O Norwegian Sun ancorado no porto de Montevidéu
O Norwegian Sun ancorado no porto de Montevidéu

A primeira escala do nosso cruzeiro foi Montevidéu, logo no dia seguinte ao embarque. A previsão era permanecer no porto das 7:00 h da manhã às 4:30 h da tarde.

Antes de mais nada, é preciso dizer que faz muita diferença fazer uma escala em uma cidade que já conhecemos. Fazia 3 anos que tínhamos passado alguns dias em Montevidéu, então o sentimento geral era basicamente de saudade. Pensamos em rever alguns lugares, dar uma volta pelo centro histórico, comer alguma coisa no Mercado do Porto, tudo no ritmo tranqüilo que as férias merecem… ;-) Afinal, uma escala de cruzeiro  compreende apenas algumas poucas horas – e não dá pra abarcar tudo o que uma cidade tem para oferecer em tão pouco tempo…

O nosso passeio foi mais ou menos assim: caminhamos pelas ruas da Ciudad Vieja até a Peatonal Sarandi, na direção da Plaza Matriz…

Peatonal Sarandi - a caminho da Plaza Matriz

Peatonal Sarandi - a caminho da Plaza Matriz

Caminhamos sem pressa, observando os prédios antigos…

Uma esquina da Ciudad Vieja

Uma esquina da Ciudad Vieja

Um café na Ciudad Vieja

Um café na Ciudad Vieja

Logo chegamos à Puerta de la Ciudadela, já em plena Plaza Independencia:

Puerta de la Ciudadela

Puerta de la Ciudadela

Demos uma volta pela praça, admirando os prédios históricos, como o Palacio Salvo, o Palacio Estevez e o Teatro Solis:

Plaza Independencia / Palacio Salvo

Plaza Independencia / Palacio Salvo

Palacio Estevez

Palacio Estevez

Teatro Solis

Teatro Solis

Como era uma 2a.f., não havia visita guiada no teatro. Ficou para uma outra ocasião, e continuo devendo…

Logo decidimos tomar o rumo de volta ao porto:

Ruas da Ciudad Vieja

Ruas da Ciudad Vieja

Chegando ao Mercado do Porto

Chegando ao Mercado do Porto

A nossa idéia não era reembarcar no navio, mas sim ir ao Mercado e talvez escolher um lugar para almoçar…

Mercado del Puerto de Montevideo

Mercado del Puerto de Montevideo

O Mercado del Puerto

O Mercado del Puerto

Carnes na parrilla

Carnes na parrilla

Passeamos pela parte de dentro do Mercado, que nem estava muito cheio – mesmo assim, fazia muito calor, e não achei que seria muito agradável almoçar ali… Além disso, tenho que confessar que a atmosfera roots do Mercado não é muito a minha praia…

Acabamos escolhendo a varanda do El Peregrino, onde pedimos uns petiscos e umas Patricias… ;-)

El Peregrino

El Peregrino

Varanda do El Peregrino

Varanda do El Peregrino

Ótima companhia para um dia de calor! :D

Ótima companhia para um dia de calor! :D

Por fim, decidimos voltar ao navio, almoçar por lá mesmo e curtir a piscina o resto da tarde… :mrgreen:

Daria para ter feito mais nessa parada em Montevidéu? Sem dúvida, apenas não foi a nossa escolha ir a outros lugares porque, repito, já conhecíamos a cidade e preferimos curtir um dia sem pressa…

* Minha sugestão *:

Para quem tem Montevidéu como uma escala de cruzeiro, curta como foi a nossa, a minha sugestão seria tomar um táxi no porto logo ao desembarcar e ir até Punta Carretas / Pocitos.  É gostoso fazer um passeio pelas Ramblas – a orla do Río de la Plata, que nessa região parece um mar. Como os cruzeiros normalmente aportam por lá no verão, o vento (massa polar!) na Rambla não será um problema – mas o ideal é que o dia esteja ensolarado e faça ao menos um pouco de calor!

Como o tempo é restrito e passa voando, eu não gastaria nenhum minuto com compras, e nem me lembraria que bem perto dali existe o Shopping Punta Carretas. Depois de um breve passeio, tomaria novamente um táxi para o centro de Montevidéu. Havendo tempo,  iria até a Plaza de Cagancha, na minha opinião a mais bonita; senão, apenas observaria de dentro do táxi mesmo.

