado em embelezar a cidade.

Uma linda villa próxima ao mar

A principal atra̤̣o de Nervi Рa Passeggiatta Рpode ser acessada a partir da Via Oberdan, por meio de ruas onde existem villas ṭo bonitas quanto as da foto acima.

Passeggiatta Anita Garibaldi

Os habitantes locais se referem à Passeggiatta apenas assim, por desconhecerem a brasileira Anita Garibaldi…

Passeggiatta Anita Garibaldi
Águas límpidas do Mediterrâneo
A VAM na costa da Ligúria

Nos encantamos com a belíssima paisagem de que se pode desfrutar fazendo essa agradável caminhada.

Uma excelente guia

Na parte da tarde, a Andreia nos levou para um city-tour diurno pelo Centro Histórico de Gênova, o maior da Europa.

O “Arco do Triunfo” de Gênova
Marco do início do centro histórico de Gênova

Fazemos nossas as palavras que lemos no site Italy Zone:

Aos visitantes de Gênova aconselhamos, antes de mais nada, visitar o Centro Histórico da cidade, o maior da Europa, caminhando através dos típicos Caruggi (vias do centro histórico onde se passava de carruagens), ruas estreitas que compõem a paisagem, na descoberta de Edifícios Nobres, riquíssimas Igrejas antigas, pracinhas e ângulos típicos que “respiram” ainda hoje a atmosfera mercantil da época medieval.

Casa de Cristóvão Colombo
Porta Soprana

Começamos o nosso tour pelo que se pressupõe ser a casa onde viveu Cristóvão Colombo, bem ao lado da Porta Soprana, o portão leste da Gênova medieval.

Palazzo Ducale

Pela Via Porta Soprana chegamos então à Piazza Matteotti, onde se encontra o Palazzo Ducale, antiga casa dos doges de Gênova – hoje, o palácio, datado do século XVI, abriga um importante centro cultural.

Igreja de San Lorenzo
“Gosto muito de te ver, leãozinho…”

Continuamos então o nosso tour pela Via San Lorenzo e chegamos à Via de Scurreria, onde se encontra a Igreja de San Lorenzo (Duomo). Na sua entrada, pode-se ver a bela escultura de um leão que vigia a escadaria de acesso à igreja.

Palazzo San Giorgio

Seguimos então rumo ao Porto Antico, coração de Gênova e origem de sua riqueza e poder como centro naval nos séculos XI e XII. Nesta região  se  encontram duas das maiores atrações turísticas da cidade: o próprio porto e o Aquário. Dali também partem os ônibus que fazem sightseeing. Retornamos pelos vicoli de Gênova, para nós um grande labirinto… 😉

Via Garibaldi – Palazzo Bianco
Via Garibaldi – Palazzo Rosso

Chegamos à Via Garibaldi, a primeira rua de Gênova, onde se encontram os primeiros palácios da cidade, como o Palazzo Bianco e o Palazzo Rosso. O Palazzo Bianco abriga hoje o melhor acervo de quadros de artistas genoveses do noroeste italiano; já o Palazzo Rosso exibe um grande acervo de  pinturas, como as de Caravaggio e outros, cerâmicas, mobílias e moedas.

Piazza de Ferrari
Árvore de Natal na Piazza de Ferrari

Terminamos o nosso passeio na Piazza de Ferrari, que faz a ligação entre o centro histórico e a parte moderna da cidade.

Restaurante “I Tre Merli” – o original
Restaurante “I Tre Merli”
Restaurante “I Tre Merli”
Os passageiros da VAM se deliciando em um típico restaurante italiano

Mais tarde, fomos com Andreia, Lorenzo, Marco e um amigo da família, jantar em um restaurante na região do Porto Antico, o I Tre Merli, que tem 4 casas na Itália e 4 em Nova York. Comemos uma foccaccia di Recco, feita com queijos típicos da região, acompanhada de uma bela taça de prosecco, para celebrar mais um excelente dia da VAM. 😀

Atendendo a pedidos… ;-)

Dia 7, 01/01 РG̻nova

O ano de 2011 começou para nós com uma longa viagem, usando vários meios de transporte. Primeiro, tomamos um táxi até o Aeroporto do Porto, onde embarcamos no vôo da Portugália (subsidiária da TAP) para Milão. Pousamos no Aeroporto de Malpensa e compramos, na máquina abaixo, o bilhete para o shuttle, que nos levou até a Estação Central de Milão.

Venda de bilhetes para o Malpensa Shuttle

A máquina oferece a opção de comprar os bilhetes em vários idiomas, inclusive em português. Mas, quando estávamos entrando no ônibus, vimos que alguns passageiros estavam adquirindo o seu bilhete diretamente com um funcionário da empresa na porta do ônibus. Vale ressaltar que, ao comprar com o funcionário, só se pode pagar em espécie, ao passo que a máquina aceita cartões de crédito.

