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Como o nosso vôo de ida para o Uruguai saía do Rio às 6 da manhã,  nós tínhamos feito planos de jantar no hotel mesmo no dia da nossa chegada. Sabíamos que o cansaço seria grande – mas a viagem era parte da comemoração dos aniversários (nós três fazemos aniversário no espaço de pouco mais de um mês), e festejar caía bem! ;-)

Life Bistró + Bar

Reservamos uma mesa no Life Bistró. Eu já tinha lido sobre o restaurante nos Destemperados – ainda assim, a surpresa foi bem agradável!

Que tal um vinhozinho?

A mesa reservada era ótima, ao fundo do restaurante, com esse dossel super charmoso e um aquecedor bem ao meu lado – amei… 8)

Nossa mesa "cativa"

O grupinho estava cansado – nós tínhamos saído de casa às 3 e meia da manhã, e a Andréa e o Clyffson ainda mais cedo! Mas ninguém se deixou abater, pelo menos não antes do jantar…

Apesar do cansaço, o jantar foi animado!

Os pratos que pedimos estavam deliciosos, todos elogiaram bastante.

Difícil escolher entre tantas opções saborosas!

Me lembro de dois em especial – o primeiro foi o meu pedido na primeira noite, e o segundo na última, quando resolvemos repetir o Life Bistró:

Pollo Thai - aposta certeira! :D

Lomo en salsa de tannat - água na boca...

Ainda recebemos um agrado – uma tortinha de aniversário! :D

Um close na delícia: massa crocante de amêndoas, marcarpone e pêssego

A noite foi agradável e divertida como toda comemoração de aniversário merece ser – mesmo com váaaaarios dias de atraso… :mrgreen:

"Cumpleaños feliz..."

Minhas idas recentes a Montevidéu foram, por assim dizer, passagens-relâmpago. Não cheguei ainda a fazer várias atividades que pretendo fazer em uma próxima vez, como a visita guiada ao Teatro Solis ou uma escapada a uma vinícola, por exemplo.  Mas tenho tido a oportunidade de experimentar alguns bons restaurantes… ;-)
O restaurante Azzurro e sua vista para o "mar"

O restaurante Azzurro e sua vista para o "mar"

Um deles, que eu já conhecia da viagem de 2007, é o Azzurro, no Hotel Cala di Volpe. Fomos almoçar lá em abril, antes de seguir viagem para Punta. O ojo de bife fez bastante sucesso com o grupo…

A boa carne uruguaia

A boa carne uruguaia

E foi aqui que descobrimos, totalmente por acaso, o meu vinho favorito dos últimos tempos – o Tannat Viejo 2007 da Bodega Stagnari. Uma perfeição! :D

Tannat Viejo 2007, da Bodega Stagnari

Tannat Viejo 2007, da Bodega Stagnari

Agora em agosto também tive a chance de ir a ótimos restaurantes. O primeiro deles foi uma dica que o JB deixou lá n’O Descobrimento da América +, o Francis, pertinho do nosso hotel em Punta Carretas.

O restaurante Francis, em Punta Carretas

O restaurante Francis, em Punta Carretas

O restaurante é mesmo uma delícia – o ambiente é lindo, super transado e aconchegante…

Muito aconchegante esse ambiente!

Muito aconchegante esse ambiente!

E a comida não fica atrás – deliciosa!

A famosa merluza negra

A famosa merluza negra com molho de beringelas e azeite

Um suculento lomo ao vinho e gorgonzola

Suculentos medalhões ao molho de jerez, gorgonzola e sálvia

Os preços são mais altos do que os que encontramos em Buenos Aires, mas compatíveis com os que vemos por aqui, ou seja, a festa montevideana acaba sendo um pouco mais comedida do que a festa vibana… :mrgreen:

Um outro restaurante que me encantou foi o Ricci, também a poucos minutos a pé do hotel, na Calle Joaquín Nuñez, em Punta Carretas. O casarão pintado em um tom de uva maravilhoso chamou a minha atenção desde a primeira vez em que passei por ele de táxi.