A próxima parada dependeria do nível da fome… :lol: Se fosse grande,  eu tomaria o táxi direto até o Mercado do Porto, escolheria um dos restaurantes para almoçar e deixaria para passear pelo centro histórico à tarde. Mas, se ainda fosse muy temprano, ficaria na Plaza Independencia, para observar os monumentos e a arquitetura. Atravessaria então a Puerta de la Ciudadela  em direção à Plaza Matriz, onde faria um pequeno desvio para ver se o Café Brasileiro, na Calle Ituzaingó, está aberto (estava fechado quando eu fui…) Então passaria um tempinho perambulando pelas ruazinhas do centro histórico, já no caminho de volta ao porto, onde escolheria um restaurante para almoçar.

Em qualquer das duas opções, procuraria fazer um almoço rápido, para aproveitar mais tempo nos passeios, que seriam irremediavelmente corridos. O truque, como sempre, é lembrar que essa não precisaria ser a única visita à cidade – se não for possível ver, experimentar ou fazer algo, é sempre possível (e delicioso) voltar! ;-)

Veja também:

Montevidéu no Idas & Vindas

Montevidéu no Viaje na Viagem, do Ricardo Freire

Montevidéu n’O Descobrimento da América +, do JB

Montevidéu no Dividindo a Bagagem, da Lu Malheiros

Norwegian Cruise Line

Norwegian Cruise Line

Fim de tarde

Fim de tarde

A caminho da piscina

A caminho da piscina

A piscina, quase sempre vazia - que friiiiiiio...

A piscina, quase sempre vazia - que friiiiiiio...

Paisagem constante...

Paisagem constante...

Welcome aboard! 8)

Welcome aboard! ;-)

Decks 6 & 7

Decks 6 & 7

The Great Outdoors - uma delícia nos dias quentes, uma tortura nos mais frios...

The Great Outdoors - uma delícia nos dias quentes, uma tortura nos mais frios...

Topsiders - o bar da piscina, pouco aproveitado na maior parte do tempo

Topsiders - o bar da piscina, pouco aproveitado na maior parte do tempo

Champagne Bar - na minha opinião, o mais lindo! :D

Champagne Bar - na minha opinião, o mais lindo! :D

Sports Bar - ponto de encontro para ver (pasmem!) futebol americano na TV...

Sports Bar - ponto de encontro para ver (pasmem!) futebol americano na TV...

Las Ramblas - música ao vivo que não me agradou...

Las Ramblas - música ao vivo que não me agradou...

Observation Lounge

Observation Lounge

Um vinhozinho no Observation Lounge

Um vinhozinho no Observation Lounge

Uma das coisas de que menos gostei no mini-cruzeiro que tinha feito em novembro foi a tal história de ter horário e mesa fixos para o jantar. Éramos um grupo de cerca de 20 amigos – no entanto, jantamos espalhados por todo o navio, não apenas em restaurantes diferentes, mas até em pontos diferentes do salão quando calhava de estarmos no mesmo restaurante.  E, cá pra nós, podem me rotular de anti-social se quiserem, tudo bem – mas não quero ser obrigada a socializar com gente que nunca vi quando preferia estar na companhia dos meus amigos… ;-) Ah, além disso, um dos restaurantes só abria para o jantar, não para o almoço – como eu não fui colocada nele para jantar, simplesmente não pude experimentar esse restaurante. Não, não gostei, definitivamente…

Mas dessa vez a história foi outra… O maior diferencial da NCL, para mim, foi a  quase total liberdade a bordo – que eles chamam de “Freestyle Cruising“. Pode-se escolher onde tomar o café da manhã, onde almoçar, onde jantar, a que horas, em qual mesa, se sozinhos ou acompanhados… Nada é obrigatório, nem mesmo a roupa de gala para a famosa “Noite do Capitão” – veste-se formalmente quem quer, e quem não quiser vai de jeans e camiseta mesmo, se quiser ir… ;-)

No Norwegian Sun, são 3 os restaurantes principais: o Garden Café, que funciona em esquema de buffet para café da manhã, almoço e jantar, no deck da piscina; o Seven Seas, também aberto para café da manhã, almoço e jantar;  e o Four Seasons, que funciona apenas para o jantar. Cada um tem seu próprio horário de funcionamento, de modo que, se alguém quiser jantar mais cedo ou mais tarde, vai encontrar ao menos um dos 3 restaurantes funcionando.