Estação Central de Milão

O ponto final do shuttle fica praticamente em frente à bilheteria da estação. Pode-se também comprar os bilhetes nas máquinas automáticas – em ambos os casos, o pagamento pode ser feito com cartão de crédito. Após uma intervenção nos meios de acessibilidade da estação, ficou mais fácil alcançar as plataformas de embarque por meio de esteiras rolantes e elevadores.

A caminho de Gênova

A viagem até Gênova leva pouco mais de 1h e meia.

Mais um transporte utilizado pela VAM

Chegando em Gênova, fomos calorosamente recebidos na estação pela minha prima Andreia e seu filho mais velho, o Marco. Ficamos emocionados e até esquecemos de registrar esse momento! 😀

Hotel AC Genova

Passamos rapidamente no hotel apenas para fazer o check-in e deixar a bagagem, e eles nos levaram para fazer um city-tour no início da noite. Como é inverno, esse “início da noite” significa por volta das 5:30 h da tarde…

Marco, Lorenzo, Lavinia, Andreia e Carla
Lorenzo, Marco, Lavinia, Andreia, Paulinho e Sofia (no carrinho)

Gênova foi incluída no percurso da VAM especificamente para fazermos uma visita a Andreia e Lorenzo e sua família – e para conhecer as gêmeas Sofia e Lavinia, nascidas no final de outubro.

Sofia e Andreia
Andreia e Lorenzo

Nesse dia, não nos preocupamos em fazer  muitas fotos – nosso principal foco foi curtir a companhia dessa família maravilhosa que nos recebeu com tanta hospitalidade! 😉

Dia 6, 31/12 – Porto

O interior da Estação São Bento
Mais um belo exemplo da arte da azulejaria portuguesa
Estação São Bento
Estação São Bento

A Estação São Bento foi inaugurada em 1916 e ocupa o espaço de um antigo convento. Vale a pena visitar o interior da estação para conhecer os diversos painéis de azulejos em que Jorge Colaço retrata os transportes do passado, as festas rurais e cenas históricas.

O nome diz tudo…
Mais tentações…

Não conseguimos resistir às delícias da doçaria portuguesa. A cada dia nos presenteamos com um doce típico diferente, de acordo com a cidade onde estivéssemos. Foi surpreendente ouvir de moradores locais que a cidade do Porto não tem um doce típico…

Avenida dos Aliados

Na Avenida dos Aliados é celebrada a virada do ano na cidade do Porto. Há queima de fogos de artifício e show de música, inclusive com a participação de grupos e DJs brasileiros.

Confeitaria Ateneia
Bolo Rei

Na Confeitaria Ateneia, na Avenida dos Aliados, compramos um generoso pedaço de Bolo Rei,  uma iguaria saboreada nas festas de fim de ano.

Igreja dos Clérigos
Torre dos Clérigos

Subindo a Rua dos Clérigos, chegamos à Igreja dos Clérigos e sua Torre, datadas do século XVIII. A igreja foi a primeira do país a ter o seu interior oval, e a torre, com 75 m de altura é ainda um dos edifícios mais altos de Portugal.

Loja da região da Cordoaria

 A Cordoaria, bairro onde se situam a Igreja e a Torre dos Clérigos, caracteriza-se pela presença de lojas especializadas em bacalhau, hortaliças e frutas. A região é altamente freqüentada pelos estudantes da Universidade do Porto.

Bonde antigo

O bonde ainda é um dos meios de transporte mais utilizados pela população local.

Vista de um mirante descoberto ao acaso
Cena bucólica de uma residência no mesmo mirante

Seguimos caminhando sem destino pelas ruelas e escadas que levam à margem do rio, e tivemos uma bela surpresa – encontramos um mirante, na Rua da Bataria da Vitória, de onde tivemos algumas das mais belas vistas da cidade do Porto.

Palácio da Bolsa

Chegamos então ao Palácio da Bolsa, um dos marcos históricos mais importantes da cidade, situado onde ficava o Mosteiro de São Francisco.

Passeio das 6 Pontes no Rio Douro
Ponte D.Luis I
Ponte Maria Pia, projetada por Gustave Eiffel
A Ribeira vista a partir do barco

Seguimos então em direção à Ribeira, onde decidimos fazer um passeio de barco pelo Rio Douro. Os passeios têm duração de 50 minutos, custam 10 euros e passam por 6 pontes ao longo do rio. Há algumas operadoras que oferecem esse passeio – a duração, o preço e o trajeto são os mesmos. Mudam apenas os barcos – alguns são réplicas adaptadas dos barcos que faziam o transporte do vinho.