O restaurante Ricci, em Punta Carretas

O restaurante Ricci, em Punta Carretas

O interior também é de muitíssimo bom gosto…

O Ricci

O lindo interior do Ricci

Descobrimos lá que o casarão funcionava como um pequeno hotel-boutique até certo tempo atrás.

Noite de domingo - o Ricci ainda vazio

Noite de domingo - o Ricci ainda vazio

Como teriamos que acordar no meio da madrugada para tomar o vôo de volta para casa, achamos melhor não pedir vinho.

Sempre Patricia... ;-)

Sempre Patricia... ;-)

A sopa de cebola que pedimos de entrada estava delicadíssima – e bem divertida, com uns toques de pimenta rosa…

A deliciosa sopa de cebola do Ricci

A deliciosa sopa de cebola do Ricci...

E o ravioli de abóbora, impecável!

E o excelente ravioli de abóbora

... e um excelente ravioli de abóbora!

O Ricci regula em preço com o  Francis – proporcionalmente, aliás, acho que é até um pouco mais caro. Nossa conta foi um pouco mais baixa, mas não tomamos vinho nem pedimos sobremesa… Não é nada fora do padrão brasileiro – apenas, como eu disse acima, não se compara aos preços super baixos que encontramos em Buenos Aires… ;-)

Uma das coisas de que menos gostei no mini-cruzeiro que tinha feito em novembro foi a tal história de ter horário e mesa fixos para o jantar. Éramos um grupo de cerca de 20 amigos – no entanto, jantamos espalhados por todo o navio, não apenas em restaurantes diferentes, mas até em pontos diferentes do salão quando calhava de estarmos no mesmo restaurante.  E, cá pra nós, podem me rotular de anti-social se quiserem, tudo bem – mas não quero ser obrigada a socializar com gente que nunca vi quando preferia estar na companhia dos meus amigos… ;-) Ah, além disso, um dos restaurantes só abria para o jantar, não para o almoço – como eu não fui colocada nele para jantar, simplesmente não pude experimentar esse restaurante. Não, não gostei, definitivamente…

Mas dessa vez a história foi outra… O maior diferencial da NCL, para mim, foi a  quase total liberdade a bordo – que eles chamam de “Freestyle Cruising“. Pode-se escolher onde tomar o café da manhã, onde almoçar, onde jantar, a que horas, em qual mesa, se sozinhos ou acompanhados… Nada é obrigatório, nem mesmo a roupa de gala para a famosa “Noite do Capitão” – veste-se formalmente quem quer, e quem não quiser vai de jeans e camiseta mesmo, se quiser ir… ;-)

No Norwegian Sun, são 3 os restaurantes principais: o Garden Café, que funciona em esquema de buffet para café da manhã, almoço e jantar, no deck da piscina; o Seven Seas, também aberto para café da manhã, almoço e jantar;  e o Four Seasons, que funciona apenas para o jantar. Cada um tem seu próprio horário de funcionamento, de modo que, se alguém quiser jantar mais cedo ou mais tarde, vai encontrar ao menos um dos 3 restaurantes funcionando.

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O Seven Seas e o Four Seasons têm cardápios idênticos – então se escolhe mais pelo horário mesmo, pela vontade de variar de restaurante, pelo fundo musical (um dos vários pianos do navio está no Four Seasons). Já o Garden Café é bem mais casual que os dois, adequado, na minha opinião, para um café da manhã rápido em dias de porto ou um lanchinho à tarde – não sou muito fã dos buffets para almoço e jantar, não…

No geral, eu fiquei bastante satisfeita com a qualidade e a variedade da comida nos restaurantes principais – o que me rendeu aquela velha preocupação sobre como aproveitar bem sem engordar… :P

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Os restaurantes em si não eram especialmente bonitos – pelo contrário, a decoração era bem pesada… mas nada que chegasse a prejudicar o apetite de ninguém, não…

Momento raríssimo - o Garden Café vazio!