IMG_4831

IMG_4710IMG_5165

O Seven Seas e o Four Seasons têm cardápios idênticos – então se escolhe mais pelo horário mesmo, pela vontade de variar de restaurante, pelo fundo musical (um dos vários pianos do navio está no Four Seasons). Já o Garden Café é bem mais casual que os dois, adequado, na minha opinião, para um café da manhã rápido em dias de porto ou um lanchinho à tarde – não sou muito fã dos buffets para almoço e jantar, não…

No geral, eu fiquei bastante satisfeita com a qualidade e a variedade da comida nos restaurantes principais – o que me rendeu aquela velha preocupação sobre como aproveitar bem sem engordar… :P

IMG_4705IMG_4706IMG_4707

Os restaurantes em si não eram especialmente bonitos – pelo contrário, a decoração era bem pesada… mas nada que chegasse a prejudicar o apetite de ninguém, não…

Momento raríssimo - o Garden Café vazio!

Momento raríssimo - o Garden Café vazio!

A entrada do Seven Seas

A entrada do Seven Seas

Seven Seas

Seven Seas

Maquete do Norwegian Sun na entrada do Four Seasons

Maquete do Norwegian Sun na entrada do Four Seasons

Four Seasons

Four Seasons

Além dos restaurantes principais, há vários outros no navio – alguns são gratuitos, outros requerem o pagamento de uma pequena taxa extra. São todos bem menores que os restaurantes principais, e a maioria exige que se faça reserva. Dentre os gratuitos, experimentei o Pacific Heights, que funciona sem reservas na hora do almoço – em estilo “invente a sua própria massa” – e à la carte, com reserva, na hora do jantar.

IMG_4995IMG_4984

No dia em que jantei no Pacific Heights me decidi por um jantar totalmente à mexicana, com direito a uma inusitada mousse de margarita de sobremesa!

IMG_4981IMG_4989IMG_4993

O único restaurante pago que experimentei foi o Il Adagio, que cobra uma sobretaxa de US$ 10 – há também um restaurante francês, um sushi bar e um restaurante especializado em carnes, entre outros. As sobretaxas podem ser de até US$ 25.

IMG_5380IMG_5388

O cardápio dos restaurantes pagos não varia – cada um oferece 3 ou 4 opções de entradas, pratos principais e sobremesas, que se mantêm ao longo do cruzeiro. O meu jantar italiano me agradou muitíssimo! :D

IMG_5374IMG_5375IMG_5377

Com todas essas ofertas, confesso que muitas vezes deixamos de lado os restaurantes em terra firme – decidimos nos concentrar nos passeios que queríamos fazer e deixávamos para fazer uma refeição decente na volta ao navio… ;-)

Ah, e apenas para completar, devo dizer que fiquei super bem impressionada com o nível de higiene dentro do navio! Quando se ouve falar tanto em casos de gastroenterite nos cruzeiros na costa brasileira, e se sabe que os riscos de contaminação a bordo são realmente enormes, foi super bacana ver que não se entra em nenhum restaurante sem higienizar as mãos, que todos os funcionários trabalham nos restaurantes usando toucas e luvas e que simplesmente não existe self-service a bordo – ou seja, ninguém, a não ser os funcionários enluvados, toca nos talheres usados para o serviço nos buffets. Ótimo exemplo! :D

Várias vezes me passou pela cabeça que os dias de navegação seriam de um tédio quase absoluto, principalmente por causa do frio, que anularia as grandes diversões ao ar livre – piscinas, jacuzzis e quadras de esportes…

Piscinas e jacuzzis apenas nos primeiros dias...

Piscinas e jacuzzis - apenas nos primeiros dias...

A quadra quase sempre vazia...

A quadra quase sempre vazia...

Em relação às opções de lazer ao ar livre, eu não estava mesmo enganada. Apenas no dia do embarque e no dia seguinte, ou seja, em Buenos Aires e Montevidéu, havia tempo bom – aliás, fazia um calorão daqueles! No 3o. dia tomamos o rumo da Península Valdés, e o calor começou a dar espaço a um ventinho frio que não cooperava nadinha com quem queria aproveitar a piscina…

Foi nesse dia que eu percebi a importância do lazer a bordo, que, diga-se de passagem, curti horrores!!! Só pra deixar bem claro: eu sou daquelas pessoas que detesta atividades coletivas, programadas ou não, e que tem verdadeira alergia a grupos… :oops: E a minha visão – bastante preconceituosa, sou a primeira a admitir – associava lazer a bordo apenas com gincanas e afins… :shock:

Pois bem, fui agradavelmente surpreendida! Descobri que podia começar  os  meus dias com aulas de alongamento e ginástica na academia, e ainda poderia caminhar na esteira, com vista para o mar! Decidi que começaria assim todos os dias de navegação – claro, não ia desperdiçar tempo em terra firme nos dias de porto… ;-)

A biblioteca tinha livros em português!