A Igreja de São Francisco

Fazendo o passeio, tivemos a melhor vista externa da Igreja de São Francisco, que começou a ser construída no século XIV. Seu interior data do século XVIII e tem o altar, colunas e pilares, querubins, guirlandas e animais cobertos com mais de 200 kg de ouro – provavelmente provenientes do Brasil…

Casa Porto à Noite
Interior do restaurante
Entrada
Prato principal

Neste dia, resolvemos almoçar / jantar (às 17h!) em um restaurante onde os locais costumam ir. Escolhemos o restaurante Casa Porto à Noite, na Rua dos Mercadores, onde  fomos muito bem atendidos pela proprietária e seus familiares. Tomamos um caldo de cenoura e saboreamos um belo bacalhau assado na brasa. Foi uma das refeições mais econômicas da viagem – e deliciosa! Deixamos um bilhetinho no mural onde os freqüentadores deixam mensagens: “Os passageiros da VAM, Carla e Paulinho, escolheram almoçar neste restaurante no dia 31/12/2010. Feliz Ano Novo!”

Nosso “frio-bar” gelando o espumante!
Nosso feliz 2011 a todos vocês!!!

Mais tarde, de volta ao hotel, fizemos uma pequena ceia para irmos à Avenida dos Aliados para a festa de Ano Novo. Fizemos o nosso brinde por volta das 10:30 h da noite, pois em algum lugar do mundo já era Ano Novo… 😉 E logo depois pegamos no sono, de roupa e tudo!!! Só acordamos à meia-noite, com o barulho dos fogos, e corremos para a janela, de onde pudemos ver parte da celebração… 😆

Dia 5, 30/12 – Porto

Hotel Mercure Porto Centro Рna Pra̤a da Batalha

No Porto, escolhemos nos hospedar no Hotel Mercure Porto Centro, muito bem localizado na Praça da Batalha, área estratégica para o deslocamento  a pé para os pontos turísticos da cidade.

Estação São Bento vista da janela do quarto durante o dia
Estação São Bento vista da janela do quarto à noite
Vista da “escotilha” do banheiro… ;-)

Ficamos em um quarto que tinha vista para diversos pontos turísticos – a Estação São Bento, a Catedral da Sé, a Torre dos Clérigos…

Igreja de Santo Ildefonso

Logo ao lado do hotel, está situada a Igreja de Santo Ildefonso, a primeira que visitamos.

Rua de Santa Catarina

Também ao lado da igreja fica a Rua de Santa Catarina, ponto comercial importante daquela área.

Catedral da Sé do Porto
Vista a partir da Sé

Prosseguimos o nosso passeio visitando a Catedral da Sé do Porto, uma igreja-fortaleza erguida entre os séculos XII e XIII e que sofreu diversas reformas, de modo que hoje não tem um estilo único.

Religiosidade presente no dia-a-dia
Iluminação e paisagismo nas janelas

Após visitar a Sé, continuamos caminhando em direção à Ribeira pelo Barredo, um bairro que mudou muito pouco desde a época medieval. Lá, é grande a proximidade entre as sacadas das casas, e as velhas ruelas formam um verdadeiro labirinto.

A Ribeira vista da Ponte D. Luis I
Vila Nova de Gaia vista da Ponte D. Luis I

Chegamos então à Ribeira, bairro à margem do Rio Douro que está passando por um grande processo de revitalização.

A Ponte D. Luis I
A Ribeira vista de Vila Nova de Gaia

Cruzamos a pé a Ponte D. Luis I, que leva a Vila Nova de Gaia, onde estão situadas as caves de vinho do Porto.

D. Tonho – um restaurante “container” na margem do Rio Douro

Nossa atenção foi logo atraída pelo restaurante D. Tonho, feito dentro de um container, com grandes áreas de panos de vidro, onde se pode fazer uma refeição com vista privilegiada para a cidade do Porto. Pensamos em retornar mais tarde, após a visita a uma cave, para almoçar.

A cave Calem, em Vila Nova de Gaia
Visita à cave
Na área de degustação
Tim-tim!!!

Em Gaia, há caves situadas à margem do Douro - essas caves, que 0ferecem visitas guiadas com degustação, se dedicam apenas à maturação e transporte do vinho do Porto.

Barcos que transportavam o vinho no passado

Hoje, o transporte do vinho é feito por meio de caminhões-container, e não mais por barcos, como no passado.

Uma grande surpresa!
Restaurante Bacalhoeiro

Continuando o passeio à margem do rio, nos deparamos com o restaurante Bacalhoeiro, que muito nos impressionou por sua arquitetura, seu cardápio e pelo aroma delicioso dos pratos sendo servidos, e nos fez abandonar a idéia prévia de almoçar no D. Tonho… 😉

Clean e aconchegante
Bacalhau Dourado e vinho Esteva, da região do Douro

Nesse dia, comemos o nosso segundo melhor prato à base de bacalhau até então – o Bacalhau Dourado, semelhante a um risotto, preparado com bacalhau desfiado, ovos, azeitonas e queijo, e acompanhado de um bom vinho tinto.

Fica a recomendação! 😉

Dia 4, 29/12 – Fátima e Coimbra, a caminho do Porto

O verdadeiro sentido

Logo de manhã, fomos à Hertz da Rua Castilho, em Lisboa, buscar o carro que tínhamos reservado para a nossa viagem ao Porto. Escolhemos ir de carro para poder visitar duas cidades ao longo do caminho: Fátima e Coimbra. Saímos de Lisboa pela A1 e viajamos cerca de 1 hora até chegar a Fátima.

Capelinha das Aparições

Fátima tornou-se um ponto de peregrinação importante para a religião católica devido à aparição de Nossa Senhora às crianças Lúcia, Francisco e Jacinta, em 1917.

A Esplanada em um dia com poucos peregrinos

A Esplanada da Basílica de Fátima é duas vezes maior do que a Praça de São Pedro, no Vaticano. Os dias de maior movimento são 13 de maio e 13 de outubro, quando são comemoradas as aparições da Virgem Maria às 3 crianças pastoras.

Basílica de Nossa Senhora de Fátima

Muitos dos peregrinos que visitam Fátima atravessam a Esplanada de joelhos em agradecimento às graças recebidas.

Outro ângulo da Basílica

Chegamos ao Santuário pouco depois das 11 h, quando estava sendo celebrada uma missa na Basílica, que estava completamente lotada. Ficamos alguns minutos assistindo à cerimônia e, logo após, partimos para Coimbra.

Reitoria da mais antiga universidade de Portugal

Coimbra é hoje uma cidade bastante grande, mas o nosso foco de atenção era a Cidade Alta, a parte histórica onde está situada a Universidade de Coimbra, a mais antiga de Portugal.

Detalhe de azulejaria portuguesa

Nos pátios internos da universidade encontramos vários exemplares da magnífica arte da azulejaria portuguesa.

Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

Como não poderia deixar de ser, precisei registrar a minha  passagem por uma das Faculdades de Letras mais importantes do mundo… 😉

A Sé Velha de Coimbra

Continuamos o nosso passeio “nos perdendo” pelas ruas labirínticas da Cidade Alta. Um dos belos pontos que encontramos pelo caminho foi a Sé Velha de Coimbra.

Os labirintos da Cidade Alta

Várias das casas situadas nas ruelas da Cidade Alta abrigam repúblicas de estudantes desde a Idade Média.

Café Sé Velha

Logo tivemos mais uma grata surpresa: o Café Sé Velha, onde entramos para pedir informações e ficamos impressionados não apenas com o charme do seu interior, mas também… com a vitrine de doces! 😉

Pastel Tentugal – o doce típico de Coimbra

Provamos ali os Pastéis de Tentúgal, um doce típico da cidade de Coimbra, feito com uma massa folhada  finíssima e recheio de ovos (pra variar…)

Limite entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa

Continuamos a descer pelo trecho conhecido como “Quebra-costas” até o Arco de Almedina, erguido no século XII pelos árabes.

O Arco de Almedina

O Arco de Almedina marca a entrada da Cidade Antiga. Vários estudantes fazem o seu percurso através deste arco, o menor caminho para se chegar da Cidade Baixa à Universidade.

A Cidade Baixa – do outro lado do Arco

Ao atravessar o Arco, nos deparamos com a Coimbra moderna. Tomamos então o nosso caminho de volta à Cidade Alta para pegar o carro e prosseguir a viagem.

Fizemos uma viagem tranqüila ao longo do dia, mas a nossa chegada ao Porto foi caótica. Estávamos sem GPS, chegamos na hora do rush e a sinalização de entrada na cidade é ineficiente para os turistas – uma vez na parte turística, entretanto, a sinalização é bastante boa.

O Café Majestic

Para amenizar o stress da chegada, fomos nessa mesma noite ao Café Majestic, o mais tradicional da cidade do Porto.

O ambiente aconchegante do Majestic

Inaugurado em 1921, o Café sempre foi palco de debates de idéias políticas e ponto de encontro da aristocracia local.

Francesinha – um dos pratos típicos do Porto

Escolhemos o Majestic para provar uma das iguarias típicas locais – a francesinha, um sanduíche recheado com carne, lingüiça e fiambre, coberto com queijo gratinado e servido com um molho de tomate  levemente picante, acompanhado de batatas fritas. Foi um manjar dos deuses!  (Com certeza, a francesinha do Majestic é a mais cara da cidade – mas valeu cada “cêntimo” de euro… 😉 )

E brindamos a mais um dia da VAM!

Dia 3, 28/12 – Lisboa

Mais um meio de transporte utilizado na VAM…

Tiramos o nosso terceiro dia em Lisboa para percorrer a cidade da melhor forma possível: caminhando. Fizemos uma única exceção, que foi tomar o bonde para subir até o Castelo de São Jorge.

O Castelo de São Jorge

 O bonde nos deixou no miradouro mais próximo do castelo, o Porta do Sol. Dali caminhamos 2 minutos e nos deparamos com a fila para comprar os ingressos, a 7 euros por pessoa.

