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Sun 14 Mar 2010
Este post não tem um bom título. (Pronto, ela já começou a contar as coisas de forma esquisita!
)
Alguém que leia “Viagem à Patagônia” poderia pressupor algo como “Viagem a Paris”, “Viagem a Nova York” , mas não é bem assim… A idéia embutida na expressão “Viagem à Patagônia” assemelha-se muito mais à idéia que existe em “Viagem à Europa”. Explico: se alguém me conta que foi a Paris, por mais que eu não saiba que atrações turísticas ele visitou, ou em qual bairro se hospedou, ao menos eu sei em que cidade ele estava; já se ele me diz que viajou à Europa, ele poderia estar em qualquer lugar entre Moscou e Lisboa, entre Istambul e Amsterdam, em um sem-número de microcidades espalhadas pelo continente. Na Patagônia também é assim: não sei a princípio nem mesmo se a pessoa foi ao Chile, à Argentina ou aos dois. Então, se faço um passeio pelos Lagos Andinos, essa é uma viagem à Patagônia; se faço trekking no Torres del Paine, essa também é uma viagem à Patagônia; se vou esquiar em Ushuaia ou avistar baleias na Península Valdés, idem…
Um bom título para o post teria que trazer a idéia de que essa seria “uma entre milhares de viagens possíveis à Patagônia” – não existe apenas uma viagem ou um roteiro pela Patagônia, tudo depende de uma quantidade enorme de escolhas que se faz.
No meu caso, a Patagônia em si nunca foi um desejo urgente (embora eu seja daquelas pessoas que não recusa viagem nenhuma por livre e espontânea vontade)… Na realidade, eu já tinha ido ao norte da Patagônia em 2000, quando fui até os Lagos Andinos e Bariloche… Eu não caio de amores pelos destinos ecológicos – sou bastante urbana, e preciso salpicar as minhas incursões por ilhas, praias, vilas e cidadezinhas com algumas doses de urbanidade, pra não surtar de vez. Além disso, eu tenho que tomar cuidado com qualquer esforço físico mais puxado, por conta da minha “belíssima” coluna – assim, trilhas e afins só mesmo de nível muito leve, pra não cutucar a onça… Apesar (ou talvez por causa) dessas ressalvas, havia uma forma de ir à Patagônia que estava na minha top list há muito mais tempo do que eu sou capaz de precisar: um cruzeiro de 15 dias, partindo de Buenos Aires e chegando em Valparaiso.
Há várias companhias que fazem esse roteiro pela Patagônia, com pequenas variações – em alguns anos já houve, inclusive, roteiros bastante longos, de cerca de 20 dias, com saídas do Rio de Janeiro ou Santos, ao invés da saída mais comum, Buenos Aires. Para mim, alguns pontos eram fundamentais:
1) Embarcar em Buenos Aires e desembarcar em Valparaiso, ou vice-versa; não queria um roteiro circular, que seria fatalmente mais curto e menos variado;

Roteiro de Buenos Aires a Valparaiso
2) Aportar, por uma manhã que fosse, nas Ilhas Malvinas;

O tempo é imprevisível nas Malvinas...
3) Navegar pela região do Cabo Horn.

Um dia calmo no Cabo Horn
De resto, as outras paradas do cruzeiro me eram meio indiferentes. Eu queria ter uma visão panorâmica de paisagens geladas, mas sabia que, caso me apaixonasse por algum lugar, teria que planejar uma nova viagem para visitá-lo comme il faut. O roteiro escolhido foi o do navio Norwegian Sun, da Norwegian Cruise Line, de 14 noites, com saída de Buenos Aires e chegada a Valparaiso e paradas em Montevidéu, Puerto Madryn, Port Stanley, Ushuaia, Punta Arenas, Puerto Chacabuco e Puerto Montt.