A biblioteca tinha livros em português!

E a biblioteca do navio era o máximo!!! Havia livros em diversos idiomas (claro, com mais de 60 nacionalidades diferentes a bordo…), a maioria em inglês e espanhol, mas também em francês, alemão, italiano e até em português! O empréstimo era válido por todo o período do cruzeiro – e o povo lia mesmo! O que mais se via era gente grudada nos livros pelos cafés, bares, na academia, na beira da piscina… Todos os dias também havia jogos à disposição, como palavras cruzadas e sudoku – era só passar na biblioteca e buscar os joguinhos. Passei 15 dias viciada em sudoku… ;-)

Nos fundos da biblioteca havia mais duas salas – uma específica para jogos de cartas (que eu não gosto…) e uma com um telão, onde passava ao menos um filme por dia. A pegadinha é que os filmes normalmente eram em inglês,  e sem legendas! Em alguns horários, até passavam as versões dubladas em outras línguas, como francês, alemão, espanhol e português. Mas, nessa hora, quem sabe inglês acaba se divertindo mais…

Duas outras opções disponíveis quando o navio estava em alto mar eram o cassino e as lojas…

O cassino meio de longe - não é permitido fotografar lá dentro...

O cassino meio de longe - não é permitido fotografar lá dentro...

Duty-free, souvenirs, joalheria...

Duty-free, souvenirs, joalheria...

Mas o ponto alto para mim foi a música. Rolava música no navio o dia inteiro – contei CINCO pianos de cauda a bordo!!! Sempre havia alguém tocando um piano em algum bar, à noite íamos ver os shows no teatro, ouvíamos mais piano nos restaurantes e ainda cantores e músicos novamente nos bares.

Observation Lounge - o mar visto de camarote

Observation Lounge - o mar visto de camarote

Logo nos primeiros dias fomos parar no Observation Lounge, um bar no Deck 12, com vista privilegiada. E era lá que quase todos os dias eu ia ouvir o Michael Eldridge, pianista de mão cheia, especialista na “época de ouro” da canção americana… ;-)

Michael Eldridge no Observation Lounge

Michael Eldridge no Observation Lounge

O teatro também era uma opção bem bacana. A maioria dos shows me agradou – um ou outro eram bobinhos, uns showzinhos de humor bem à americana, e outros descambaram para o cafona total mesmo… Mas a maior parte foi ótima – vi uma apresentação de uma flautista excelente, um show de acrobacia que não devia nada à Intrépida Trupe e uns espetáculos de dança sensacionais também… Pena que não se pode fazer fotos durante os shows, então só tenho fotos do teatro vazio – e teatro vazio é sempre meio triste…

Stardust Lounge - o teatro do Norwegian Sun

Stardust Lounge - o teatro do Norwegian Sun

Teatro vazio me dá uma tristeza... :-(

Teatro vazio me dá uma tristeza... :-(

Às vezes íamos jantar antes do show, outras vezes depois (sim, os horários são livres, mas isso eu conto outra hora…) Depois de alguns dias ficou até meio difícil encontrar horário pra jantar, tantas eram as atrações que eu queria ver! :D

O último point da noite para mim era invariavelmente o Windjammer Bar, para ver o Trio Paula Koropecki – um grupo argentino super talentoso. Eles transitavam com a maior desenvoltura do bolero ao tango, passando pela bossa nova e o que mais viesse pela frente…

Windjammer Bar - meu fim de noite!

Windjammer Bar - meu fim de noite!

O Paula Koropecki Trio em cena

O Trio Paula Koropecki em cena

Para quem curte, a diversão se prolongava noite adentro na Dazzles – a boate do navio…

Let's be dazzled... :-)

Let's be dazzled... :-)

Comecinho de noite na Dazzles

Comecinho de noite na Dazzles

Mas essa, definitivamente, não é a minha praia, não… ;-)

Norwegian Sun

Norwegian Sun

Até embarcar no Norwegian Sun, no final de janeiro deste ano, para um cruzeiro de 2 semanas pela Patagônia, a minha experiência com cruzeiros se resumia a um curtíssimo mini-cruzeiro no MSC Lirica na rota Rio/Santos na companhia de amigos em novembro passado.