A Catedral da Sé

Após a visita ao Castelo, descemos caminhando pelo pitoresco bairro da Alfama. Paramos para visitar a Catedral da Sé, e continuamos até a Baixa.

O Arco da Praça do Comércio

Passamos pela Praça do Comércio e cruzamos a Baixa em direção ao Chiado e ao Bairro Alto.

O Largo do Carmo

Chegamos ao Chiado pelo Largo do Carmo, e dali continuamos o passeio rumo ao Bairro Alto.

O Castelo visto do Bairro Alto

 Paramos no Miradouro São Pedro de Alcântara, no Bairro Alto, para apreciar a vista do Castelo ao longe – e nos demos conta de que caminhamos bastante…

Uma das agradáveis ruas do Bairro Alto

Seguimos caminhando pelas ruas agradáveis do Bairro Alto, um tradicional reduto boêmio de Lisboa, e hoje também uma área residencial. Confirmamos a animação local na prática, no dia em que nos encontramos com o Riq e o Nick… 😉

O bar do Pavilhão Chinês

Por falar no Riq e no Nick, mais tarde saímos para conferir uma dica que eles tinham nos dado no primeiro dia: o Pavilhão Chinês, um dos bares mais tradicionais do Bairro Alto.

Brinde ao terceiro dia da VAM

Celebramos o terceiro dia da VAM com um Cosmopolitan e um Romanoff… 😉

Café Nicola, na Praça D.Pedro IV (Rossio)

Seguimos então de volta à Praça D.Pedro IV (o nosso D.Pedro I), porque queríamos provar o bacalhau do Café Nicola, uma indicação da Viagem  & Turismo.

Bacalhau à Nicola – de comer rezando…

Lá provamos o bacalhau mais saboroso de toda a viagem até então  – o Bacalhau à Nicola, preparado com molho bechamel, bacon, camarões e batatas. Acompanhado por um vinho tinto, foi uma boa forma de coroar a nossa estada em Lisboa.

Dia 2, 27/12 – Sintra

Palácio da Pena – ou seja, construído sobre a rocha

Durante o café da manhã, enquanto conversávamos sobre a programação do dia, resolvemos ir a Sintra. Contratamos o passeio da Carris Tour que partia da Praça do Comércio às 2 h da tarde, com visita ao Palácio da Pena, à cidade de Sintra e passagens por Cascais e Estoril.

No Palácio da Pena

Achamos muito interessante a explicação sobre a origem do nome do Palácio da Pena. Pena, nesse caso, é a forma antiga de “penha”, que significa “rocha”, ou seja, o nome do palácio vem do fato de que foi construído sobre a rocha.

Um dos meios de transporte da VAM

Após a  visita ao Palácio, descemos a montanha para fazer um breve passeio à cidade de Sintra – muito charmosa, por sinal. Vale a pena passar um dia inteiro por lá, ou até mesmo pernoitar. É fácil ir de Lisboa a Sintra de trem, partindo da Estação do Rossio, em uma viagem de cerca de 40 minutos. A cidade oferece transporte público em abundância.

Um dos cafés charmosos e badalados de Sintra
Uma das pequenas ruas de Sintra

Fizemos uma parada estratégica em um dos pontos mais famosos da cidade, a Confeitaria A Piriquita, para nos deliciarmos com duas de suas especialidades: as queijadas e os travesseiros.

Queijadas para viagem!
Travesseiros… para um son(h)o perfeito!

Gostamos tanto dos travesseiros d’A Piriquita que nos arrependemos de comer apenas aquele que provamos lá… Passamos o dia seguinte procurando por essa delícia em Lisboa – até encontramos lugares onde são vendidos, mas já tinham acabado… Em um desses lugares, uma vendedora deu a seguinte resposta a Paulinho, quando ele perguntou se tinha travesseiro: “Travesseiro eu tenho lá em casa!” Espirituosa a moça… 😆

A Baía de Cascais ao anoitecer

Voltamos a Lisboa passando por Cascais e Estoril. Em Cascais, fizemos uma parada para apreciar a paisagem da baía…

Dia 1, 26/12/2010 – Lisboa

Descobrimentos…

Chegamos a Lisboa pela manhã e fomos direto para a Praça do Comércio tomar o bonde no.15, que nos levaria a Belém. Nossa primeira parada em Bélém foi o Padrão dos Descobrimentos, simbolo do descobrimento de novos mundos, o que estamos começando a realizar.

Onde tudo começou, há mais de 500 anos…

Em seguida, fomos visitar a Torre de Belém, ponto de onde partiram as caravelas de Pedro Álvares Cabral – e de lá seguimos para o Mosteiro dos Jerônimos.

Mosteiro dos Jerônimos

Demos uma grande sorte: como era domingo, e chegamos aos monumentos antes das 14h, fizemos as duas visitas de graça! Em outras circunstâncias, o ingresso conjugado para a Torre e o Mosteiro custaria 10 euros, ou 7 euros cada ingresso individual.

Os famosos e tradicionais pastéis de Belém

A visita a Belém não estaria completa sem uma parada para comprar os famosos e deliciosos pastéis de Belém. Compramos uma caixa com seis para levar e saborear mais tarde. Vale a pena, entretanto, visitar os salões internos, que são imensos. (Cada pastel custa 0,90 euro – e vale cada centavo…)

Clube da Esquina, no Bairro Alto

à noite, depois de descansar um pouco da maratona do vôo e do dia, encontramos nossos amigos queridos Riq e Nick, que, por uma feliz coincidência, passaram por Lisboa em sua viagem de retorno ao Brasil e se hospedaram em um hotel exatamente ao lado do nosso. Fizemos, como disse o Riq, uma “incursão barzística” ao Bairro Alto, seguindo as sugestões do João Paulo, também freqüentador do VnV e que, infelizmente, não nos acompanhou…

Brindando à VAM!!! ;-)

Encerramos com fecho de ouro o primeiro dia da VAM – e fomos dormir como anjos…

A volta ao mundo em 77 dias

Nosso roteiro – clique para ver a imagem maior!

Até que nós começamos a planejar a viagem em escala bem modesta. A princípio, pensamos em apenas emendar o recesso de Natal e Ano Novo com 1 mês de férias, o que nos daria entre 35 e 40 dias de viagem. Depois, percebemos que havia a possibilidade de estender as férias,  emendar com licenças e somamos 77 dias. Fiquei morrendo de pena de não chegar aos 80 dias de Jules Verne

O mapinha aí em cima não mostra a nossa viagem completa, apenas o  itinerário do bilhete RTW. Tivemos que incluir as outras paradas por nossa conta, em vôos low cost, já que as regras e restrições do bilhete impediram a inclusão de vários lugares onde gostaríamos de ir.

Aqui vai então o nosso roteiro, com datas, vôos e links para os nossos hotéis.  Viajem com a gente – vai ser super bacana ter companhia!!! 😀

DEZEMBRO

25 РV̫o TAP Rio / Lisboa;

26 – Lisboa – Hotel Ibis Liberdade;

27 – Lisboa;

28 – Lisboa;

29 – Ida de carro de Lisboa para o Porto, com paradas ao longo do caminho – Hotel Mercure Porto Centro;

30 – Porto;

31 – Porto;

JANEIRO

01 РV̫o TAP Porto / Miḷo + Ida de trem para G̻nova РHotel AC Genova;

02 РG̻nova;

03 РG̻nova; Volta para Miḷo de trem no fim da tarde РHotel Carlyle Brera;

04 РMiḷo; V̫o Lufthansa Miḷo / Cingapura (conex̣o em Frankfurt);

05 – Cingapura – Hotel Marina Mandarin;

06 – Cingapura;

07 РV̫o Air Asia Cingapura / Kuala Lumpur РPiccolo Hotel;

08 – Kuala Lumpur;

09 РV̫o Air Asia Kuala Lumpur / Siem Reap РSomadevi Angkor Hotel & Spa;

10 – Siem Reap;

11 РV̫o Jet Star Siem Reap / Cingapura РChangi Village Hotel Peninsula Excelsior Hotel;

12 РV̫o Singapore Cingapura / Bali; Ubud: Hotel Tjampuhan Spa;

13 – Ubud;

14 – Ubud;

15 – Ida para Sanur – Hotel Griya Santrian;

16 – Sanur;

17 – Sanur;

18 – Sanur;

19 – Ida para Nusa Dua – Hotel Meliá Bali;

20 – Nusa Dua;

21 – Nusa Dua;

22 РV̫o Thai Bali / Bangkok РBaiyoke Sky Hotel;

23 – Bangkok;

24 – Bangkok;

25 РV̫o Bangkok Airways Bangkok / Chiang Mai РPing Nakara Boutique Hotel & Spa;

26 – Chiang Mai;

27 РV̫o Air Asia Chiang Mai / Phuket РRenaissance Phuket Resort & Spa;

28 – Phuket;

29 – Phuket;

30 – Ferry Phuket / Koh Phi Phi – Phi Phi The Beach Resort;

31 – Koh Phi Phi;

FEVEREIRO

01 – Ferry Koh Phi Phi / Phuket – The Nap Patong;

02 РV̫o Bangkok Airways Phuket / Koh Samui РVilla Tanamera;

03 – Koh Samui;

04 – Koh Samui;

05 РV̫o Bangkok Airways Koh Samui / Bangkok РBangkok Marriott Resort & Spa;

06 – Bangkok;

07 РV̫o Thai Bangkok / Hanoi РHanoi Old Centre Hotel Hanoi Royal View Hotel;

08 РV̫o Vietnam Airlines Hanoi / Hue РPilgrimage Village Hotel;