Momento raríssimo - o Garden Café vazio!

A entrada do Seven Seas

A entrada do Seven Seas

Seven Seas

Seven Seas

Maquete do Norwegian Sun na entrada do Four Seasons

Maquete do Norwegian Sun na entrada do Four Seasons

Four Seasons

Four Seasons

Além dos restaurantes principais, há vários outros no navio – alguns são gratuitos, outros requerem o pagamento de uma pequena taxa extra. São todos bem menores que os restaurantes principais, e a maioria exige que se faça reserva. Dentre os gratuitos, experimentei o Pacific Heights, que funciona sem reservas na hora do almoço – em estilo “invente a sua própria massa” – e à la carte, com reserva, na hora do jantar.

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No dia em que jantei no Pacific Heights me decidi por um jantar totalmente à mexicana, com direito a uma inusitada mousse de margarita de sobremesa!

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O único restaurante pago que experimentei foi o Il Adagio, que cobra uma sobretaxa de US$ 10 – há também um restaurante francês, um sushi bar e um restaurante especializado em carnes, entre outros. As sobretaxas podem ser de até US$ 25.

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O cardápio dos restaurantes pagos não varia – cada um oferece 3 ou 4 opções de entradas, pratos principais e sobremesas, que se mantêm ao longo do cruzeiro. O meu jantar italiano me agradou muitíssimo! :D

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Com todas essas ofertas, confesso que muitas vezes deixamos de lado os restaurantes em terra firme – decidimos nos concentrar nos passeios que queríamos fazer e deixávamos para fazer uma refeição decente na volta ao navio… ;-)

Ah, e apenas para completar, devo dizer que fiquei super bem impressionada com o nível de higiene dentro do navio! Quando se ouve falar tanto em casos de gastroenterite nos cruzeiros na costa brasileira, e se sabe que os riscos de contaminação a bordo são realmente enormes, foi super bacana ver que não se entra em nenhum restaurante sem higienizar as mãos, que todos os funcionários trabalham nos restaurantes usando toucas e luvas e que simplesmente não existe self-service a bordo – ou seja, ninguém, a não ser os funcionários enluvados, toca nos talheres usados para o serviço nos buffets. Ótimo exemplo! :D

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Fonte: http://www.tigretienetodo.com.ar/sm%20mapa%20centro%20mio.htm (No site o mapa é grande e clicável!)

Como eu (quase) contei no post anterior, dessa vez no Tigre eu tive uma epifania… Percebi que, ao menos no meu caso particular, não é muito interessante chegar lá via Tren de la Costa, mesmo gostando bastante da viagem.  A questão é que o Tren de la Costa chega na estação Delta, que  está próxima do Parque de la Costa, do Puerto de Frutos e da Estação Fluvial, mas mal localizada em relação ao Paseo Victorica, onde estão as atrações que mais me interessam: o pátio do Museo Naval com seus aviões de guerra, a arquitetura linda do Museo de Arte, que já foi um hotel, vários restaurantes à beira do Río Luján… Valeu ter feito esse trajeto ainda dessa vez, porque eu queria muito ir ao Puerto de Frutos. Mas, sob o sol abrasador, acabamos não tendo quase nenhuma disposição para caminhar, e seguimos  um percurso relativamente curto…

O mapa está pequeno, mas acho que dá pra acompanhar… A estação Delta está na parte superior do mapa – saindo da estação, caminha-se para a direita, passando pelo Parque de la Costa e pelo Casino, para chegar ao Puerto de Frutos.

Parque de la Costa

Parque de la Costa

Entrada do Puerto de Frutos

Entrada do Puerto de Frutos

O Puerto de Frutos é um grande mercado onde se encontra de comida a móveis, passando por artesanato, roupas e objetos de decoração. Está situado bem à margem do Río Luján, e dali também saem alguns passeios de barco de curta duração.

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Do Puerto de Frutos tomamos o caminho de volta à estação Delta – atravessamos a estação em direção ao Río Tigre e seguimos pela Avenida Mitre, onde há vários clubes de pesca e remo, até chegar à ponte.