Naquela ocasião eu revi vários preconceitos que nutria contra as viagens de navio e cheguei à conclusão de que, como em qualquer outra viagem, também em um cruzeiro somos nós os responsáveis por fazer escolhas que nos agradam, e assim aproveitar a diversão ao máximo. Expliquei essas idéias em um comentário no VnV, que reproduzo aqui:

Fosse no mês passado, eu torceria o nariz indubitavelmente, no maior estilo que disse a Emília logo aqui em cima: “não comi e não gostei”… ;-)

Pois agora, a veterana do minicruzeiro de 3 dias já diz assim: “depende”… 8) Para mim, o navio como destino foi legal para curtir a companhia do grupo de amigos que estava comigo – como seria legal também se eu estivesse com a minha família, por exemplo, mas acho que nem tanto se fosse em casal.

O que sempre me pareceu uma função interessante para o navio de cruzeiro é levar a pessoa a locais onde o acesso seja mais complicado de outra forma, onde os deslocamentos sejam difíceis, longos ou muito caros – daí o meu encanto com o cruzeiro à Patagônia, que vou fazer no fim de janeiro… Se eu acho que vou conhecer a Patagônia? Não, não tenho a menor pretensão – mas acho que vou ter uma idéia pra depois decidir se a Patagônia é a minha praia o suficiente pra voltar… :D (Acredito que um cruzeiro seja bacanérrimo no Alasca também… E até mesmo no Caribe, se a idéia da pessoa for ter uma visão panorâmica, para depois voltar. Quem tem mania de voltar, como eu, não acha uma tragédia não esgotar um destino…)

Sobre a questão do luxo e da breguice, a sério, eu acho que dá perfeitamente pra fazer o seu próprio ambiente… Eu achei a muvuca na beira da piscina de uma breguice sem igual, e os restaurantes e bares ao ar livre eram uma confusão insuportável. Então, em vez de ficar ali sofrendo, eu ia para outros ambientes do navio, curtia um café expresso delicioso em um bar quase vazio, almoçava com toda a tranqüilidade do mundo em um restaurante onde não se podia ir de roupa de banho… Não curto festas temáticas, e costumo dizer que tenho alergia a grupos – então, enquanto as festas rolavam soltas eu ia procurar um piano bar ou um showzinho no teatro…

Acho que o que eu quero dizer é que, assim como desempacotamos outros destinos, dá pra desempacotar um navio também… :D

Elevadores panorâmicos, sim...

Elevadores panorâmicos, sim...

A minha primeira impressão do navio foi muito boa – sim, eu já esperava encontrar aquele certo exagero, aquela decoração além das fronteiras do kitsch e um ambiente onde, definitivamente, menos NÃO é mais… :mrgreen:

Mas talvez o truque esteja exatamente aí: eu não esperei que o meu cruzeiro fosse qualquer outra coisa que não fosse um cruzeiro… ;-) E, como o destino era um chamariz em si, ainda foi muito interessante conviver, ao longo dessas 2 semanas, com pessoas de mais de 60 nacionalidades diferentes,  fossem passageiros ou tripulantes. (Por curiosidade: entre os mais de 900 tripulantes, havia apenas 4 brasileiros! E entre os quase 2000 passageiros, éramos apenas cerca de 100…)

Nossa cabine

A primeira impressão da nossa cabine

A cabine vista por outro ângulo

A cabine vista por outro ângulo

Fiquei muito satisfeita com a nossa cabine, que, como era tripla e precisava comportar um sofá-cama, nem era tão pequena – tudo era muito funcional, tanto na própria cabine quanto no banheiro.

Vista do deck

Vista do deck

As áreas ao ar livre também me agradaram bastante, embora não me pareçam tão necessárias em um navio cujo foco é um destino gelado como a Patagônia. Piscinas e jacuzzis foram aproveitadas apenas nos 2 primeiros dias, para aliviar o calor que fazia em Buenos Aires e Montevidéu; a partir do 3o. dia, quando navegávamos em direção à Península Valdés, o espaço ao ar livre dos decks superiores praticamente transformou-se em um estorvo – para ir de um ponto a outro do navio era preferível descer um ou dois andares e atravessar pela parte interna a encarar os ventos gelados da Patagônia…

Nada disso foi grave, entretanto – eu imaginava, mas até então não tinha certeza, que os quesitos entretenimento e alimentação teriam total prioridade na organização de um cruzeiro em que os passageiros permaneceriam em ambientes fechados por boa parte das suas 2 semanas a bordo. E eu não estava enganada, como vou contar nos próximos posts… 8)

« Previous PageNext Page »