O Norwegian Sun
Cheguei a Bs.As. dois dias antes do embarque e prolonguei as férias por mais uma semana após o desembarque, o que resultou no seguinte roteiro:
Dia 1, 29/01 – Ida para Buenos Aires;
Dia 2, 30/01 – Buenos Aires; ida ao Tigre;
Dia 3, 31/01 – Embarque no Norwegian Sun;
Dia 4, 01/02 – Montevidéu;
Dia 05, 02/02 – Navegando;
Dia 06, 03/02 – Puerto Madryn;
Dia 07, 04/02 – Navegando;
Dia 08, 05/02 – Port Stanley;
Dia 09, 06/02 – Navegando; Cabo Horn;
Dia 10, 07/02 – Ushuaia; Canal de Beagle;
Dia 11, 08/02 – Punta Arenas;
Dia 12, 09/02 – Navegando; Estreito de Magalhães;
Dia 13, 10/02 – Navegando;
Dia 14, 11/02 – Puerto Chacabuco;
Dia 15, 12/02 – Puerto Montt;
Dia 16, 13/02 – Navegando;
Dia 17, 14/02 – Desembarque em Valparaiso; Viagem de ônibus para Santiago;
Dia 18, 15/02 – Santiago;
Dia 19, 16/02 – Vôo para Mendoza;
Dia 20, 17/02 – Mendoza;
Dia 21, 18/02 – Vôo para Buenos Aires;
Dia 22, 19/02 – Buenos Aires; Volta para casa.

Plaza Baquedano, Santiago

Bodega Familia Zuccardi, Mendoza
No próximo post vou destrinchar direitinho o orçamento dessa viagem, uma das melhores relações custo-benefício que eu já consegui…
Mon 8 Mar 2010
Posted by Carla under Peru
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Não foi uma tarefa simples montar um roteiro pelo Peru, como poderia parecer à primeira vista. Os anúncios de pacotes turísticos nos jornais costumam oferecer o Peru em 6 dias – com Lima, Cuzco e Machu Picchu – mas eu queria fazer ao menos um pouquinho mais do que esse circuito básico.
De certa forma, o ápice da viagem seria Machu Picchu, sim, como acredito que aconteça com 90 ou 95% dos turistas que vão ao Peru. Mas alguns anos antes eu tinha visto um episódio do Lonely Planet na TV a cabo (quando ainda ia ao ar com o nome “Planeta Solitário”, e não “Mochileiros”, como hoje em dia – faz tempo!
) e tinha ficado cismada com o Lago Titicaca, e com uma viagem um pouco mais extensa pelo Peru.
Para encaixar Lima, Cuzco, Machu Picchu e o Titicaca em 2 semanas de férias, acabei deixando de lado outras cidades peruanas e incluindo um pouquinho da Bolívia. Foi uma questão logístico-geográfica apenas, que me poupou alguns neurônios na hora de fazer o roteiro funcionar.
Entretanto, assim como eu concluí quando fiz o balanço geral do roteiro da Bolívia, é possível também voltar ao Peru inúmeras vezes, e fazer várias viagens diferentes, em roteiros que podem variar de 1 semana a 1 mês sem monotonia.
O esquema que eu escolhi na época ainda me parece bastante acertado: chegamos a Puno de ônibus a partir de Copacabana, na Bolívia. De lá voamos a Cuzco (pelo aeroporto de Juliaca, o mais próximo de Puno, a 45 minutos de distância). Fizemos um bate-e-volta a Machu Picchu – que foi aperfeiçoado por quem foi depois de mim (Arthur? Camila? Wanessa? Lu? Não me lembro quem pôs a idéia em prática primeiro…
), com a partida para Aguas Calientes no fim do dia, o pernoite em um hotel local e a visita a Machu Picchu logo de manhã cedo. Ficamos em Cuzco 4 dias, que foram suficientes para curtir a cidade sem pressa. Em seguida, tomamos um vôo para Lima, uma cidade que me cativou muito mais do que eu esperava, e onde tenho muuuuuita vontade de voltar (quem sabe ainda este ano?)
A parte peruana do nosso périplo consumiu 10 dias, que comento em seguida:

1o. dia – Saímos de Copacabana de ônibus em direção a Puno. À noite demos uma volta pela cidade, que é pequena e tem poucos atrativos. Essa viagem foi parte do pacote que contratamos na Turisbus, de La Paz, um custo-benefício excelente: o ônibus era confortável, a viagem foi tranqüila, e não tivemos que usar nem um minuto do nosso tempo em Copacabana para descobrir como chegar a Puno…
2o. dia – Fizemos o passeio às Islas Flotantes de los Uros, contratado no próprio hotel. Mais uma vez, eu repetiria tudo igual: o passeio foi ótimo, o preço foi justo e, como tínhamos pouco tempo na cidade, valeu a pena não precisar ficar pesquisando agências locais…
3o. dia – Voamos para Cuzco pela manhã. Aqui o roteiro começou a apresentar uma falha… Esse dia era um domingo, mas, na hora em que chegamos já não dava mais tempo de visitar o Mercado Indígena de Pisac, que eu tinha bastante curiosidade de conhecer. O Mercado só funciona às 3as., 5as. e domingos. Na 3a. iríamos a Machu Picchu e na 5a. seguiríamos viagem para Lima.

4o. dia – City-tour em Cuzco. No geral, um excelente passeio. Minha única crítica se referia ao horário em que fiz o passeio, à tarde – ao chegar ao último sítio arqueológico, já está bem escuro… Mas soube depois pela Wanessa , do Cadernos de Viagem, que o city-tour só é oferecido à tarde, não há a possibilidade de fazê-lo pela manhã…
5o. dia – Machu Picchu. Se eu voltasse hoje, acho que a única coisa que faria diferente seria pernoitar em Aguas Calientes na véspera da ida a Machu Picchu, para chegar ao parque na hora de abertura e diminuir o cansaço de fazer a viagem de ida e volta no mesmo dia. De resto, um dia me pareceu suficiente para aproveitar, sim.

6o. dia – Valle Sagrado. Nem me sinto muito à vontade para comentar, porque abreviei a minha visita (minha coluna problemática deu mostras de cansaço, e fazia só 6 meses que eu tinha tido uma baita crise…). Fui apenas a Pisac, em um dia sem mercado, e a experiência foi bem diferente da que teve quem viu o mercado. Hoje eu trocaria a ordem desses passeios todos – faria primeiro um reconhecimento descompromissado de Cuzco e logo depois o city-tour, como fiz; depois iria ao Valle Sagrado, em dia de Mercado Indígena em Pisac, e ficaria em Ollantaytambo para tomar o trem para Aguas Calientes, como fez a Camila, do Viaggiando. (Foi esse mesmo o procedimento, Camila?)
7o. ao 10o. dias – Lima. Foi suficiente para o básico, mas eu ficaria mais. Lima dá conta, sozinha, de 1 semana de viagem, tantos são os pontos históricos, os museus e os restaurantes.

Foi um roteiro básico – valeu a pena, mas foi só uma amostra da riqueza desse país. O Peru é bem mais do que isso – e, quanto mais perto se chega, mais se descobre acerca de lugares que teriam valido a pena visitar… Alguns eu deixei de fora com dó, como Arequipa e o Cánion del Colca; outros nunca aguçaram realmente a minha curiosidade, como Nazca, mas eu não dispensaria a visita se tivesse a oportunidade; outros, ainda, eu nem sabia que existiam, como a viagem de trem de Lima a Huancayo, que o Ernesto e a Cibele fizeram…
Há muitas idéias de roteiros e uma vastidão de dicas salpicadas em diversos blogs de viagem. A forma mais rápida de chegar a eles é clicando no VnV, nesta página que reúne tudo o que existe lá sobre o Peru!
Mon 28 Dec 2009
Na véspera do dia de vir embora, os planos iniciais eram tomar o Tren de la Costa e ir passear na região do Tigre. Eu não sou lá muito fã do passeio, mas acho uma opção interessante para levar uma criança – pode-se fazer um passeio curto de barco, visitar o Museo Naval e ver os aviões de guerra, ir ao Parque de la Costa… Além disso, faz algum tempo que tenho vontade de voltar ao Tigre para fazer um passeio diferente pela cidade, de preferência um que não inclua os benditos passeios de barco que duram horas a fio…
Mas o nosso pequeno turista já não estava muito a fim de experiências diferentes nesse dia, não… Depois de quase uma semana inteira apenas na companhia da tia e dos avós, a rotina já estava fazendo falta – e a saudade da mãe batendo forte!
Com o mocinho já meio cansado das aventuras, achamos melhor não insistir e fazer uma programação mais suave, que não envolvesse uma viagem de trem aos arredores da cidade…
A atração principal do dia foram novamente os Bosques de Palermo. Começamos pelo Parque 3 de Febrero, onde as crianças têm espaço suficiente para brincar, correr e ainda podem curtir um passeio de pedalinho pelo lago:

Gastando energia...
Fazia um sol lindo nesse dia, e o convite para curtir o friozinho de primavera nesse “Central Park” portenho era realmente irrecusável.

Parque 3 de Febrero
Prosseguindo o passeio pela beira do lago, chega-se à entrada de um dos recantos mais lindos e tranqüilos de Buenos Aires – o Rosedal.

Paseo del Rosedal

Detalhes que fazem a diferença...
Embora o Rosedal seja um dos meus lugares favoritos, rivalizando apenas com o Patio Andaluz (ainda fechado para obras) e o Jardín Japonés, eu nunca tinha tido o privilégio de visitá-lo em plena primavera. Fica a dica!!!

Campo de flores...

Rosas coloridas...

... ou tradicionalmente vermelhas...

Por vezes tão lindas quanto imensas...

... e às vezes mais discretas...

... e em cores menos votadas...

Outras flores também têm vez!
O Jonas aproveitou o espaço livre…

O pequeno correu por todo o parque!

Mas logo se cansou de ver tanta flor...
Demos uma última espiadela nas rosas campeãs, vencedoras de exposições:

Medalha de ouro!

Medalha de prata!

Não consigo ler a plaquinha... Será a medalha de bronze?!?

Essa é a vencedora do melhor perfume!!!
Com esse passeio fechamos com chave de ouro a nossa programação em Buenos Aires. Deixamos vários dos planos que constavam do roteiro inicial para uma nova visita, sem culpa e sem dramas. O objetivo maior da viagem eu acredito que foi alcançado: o Jonas se divertiu à beça, curtiu Buenos Aires de um jeito bem leve e adequado para uma criança da idade dele, não foi forçado a fazer nenhum programa de adulto que não quisesse e gostou dos que acabou fazendo. Saldo da brincadeira? Criei um “monstrinho”, ou seja, um pequeno vibana que já tem a maior vontade de voltar…
Fri 18 Dec 2009

Após o passeio por La Boca, tomamos um táxi para San Telmo. Dessa vez não tivemos a opção de ir à famosa feira de antigüidades, porque chegamos a Buenos Aires em um domingo à tarde e fomos embora no sábado seguinte – mas aproveitamos que estávamos por perto para passear um pouco pelo Mercado e almoçar na Brasserie Pétanque…

Mercado de San Telmo
Aproveitei para mostrar ao Jonas os objetos antigos – ele se interessou durante uns 10 minutos, se tanto…

Vimos os relógios do vovô,...

... notas e moedas antigas...

... e muitas caixinhas de fósforos!!!
Do Mercado seguimos a pé sem pressa pela Calle Defensa, e paramos para almoçar na Brasserie Pétanque.

Calle Defensa
Passamos em frente à Iglesia de Santo Domingo, que foi reaberta depois de uma restauração. Essa igreja é um símbolo da resistência argentina à invasão inglesa no início do século XIX – a partir do ponto onde está situada a cidade não foi tomada pelos ingleses – daí o nome Defensa para esse trecho da rua, e também o nome Reconquista para a sua continuação…
Que bom que preservaram as marcas das balas de canhão na torre da igreja – que os monumentos sejam restaurados, mas sem apagar a História!