Club Italiano, um dos mais bonitos da Avenida Mitre

Club Italiano, um dos mais bonitos da Avenida Mitre

Cruzamos a ponte em direção à Avenida Lavalle. Se tivéssemos chegado de trem comum, pela estação Tigre, nosso passeio começaria aqui, atravessando a ponte e seguindo pela Lavalle em direção ao Paseo Victorica.

Cruzando a ponte...

Cruzando a ponte...

Vista do Río Tigre

Vista do Río Tigre

Com o sol de meio-dia brilhando sem dó, resolvemos dar uma parada para comer alguma coisa. A escolha foi o Tanto la Quería, um restó-bar super simpático, bem localizado na Avenida Lavalle, próximo à ponte.

Tanto la Quería

Tanto la Quería

O calor era muito… Decidimos então ignorar a varanda ao ar livre, onde batia sol,  e preferimos o salão interno, ainda bem vazio àquela hora:

A varanda do Tanto la Quería

A varanda do Tanto la Quería

O salão interno

O salão interno

Como a fome era pouca, tivemos a idéia de trocar o almoço por um sanduíche. O cardápio trazia um monte de sugestões apetitosas, entre elas um lomito, que de ito não tinha nada… O sanduíche estava uma delícia, mas era imenso!

Lomito? ;-)

Lomito? ;-)

Depois do “almoço” não tivemos disposição de encarar a caminhada debaixo do sol quente até o Paseo Victorica, e achamos melhor tomar o trem de volta a Buenos Aires. Deixei de ir a vários lugares onde gostaria de ter ido, mas consegui o que eu achava mais difícil – apesar do desconforto do calor excessivo, deixar de lado os passeios de barco me fez gostar de ir ao Tigre dessa vez! Faço até planos para, na próxima vez em que for a Bs.As. por no mínimo 1 semana (talvez quando alugar um novo apê), não fazer um bate-e-volta ao Tigre, e sim ficar um fim de semana, pra ter tempo de passear com calma – e, quem sabe, até gostar de passear de barco… 8)

Pois é, que bom que eu não tenho problema nenhum com mudar de idéia!!! :D

Assim como já havia acontecido na Bolívia, fui agradavelmente surpreendida pela culinária peruana. Mesmo sabendo que Lima é hoje uma das grandes capitais gastronômicas da América Latina, eu confesso que tinha lá as minhas dúvidas… Pois fiquei muito feliz de “pagar a língua” – passei muitíssimo bem!

Não me atrevo mais a falar em custos, depois de mais de 2 anos, mas o que posso garantir é que qualquer brasileiro acostumado a freqüentar restaurantes, seja no Rio, em São Paulo ou em outras grandes cidades brasileiras vai achar que a conta do restaurante, ao fim da refeição, será mais um motivo de alegria – e nem vai merecer ser chamada de “dolorosa”… ;-)

Seguem aqui alguns links para posts onde falo de restaurantes no Peru aqui no I&V:

E na hora da fome… – restaurantes em Cuzco;

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Larcomar, uma delícia de shopping – restaurantes e cafés no Shopping Larcomar, em Lima;

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Mais sabores de Lima – outros restaurantes em Lima.

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Mas eu não ficaria só aqui no I&V, não… ;-) Faria também uma visitinha aos posts abaixo, lá no VnV:

Passeando e comendo em Lima, na carona do Pato Econômico;

Peru: a viagem gourmet do Edu Luz;

E não deixaria de consultar também estes:

À mesa em Lima e À mesa em Cusco, no Cadernos de Viagem, da Wanessa Lima;

Post-índice da viagem ao Peru, no Dividindo a Bagagem, da Lu Malheiros – em relação ao assunto alimentação, a Lu lista vários posts onde fala de restaurantes, lanchonetes, compras no supermercado…

Comendo  em Cusco e Valle Sagrado e Comendo (bem!) em Lima, na Karinissima.

Bom apetite!!! :D