Assim como já havia acontecido na Bolívia, fui agradavelmente surpreendida pela culinária peruana. Mesmo sabendo que Lima é hoje uma das grandes capitais gastronômicas da América Latina, eu confesso que tinha lá as minhas dúvidas… Pois fiquei muito feliz de “pagar a língua” – passei muitíssimo bem!

Não me atrevo mais a falar em custos, depois de mais de 2 anos, mas o que posso garantir é que qualquer brasileiro acostumado a freqüentar restaurantes, seja no Rio, em São Paulo ou em outras grandes cidades brasileiras vai achar que a conta do restaurante, ao fim da refeição, será mais um motivo de alegria – e nem vai merecer ser chamada de “dolorosa”… ;-)

Seguem aqui alguns links para posts onde falo de restaurantes no Peru aqui no I&V:

E na hora da fome… – restaurantes em Cuzco;

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Larcomar, uma delícia de shopping – restaurantes e cafés no Shopping Larcomar, em Lima;

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Mais sabores de Lima – outros restaurantes em Lima.

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Mas eu não ficaria só aqui no I&V, não… ;-) Faria também uma visitinha aos posts abaixo, lá no VnV:

Passeando e comendo em Lima, na carona do Pato Econômico;

Peru: a viagem gourmet do Edu Luz;

E não deixaria de consultar também estes:

À mesa em Lima e À mesa em Cusco, no Cadernos de Viagem, da Wanessa Lima;

Post-índice da viagem ao Peru, no Dividindo a Bagagem, da Lu Malheiros – em relação ao assunto alimentação, a Lu lista vários posts onde fala de restaurantes, lanchonetes, compras no supermercado…

Comendo  em Cusco e Valle Sagrado e Comendo (bem!) em Lima, na Karinissima.

Bom apetite!!! :D

Quando eu estava buscando hospedagem no Peru com boa relação custo-benefício, encontrei o site da Go2Peru. Foi lá que resolvi, de uma só tacada, a questão de hospedagem nas nossas 3 cidades-base: Puno, Cuzco e Lima. Nosso foco estava nos hotéis medianos, que oferecessem o básico – banheiro no quarto, calefação e café da manhã – sem doer no bolso. Chegamos à conclusão que os nossos reais nos levam bem longe no Peru, principalmente quando se esbarra com promoções como a da Visa, que nos deu descontos que variavam entre 28 e 45% nos hotéis que reservamos pelo site.

Em Puno, nosso hotel foi o Conde de Lemos, que conseguimos fechar a US$ 35 a diária do quarto duplo. Leia o post sobre ele aqui.

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O ponto alto da nossa hospedagem foi o Hotel Terra Andina, em Cuzco. Foi também o mais caro dentre os eleitos, mas nada absurdo: US$ 65 o quarto duplo. Leia mais sobre ele aqui.

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Finalmente, em Lima, encontrei outra barganha: o Hotel León de Oro, muito bem localizado, em Miraflores. Esse nos custou módicos US$ 38 o quarto duplo. Escrevi sobre ele aqui.

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Infelizmente, as tarifas mais do que amigáveis que encontrei há quase 3 anos não existem mais… :cry: Ainda assim, acho que vale a pena consultar a Go2Peru antes de tomar qualquer decisão referente a hospedagem no Peru – as ofertas Visa continuam existindo, talvez seja uma questão de época, antecedência, ou até mesmo de sorte conseguir um precinho tão baixo quanto eu consegui. De todo modo, mesmo com as tarifas inflacionadas (e inflacionadas em dólar!), a hospedagem no Peru não chega a pesar no bolso, não… ;-)

Antes de colocar o ponto final na série sobre o Peru, cabe fazer aquele “resumão” que já se tornou tradicional por aqui… Este, entretanto, vai ao ar com um disclaimer: como faz muito tempo que eu terminei a viagem, boa parte do que eu aprendi ao longo do período de pesquisa e da própria realização da viagem pode não ser mais válido. Cheguei a me questionar se valeria a pena organizar essas dicas que não sei mais se funcionam, mas achei que  elas poderiam ter um  propósito pedagógico. Explico: quando eu planejei essa viagem, fiz todos os planos a partir de algumas dicas de pessoas que já tinham ido e muita, mas muita mesmo, pesquisa na Internet. Então, se as minhas dicas não derem o caminho das pedras todo certinho, por conta de mudanças nas regras do jogo, acredito que vão ensinar como cada um pode se virar pra descobrir o novo caminho, Ok? ;-)

Vamos começar, então, como já é de praxe, pelos transportes:

1. Passagem aérea

Quando eu viajei, em julho de 2007, a TACA ainda não voava para o Rio, apenas para São Paulo.  Sendo assim,  comprei o vôo internacional com partida de São Paulo, e uma passagem da Gol do Galeão a Guarulhos. Na época, valeu a pena porque eu pude montar os vôos internacionais quase exatamente como queria (São Paulo / La Paz // Cuzco / Lima / São Paulo), por um preço que me pareceu muito justo, US$ 589 mais taxas. Só precisei comprar por fora a passagem Juliaca / Cuzco, porque a TACA não faz esse trecho, mas consegui um bom preço na Lan Peru, comprando via Enjoy Peru, US$ 95.  Hoje em dia a TACA já voa para o Rio, o que mudaria um pouco os planos – para melhor, claro! ;-)

2. Trens

O nosso roteiro comportava duas viagens de trem bastante interessantes: o trecho Puno-Cuzco,  feito no Andean Explorer, que pertence à Peru Rail, e o trecho Cuzco-Águas Calientes, feito no Backpacker, no Vistadome ou no Hiram Bingham, da mesma Peru Rail (que, por sua vez, pertence à Orient Express).

O trecho Puno-Cuzco tem duração de 10 horas, e na época custava US$ 130. Entretanto, ele só é feito dia sim, dia não, porque o trem faz um eterno bate-e-volta entre Puno e Cuzco, indo num dia e voltando no outro. Quem quiser fazer a viagem de trem precisa se programar com bastante cuidado. No nosso caso, não vingou – tínhamos 4 dias em Cuzco e teríamos usar um deles para ficar em Puno (onde já não tínhamos o que fazer…) esperando o trem, e outro na viagem em si. Ou seja, o Andean Explorer ficou pra próxima…

Fizemos a viagem de Cuzco a Águas Calientes no Vistadome, reservando pelo site da Peru Rail e comprando os bilhetes no escritório da companhia em Cuzco. O sistema, entretanto, já não funcionava mais assim há algum tempo, mesmo antes da interrupção do serviço devido às enchentes no início deste ano, que destruíram uma parte da ferrovia.  O site da Peru Rail informa que há previsão de que os trechos sejam todos restabelecidos nos próximos meses, quando então o sistema voltará a vender as passagens.

Achei o Vistadome uma boa escolha para a ida – o trem tem janelões enormes que permitem que se aprecie  a paisagem ao longo do caminho. Mas na volta já estava tão cansada que não me fez diferença alguma ter ou não uma paisagem para apreciar. Não sei se o nível de conforto difere tanto assim de um trem para o outro a ponto de justificar pagar pelo Vistadome apenas para cochilar em uma poltrona mais macia – ou se valeria ir no Vistadome e voltar no Backpacker… ;-)

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3. Transporte público urbano

Não usei, em nenhuma das cidades peruanas que visitei. O motivo? Com o táxi tão barato, simplesmente não houve necessidade… Mas isso nos leva ao próximo ponto…

4. Táxis

São abundantes, e extremamente baratos – sim, muuuuuito mais baratos do que em Buenos Aires…  :D Têm, entretanto, uma característica que costuma desagradar aos brasileiros em geral, ao menos em um primeiro momento: o preço das corridas é negociado a cada vez, não há taxímetro. Isso significa que o preço é cobrado de acordo com cada cliente, e que os turistas vão, sim, pagar mais do que os locais… Mas, com algumas dicas, um pouco de jogo de cintura e muito senso de humor, dá pra se sair bem no jogo da pechincha. Eu fiquei craque, e ensino tudinho aqui.

5. Estradas e ônibus

Não cheguei a experimentar viajar de ônibus. Mas a Camila, do Viaggiando, fez isso, e não foi uma experiência muito boa… Ela conta tudo aqui. Vale a visita!

O centro histórico de Lima guarda ruas de pedestres – pasajes y paseos - que convidam a caminhar sem pressa, observando a arquitetura, o movimento de ir e vir dos pedestres apressados…

Pasaje Santa Rosa - fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=427053

Pasaje Santa Rosa - fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=427053

Foi assim que descobrimos um café bem gostoso onde fizemos um lanche no dia em que fomos à Plaza de Armas.  O café é esse à direita na foto – não sei se mesmo lá eu prestei atenção no nome dele, que feio… :oops:

Paseo los Escribanos - fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=427053

Paseo los Escribanos - fonte: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=427053

O café “sem nome” se mostrou um recanto bem agradável, e imagino que seja super gostoso ficar do lado de fora quando a temperatura está mais amena. Em pleno inverno não chegamos nem a cogitar a possibilidade…

A varanda do café "sem nome"...

A varanda do café "sem nome"...

E o interior do mesmo café "sem nome"...

E o interior do mesmo café "sem nome"...

Aqui provamos um sanduíche de lomo saltado – quase um fast food!

Lomo saltado versão (quase) fast food!

Lomo saltado versão (quase) fast food!