As marcas continuam lá!
Entramos para ver o acervo de bandeiras inglesas tomadas durante a reconquista da cidade – ficam em um pequeno recinto na lateral do altar:

Rivalidade antiga...
A igreja fica na esquina da Defensa com a Avenida Belgrano. Dali continuamos a pé até a Plaza de Mayo, onde tomamos um táxi de volta para casa. Foi o nosso dia mais turístico e cultural, e eu tinha pensado que talvez o Jonas não curtisse muito, porque nenhum dos passeios era especificamente voltado para crianças… Mas não é que ele me surpreendeu?!?
Thu 10 Dec 2009
Quando eu digo que gosto de voltar a lugares onde já fui, algumas pessoas não entendem a razão – provavelmente pensam que, se já fomos a um lugar, esse lugar está visitado e, pronto!, pode-se partir para o próximo. Bom, a verdade é que poucas vezes é isso o que acontece – uma cidade se descortina aos poucos, e quanto mais sabemos sobre ela, mais vemos que há inúmeros lugares a visitar e mil atividades que aguçam a nossa vontade. E é por esses atrativos que eu volto, sempre que posso, a lugares onde já estive antes. Quando posso simplesmente descartar certas obrigações turísticas, então, acho perfeito!
Em Buenos Aires, uma dessas obrigações turísticas que eu adoro descartar é o Caminito, ou La Boca como um todo. Para mim não é algo simples dar um lugar por visitado – eu tenho mesmo essa mania das idas & vindas, hehehe… Ou acontece de eu mesma achar que talvez não tenha visto tudo o que gostaria de ver, ou então de estar na companhia de alguém que eu gostaria de levar ao tal lugar. Foi assim comigo e La Boca: primeiro, demorei 4 anos para ir pela primeira vez; depois, fui 4 vezes no espaço de 6 anos e, claro, já tinha tomado uma dose de La Boca que dava para umas 4 encarnações…
Então, quando eu pensava que já estava livre de vez, e não botava os pés no Caminito desde janeiro de 2006, eu mesma achei que seria um ótimo lugar para levar o Jonas. Achei que ele ia se interessar pelas histórias dos colonos que construíram casinhas de chapas de navio, pintadas de cores berrantes como os desenhos infantis; e, se calhasse de haver algum casal dançando tango pelas ruas, melhor, porque ele provavelmente acharia engraçado…
Aproveitamos então o dia em que fomos tomar o café da manhã no Café Tortoni – já estávamos no centro mesmo, até La Boca seria rápido, e depois poderíamos esticar até San Telmo e almoçar por lá. Como sempre, o Caminito estava cheio, mas não chegava a estar insuportável; não cheguei a ver mais do que um único ônibus de turismo, que logo seguiu para a próxima parada do seu city-tour… Começamos pelo inevitável:

O pit stop obrigatório - parece vício...
Já sem boa parte dos turistas, conseguimos ver o Caminito assim:
Passeamos sem nenhuma pressa, e o Jonas curtiu bastante. Quanto a nós… bom, nós acabamos descobrindo que, afinal, ir ao Caminito pode ser muito interessante e divertido – principalmente quando se tem olhar de criança!!!
Há muitas e muitas coisas para se fazer por lá, como por exemplo:

Brincar de canhão...

Comer alfajores...

Observar as casinhas coloridas...

Descobrir os painéis nos edifícios...

Perturbar a soneca do gato...

Rir da cabeça cheia de pirulitos...
E, quando somos crianças e temos uma tia-madrinha maluca que nos deixa brincar com a câmera quase o tempo todo, ainda podemos descobrir detalhes interessantes até dentro das lojinhas de souvenirs, como:

Uma enorme pedra preciosa...

... muitas bolas de futebol...

... e milhares de ímãs de geladeira!
Ou seja, ao cabo de meia hora eu mesma já estava rendida aos encantos de um lugar onde continuo pretendendo não voltar… Mas, nesse meio tempo… vamos brincar de canhão?!?

De volta a La Boca - nunca foi tão divertido!