09 – Hue;

10 РV̫o Vietnam Airlines Hue / Hanoi РHanoi Royal View Hotel Sheraton Hanoi Hotel;

11 – Hanoi;

12 – Hanoi;

13 – Ida para a Baía de Halong – Cruzeiro Indochina Sails;

14 – Baía de Halong;

15 – Vôo Asiana Hanoi / Tóquio (conexão em Seul);

16 – Tóquio – Grand Prince New Takanawa Hotel;

17 – Tóquio;

18 – Tóquio; À noite: vôo ANA Tóquio / Honolulu; aqui cruzamos a linha internacional de data, e ganhamos um dia – chegamos a Honolulu na manhã desse mesmo dia, então vamos viver o dia 18/02 duas vezes… 😯

18 – Honolulu – Sheraton Princess Kaiulani;

19 – Cruzeiro NCL Pride of America;

20 – Cruzeiro: Maui;

21 – Cruzeiro: Maui;

22 – Cruzeiro: Big Island;

23 – Cruzeiro: Big Island;

24 – Cruzeiro: Kauai;

25 – Cruzeiro: Kauai;

26 – Honolulu – Hilton Hawaiian Village;

27 – Honolulu;

28 – Vôo United Honolulu / San Francisco – ficaremos hospedados na casa de amigos, ou seja, no melhor hotel da viagem…  😉

MARÇO

01 – San Francisco;

02 – San Francisco;

03 РV̫o San Francisco / Orlando РQuality Inn & Suites near Florida Mall;

04 – Orlando;

05 – Orlando;

06 – Orlando;

07 – Orlando;

08 РV̫o Continental Orlando / Miami РThe Ocean Reef Suites;

09 – Miami;

10 – Miami;

11 – Vôo TAM Miami / Rio de Janeiro – e chegamos em casa… :mrgreen:

Vamos nos divertir muito, mas vamos também sentir saudades das nossas famílias e dos nossos amigos – viajem com a gente, Ok? 😉

Atualização em 29/04/2011: Ao longo da viagem, achamos por bem trocar as reservas de alguns hotéis – esses aparecem riscados no planejamento inicial, e substituídos pelos links dos hotéis onde efetivamente nos hospedamos.

Volta ao mundo – modo de fazer

RTW – todas as possibilidades…

Planejar uma viagem de volta ao mundo é mais fácil do que parece a princípio, mas demanda atenção, paciência e um bocado de desprendimento, já que nem sempre (quase nunca…) é possível manter o roteiro que se havia pensado originalmente. Todas as grandes alianças aéreas oferecem bilhetes RTW a tarifas muito viáveis, mas cheias de regras e restrições. Nós chegamos a dar uma olhada na Sky Team e na One World, mas a aliança que serve melhor quem pretende se concentrar na Ásia, como no nosso caso, é a Star Alliance.

Algumas regras são comuns a todas as alianças, e as mais básicas são:

1. A origem e o destino final devem ser cidades do mesmo país.

Não é necessário voltar ao ponto exato de partida. É possível, por exemplo, partir do Rio de Janeiro e chegar em São Paulo, Fortaleza, Porto Alegre. Nós não vamos usar essa possibilidade – nosso ponto de partida e chegada é o Rio de Janeiro.

2. A dire̤̣o dos v̫os deve ser sempre a mesma Рou se voa para leste ou para oeste, cruzando cada oceano apenas uma ̼nica vez.

Existe uma certa flexibilidade nesse ponto – dá pra ir primeiro a Bali e depois a Cingapura, por exemplo, quando se escolhe o sentido leste, mesmo que essa ordem signifique voltar um pouquinho para o oeste. Mas isso só vale para desvios muito pequenos – seguindo a direção leste, não se pode começar por Paris e depois voltar a Nova York pelo Oceano Atlântico – é preciso dar a volta pela Ásia.

3. O bilhete tem validade de 1 ano, com número limitado de escalas e segmentos de vôo.

Não cheguei a conferir os números exatos de todas as alianças, mas o bilhete da Star Alliance permite fazer 15 escalas e 16 segmentos de vôo. Na prática, isso significa que é importante escolher vôos diretos sempre que possível, porque um vôo com conexão queima 2 segmentos de vôo. Nós tentamos evitar as conexões ao máximo – só não conseguimos nos trechos Milão / Cingapura (conexão em Frankfurt) e Hanoi / Tóquio (conexão em Seul).

4. Um mesmo aeroporto não pode ser visitado mais de uma vez, nem mesmo para fazer uma conexão.

Essa regra dá uma dor de cabeça daquelas quando se pretende explorar mais a fundo um determinado país… Na Tailândia vamos ter que voar de Bangkok para Chiang Mai, de lá para Phuket, seguindo para Koh Samui e de volta a Bangkok com bilhetes extras, comprados fora da RTW, porque teríamos que voltar a Bangkok para seguir viagem, e isso não é permitido… :(

5. A tarifa do bilhete varia de acordo com o número de milhas voadas e com o número de escalas (por causa das taxas de embarque).