E uma deliciosa palta a la reina, uma receita tradicional peruana:

Palta  a la Reina

Palta a la reina

Em outro ponto da cidade, de volta a Miraflores, um outro restaurante que também nos marcou positivamente foi o La Tiendecita Blanca Café Suisse. Esse nós descobrimos totalmente por acaso – vimos um toldo verde bonitinho enquanto estávamos atravessando a rua e fomos conferir. Pois era essa delícia de restaurante… ;-)

O aconchego do La Tiendecita Blanca

O aconchego do La Tiendecita Blanca

Pouco depois que voltamos de viagem, a minha tia leu um livro peruano (e me emprestou depois!) que se passa em Lima: A hora azul, de Alonso Cueto. Pois não é que o protagonista freqüentava não apenas o La Tiendecita Blanca, mas também o Café Café do Shopping Larcomar? ;-)

Almocinho light... 8)

Almocinho light... 8)

E não podia faltar uma chifa, claro… As chifas são restaurantes chineses à moda peruana, digamos assim… Os pratos são híbridos, culinária chinesa com toques peruanos, resultado da forte imigração oriental para o Peru. Infelizmente as minhas fotos não ficaram muito boas, não…

Chifa Hong Kong - simples, mas uma delícia!

Chifa Hong Kong - simples, mas uma delícia!

Esse frango xadrez da foto era bem mais bonito pessoalmente… :mrgreen:

Frango xadrez à peruana... ;-)

Frango xadrez à peruana... ;-)

Para terminar, deixo uma dica não muito exata aos que quiserem fazer um lanche quando forem visitar o Museo de Oro – mas também não sei o nome do lugar… Descobrimos uma padaria / confeitaria deliciosa na avenida paralela à rua do museu, enquanto aguardávamos a hora em que o museu iria abrir. Mas, falha minha, mais uma vez nem sei se prestei atenção no nome do lugar… (Se alguém for se aventurar, ao menos eu garanto que os doces são deliciosos!)

Pãezinhos maravilhosos...

Pãezinhos maravilhosos...

Doces apetitosos...

Doces apetitosos...

Então, esse é o ponto final da novelinha peruana – ufa, até que enfim!, imagino que muitos devem estar pensando… Muitas informações se perderam, outras perderam a validade, mas foi bom contar a historinha.

Para prosseguir a viagem, vale consultar o post enciclopédico que o Riq fez no Viaje na Viagem, listando todos os blogs da comunidade onde encontramos narrativas de viagens ao Peru! :D

No início da tarde deixamos o bairro de Pueblo Libre e fomos para o centro histórico de Lima, para finalmente conhecer a linda Plaza Mayor, ou Plaza de Armas. Não sei se posso afirmar categoricamente que toda cidade de colonização espanhola tem uma Plaza de Armas, mas até onde  sei, é isso o que acontece. A Plaza Mayor de Lima deixa bem clara a importância do Peru para a Coroa Espanhola – é uma praça enorme, belíssima, rodeada por palácios e igrejas, cada um mais lindo do que o outro.

A Plaza de Armas, ou Plaza Mayor

A Plaza de Armas, ou Plaza Mayor

Um dos edifícios mais imponentes da praça é a Catedral de Lima. Sua construção durou quase 100 anos, da primeira metade do século XVI à primeira metade do século XVII. Infelizmente ela estava fechada para visitas no dia em que fui, e não pude conferir o interior… :-(

A Catedral de Lima

A Catedral de Lima

Detalhe da Catedral

Detalhe da Catedral

Outro prédio belíssimo é o Palácio Arcebispal, com seus entalhes em madeira:

O Palácio Arcebispal

O Palácio Arcebispal

Na praça também está situado o Palácio de Governo, onde tivemos a sorte de assistir a uma inusitada troca da guarda ao som de “El Condor Pasa” – por essa eu não esperava… ;-)

Troca da guarda no Palácio de Governo

Troca da guarda no Palácio de Governo

Para dar conta da importância da Plaza de Armas de Lima, faço minhas as palavras de Rui de Oliveira e Sousa, que a visitou em 2007, e assim a descreveu em seu site “Mundo Português“:

Trata-se do local mais importante do centro histórico de Lima, que, ao longo dos anos, foi testemunha do que de mais marcante teve lugar na cidade. Foi aqui que em 1541, os apoiantes de Diego de Almagro chegaram, entraram na residência de Pizarro e acabaram com a sua vida.  Foi ainda aqui que tiveram lugar as festividades aquando da chegada de novos Vice-Reis, as celebrações relacionadas com a vida política e religiosa do Vice-Reino, bem como os autos de fé da Inquisição, também eventos teatrais e touradas em meados do século XVIII, e, até, a proclamação da independência do Peru, feita pelo General José de San Martin em 28 de Julho de 1821, ou seja, tudo que de mais significativo aconteceu em Lima, teve lugar na Plaza de Armas.

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