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Na véspera do dia de vir embora, os planos iniciais eram tomar o Tren de la Costa e ir passear na região do Tigre. Eu não sou lá muito fã do passeio, mas acho uma opção interessante para levar uma criança – pode-se fazer um passeio curto de barco, visitar o Museo Naval e ver os aviões de guerra, ir ao Parque de la Costa… Além disso, faz algum tempo que tenho vontade de voltar ao Tigre para fazer um passeio diferente pela cidade, de preferência um que não inclua os benditos passeios de barco que duram horas a fio…

Mas o nosso pequeno turista já não estava muito a fim de experiências diferentes nesse dia, não… Depois de quase uma semana inteira apenas na companhia da tia e dos avós, a rotina já estava fazendo falta – e a saudade da mãe batendo forte! ;-) Com o mocinho já meio cansado das aventuras, achamos melhor não insistir e fazer uma programação mais suave, que não envolvesse uma viagem de trem aos arredores da cidade…

A atração principal do dia foram novamente os Bosques de Palermo. Começamos pelo Parque 3 de Febrero, onde as crianças têm espaço suficiente para brincar, correr e ainda podem curtir um passeio de pedalinho pelo lago:

Gastando energia...

Gastando energia...

Fazia um sol lindo nesse dia, e o convite para curtir o friozinho de primavera nesse “Central Park” portenho era realmente irrecusável.

Parque 3 de Febrero

Parque 3 de Febrero

Prosseguindo o passeio pela beira do lago, chega-se à entrada de um dos recantos mais lindos e tranqüilos de Buenos Aires – o Rosedal.

Paseo del Rosedal

Paseo del Rosedal

Detalhes que fazem a diferença...

Detalhes que fazem a diferença...

Embora o Rosedal seja um dos meus lugares favoritos, rivalizando apenas com o Patio Andaluz (ainda fechado para obras) e o Jardín Japonés, eu nunca tinha tido o privilégio de visitá-lo em plena primavera.  Fica a dica!!! :D

Campo de flores...

Campo de flores...

Rosas...

Rosas coloridas...

Tradicionalmente vermelhas...

... ou tradicionalmente vermelhas...

Por vezes tão lindas quanto imensas...

Por vezes tão lindas quanto imensas...

... e às vezes mais discretas...

... e às vezes mais discretas...

... e em cores menos votadas...

... e em cores menos votadas...

Outras flores também têm vez!

Outras flores também têm vez!

O Jonas aproveitou o espaço livre…

O pequeno correu por todo o parque!

O pequeno correu por todo o parque!

Mas logo se cansou de ver tanta flor... ;-)

Mas logo se cansou de ver tanta flor... ;-)

Demos uma última espiadela nas rosas campeãs, vencedoras de exposições:

Medalha de ouro!

Medalha de ouro!

Medalha de prata!

Medalha de prata!

Não consigo ler a plaquinha... Será a medalha de bronze?!?

Não consigo ler a plaquinha... Será a medalha de bronze?!?

Essa é a campeã do melhor perfume!!!

Essa é a vencedora do melhor perfume!!!

Com esse passeio fechamos com chave de ouro a nossa programação em Buenos Aires. Deixamos vários dos planos que constavam do roteiro inicial para uma nova visita, sem culpa e sem dramas. O objetivo maior da viagem eu acredito que foi alcançado: o Jonas se divertiu à beça, curtiu Buenos Aires de um jeito bem leve e adequado para uma criança da idade dele, não foi forçado a fazer nenhum programa de adulto que não quisesse e gostou dos que acabou fazendo. Saldo da brincadeira? Criei um “monstrinho”, ou seja, um pequeno vibana que já tem a maior vontade de voltar… :lol:

O dia seguinte amanheceu lindo – aliás, tivemos muita sorte com o clima ao longo da semana, choveu apenas uma manhã! Fazia um friozinho bem gostoso, o céu estava azul e não havia o menor sinal de chuva, ou seja, era um dia perfeito para ir passear ao ar livre.

Começamos o dia tomando o nosso café da manhã em um local já bem conhecido meu: o Café del Pilar, onde eu já tinha ido várias vezes ano passado.  Depois de comprovar que o café continua uma delícia, tomamos um táxi para o Jardín Japonés.