Na Star Alliance, pode-se escolher entre 3 categorias de bilhetes, de acordo com o número de milhas que se pretende voar – 29 mil, 34 mil e 39 mil. (Mas em todos o número máximo de segmentos é o mesmo… 😯 ).  Eu achei bem difícil começar a viagem no Brasil e conseguir se manter dentro das 29 mil milhas do bilhete mais em conta, porque o vôo inicial e o vôo final , no caso de quem escolhe começar ou terminar pelo hemisfério norte, gastam um montão de milhas. Nós optamos pelo bilhete de 34 mil.

Como o valor varia muito em função dessas escolhas, não vou falar em números absolutos. Mas, só para efeito de comparação, digo que o nosso bilhete, com todas as taxas de embarque incluídas, custou o equivalente a uma passagem para Nova York em classe executiva. Ou seja, não é baratinho, mas não é impossível – e a relação custo x benefício é sensacional! Um detalhe importante é que o bilhete pode ser pago com o cartão de crédito, mas não pode ser parcelado…

Pra começar a brincar…

Pra quem quiser come̤ar a se divertir fazendo planos para uma futura RTW, acho que a ferramenta mais interessante ̩ o mapinha interativo onde se pode simular os roteiros Рo da Star Alliance fica neste link aqui.

Um outro link muito útil é o de perguntas mais freqüentes – para acessar, é só clicar aqui.

Entretanto, na hora de fechar um roteiro a sério, a ferramenta interativa pode deixar muito a desejar, indicando vôos diretos onde só há conexões, entre outros errinhos. Nessa hora, o melhor é se armar de muita paciência e consultar o horário completo das companhias que fazem parte da Star Alliance, disponível em pdf aqui. (Essa dica super quente foi dada pela nossa querida Syvia, durante um passeio corridíssimo em Porto Alegre – muchas gracias, Sylvita! 😉 )

Logo, logo eu volto pra contar como ficou o nosso roteiro…

Vamos fazer uma volta ao mundo?

Eu e Paulinho – as duas metades da “excursão”… ;-)

Às vezes me parece muito engraçado pensar em como surgem as viagens… (Não sou só eu que penso isso, o Riq mesmo escreveu um post bem bacana sobre o assunto…)  Eu tenho várias histórias curiosas de viagens que surgiram de uma cisma, de uma cena de filme, de um trecho de livro, de um bate-papo despretensioso…

Com a volta ao mundo não foi diferente. Como praticamente todo mundo que gosta de viajar, eu tinha planos para uma RTW (Round the World – Volta ao Mundo) guardadinhos em algum canto da minha mente… Mas de uma hora pra outra, tudo deu certo, tudo se encaixou – o tempo disponível, o dinheiro guardado, a companhia ideal… 😉

Um dia, em meados de abril deste ano, eu e Paulinho combinamos de almoçar juntos no Rio Sul. Uma amiga nossa, a Vanessa, foi também. Antes de chegar ao restaurante, paramos um pouquinho pra namorar as vitrines de uma agência de viagens. Na época, estávamos pensando em ir à Turquia e/ou à Grécia… Acabamos saindo de lá com várias brochuras com idéias de viagens do mundo todo.

Depois do almoço, eu e a Vanessa fomos dar uma volta pelo shopping, e Paulinho foi trabalhar, tinha uma reunião super importante. Nós duas paramos para tomar um café – e, enquanto ela atendia o celular, eu comecei a folhear os papéis. Tudo o que eu via era Ásia, Ásia, Ásia – Cingapura, Indonésia, Tailândia, Camboja, Vietnã, Japão… Não pensei duas vezes: a Vanessa não saía do celular (rsrsrs…), então eu peguei o meu e mandei uma mensagem de texto para  Paulinho: “Estou surtando com esses papéis de viagem. Vamos dar uma volta ao mundo?”

Eu acho que falei de brincadeira – ou não? Não, talvez não tenha sido brincadeira, não… O fato é que não deu 2 minutos, o meu celular tocou e o que eu ouvi foi: “Fugi da reunião pra te ligar! Vamos, sim, vamos dar a volta ao mundo!!!” 😀

E assim foi. Nenhum dos dois contestou essa decisão impulsiva. De lá pra cá, passamos meses e meses fazendo milhões de planos, inserindo e retirando cidades do nosso roteiro, ensaiando rotas para o leste e para o oeste,  buscando mil alternativas para encaixar um roteiro viável, e que atendesse aos nossos anseios e expectativas – nada difíceis de conciliar, aliás… 😉

Embarcamos daqui a exatamente uma semana, no dia de Natal. Antes disso vou contar mais detalhes sobre o planejamento da viagem, o roteiro, os hotéis que escolhemos. Me aguardem! 😉