O Jardín Japonés, visto do 2o. andar do centro cultural

O Jardín Japonés, visto do 2o. andar do centro cultural

O Jardín Japonés é um dos meus recantos preferidos dos Bosques de Palermo – rivaliza apenas com o Patio Andaluz e o Rosedal… ;-) Dessa vez, como fomos na primavera, ele estava especialmente bonito.  É um lugar onde eu vou sempre que estou em  Buenos Aires – em todos esses anos, acho que só deixei de ir uma vez! Pra mim, nunca vai ser um lugar pra dar por visitado – é pra chegar sem pressa, curtir a beleza do jardim, deixar passar o tempo… Há mesmo um restaurante japonês lá dentro, para os apreciadores (entre os quais eu não me incluo… ) Lá as crianças não entram de graça, mas o ingresso delas custa apenas $1 – o ingresso para os adultos custa $5.

Dessa vez, a visita começou diferente… Gosto de observar e fotografar as carpas nos lagos, mas nunca tinha me ocorrido comprar comida para elas, que sempre me pareceram super alimentadas. Mas era exatamente isso o que interessava ao Jonas fazer, então seguimos o mapa para chegar até o vivero, onde há saquinhos de comida para peixes à venda por $3.

Mapa do Jardín Japonés

Mapa do Jardín Japonés

Comidinha para os peixes...

Comidinha para os peixes...

Alimentando as carpas...

Alimentando as carpas...

As famintas!

As famintas!

Saímos do Jardín Japonés no fim da manhã, e seguimos a pé pela Avenida del Libertador em direção ao Parque de Palermo. Queríamos visitar o Rosedal, mas chegando lá, vimos que o acesso estava fechado naquele dia. Mudamos os planos imediatamente, e decidimos aproveitar o dia bonito no Jardín Zoológico.

Como tinhamos tomado café da manhã meio tarde, resolvemos trocar o almoço por um lanche, aproveitando que estávamos em um ótimo lugar para curtir uma das mais deliciosas comidinhas de rua portenhas – o choripan. O choripan é um sanduiche de pão com lingüiça, normalmente servido com molho chimichurri – o nome vem dos ingredientes, chorizo (ou seja, lingüiça) e pan. Os quiosques de choripan são muito comuns na região do Parque de Palermo e na Costanera Sur.

Fonte: We are Never Full (http://www.weareneverfull.com/you-can-keep-your-hot-dogs-make-mine-a-choripan)

Fonte: We are Never Full

Fonte: My Gourmet Online

Fonte: My Gourmet Online

O segundo passeio do dia foi o Jardin Zoológico, onde o ingresso das crianças também é gratuito. Para os adultos, pode-se comprar o ingresso simples, a $12, ou o Pasaporte, a $ 22, que dá direito a visitar também o cinema 3D,  a selva subtropical, o reptilário e o aquário. É possível também pagar o ingresso isolado para cada uma dessas atrações, a $6 – e as crianças continuam entrando de graça… ;-)

Observando de perto...

Observando de perto...

Eu e o Jonas fizemos uma visita também ao reptilário, onde ele amou ver as cobras (e eu nem tanto, claro…), as tartarugas e os filhotes de jacaré…

Essa senhora tem 109 anos de idade!

Essa senhora tem 109 anos de idade!

Não são lindos os filhotinhos de jacaré?

Não são lindos os filhotinhos de jacaré?

Pose em frente ao elefante...

Pose em frente ao elefante...

A elegância do tigre branco...

A elegância do tigre branco...

Enfim, o rinoceronte!

Enfim, o rinoceronte!

Lindo! Mas precisava ser tão exibido? ;-)

Lindo! Mas precisava ser tão exibido? ;-)

No fim da tarde, tomamos o metrô de volta pra casa. Depoiis, saímos para fazer umas comprinhas básicas, já que a previsão do tempo dava chuva para a manhã seguinte, e decidimos preparar o café da manhã em casa mesmo.

Mais tarde, curtimos um jantarzinho calmo ali no La Strada, próximo ao Village Recoleta – a quadra inteira está super deprimente, com vários lugares fechados. Tudo bem, a região já não era point há algum tempo, mas agora está mesmo com cara de “atrás do cemitério”! Por fim, fomos em busca de um Freddo onde houvesse variedade de sabores para agradar ao pequeno, que queria um sorvete de menta com baunilha… A figurinha não gosta de sorvete de chocolate, ou doce de leite, ou qualquer desses sabores mais comuns – pode, uma criança que não toma sorvete de chocolate?!? :roll: